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		<title>Uploads from A. Sousa., tagged cultura</title>
		<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/tags/cultura/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 14:14:50 -0700</pubDate>
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			<title>Portugal - Guimarães o Berço da Nação - O castelo de Guimarães construído com arte, sabedoria e magnificência é sem sombra de dúvida o símbolo da nacionalidade portuguesa… Guimarães a Capital Europeia da cultura 2012</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7167079334/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;A. Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7167079334/&quot; title=&quot;Portugal - Guimarães o Berço da Nação - O castelo de Guimarães construído com arte, sabedoria e magnificência é sem sombra de dúvida o símbolo da nacionalidade portuguesa… Guimarães a Capital Europeia da cultura 2012&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm8.staticflickr.com/7242/7167079334_a709490b80_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;121&quot; alt=&quot;Portugal - Guimarães o Berço da Nação - O castelo de Guimarães construído com arte, sabedoria e magnificência é sem sombra de dúvida o símbolo da nacionalidade portuguesa… Guimarães a Capital Europeia da cultura 2012&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Falar de castelos antes de mais é falar de antigas estruturas militares que de tão presentes no nosso quotidiano se tornaram quase invisíveis aos olhos de quem por elas passa. Só nos lembramos das suas histórias quando paramos e olhamos mais atentamente para a sua imponência, nessa altura sim, verificamos que estamos na presença de algo maior, algo que pouco ou nada tem a ver com os contos de fadas com que geralmente os associamos e que de facto merece uma reflecção mais atenta e profunda, depois de um exercício de concentração conseguimos recuar no tempo e colocar nos seus lugares as personagens que deles fizeram parte e que assim, de certo modo construíram a história dos países tal como hoje os conhecemos. Nesta serie que vou dedicar aos castelos, vou tentar retratar de uma forma humilde honesta e equilibrada mas também com muito rigor histórico fruto de algum trabalho e pesquisa, a importância destes dinossauros da arquitetura medieval, nesses tempos idos e no seu atual valor para o desenvolvimento turístico das populações em seu redor…Comecemos então por um dos Castelos mais emblemáticos do País visto estar diretamente associado ao inicio da Nação, o Castelo de Guimarães, muito embora todos os outros Castelos que se lhe seguem e dos quais tenciono falar, também tenham sido como veremos mais a frente, muito importantes na defesa e consolidação deste retângulo de terra a beira-mar plantado…&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O castelo de Guimarães é sem sombra de duvida o símbolo da nacionalidade portuguesa, não poderia portanto deixar de falar de forma especial deste belo e altivo castelo construído com tanta arte, sabedoria e magnificência. Integrado decerto na corrente de nobres atraídos ao ocidente peninsular pelas vicissitudes da Reconquista Cristã, um rico homem credivelmente de ascendência castelhana, Diogo Fernandes, veio nos fins do século IX estabelecer-se na região vimaranense, então no início de um promissor desenvolvimento. Com ele vieram a mulher e a prole, o filho e as três filhas. Entre estas, contava-se uma, de nome Mummadona, que haveria de notabilizar-se, não só por do seu casamento com Hermenegildo Gonçalves se ter originado uma dinastia Condal que governou, desde meados do século X até ao terceiro quartel do XI, a já chamada terra portucalense, núcleo do futuro Portugal, mas também pelo seu devoto gosto pelo progresso e à defesa da incipiente Guimarães, então repartida em dois modestos núcleos populacionais, um no alto do Monte Largo – alpis latitus no latim dos documentos da época – e o formado no sopé dessa colina. Tendo enviuvado antes do ano 928, Mummadona viu-se senhora de vastíssimos bens, que em Julho de 950 partilhou com os seus filhos – cinco homens e uma mulher – para logo a seguir, animada de viva religiosidade, mandar fundar na vila baixa um mosteiro, ao qual, nove anos depois, em Janeiro de 959, fez uma amplíssima doação de terras, gado, rendimento, ricos ornamentos de culto e livros religiosos. Porém, naqueles tempos, não decorria tranquila a vida quotidiana no noroeste peninsular, em que se desenvolvia a progressiva Guimarães; além da ameaça permanente de possíveis investidas das hostes muçulmanas, ainda dominantes ao sul, eram sobretudo inquietantes os repetidos assalto dos chamados normandos, misto de guerreiros e piratas, que eram provenientes dos mares do norte da Europa, e abordavam em som de guerra as costas peninsulares ou subiam os cursos dos rios, e espalhavam por toda a parte sangue e ruínas, saqueando, matando e cativando, após o que, com maior ou menor demora, reembarcavam, embora não o fizessem incólumes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dos anos subsequentes ao daquela doação, algumas dessas incursões são conhecidas, além certamente de vários outros assaltos cuja escassa monta se apagou na memória das gentes, não deixando rasto na história. Uma dessas incursões, de muçulmanos ou normandos, sobreveio por aquelas vizinhanças, e o coração da piedosa dama foi tocado de profundo temor pela segurança do mosteiro a que era tão devotada. Então resolveu ela construir naquele Monte Largo, um castelo, onde a comunidade se acolhesse em ocasião de perigo. É bem conhecido e várias vezes citado o trecho da carta de doação desse castelo aos religiosos, lavrada em Dezembro de 968, da qual consta a referida decisão. Já nesse ano, e em anos seguintes por mais de uma vez, monges e monjas estariam de olhos postos no seu refúgio castelejo, e prestes a correrem para ele. Primeiro, porque justamente desde os alvores desse 968 largamente se espalharam pelas terras da Galiza, levando-as a ferro e fogo, os oito mil normandos do viking Gunderedo, que só muito mais tarde vieram a ser vencidos e expulsos; depois, porque em várias ocasiões andou a guerra pelo norte de Portugal, movida ora por muçulmanos, ora por normandos. Nomeadamente em 997, quando Mohâmede Abu-Amir o celebre Almançor, vindo de Cória, fez caminho pela Beira, veio ao Porto, e, como o seu fito era destruir Compostela, deve ter seguido, desde aquela cidade, pela estrada romana que a ligava a Braga, passando portanto a uns quinze quilómetros de Guimarães, em marcha bélica embora não agressiva. Mais perigosamente em 1010 ou 1016, uma horda normanda invadiu a região a sul do Minho e chegou às vizinhanças de Guimarães, pois assolou as terras da vizinha Vermoim, cujo castelo assaltou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A evolução construtiva deste interessante castelo não é conhecida através de fontes históricas suficientemente esclarecedoras; e quase pode dizer-se que tudo quanto se tem apurado resulta de dados oferecidos pela própria construção, dados sobre os quais se apoiam as Possíveis hipóteses cronológicas. Tradicionalmente considerado moradia do Conde D. Henrique e berço do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Mais forte é porventura o facto de saber-se pela carta de doação duns campos em Guimarães, outorgada em 2 de Janeiro de 1121 pela condessa D. Teresa a certos franceses aí moradores, que esses campos ficavam junto do palácio da doadora, na denominada Rua dos Franceses; portanto nesta data, e evidentemente com anterioridade maior ou menor, a residência condal era na vila e não no castelo, admitindo que a anterioridade de tal residência não atingia os últimos anos da vida do Conde Henrique, falecido em 1112, e consequentemente o do nascimento de D. Afonso Henriques provavelmente em 1009, No decurso dos séculos XII a XIV, vários sucessos enaltecem a história militar deste castelo. Nele deve ter resistido o moço Afonso Henriques, quando em 1127, encontrando-se em Guimarães, ali veio mover-lhe guerra o rei de Leão, Afonso VII, seu primo, com o fito de reduzi-lo à vassalagem de que, já em luta com a mãe para obtenção do governo do condado Portucalense, pretendia libertar-se. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já no tempo da crise dinástica que se seguiu ao falecimento de D. Fernando, as vicissitudes do castelo de Guimarães interferiram nas da Nação; e deste sucesso há conhecimento mais detalhado, porque a ele se referiu um tanto pormenorizadamente o cronista Fernão Lopes. Como tantos outros exemplos conhecidos na história, o castelo de Guimarães, conheceu ao longo do tempo o ocaso da sua gloriosa existência, pouco a pouco, no decurso dos séculos XVI a XIX o influxo dos tempos e a ignorância, juntamente com o desrespeito dos homens pelo seu legado histórico tanto lhe macularam a integridade, até que o restauro levado a cabo no século XX conseguiu restituir a essas muralhas e torres, onde ainda repercute o eco de épicas batalhas, toda a sua grandiosidade, e toda a sua severa e majestosa beleza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Egas Moniz, o Aio, será isto uma lenda?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A batalha de Valdevez entre os exércitos de D. Afonso Henriques e Afonso VII de Castela não teve um resultado decisivo para nenhuma das hostes envolvidas. D. Afonso Henriques retirou-se para Guimarães com o seu aio Egas Moniz e com os outros chefes das cinco famílias mais importantes do Condado Portucalense, interessadas na independência. O monarca Castelhano pôs cerco ao castelo de Guimarães mas o futuro rei de Portugal preferia morrer a render-se ao primo. Egas Moniz, fundamentado na autoridade que a posição e a idade lhe conferiam, decidiu negociar a paz com Afonso VII a troco da vassalagem de D. Afonso Henriques e dos nobres que o apoiavam. O rei castelhano aceitou a palavra de Egas Moniz de que D. Afonso Henriques cumpriria o voto de vassalagem. Mas um ano depois, D. Afonso Henriques quebrou o prometido e resolveu invadir a Galiza, dando origem a um dos momentos mais heroicos da nossa história. Vestidos de condenados, Egas Moniz apresentou-se com toda a sua família na côrte de D. Afonso VII, em Castela, pondo nas mãos do rei as suas vidas como penhor da promessa quebrada. O rei castelhano, diante da coragem e humildade de Egas Moniz, decidiu perdoar-lhe e presenteou-o com favores. Este ato heroico impressionou também D. Afonso Henriques, que concedeu ao seu velho aio extensos domínios. Pensa-se que esta terá sido uma estratégia inteligente por parte de Egas Moniz para que o primeiro rei de Portugal pudesse ganhar tempo. Ao entregar-se, Egas Moniz ressalvava a sua honra e também a de Afonso Henriques, assegurando através da sua astúcia a futura independência de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Wed, 09 May 2012 14:14:50 -0700</pubDate>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;Falar de castelos antes de mais é falar de antigas estruturas militares que de tão presentes no nosso quotidiano se tornaram quase invisíveis aos olhos de quem por elas passa. Só nos lembramos das suas histórias quando paramos e olhamos mais atentamente para a sua imponência, nessa altura sim, verificamos que estamos na presença de algo maior, algo que pouco ou nada tem a ver com os contos de fadas com que geralmente os associamos e que de facto merece uma reflecção mais atenta e profunda, depois de um exercício de concentração conseguimos recuar no tempo e colocar nos seus lugares as personagens que deles fizeram parte e que assim, de certo modo construíram a história dos países tal como hoje os conhecemos. Nesta serie que vou dedicar aos castelos, vou tentar retratar de uma forma humilde honesta e equilibrada mas também com muito rigor histórico fruto de algum trabalho e pesquisa, a importância destes dinossauros da arquitetura medieval, nesses tempos idos e no seu atual valor para o desenvolvimento turístico das populações em seu redor…Comecemos então por um dos Castelos mais emblemáticos do País visto estar diretamente associado ao inicio da Nação, o Castelo de Guimarães, muito embora todos os outros Castelos que se lhe seguem e dos quais tenciono falar, também tenham sido como veremos mais a frente, muito importantes na defesa e consolidação deste retângulo de terra a beira-mar plantado…&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O castelo de Guimarães é sem sombra de duvida o símbolo da nacionalidade portuguesa, não poderia portanto deixar de falar de forma especial deste belo e altivo castelo construído com tanta arte, sabedoria e magnificência. Integrado decerto na corrente de nobres atraídos ao ocidente peninsular pelas vicissitudes da Reconquista Cristã, um rico homem credivelmente de ascendência castelhana, Diogo Fernandes, veio nos fins do século IX estabelecer-se na região vimaranense, então no início de um promissor desenvolvimento. Com ele vieram a mulher e a prole, o filho e as três filhas. Entre estas, contava-se uma, de nome Mummadona, que haveria de notabilizar-se, não só por do seu casamento com Hermenegildo Gonçalves se ter originado uma dinastia Condal que governou, desde meados do século X até ao terceiro quartel do XI, a já chamada terra portucalense, núcleo do futuro Portugal, mas também pelo seu devoto gosto pelo progresso e à defesa da incipiente Guimarães, então repartida em dois modestos núcleos populacionais, um no alto do Monte Largo – alpis latitus no latim dos documentos da época – e o formado no sopé dessa colina. Tendo enviuvado antes do ano 928, Mummadona viu-se senhora de vastíssimos bens, que em Julho de 950 partilhou com os seus filhos – cinco homens e uma mulher – para logo a seguir, animada de viva religiosidade, mandar fundar na vila baixa um mosteiro, ao qual, nove anos depois, em Janeiro de 959, fez uma amplíssima doação de terras, gado, rendimento, ricos ornamentos de culto e livros religiosos. Porém, naqueles tempos, não decorria tranquila a vida quotidiana no noroeste peninsular, em que se desenvolvia a progressiva Guimarães; além da ameaça permanente de possíveis investidas das hostes muçulmanas, ainda dominantes ao sul, eram sobretudo inquietantes os repetidos assalto dos chamados normandos, misto de guerreiros e piratas, que eram provenientes dos mares do norte da Europa, e abordavam em som de guerra as costas peninsulares ou subiam os cursos dos rios, e espalhavam por toda a parte sangue e ruínas, saqueando, matando e cativando, após o que, com maior ou menor demora, reembarcavam, embora não o fizessem incólumes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dos anos subsequentes ao daquela doação, algumas dessas incursões são conhecidas, além certamente de vários outros assaltos cuja escassa monta se apagou na memória das gentes, não deixando rasto na história. Uma dessas incursões, de muçulmanos ou normandos, sobreveio por aquelas vizinhanças, e o coração da piedosa dama foi tocado de profundo temor pela segurança do mosteiro a que era tão devotada. Então resolveu ela construir naquele Monte Largo, um castelo, onde a comunidade se acolhesse em ocasião de perigo. É bem conhecido e várias vezes citado o trecho da carta de doação desse castelo aos religiosos, lavrada em Dezembro de 968, da qual consta a referida decisão. Já nesse ano, e em anos seguintes por mais de uma vez, monges e monjas estariam de olhos postos no seu refúgio castelejo, e prestes a correrem para ele. Primeiro, porque justamente desde os alvores desse 968 largamente se espalharam pelas terras da Galiza, levando-as a ferro e fogo, os oito mil normandos do viking Gunderedo, que só muito mais tarde vieram a ser vencidos e expulsos; depois, porque em várias ocasiões andou a guerra pelo norte de Portugal, movida ora por muçulmanos, ora por normandos. Nomeadamente em 997, quando Mohâmede Abu-Amir o celebre Almançor, vindo de Cória, fez caminho pela Beira, veio ao Porto, e, como o seu fito era destruir Compostela, deve ter seguido, desde aquela cidade, pela estrada romana que a ligava a Braga, passando portanto a uns quinze quilómetros de Guimarães, em marcha bélica embora não agressiva. Mais perigosamente em 1010 ou 1016, uma horda normanda invadiu a região a sul do Minho e chegou às vizinhanças de Guimarães, pois assolou as terras da vizinha Vermoim, cujo castelo assaltou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A evolução construtiva deste interessante castelo não é conhecida através de fontes históricas suficientemente esclarecedoras; e quase pode dizer-se que tudo quanto se tem apurado resulta de dados oferecidos pela própria construção, dados sobre os quais se apoiam as Possíveis hipóteses cronológicas. Tradicionalmente considerado moradia do Conde D. Henrique e berço do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Mais forte é porventura o facto de saber-se pela carta de doação duns campos em Guimarães, outorgada em 2 de Janeiro de 1121 pela condessa D. Teresa a certos franceses aí moradores, que esses campos ficavam junto do palácio da doadora, na denominada Rua dos Franceses; portanto nesta data, e evidentemente com anterioridade maior ou menor, a residência condal era na vila e não no castelo, admitindo que a anterioridade de tal residência não atingia os últimos anos da vida do Conde Henrique, falecido em 1112, e consequentemente o do nascimento de D. Afonso Henriques provavelmente em 1009, No decurso dos séculos XII a XIV, vários sucessos enaltecem a história militar deste castelo. Nele deve ter resistido o moço Afonso Henriques, quando em 1127, encontrando-se em Guimarães, ali veio mover-lhe guerra o rei de Leão, Afonso VII, seu primo, com o fito de reduzi-lo à vassalagem de que, já em luta com a mãe para obtenção do governo do condado Portucalense, pretendia libertar-se. &lt;br /&gt;
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Já no tempo da crise dinástica que se seguiu ao falecimento de D. Fernando, as vicissitudes do castelo de Guimarães interferiram nas da Nação; e deste sucesso há conhecimento mais detalhado, porque a ele se referiu um tanto pormenorizadamente o cronista Fernão Lopes. Como tantos outros exemplos conhecidos na história, o castelo de Guimarães, conheceu ao longo do tempo o ocaso da sua gloriosa existência, pouco a pouco, no decurso dos séculos XVI a XIX o influxo dos tempos e a ignorância, juntamente com o desrespeito dos homens pelo seu legado histórico tanto lhe macularam a integridade, até que o restauro levado a cabo no século XX conseguiu restituir a essas muralhas e torres, onde ainda repercute o eco de épicas batalhas, toda a sua grandiosidade, e toda a sua severa e majestosa beleza.&lt;br /&gt;
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Egas Moniz, o Aio, será isto uma lenda?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A batalha de Valdevez entre os exércitos de D. Afonso Henriques e Afonso VII de Castela não teve um resultado decisivo para nenhuma das hostes envolvidas. D. Afonso Henriques retirou-se para Guimarães com o seu aio Egas Moniz e com os outros chefes das cinco famílias mais importantes do Condado Portucalense, interessadas na independência. O monarca Castelhano pôs cerco ao castelo de Guimarães mas o futuro rei de Portugal preferia morrer a render-se ao primo. Egas Moniz, fundamentado na autoridade que a posição e a idade lhe conferiam, decidiu negociar a paz com Afonso VII a troco da vassalagem de D. Afonso Henriques e dos nobres que o apoiavam. O rei castelhano aceitou a palavra de Egas Moniz de que D. Afonso Henriques cumpriria o voto de vassalagem. Mas um ano depois, D. Afonso Henriques quebrou o prometido e resolveu invadir a Galiza, dando origem a um dos momentos mais heroicos da nossa história. Vestidos de condenados, Egas Moniz apresentou-se com toda a sua família na côrte de D. Afonso VII, em Castela, pondo nas mãos do rei as suas vidas como penhor da promessa quebrada. O rei castelhano, diante da coragem e humildade de Egas Moniz, decidiu perdoar-lhe e presenteou-o com favores. Este ato heroico impressionou também D. Afonso Henriques, que concedeu ao seu velho aio extensos domínios. Pensa-se que esta terá sido uma estratégia inteligente por parte de Egas Moniz para que o primeiro rei de Portugal pudesse ganhar tempo. Ao entregar-se, Egas Moniz ressalvava a sua honra e também a de Afonso Henriques, assegurando através da sua astúcia a futura independência de Portugal.&lt;br /&gt;
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		</item>
		<item>
			<title>Áustria – Viena - Johann Strauss Júnior – O eterno patrono da valsa Vienense. É preciso aprender a descobrir quanto existe de profundo nos factos e nas coisas que parecem humildes, dizia o artista.</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5917690547/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;A. Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5917690547/&quot; title=&quot;Áustria – Viena - Johann Strauss Júnior – O eterno patrono da valsa Vienense. É preciso aprender a descobrir quanto existe de profundo nos factos e nas coisas que parecem humildes, dizia o artista.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm7.staticflickr.com/6005/5917690547_8e14c20968_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;180&quot; alt=&quot;Áustria – Viena - Johann Strauss Júnior – O eterno patrono da valsa Vienense. É preciso aprender a descobrir quanto existe de profundo nos factos e nas coisas que parecem humildes, dizia o artista.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A Obra-prima de Johann Strauss filho foi estreada em 15 de Fevereiro de 1867, num baile de Carnaval no salão de uma piscina pública. O Compositor não compareceu à apresentação. Muitos consideram a famosa valsa o hino nacional da Áustria. Enquanto for lembrado, o nome de Johann Strauss Júnior estará sempre ligado ao do pai, Johann Strauss, e ao dos irmãos, Eduard e Josef Strauss. Apesar de ser claramente o maior deles, Strauss Júnior é o símbolo de uma entidade ainda maior: a família Strauss. O patrono da dinastia dos &amp;quot;reis da valsa&amp;quot;, Johann Baptist Strauss, nasceu em Viena no dia 14 de Março de 1804, filho de um taverneiro, Franz Strauss. Iniciou desde cedo a carreira de violinista, tocando na orquestra de dança de Joseph Lanner. Depois de firmar sua reputação, fundou em 1825 a sua própria orquestra. Em pouco tempo, já era o mais célebre compositor e intérprete de dança em Viena. Em 1846, tornou-se director dos bailes da corte vienense. Johann Strauss morreu em 25 de Setembro de 1849. Johann Strauss foi o principal criador da valsa Vienense, baseada principalmente na dança camponesa austríaca Ländler, a valsa ganhou características bastante peculiares nas mãos de Strauss: elegância, robustez e muita vivacidade. Embora sendo uma dança graciosa e aristocrática, a valsa de Johann Strauss não deixava de mostrar as suas origens populares. Strauss compôs centenas de polcas, marchas, quadrilhas, galopes e, claro, valsas. A sua peça mais conhecida é a Marcha Radetzsky, composta em 1848. Porém, é inegável que a sua maior obra tenha sido mesmo o filho Johann Strauss Júnior. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Johann Strauss Júnior, nasceu em 25 de Outubro de 1825, em Viena. Embora o seu pai não quisesse que este seguisse a carreira musical, os impulsos de Johann Júnior fizeram contrariar a vontade do pai. Estudou música com Joseph Dreschler, e quando o pai abandonou a casa da família para viver com uma chapeleira, em 1842, sentiu-se estimulado a competir com ele no mundo da valsa vienense. Em 1844, quando tinha apenas 19 anos, Johann Strauss Júnior fundou uma orquestra de danças, que estreou em Outubro desse mesmo ano. O reportório era formado por valsas e outras danças de vários autores, inclusive algumas peças do seu pai e outras da sua própria autoria. Foi um enorme sucesso, tanto que, para agradar os pedidos do entusiasmadíssimo público, uma das composições de Johann Strauss Júnior teve de ser repetida 19 vezes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A carreira de Strauss Júnior foi impulsionada desde então por um sucesso tão vertiginoso quanto o ritmo rodopiante das valsas que compunha. Ele e a sua orquestra viajavam em grandes e animadas excursões por toda a Europa, e em 1872 Strauss Júnior apresentou-se nos Estados Unidos. Os seus concertos atraíam tanto o público como compositores consagrados como Liszt, Wagner e Brahms, este último, gostava tanto das suas obras que chegou mesmo a lamentar o fato do Danúbio Azul não ser de sua autoria, chegando mesmo a afirmar que trocaria toda a sua obra por o Danúbio Azul. Mesmo com a agenda cheia, Johann Strauss Júnior ainda encontrava tempo para compor uma interminável lista de obras - mais de 200 valsas, 32 mazurcas, 140 polcas e 80 quadrilhas, num total de 479 obras publicadas, mais dezenas de peças manuscritas e outras realizadas em parceria com os seus irmãos. As suas danças são, de longe, as mais bem realizadas de sua época. Johann Strauss Júnior elevou a valsa a níveis máximos de qualidade e sofisticação musical: grandes introduções, quase sinfónicas, codas elaboradas, detalhes na orquestração, elementos nunca vistos antes - nem mesmo em Strauss pai - na escrita de valsas. Ao mesmo tempo, Strauss Júnior levava uma vida privada bastante agitada. Como que seguindo o caminho do pai, casou-se três vezes, mantinha inúmeras aventuras sexuais e ficava constantemente doente tanto por &amp;quot;excessos amorosos&amp;quot; como por o seu ritmo intenso de trabalho. &lt;br /&gt;
Os registos dão conta de um grande colapso nervoso e diversos tratamentos de icterícia, gota, intoxicação por nicotina, nevralgia e desfalecimentos... Na década de 1870, a vida - e, principalmente, a obra - de Strauss entrou num novo rumo. Ele, induzido pelos directores do Theater an der Wien, casa de espectáculos vienense, e inspirado pelo estrondoso sucesso que a excursão de Offenbach pela cidade fez, começou a escrever operetas. As duas primeiras foram Indigo, de 1871, e O carnaval de Roma, em 1873, mas não encontraram grande sucesso. A obra-prima definitiva viria apenas em 1874, com O Morcego, com libreto de Carl Haffner e Richard Genée, a partir de O réveillon, de Meilhac e Halévy, ambos libretistas de Offenbach. Foi um sucesso que se manteve até hoje. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Morcego transcendeu a sua existência de opereta cómica e hoje pertence ao reportório tradicional das grandes casas de ópera em todo o mundo. A partir de O Morcego, Strauss passou a ser tanto o compositor e regente dos animados bailes vienenses, como o autor de inúmeras operetas de sucesso nos teatros da cidade: Uma noite em Veneza, de 1883, O barão cigano, de 1885, Sangue vienense, de 1899, entre outras obras. O Strauss Júnior da opereta é, no entanto, o mesmo da valsa. Stéphane Goldet faz uma observação bastante interessante: &amp;quot;não apenas a opereta inspirou algumas de suas valsas de maior sucesso, como também formou um corpo tão coeso com a valsa que se pode adiantar a seguinte hipótese: a opereta vienense é definitivamente uma espécie de gigantesca encenação da ideia de valsa&amp;quot;. Johann Strauss Júnior morreu, em Viena, no dia 3 de Junho de 1899, poucos meses antes dos 50 anos da morte do pai. A maior contribuição de Strauss Júnior - e, por extensão, da família Strauss - à música não se enquadra na concepção actual de &amp;quot;música erudita&amp;quot;, no sentido de um Bach, ou de um Beethoven. De fato, a música dos Strauss sempre foi, por definição, uma música popular, mesmo quando dançada nos salões do imperador: ritmos contagiantes, memoráveis melodias e alegria inebriante. Nessas valsas, não há muito o que pensar, ou o que reflectir. O que interessa é dançar, aproveitar o momento, sentir a vertigem dos rodopios e a alegria de viver à Vienense. E, para coroar esse espírito imensamente popular, as peças mais famosas dos Strauss - Marcha Radetzky, Valsa do Imperador, Vozes da Primavera, Tritsch Tratsch Polka, Relâmpagos e Trovões, Vida de Artista, Pizzicato Polka, Bombons Vienenses, Contos dos Bosques de Viena, o indefectível Danúbio Azul, entre outras obras - se não se encontram até hoje &amp;quot;na boca do povo&amp;quot;, certamente são instantaneamente reconhecidas. Se não faz parte da galeria dos &amp;quot;grandes&amp;quot; compositores, Johann Strauss Júnior faz, sem dúvida nenhuma, parte da galeria dos músicos mais amados pelo público de todos os tempos. E não há prémio mais importante para um artista do que esse. A Strauss foi diagnosticada uma dupla pneumonia na Primavera de 1899, vindo a morrer em Viena com 73 anos de idade, compôs até aos últimos dias de vida. Strauss deixou estas reflexões, através das quais penetramos na sua mente e nas ideias que o norteavam, especialmente no que se refere à composição operática:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando somos jovens, imagina-se que um libreto só é interessante se contiver cenas violentas e assassinatos terríveis. Depois começa-se a compreender que também nos pequenos acontecimentos da vida quotidiana há coisas que merecem ser notadas e exaltadas com intenso lirismo. É preciso aprender a descobrir quanto existe de profundo nos factos e nas coisas que parecem humildes. Debaixo de um manto de púrpura muitas vezes vive uma mesquinha criatura; sob a roupa desalinhada de um pequeno burguês dos nossos dias palpita às vezes um coração de herói. Temos que nos curar da mania do heroísmo cenográfico, e especialmente renunciar aos venenos, aos punhais e aos incestos. Johann Strauss filho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Sat, 09 Jul 2011 02:59:03 -0700</pubDate>
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    <media:title>Áustria – Viena - Johann Strauss Júnior – O eterno patrono da valsa Vienense. É preciso aprender a descobrir quanto existe de profundo nos factos e nas coisas que parecem humildes, dizia o artista.</media:title>
    <media:description type="html">&lt;p&gt;A Obra-prima de Johann Strauss filho foi estreada em 15 de Fevereiro de 1867, num baile de Carnaval no salão de uma piscina pública. O Compositor não compareceu à apresentação. Muitos consideram a famosa valsa o hino nacional da Áustria. Enquanto for lembrado, o nome de Johann Strauss Júnior estará sempre ligado ao do pai, Johann Strauss, e ao dos irmãos, Eduard e Josef Strauss. Apesar de ser claramente o maior deles, Strauss Júnior é o símbolo de uma entidade ainda maior: a família Strauss. O patrono da dinastia dos &amp;quot;reis da valsa&amp;quot;, Johann Baptist Strauss, nasceu em Viena no dia 14 de Março de 1804, filho de um taverneiro, Franz Strauss. Iniciou desde cedo a carreira de violinista, tocando na orquestra de dança de Joseph Lanner. Depois de firmar sua reputação, fundou em 1825 a sua própria orquestra. Em pouco tempo, já era o mais célebre compositor e intérprete de dança em Viena. Em 1846, tornou-se director dos bailes da corte vienense. Johann Strauss morreu em 25 de Setembro de 1849. Johann Strauss foi o principal criador da valsa Vienense, baseada principalmente na dança camponesa austríaca Ländler, a valsa ganhou características bastante peculiares nas mãos de Strauss: elegância, robustez e muita vivacidade. Embora sendo uma dança graciosa e aristocrática, a valsa de Johann Strauss não deixava de mostrar as suas origens populares. Strauss compôs centenas de polcas, marchas, quadrilhas, galopes e, claro, valsas. A sua peça mais conhecida é a Marcha Radetzsky, composta em 1848. Porém, é inegável que a sua maior obra tenha sido mesmo o filho Johann Strauss Júnior. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Johann Strauss Júnior, nasceu em 25 de Outubro de 1825, em Viena. Embora o seu pai não quisesse que este seguisse a carreira musical, os impulsos de Johann Júnior fizeram contrariar a vontade do pai. Estudou música com Joseph Dreschler, e quando o pai abandonou a casa da família para viver com uma chapeleira, em 1842, sentiu-se estimulado a competir com ele no mundo da valsa vienense. Em 1844, quando tinha apenas 19 anos, Johann Strauss Júnior fundou uma orquestra de danças, que estreou em Outubro desse mesmo ano. O reportório era formado por valsas e outras danças de vários autores, inclusive algumas peças do seu pai e outras da sua própria autoria. Foi um enorme sucesso, tanto que, para agradar os pedidos do entusiasmadíssimo público, uma das composições de Johann Strauss Júnior teve de ser repetida 19 vezes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A carreira de Strauss Júnior foi impulsionada desde então por um sucesso tão vertiginoso quanto o ritmo rodopiante das valsas que compunha. Ele e a sua orquestra viajavam em grandes e animadas excursões por toda a Europa, e em 1872 Strauss Júnior apresentou-se nos Estados Unidos. Os seus concertos atraíam tanto o público como compositores consagrados como Liszt, Wagner e Brahms, este último, gostava tanto das suas obras que chegou mesmo a lamentar o fato do Danúbio Azul não ser de sua autoria, chegando mesmo a afirmar que trocaria toda a sua obra por o Danúbio Azul. Mesmo com a agenda cheia, Johann Strauss Júnior ainda encontrava tempo para compor uma interminável lista de obras - mais de 200 valsas, 32 mazurcas, 140 polcas e 80 quadrilhas, num total de 479 obras publicadas, mais dezenas de peças manuscritas e outras realizadas em parceria com os seus irmãos. As suas danças são, de longe, as mais bem realizadas de sua época. Johann Strauss Júnior elevou a valsa a níveis máximos de qualidade e sofisticação musical: grandes introduções, quase sinfónicas, codas elaboradas, detalhes na orquestração, elementos nunca vistos antes - nem mesmo em Strauss pai - na escrita de valsas. Ao mesmo tempo, Strauss Júnior levava uma vida privada bastante agitada. Como que seguindo o caminho do pai, casou-se três vezes, mantinha inúmeras aventuras sexuais e ficava constantemente doente tanto por &amp;quot;excessos amorosos&amp;quot; como por o seu ritmo intenso de trabalho. &lt;br /&gt;
Os registos dão conta de um grande colapso nervoso e diversos tratamentos de icterícia, gota, intoxicação por nicotina, nevralgia e desfalecimentos... Na década de 1870, a vida - e, principalmente, a obra - de Strauss entrou num novo rumo. Ele, induzido pelos directores do Theater an der Wien, casa de espectáculos vienense, e inspirado pelo estrondoso sucesso que a excursão de Offenbach pela cidade fez, começou a escrever operetas. As duas primeiras foram Indigo, de 1871, e O carnaval de Roma, em 1873, mas não encontraram grande sucesso. A obra-prima definitiva viria apenas em 1874, com O Morcego, com libreto de Carl Haffner e Richard Genée, a partir de O réveillon, de Meilhac e Halévy, ambos libretistas de Offenbach. Foi um sucesso que se manteve até hoje. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Morcego transcendeu a sua existência de opereta cómica e hoje pertence ao reportório tradicional das grandes casas de ópera em todo o mundo. A partir de O Morcego, Strauss passou a ser tanto o compositor e regente dos animados bailes vienenses, como o autor de inúmeras operetas de sucesso nos teatros da cidade: Uma noite em Veneza, de 1883, O barão cigano, de 1885, Sangue vienense, de 1899, entre outras obras. O Strauss Júnior da opereta é, no entanto, o mesmo da valsa. Stéphane Goldet faz uma observação bastante interessante: &amp;quot;não apenas a opereta inspirou algumas de suas valsas de maior sucesso, como também formou um corpo tão coeso com a valsa que se pode adiantar a seguinte hipótese: a opereta vienense é definitivamente uma espécie de gigantesca encenação da ideia de valsa&amp;quot;. Johann Strauss Júnior morreu, em Viena, no dia 3 de Junho de 1899, poucos meses antes dos 50 anos da morte do pai. A maior contribuição de Strauss Júnior - e, por extensão, da família Strauss - à música não se enquadra na concepção actual de &amp;quot;música erudita&amp;quot;, no sentido de um Bach, ou de um Beethoven. De fato, a música dos Strauss sempre foi, por definição, uma música popular, mesmo quando dançada nos salões do imperador: ritmos contagiantes, memoráveis melodias e alegria inebriante. Nessas valsas, não há muito o que pensar, ou o que reflectir. O que interessa é dançar, aproveitar o momento, sentir a vertigem dos rodopios e a alegria de viver à Vienense. E, para coroar esse espírito imensamente popular, as peças mais famosas dos Strauss - Marcha Radetzky, Valsa do Imperador, Vozes da Primavera, Tritsch Tratsch Polka, Relâmpagos e Trovões, Vida de Artista, Pizzicato Polka, Bombons Vienenses, Contos dos Bosques de Viena, o indefectível Danúbio Azul, entre outras obras - se não se encontram até hoje &amp;quot;na boca do povo&amp;quot;, certamente são instantaneamente reconhecidas. Se não faz parte da galeria dos &amp;quot;grandes&amp;quot; compositores, Johann Strauss Júnior faz, sem dúvida nenhuma, parte da galeria dos músicos mais amados pelo público de todos os tempos. E não há prémio mais importante para um artista do que esse. A Strauss foi diagnosticada uma dupla pneumonia na Primavera de 1899, vindo a morrer em Viena com 73 anos de idade, compôs até aos últimos dias de vida. Strauss deixou estas reflexões, através das quais penetramos na sua mente e nas ideias que o norteavam, especialmente no que se refere à composição operática:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando somos jovens, imagina-se que um libreto só é interessante se contiver cenas violentas e assassinatos terríveis. Depois começa-se a compreender que também nos pequenos acontecimentos da vida quotidiana há coisas que merecem ser notadas e exaltadas com intenso lirismo. É preciso aprender a descobrir quanto existe de profundo nos factos e nas coisas que parecem humildes. Debaixo de um manto de púrpura muitas vezes vive uma mesquinha criatura; sob a roupa desalinhada de um pequeno burguês dos nossos dias palpita às vezes um coração de herói. Temos que nos curar da mania do heroísmo cenográfico, e especialmente renunciar aos venenos, aos punhais e aos incestos. Johann Strauss filho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</media:description>
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    <media:credit role="photographer">A. Sousa.</media:credit>
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		<item>
			<title>Áustria - Viena - Ludwig Van Beethoven é o triunfo pessoal sobre a tragédia  e realização musical supremo.  Um homem complexo e brilhante.</title>
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			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;A. Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5845319950/&quot; title=&quot;Áustria - Viena - Ludwig Van Beethoven é o triunfo pessoal sobre a tragédia  e realização musical supremo.  Um homem complexo e brilhante.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm4.staticflickr.com/3071/5845319950_0383a209fe_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;180&quot; alt=&quot;Áustria - Viena - Ludwig Van Beethoven é o triunfo pessoal sobre a tragédia  e realização musical supremo.  Um homem complexo e brilhante.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ó homens que me tendes em conta de rancoroso, insociável e misantropo, como vos enganais. Não conheceis as secretas razões que me forçam a parecer deste modo. Meu coração e meu ânimo sentiam-se desde a infância inclinados para o terno sentimento de carinho e sempre estive disposto a realizar generosas acções; porém considerai que, de seis anos a esta parte, vivo sujeito a triste enfermidade, agravada pela ignorância dos médicos. Devo viver como um exilado. Se me acerco de um grupo, sinto-me preso de uma pungente angústia, pelo receio que descubram o meu triste estado. E assim vivi este meio ano em que passei no campo. Mas que humilhação quando ao meu lado alguém percebia o som longínquo de uma flauta e eu nada ouvia! Ou escutava o canto de um pastor e eu nada escutava! Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ludwig Van Beethoven&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Beethoven estava de cama como na maioria dos seus últimos meses, e muitos amigos vieram visita-lo.  Ele morreu na segunda-feira 26 de Março de 1827, durante uma tempestade.  O seu amigo Anselmo Hüttenbrenner, que nessa altura estava presente, alegou que houve um estrondo de trovão, no momento da morte.  Uma autópsia revelou lesões hepáticas significativas, o que pode ter sido devido ao consumo de álcool.  O cortejo fúnebre de Beethoven a 29 de Março de 1827 foi presenciado por cerca de 20.000 cidadãos Vienenses. Franz Schubert, que morreu no ano seguinte e foi enterrado ao lado de Beethoven, foi um dos portadores da tocha.  Ao contrário de Mozart, que foi enterrado anonimamente numa vala comum (o costume da época), Beethoven foi enterrado numa cova a ele reservada no Währing cemitério, a noroeste de Viena, após uma missa com réquiem na igreja da Santíssima Trindade. Os seus restos mortais foram exumados para um estudo em 1862, e mudados em 1888 para Viena Zentralfriedhof. Durante a Segunda Guerra Mundial, os países ocupados pela Alemanha foram proibidos de ouvir outras rádios que não as indicadas pelo III Reich. Todavia, muitas pessoas desafiavam a proibição para escutar a BBC de Londres, que durante a guerra usou como prefixo as notas iniciais da V Sinfonia de Beethoven, cujas notas - três curtas e uma longa - correspondem a letra &amp;quot;V&amp;quot; - vitória - em código morse. Nesta, como em outras ocasiões, a liberdade foi associada a Beethoven. Ludwig Van Beethoven nasceu a 17 Dezembro de 1770 na cidade de Bona, na Alemanha, à beira do Reno. O seu pai, Johann Van Beethoven, era um músico que trabalhava ao serviço do príncipe local. De ascendência holandesa, o músico Johann, que já havia perdido vários filhos, só tinha uma ambição: que o seu filho Ludwig fosse um novo Mozart. Desde pequeno fez o filho estudar música, a ponto de fazê-lo negligenciar outros estudos, apenas para poder exibi-lo como um novo prodígio na Europa, tal como Mozart anos antes. Para tal, deixou o ensino musical do filho confiado ao professor Christian Gottlob Neefe, organista da corte de Bona. Extravagante, entregue ao álcool, o pai de Ludwig forçava-o a tocar nas horas mais estranhas, muitas vezes tirando o menino da cama de madrugada para se exercitar ao piano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira ocupação oficial de Beethoven foi como assistente de Neefe, cumprindo as funções de organista e tocando na orquestra do príncipe eleitor Maximiliano Francisco. Aos 17 anos viajou para Viena, onde parece, se encontrou com Mozart, embora não esteja provado que tivesse recebido aulas dele. Embora pretendesse ficar em Viena, a morte da sua mãe levou-o de volta a Bona. A família de Beethoven, nessa época, estava em franca decadência. O seu pai, vencido pelo alcoolismo, mantinha-se autoritário, irascível e violento. Os irmãos Karl e Johann, que ainda dariam muito trabalho a Beethoven, eram pequenos. Ludwig tomou a frente da situação, requerendo às autoridades metade do salário do seu pai, para poder sustentar os irmãos. Nos anos seguintes Beethoven trabalhou na orquestra do príncipe, escrevendo obras encomendadas pela nobreza local e reforçando, desse modo, os seus vínculos com a aristocracia. Entre os seus amigos estava o conde de Wallenstein, que muito contribuiria para o sucesso de Beethoven. A palavra do conde, por exemplo, teve influência na decisão de Beethoven, aos 21 anos, partir para Viena para estudar com Haydn. Chegava desta maneira, à sua segunda e definitiva cidade. Os estudos com Haydn duraram pouco tempo, e Beethoven estabeleceu-se na capital austríaca como concertista e compositor, ao mesmo tempo que prosseguia com os seus estudos musicais com outros professores. Jovem, respeitado como um bom músico, tudo se encaminhava para que Beethoven se tornasse mais um dos inumeráveis compositores que viviam em Viena na mesma época. Todavia, algo terrível se abatia sobre o jovem compositor: ele estava a ficar surdo. Foi a partir daí que surgiu o Beethoven quase mítico que hoje conhecemos. O drama da surdez, que o músico procura esconder a princípio, ganha proporções assustadoras na vida do jovem quando descobre que o seu mal é incurável. Pouco a pouco, afasta-se do convívio social, no auge de sua fama, passando a viver como compositor e professor. É dessa época o famoso Testamento de Heilligenstadt, no qual Beethoven afirma a sua convicção na música como única redentora de todos os males. É o legado metafísico de um homem desencantado com o mundo, mas ao qual não pode subtrair-se pois tem consciência das suas tarefas. E, paradoxalmente, a sua fama, nesta época já é considerável, aumentando a cada obra sua que é publicada. A vida particular, por outro lado, parece afastar-se cada vez mais da esperança de felicidade. Os seus vários relacionamentos amorosos terminam de maneira mais ou menos dolorosa, deixando profundas marcas no espírito do compositor, que se vê envelhecer antes do tempo. Os nomes sucedem-se, imortalizados nas obras que o mestre lhes dedicou: Julie Guiccardi, Therese e Josephine Von Brunswick, Bettina Brentano e muitas outras, cuja paixão do solitário músico inspirava mais compaixão que verdadeiramente amor. Há, neste particular, uma curiosidade: “quem terá sido a amada imortal a quem Beethoven dedicou uma belíssima carta de amor que nunca foi entregue?” Impossível saber. Beethoven não se deixa abater. Decide &amp;quot;segurar o destino pelo focinho&amp;quot;, segundo as suas próprias palavras. Nasce o mito do herói que luta, com a sua arte, através das dificuldades para satisfazer o seu próprio ideal estético. Artistas de todo o mundo vinham conhecê-lo, trazendo partituras para que ele desse um parecer. Rossini, Liszt e Schubert, entre outros,   foram recebidos com cordialidade e afabilidade pelo músico. Ao mesmo tempo, as suas composições, criadas sem a menor preocupação em respeitar as regras até então seguidas, são aclamadas. Beethoven inaugura a tradição do compositor livre, que escrevia música para si, sem estar vinculado a um príncipe ou nobre. Tudo, em Beethoven, traz a marca da liberdade; era solitário, não tinha vínculos e responsabilidades com ninguém senão consigo mesmo. Tal situação somente se alterou com a morte de seu irmão Karl, que o havia nomeado tutor do sobrinho com o mesmo nome. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo que Ludwig disputou com a cunhada pela guarda do sobrinho foi o primeiro de uma série de desgostos que o acompanhariam pelo resto da sua vida, culminando com a tentativa de suicídio do seu sobrinho, anos depois. A surdez de Beethoven piorava. Um dos seus concertos em Viena, justamente na estreia da sua Quinta Sinfonia, foi um fiasco total. O músico, sem distinguir uma só nota, insistiu em dirigir a orquestra, que, desorientada, não conseguiu tocar bem a partitura. Em 1823, Beethoven colocou o ponto final na obra que lhe dera mais trabalho, e que lhe era das mais caras: a Nona Sinfonia. Preocupado com a possível má recepção do público vienense, Beethoven pretendia estreá-la em Berlim. A notícia, sabe-se lá como, foi espalhada pela cidade. Imediatamente as cabeças pensantes e mais influentes de Viena endereçaram um pedido, quase uma súplica, para que ele estreasse a sua obra lá. Foi programado um concerto, no Kärtnetor-Theater, em 7 de Maio de 1824. Além da IX Sinfonia, foram apresentados trechos da Missa Solene e outras obras. Beethoven foi dissuadido para não aceitar a sua direcção, mas teve direito a um lugar especial junto ao maestro. Ainda no terceiro movimento da sinfonia irromperam palmas. Terminado o quarto movimento, o triunfo: a plateia vienense já o aclamava. Entretanto, Beethoven já não ouvia nada, observando calmamente a partitura da sinfonia. Foi preciso que um contralto, Caroline Unger, o tomasse pela manga e o mostrasse ao público delirante. Depois desse triunfo, Beethoven ainda compôs as suas obras mais complexas, os últimos quartetos de cordas, muito apreciados no virar do século. A sua saúde, porém, começava a deteriorar-se. Em 1827, no dia 26 de Março, às 17h45, durante uma tempestade, Beethoven morreu, vitimado por cirrose crónica - herdada, talvez, do pai - brandindo a mão fechada contra o céu, num último gesto de rebeldia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As suas Obras Sinfonias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É difícil recomendar obras de Beethoven; as mais famosas nem sempre são as melhores, mas podem servir como introdução à sua vasta obra, como a Pour Elise, op. 59 e a Quinta Sinfonia, op.67. Todos os seres humanos já as ouviram pelo menos uma vez. Uma boa introdução ao génio beethoveniano são as sinfonias, que atingiram a sua maturidade com ele. A Nona Sinfonia, op.125, pode ser uma experiência estética inesquecível, desde que sob uma boa batuta, como Karajan, Bernstein ou Walter. Essa famosa sinfonia inclui no seu movimento final a &amp;quot;Ode à Alegria&amp;quot;, de Schiller, cantada por um coro a 4 vozes. É a primeira vez que isso acontece na história da sinfonia, sendo posteriormente adoptada por diversos compositores - e encontrando, na Oitava Sinfonia de Mahler o seu máximo desenvolvimento. A Sexta, op.68, chamada de Pastoral, ou a Terceira, a Heróica, op. 55, dedicada a Napoleão Bonaparte, e a Sétima, op.92 são obras igualmente magníficas, tornando-se inócua qualquer disputa sobre qual é a melhor. Enfim, a Primeira, op. 21, Segunda op. 36, Quarta, op. 60 e a Oitava op. 93, apesar de negligenciadas  nas salas de concerto e mesmo pelo público, não são, de maneira nenhuma, obras menores. A primeira, inclusive, traz uma série de inovações harmónicas que mostram como Beethoven se soube libertar das regras que regiam a composição musical da época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sonatas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De entre as sonatas, outro género no qual Beethoven foi mestre, recomendo as mais famosas: a Sonata Patética, op 13, a Sonata ao Luar - Quasi una fantasia, op. 27 e a Sonata Waldstein, op. 53, bem como a Sonata op.2 n 1, dedicada a Haydn. Sem dúvida, encontram-se excelentes trabalhos além destes; a gravação de Fritz Jankl é recomendada, embora também outras de excelente qualidade artística e musical estejam à disposição no mercado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Concertos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Concerto para Piano n5, op. 73 é justificadamente o mais famoso concerto de Beethoven. O subtítulo habitual, porém apócrifo, é &amp;quot;Imperador&amp;quot;, e todo um ímpeto de majestade percorre o concerto. Em segundo lugar, mas com a mesma qualidade, está o Concerto n 3, op. 37, mais grave no tom, mas nem por isso menos belo… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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			<pubDate>Sat, 18 Jun 2011 06:18:14 -0700</pubDate>
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&lt;br /&gt;
Ludwig Van Beethoven&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Beethoven estava de cama como na maioria dos seus últimos meses, e muitos amigos vieram visita-lo.  Ele morreu na segunda-feira 26 de Março de 1827, durante uma tempestade.  O seu amigo Anselmo Hüttenbrenner, que nessa altura estava presente, alegou que houve um estrondo de trovão, no momento da morte.  Uma autópsia revelou lesões hepáticas significativas, o que pode ter sido devido ao consumo de álcool.  O cortejo fúnebre de Beethoven a 29 de Março de 1827 foi presenciado por cerca de 20.000 cidadãos Vienenses. Franz Schubert, que morreu no ano seguinte e foi enterrado ao lado de Beethoven, foi um dos portadores da tocha.  Ao contrário de Mozart, que foi enterrado anonimamente numa vala comum (o costume da época), Beethoven foi enterrado numa cova a ele reservada no Währing cemitério, a noroeste de Viena, após uma missa com réquiem na igreja da Santíssima Trindade. Os seus restos mortais foram exumados para um estudo em 1862, e mudados em 1888 para Viena Zentralfriedhof. Durante a Segunda Guerra Mundial, os países ocupados pela Alemanha foram proibidos de ouvir outras rádios que não as indicadas pelo III Reich. Todavia, muitas pessoas desafiavam a proibição para escutar a BBC de Londres, que durante a guerra usou como prefixo as notas iniciais da V Sinfonia de Beethoven, cujas notas - três curtas e uma longa - correspondem a letra &amp;quot;V&amp;quot; - vitória - em código morse. Nesta, como em outras ocasiões, a liberdade foi associada a Beethoven. Ludwig Van Beethoven nasceu a 17 Dezembro de 1770 na cidade de Bona, na Alemanha, à beira do Reno. O seu pai, Johann Van Beethoven, era um músico que trabalhava ao serviço do príncipe local. De ascendência holandesa, o músico Johann, que já havia perdido vários filhos, só tinha uma ambição: que o seu filho Ludwig fosse um novo Mozart. Desde pequeno fez o filho estudar música, a ponto de fazê-lo negligenciar outros estudos, apenas para poder exibi-lo como um novo prodígio na Europa, tal como Mozart anos antes. Para tal, deixou o ensino musical do filho confiado ao professor Christian Gottlob Neefe, organista da corte de Bona. Extravagante, entregue ao álcool, o pai de Ludwig forçava-o a tocar nas horas mais estranhas, muitas vezes tirando o menino da cama de madrugada para se exercitar ao piano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira ocupação oficial de Beethoven foi como assistente de Neefe, cumprindo as funções de organista e tocando na orquestra do príncipe eleitor Maximiliano Francisco. Aos 17 anos viajou para Viena, onde parece, se encontrou com Mozart, embora não esteja provado que tivesse recebido aulas dele. Embora pretendesse ficar em Viena, a morte da sua mãe levou-o de volta a Bona. A família de Beethoven, nessa época, estava em franca decadência. O seu pai, vencido pelo alcoolismo, mantinha-se autoritário, irascível e violento. Os irmãos Karl e Johann, que ainda dariam muito trabalho a Beethoven, eram pequenos. Ludwig tomou a frente da situação, requerendo às autoridades metade do salário do seu pai, para poder sustentar os irmãos. Nos anos seguintes Beethoven trabalhou na orquestra do príncipe, escrevendo obras encomendadas pela nobreza local e reforçando, desse modo, os seus vínculos com a aristocracia. Entre os seus amigos estava o conde de Wallenstein, que muito contribuiria para o sucesso de Beethoven. A palavra do conde, por exemplo, teve influência na decisão de Beethoven, aos 21 anos, partir para Viena para estudar com Haydn. Chegava desta maneira, à sua segunda e definitiva cidade. Os estudos com Haydn duraram pouco tempo, e Beethoven estabeleceu-se na capital austríaca como concertista e compositor, ao mesmo tempo que prosseguia com os seus estudos musicais com outros professores. Jovem, respeitado como um bom músico, tudo se encaminhava para que Beethoven se tornasse mais um dos inumeráveis compositores que viviam em Viena na mesma época. Todavia, algo terrível se abatia sobre o jovem compositor: ele estava a ficar surdo. Foi a partir daí que surgiu o Beethoven quase mítico que hoje conhecemos. O drama da surdez, que o músico procura esconder a princípio, ganha proporções assustadoras na vida do jovem quando descobre que o seu mal é incurável. Pouco a pouco, afasta-se do convívio social, no auge de sua fama, passando a viver como compositor e professor. É dessa época o famoso Testamento de Heilligenstadt, no qual Beethoven afirma a sua convicção na música como única redentora de todos os males. É o legado metafísico de um homem desencantado com o mundo, mas ao qual não pode subtrair-se pois tem consciência das suas tarefas. E, paradoxalmente, a sua fama, nesta época já é considerável, aumentando a cada obra sua que é publicada. A vida particular, por outro lado, parece afastar-se cada vez mais da esperança de felicidade. Os seus vários relacionamentos amorosos terminam de maneira mais ou menos dolorosa, deixando profundas marcas no espírito do compositor, que se vê envelhecer antes do tempo. Os nomes sucedem-se, imortalizados nas obras que o mestre lhes dedicou: Julie Guiccardi, Therese e Josephine Von Brunswick, Bettina Brentano e muitas outras, cuja paixão do solitário músico inspirava mais compaixão que verdadeiramente amor. Há, neste particular, uma curiosidade: “quem terá sido a amada imortal a quem Beethoven dedicou uma belíssima carta de amor que nunca foi entregue?” Impossível saber. Beethoven não se deixa abater. Decide &amp;quot;segurar o destino pelo focinho&amp;quot;, segundo as suas próprias palavras. Nasce o mito do herói que luta, com a sua arte, através das dificuldades para satisfazer o seu próprio ideal estético. Artistas de todo o mundo vinham conhecê-lo, trazendo partituras para que ele desse um parecer. Rossini, Liszt e Schubert, entre outros,   foram recebidos com cordialidade e afabilidade pelo músico. Ao mesmo tempo, as suas composições, criadas sem a menor preocupação em respeitar as regras até então seguidas, são aclamadas. Beethoven inaugura a tradição do compositor livre, que escrevia música para si, sem estar vinculado a um príncipe ou nobre. Tudo, em Beethoven, traz a marca da liberdade; era solitário, não tinha vínculos e responsabilidades com ninguém senão consigo mesmo. Tal situação somente se alterou com a morte de seu irmão Karl, que o havia nomeado tutor do sobrinho com o mesmo nome. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo que Ludwig disputou com a cunhada pela guarda do sobrinho foi o primeiro de uma série de desgostos que o acompanhariam pelo resto da sua vida, culminando com a tentativa de suicídio do seu sobrinho, anos depois. A surdez de Beethoven piorava. Um dos seus concertos em Viena, justamente na estreia da sua Quinta Sinfonia, foi um fiasco total. O músico, sem distinguir uma só nota, insistiu em dirigir a orquestra, que, desorientada, não conseguiu tocar bem a partitura. Em 1823, Beethoven colocou o ponto final na obra que lhe dera mais trabalho, e que lhe era das mais caras: a Nona Sinfonia. Preocupado com a possível má recepção do público vienense, Beethoven pretendia estreá-la em Berlim. A notícia, sabe-se lá como, foi espalhada pela cidade. Imediatamente as cabeças pensantes e mais influentes de Viena endereçaram um pedido, quase uma súplica, para que ele estreasse a sua obra lá. Foi programado um concerto, no Kärtnetor-Theater, em 7 de Maio de 1824. Além da IX Sinfonia, foram apresentados trechos da Missa Solene e outras obras. Beethoven foi dissuadido para não aceitar a sua direcção, mas teve direito a um lugar especial junto ao maestro. Ainda no terceiro movimento da sinfonia irromperam palmas. Terminado o quarto movimento, o triunfo: a plateia vienense já o aclamava. Entretanto, Beethoven já não ouvia nada, observando calmamente a partitura da sinfonia. Foi preciso que um contralto, Caroline Unger, o tomasse pela manga e o mostrasse ao público delirante. Depois desse triunfo, Beethoven ainda compôs as suas obras mais complexas, os últimos quartetos de cordas, muito apreciados no virar do século. A sua saúde, porém, começava a deteriorar-se. Em 1827, no dia 26 de Março, às 17h45, durante uma tempestade, Beethoven morreu, vitimado por cirrose crónica - herdada, talvez, do pai - brandindo a mão fechada contra o céu, num último gesto de rebeldia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As suas Obras Sinfonias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É difícil recomendar obras de Beethoven; as mais famosas nem sempre são as melhores, mas podem servir como introdução à sua vasta obra, como a Pour Elise, op. 59 e a Quinta Sinfonia, op.67. Todos os seres humanos já as ouviram pelo menos uma vez. Uma boa introdução ao génio beethoveniano são as sinfonias, que atingiram a sua maturidade com ele. A Nona Sinfonia, op.125, pode ser uma experiência estética inesquecível, desde que sob uma boa batuta, como Karajan, Bernstein ou Walter. Essa famosa sinfonia inclui no seu movimento final a &amp;quot;Ode à Alegria&amp;quot;, de Schiller, cantada por um coro a 4 vozes. É a primeira vez que isso acontece na história da sinfonia, sendo posteriormente adoptada por diversos compositores - e encontrando, na Oitava Sinfonia de Mahler o seu máximo desenvolvimento. A Sexta, op.68, chamada de Pastoral, ou a Terceira, a Heróica, op. 55, dedicada a Napoleão Bonaparte, e a Sétima, op.92 são obras igualmente magníficas, tornando-se inócua qualquer disputa sobre qual é a melhor. Enfim, a Primeira, op. 21, Segunda op. 36, Quarta, op. 60 e a Oitava op. 93, apesar de negligenciadas  nas salas de concerto e mesmo pelo público, não são, de maneira nenhuma, obras menores. A primeira, inclusive, traz uma série de inovações harmónicas que mostram como Beethoven se soube libertar das regras que regiam a composição musical da época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sonatas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De entre as sonatas, outro género no qual Beethoven foi mestre, recomendo as mais famosas: a Sonata Patética, op 13, a Sonata ao Luar - Quasi una fantasia, op. 27 e a Sonata Waldstein, op. 53, bem como a Sonata op.2 n 1, dedicada a Haydn. Sem dúvida, encontram-se excelentes trabalhos além destes; a gravação de Fritz Jankl é recomendada, embora também outras de excelente qualidade artística e musical estejam à disposição no mercado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Concertos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Concerto para Piano n5, op. 73 é justificadamente o mais famoso concerto de Beethoven. O subtítulo habitual, porém apócrifo, é &amp;quot;Imperador&amp;quot;, e todo um ímpeto de majestade percorre o concerto. Em segundo lugar, mas com a mesma qualidade, está o Concerto n 3, op. 37, mais grave no tom, mas nem por isso menos belo… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<item>
			<title>França – Bordéus – Um parque de estacionamento com uma homenagem no mínimo bizarra e original...</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5395390089/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;A. Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5395390089/&quot; title=&quot;França – Bordéus – Um parque de estacionamento com uma homenagem no mínimo bizarra e original...&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm5.staticflickr.com/4083/5395390089_2288961df2_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;146&quot; alt=&quot;França – Bordéus – Um parque de estacionamento com uma homenagem no mínimo bizarra e original...&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A cidade de Bordéus é famosa em todo o mundo pelas vinhas, sobretudo desde o século XVIII, que lhe proporcionaram uma verdadeira idade do ouro. Capital da antiga Guyenne (a Aquitânia actual), Foi classificada em 2007 como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO que reconheceu o excepcional conjunto histórico e urbano que representa. Desde a Libertação da cidade na Segunda Guerra Mundial, esta cresceu e é hoje sede de uma das maiores áreas metropolitanas europeias do litoral, sendo um destino turístico muito apreciado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este parque de estacionamento (na foto) é uma atracão para os turistas que aqui passam, não só por a originalidade mas também pelo impacto que causa á primeira vista, já assisti por mais que uma vez a pessoas que se desviavam do passeio julgando tratar-se de um carro em queda, eu próprio cheguei a temer tal coisa, na primeira vez que me deparei com esta visão, tal é o realismo posto na obra. Bordéus é uma cidade muito grande, no entanto, a maioria das atracões estão no centro.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é recomendado que os visitantes levem o carro para o centro da cidade, pois é sempre um incómodo estacioná-lo (e os parques de estacionamento como este são caros), e a maior parte das vezes há engarrafamentos nas pequenas e velhas ruas da cidade. A maneira mais interessante de explorar a cidade é a pé.  Como a maior parte do centro da cidade é uma &amp;quot;zona pedonal&amp;quot;, é extremamente fácil de fazer, além de agradável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um passeio junto ao rio é sem dúvida relaxante e ajuda a descontrair no final de um dia intenso, quer seja de trabalho ou de lazer, proporcionando uma paragem numa das muitas esplanadas espalhadas ao longo da avenida junto ao rio Garonne. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===****===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 08:14:49 -0800</pubDate>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;A cidade de Bordéus é famosa em todo o mundo pelas vinhas, sobretudo desde o século XVIII, que lhe proporcionaram uma verdadeira idade do ouro. Capital da antiga Guyenne (a Aquitânia actual), Foi classificada em 2007 como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO que reconheceu o excepcional conjunto histórico e urbano que representa. Desde a Libertação da cidade na Segunda Guerra Mundial, esta cresceu e é hoje sede de uma das maiores áreas metropolitanas europeias do litoral, sendo um destino turístico muito apreciado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este parque de estacionamento (na foto) é uma atracão para os turistas que aqui passam, não só por a originalidade mas também pelo impacto que causa á primeira vista, já assisti por mais que uma vez a pessoas que se desviavam do passeio julgando tratar-se de um carro em queda, eu próprio cheguei a temer tal coisa, na primeira vez que me deparei com esta visão, tal é o realismo posto na obra. Bordéus é uma cidade muito grande, no entanto, a maioria das atracões estão no centro.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é recomendado que os visitantes levem o carro para o centro da cidade, pois é sempre um incómodo estacioná-lo (e os parques de estacionamento como este são caros), e a maior parte das vezes há engarrafamentos nas pequenas e velhas ruas da cidade. A maneira mais interessante de explorar a cidade é a pé.  Como a maior parte do centro da cidade é uma &amp;quot;zona pedonal&amp;quot;, é extremamente fácil de fazer, além de agradável. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um passeio junto ao rio é sem dúvida relaxante e ajuda a descontrair no final de um dia intenso, quer seja de trabalho ou de lazer, proporcionando uma paragem numa das muitas esplanadas espalhadas ao longo da avenida junto ao rio Garonne. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<item>
			<title>Portugal - São João da Madeira - Cidade do Trabalho. A pequena aldeia de São João da Madeira acabaria por se tornar num dos maiores focos da revolução Industrial do nosso Pais - A minha Cidade.</title>
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			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;A. Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5189485539/&quot; title=&quot;Portugal - São João da Madeira - Cidade do Trabalho. A pequena aldeia de São João da Madeira acabaria por se tornar num dos maiores focos da revolução Industrial do nosso Pais - A minha Cidade.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm5.staticflickr.com/4147/5189485539_30ae3a9074_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;148&quot; alt=&quot;Portugal - São João da Madeira - Cidade do Trabalho. A pequena aldeia de São João da Madeira acabaria por se tornar num dos maiores focos da revolução Industrial do nosso Pais - A minha Cidade.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;São João da Madeira é uma cidade portuguesa situada na região Norte, sub-região de Entre Douro e Vouga, e pertencente à Grande Área Metropolitana do Porto, com 21 762 habitantes, números de 2008. É sede do mais pequeno município português em área, possuindo apenas 8,11 km quadrados, correspondendo à área da cidade, o que lhe confere uma elevada densidade populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O município é limitado a norte e oeste pelo município de Santa Maria da Feira e a este e sul por Oliveira de Azeméis. São João da Madeira é um dos cinco municípios de Portugal com apenas uma freguesia. Apesar das suas limitadas dimensões, São João da Madeira é a segunda maior cidade do distrito de Aveiro  e a maior cidade da região Entre Douro e Vouga em população. O seu forte desenvolvimento, na segunda metade do século XX, levou à expansão da sua área urbana para fora dos limites do seu pequeno concelho.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A sua verdadeira área urbana possui cerca de 50 mil habitantes, resultado da população das freguesias dos concelhos vizinhos que fazem fronteira com a cidade, dos quais se destacam Cucujães com 11.000 habitantes Arrifana 8.000 São Roque 5.000 e Milheirós de Poiares 4.000. Tornou-se município autónomo da vizinha Oliveira de Azeméis em 11 de Outubro de 1926, tendo sido elevado ao estatuto de cidade em 28 de Junho de 1984.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
São João da Madeira é conhecida em Portugal pela sua tradição na área industrial, nomeadamente em relação ao fabrico de chapéus e calçado. É reconhecida no país como &amp;quot;Capital do Calçado&amp;quot; e a cidade do trabalho. Nos últimos anos, tem sido distinguida, em estudos de qualidade de vida, como uma das melhores cidades em Portugal para se viver. Em 2010, São João da Madeira foi mesmo considerado o melhor município para se viver em Portugal num estudo publicado no semanário Sol.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As origens de São João da Madeira remontam a um período prévio ao da formação da nacionalidade, como comprovam duas cartas de venda, em pergaminho, datadas de 1088, onde é referida a &amp;quot;uilla de Sancto Ioanne que dicent Mateira&amp;quot; O topónimo &amp;quot;Madeira&amp;quot; parece ter a ver, segundo os historiadores, com a abundância arborícola da região. Estes dois manuscritos podem-se encontrar no arquivo da cidade, sito nos Paços da Cultura. Durante muitos séculos, São João da Madeira passou despercebida no contexto nacional. Em meados do século XIX, contudo, opera-se uma mudança dramática na história local. A pequena aldeia de São João da Madeira acabaria por se tornar num dos maiores focos da Revolução Industrial em Portugal, transformando-se, num intervalo reduzido de anos, num dos maiores pólos industriais do país. A produção de chapéus é a primeira actividade industrial que se fixa.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A primeira fábrica implanta-se em 1802 (J. Gomes de Pinho). António José de Oliveira Júnior, um ex-operário, foi um dos maiores impulsionadores da indústria na localidade, fundando, em 1892, a primeira fábrica de fabrico de chapéus de pêlo, e, em 1914, aquela que se tornaria um dos maiores símbolos de São João da Madeira - a Empresa Industrial de Chapelaria Lda. Totalmente mecanizada, quando começou a laborar era a maior fábrica da Península Ibérica. Acompanhou a história da indústria de chapelaria em Portugal e hoje, o que resta do edifício aloja o Museu da Chapelaria. Oliveira Júnior viria a ser reconhecido na altura pelo próprio Governo, que lhe concedeu o diploma de Mérito Industrial e Agrícola, e é figura grata na sua cidade, que ergueu um busto em sua honra e ofereceu o seu nome a uma das principais ruas da cidade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Em 1908, a inauguração da linha ferroviária - linha do Vouga - em São João da Madeira, pelo rei Manuel II de Portugal, contribuiu para potenciar ainda mais a onda de empreendedorismo. No primeiro quarto do século XX, com o crescente progresso e instalação de indústrias, a explosão demográfica e social foi de tal ordem que, num intervalo curto de tempo, a aldeia de São João da Madeira ultrapassou em população a sua sede de concelho, Oliveira de Azeméis, bem como a da histórica Vila da Feira. Num período de quatro anos, São João da Madeira adquiriu o estatuto de vila (1922) e a sua autonomia administrativa (1926), por desmembramento do concelho de Oliveira de Azeméis. No decreto, o Governo considerava São João da Madeira o &amp;quot;centro industrial mais importante do distrito de Aveiro&amp;quot;, cujo desenvolvimento económico e social estava a ser &amp;quot;prejudicado, sufocado pela sua inferior categoria administrativa&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A independência administrativa foi fruto de uma lenta estratificação histórica local, tendo desempenhado um papel relevante nesta conjuntura a imprensa local (O Regional), nascida de &amp;quot;um grupo de rapazes com sangue a estuar nas veias e ansiosos pelo progresso constante de São João da Madeira&amp;quot;, grupo de notáveis sanjoanenses que constituíram o &amp;quot;Grupo Patriótico Sanjoanense&amp;quot;, liderados pelo padre jesuíta e historiador português Serafim Leite. Já com a sua autonomia administrativa, em plena Segunda Guerra Mundial, a indústria do feltro sobe em flecha em Portugal. Nos anos 40, a produção de pêlos e feltros é centralizada em S. João da Madeira, com a criação, em 1943, da Cortadoria Nacional do Pêlo, a única fábrica do país que trabalha os pêlos, nacionalizada em 1945. Em 1946, dos 1775 operários da indústria de chapelaria em Portugal, 1212 trabalhavam em São João da Madeira. A indústria de chapelaria era um importante ramo da actividade industrial em Portugal, e São João da Madeira era a sua sede. A actividade na região foi imortalizada pelo escritor João da Silva Correia, no seu romance &amp;quot;Unhas Negras&amp;quot; Esta expressão pejorativa designava os operários da indústria dos chapéus que, em virtude do árduo trabalho em caldeiras de vapores designadas de fulas, ficavam com as unhas deterioradas e tingidas de preto. O termo acabaria por se generalizar, servindo para designar, durante muito tempo, todos os habitantes de São João da Madeira. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A palavra Labor, no escudo da cidade, pretende significar precisamente que foi à custa do trabalho dos seus &amp;quot;Unhas Negras&amp;quot; que a cidade se desenvolveu e emancipou. A actividade da chapelaria viria, no entanto, a decair nas décadas seguintes, com o desuso deste utensílio têxtil por parte da população. Paralelamente, a indústria do calçado foi crescendo, acabando por se tornar a principal actividade económica da cidade e tornando São João da Madeira conhecida como a &amp;quot;Capital do Calçado&amp;quot;. Único na Península Ibérica, o Museu da Chapelaria contém valioso espólio das inúmeras fábricas de chapéus instaladas em São João da Madeira nos inícios/meados do século XX, e que contribuíram para a história da cidade. Contém também uma zona de exposições temporárias, recebendo ocasionalmente material de outros museus de chapéus. Foi inaugurado em 2005 pelo Presidente da República Jorge Sampaio.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Parque Urbano do Rio Ul, do arquitecto Sidónio Pardal, que também concebeu o Parque da Cidade do Porto, é um moderno espaço que se projecta ao longo do rio Ul, com dimensão de cerca de 300 mil metros quadrados ,o que o torna um dos maiores parques urbanos do país. Conta com uma praia fluvial e um edifício de apoio, a &amp;quot;Casa da Natureza. O edifício da Câmara Municipal (na foto ) é um monumental projecto que veio revolucionar os serviços municipais e dar a S. João da Madeira um cunho de grandeza ajustado às medidas das suas aspirações. Constituído por 7 pisos, nele estão instalados, para além dos serviços autárquicos, a Junta de Freguesia e a repartição de Finanças e muito recentemente a loja do Cidadão. Um Bem-haja a todos os Sanjoaneses . &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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			<pubDate>Fri, 19 Nov 2010 08:53:36 -0800</pubDate>
			                        <dc:date.Taken>2010-11-07T16:16:12-08:00</dc:date.Taken>
            			<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/">nobody@flickr.com (A. Sousa.)</author>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;São João da Madeira é uma cidade portuguesa situada na região Norte, sub-região de Entre Douro e Vouga, e pertencente à Grande Área Metropolitana do Porto, com 21 762 habitantes, números de 2008. É sede do mais pequeno município português em área, possuindo apenas 8,11 km quadrados, correspondendo à área da cidade, o que lhe confere uma elevada densidade populacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O município é limitado a norte e oeste pelo município de Santa Maria da Feira e a este e sul por Oliveira de Azeméis. São João da Madeira é um dos cinco municípios de Portugal com apenas uma freguesia. Apesar das suas limitadas dimensões, São João da Madeira é a segunda maior cidade do distrito de Aveiro  e a maior cidade da região Entre Douro e Vouga em população. O seu forte desenvolvimento, na segunda metade do século XX, levou à expansão da sua área urbana para fora dos limites do seu pequeno concelho.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A sua verdadeira área urbana possui cerca de 50 mil habitantes, resultado da população das freguesias dos concelhos vizinhos que fazem fronteira com a cidade, dos quais se destacam Cucujães com 11.000 habitantes Arrifana 8.000 São Roque 5.000 e Milheirós de Poiares 4.000. Tornou-se município autónomo da vizinha Oliveira de Azeméis em 11 de Outubro de 1926, tendo sido elevado ao estatuto de cidade em 28 de Junho de 1984.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
São João da Madeira é conhecida em Portugal pela sua tradição na área industrial, nomeadamente em relação ao fabrico de chapéus e calçado. É reconhecida no país como &amp;quot;Capital do Calçado&amp;quot; e a cidade do trabalho. Nos últimos anos, tem sido distinguida, em estudos de qualidade de vida, como uma das melhores cidades em Portugal para se viver. Em 2010, São João da Madeira foi mesmo considerado o melhor município para se viver em Portugal num estudo publicado no semanário Sol.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As origens de São João da Madeira remontam a um período prévio ao da formação da nacionalidade, como comprovam duas cartas de venda, em pergaminho, datadas de 1088, onde é referida a &amp;quot;uilla de Sancto Ioanne que dicent Mateira&amp;quot; O topónimo &amp;quot;Madeira&amp;quot; parece ter a ver, segundo os historiadores, com a abundância arborícola da região. Estes dois manuscritos podem-se encontrar no arquivo da cidade, sito nos Paços da Cultura. Durante muitos séculos, São João da Madeira passou despercebida no contexto nacional. Em meados do século XIX, contudo, opera-se uma mudança dramática na história local. A pequena aldeia de São João da Madeira acabaria por se tornar num dos maiores focos da Revolução Industrial em Portugal, transformando-se, num intervalo reduzido de anos, num dos maiores pólos industriais do país. A produção de chapéus é a primeira actividade industrial que se fixa.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A primeira fábrica implanta-se em 1802 (J. Gomes de Pinho). António José de Oliveira Júnior, um ex-operário, foi um dos maiores impulsionadores da indústria na localidade, fundando, em 1892, a primeira fábrica de fabrico de chapéus de pêlo, e, em 1914, aquela que se tornaria um dos maiores símbolos de São João da Madeira - a Empresa Industrial de Chapelaria Lda. Totalmente mecanizada, quando começou a laborar era a maior fábrica da Península Ibérica. Acompanhou a história da indústria de chapelaria em Portugal e hoje, o que resta do edifício aloja o Museu da Chapelaria. Oliveira Júnior viria a ser reconhecido na altura pelo próprio Governo, que lhe concedeu o diploma de Mérito Industrial e Agrícola, e é figura grata na sua cidade, que ergueu um busto em sua honra e ofereceu o seu nome a uma das principais ruas da cidade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Em 1908, a inauguração da linha ferroviária - linha do Vouga - em São João da Madeira, pelo rei Manuel II de Portugal, contribuiu para potenciar ainda mais a onda de empreendedorismo. No primeiro quarto do século XX, com o crescente progresso e instalação de indústrias, a explosão demográfica e social foi de tal ordem que, num intervalo curto de tempo, a aldeia de São João da Madeira ultrapassou em população a sua sede de concelho, Oliveira de Azeméis, bem como a da histórica Vila da Feira. Num período de quatro anos, São João da Madeira adquiriu o estatuto de vila (1922) e a sua autonomia administrativa (1926), por desmembramento do concelho de Oliveira de Azeméis. No decreto, o Governo considerava São João da Madeira o &amp;quot;centro industrial mais importante do distrito de Aveiro&amp;quot;, cujo desenvolvimento económico e social estava a ser &amp;quot;prejudicado, sufocado pela sua inferior categoria administrativa&amp;quot;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A independência administrativa foi fruto de uma lenta estratificação histórica local, tendo desempenhado um papel relevante nesta conjuntura a imprensa local (O Regional), nascida de &amp;quot;um grupo de rapazes com sangue a estuar nas veias e ansiosos pelo progresso constante de São João da Madeira&amp;quot;, grupo de notáveis sanjoanenses que constituíram o &amp;quot;Grupo Patriótico Sanjoanense&amp;quot;, liderados pelo padre jesuíta e historiador português Serafim Leite. Já com a sua autonomia administrativa, em plena Segunda Guerra Mundial, a indústria do feltro sobe em flecha em Portugal. Nos anos 40, a produção de pêlos e feltros é centralizada em S. João da Madeira, com a criação, em 1943, da Cortadoria Nacional do Pêlo, a única fábrica do país que trabalha os pêlos, nacionalizada em 1945. Em 1946, dos 1775 operários da indústria de chapelaria em Portugal, 1212 trabalhavam em São João da Madeira. A indústria de chapelaria era um importante ramo da actividade industrial em Portugal, e São João da Madeira era a sua sede. A actividade na região foi imortalizada pelo escritor João da Silva Correia, no seu romance &amp;quot;Unhas Negras&amp;quot; Esta expressão pejorativa designava os operários da indústria dos chapéus que, em virtude do árduo trabalho em caldeiras de vapores designadas de fulas, ficavam com as unhas deterioradas e tingidas de preto. O termo acabaria por se generalizar, servindo para designar, durante muito tempo, todos os habitantes de São João da Madeira. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A palavra Labor, no escudo da cidade, pretende significar precisamente que foi à custa do trabalho dos seus &amp;quot;Unhas Negras&amp;quot; que a cidade se desenvolveu e emancipou. A actividade da chapelaria viria, no entanto, a decair nas décadas seguintes, com o desuso deste utensílio têxtil por parte da população. Paralelamente, a indústria do calçado foi crescendo, acabando por se tornar a principal actividade económica da cidade e tornando São João da Madeira conhecida como a &amp;quot;Capital do Calçado&amp;quot;. Único na Península Ibérica, o Museu da Chapelaria contém valioso espólio das inúmeras fábricas de chapéus instaladas em São João da Madeira nos inícios/meados do século XX, e que contribuíram para a história da cidade. Contém também uma zona de exposições temporárias, recebendo ocasionalmente material de outros museus de chapéus. Foi inaugurado em 2005 pelo Presidente da República Jorge Sampaio.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Parque Urbano do Rio Ul, do arquitecto Sidónio Pardal, que também concebeu o Parque da Cidade do Porto, é um moderno espaço que se projecta ao longo do rio Ul, com dimensão de cerca de 300 mil metros quadrados ,o que o torna um dos maiores parques urbanos do país. Conta com uma praia fluvial e um edifício de apoio, a &amp;quot;Casa da Natureza. O edifício da Câmara Municipal (na foto ) é um monumental projecto que veio revolucionar os serviços municipais e dar a S. João da Madeira um cunho de grandeza ajustado às medidas das suas aspirações. Constituído por 7 pisos, nele estão instalados, para além dos serviços autárquicos, a Junta de Freguesia e a repartição de Finanças e muito recentemente a loja do Cidadão. Um Bem-haja a todos os Sanjoaneses . &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		</item>
		<item>
			<title>Espanha - Salamanca - Patrimonio Mundial Da Humanidade</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5123064104/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;A. Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5123064104/&quot; title=&quot;Espanha - Salamanca - Patrimonio Mundial Da Humanidade&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm5.staticflickr.com/4133/5123064104_c76e6a14f6_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;136&quot; alt=&quot;Espanha - Salamanca - Patrimonio Mundial Da Humanidade&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Salamanca é um dos poucos lugares do mundo católico que tem duas catedrais. Várias igrejas, sim, mas duas catedrais não costuma acontecer.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A catedral velha está a par da catedral nova, no bairro antigo da cidade espanhola. De estilo gótico, levaram quase dois séculos a construir, desde o séc. XVI até XVIII. Integra-se muito bem com o resto do centro velho de Salamanca, a sua universidade centenária, e as suas ruas cheias das conchas douradas que orientam os peregrinos de Santiago. A entrada na catedral nova é gratuita, mas para a catedral velha, o seu claustro e o museu, é preciso pagar 4,25 euros.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Pode-se entrar gratuitamente às terças-feiras das 10 às 12 horas. Também se pode subir à torre para ver o resto da cidade deste que é um dos seus pontos mais altos. Observa-se desde cima a velha ponte e o rio Douro. A torre foi aberta ao público em 2002, quando nomearam Salamanca capital europeia da cultura.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O interior da catedral velha é muito bonito e bem restaurado. As exposições do museu mudam regularmente, e têm um grande interesse histórico e artístico, sem estarem relacionadas, necessariamente, ao tema religioso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===****===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 03:08:12 -0700</pubDate>
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            			<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/">nobody@flickr.com (A. Sousa.)</author>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;Salamanca é um dos poucos lugares do mundo católico que tem duas catedrais. Várias igrejas, sim, mas duas catedrais não costuma acontecer.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A catedral velha está a par da catedral nova, no bairro antigo da cidade espanhola. De estilo gótico, levaram quase dois séculos a construir, desde o séc. XVI até XVIII. Integra-se muito bem com o resto do centro velho de Salamanca, a sua universidade centenária, e as suas ruas cheias das conchas douradas que orientam os peregrinos de Santiago. A entrada na catedral nova é gratuita, mas para a catedral velha, o seu claustro e o museu, é preciso pagar 4,25 euros.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Pode-se entrar gratuitamente às terças-feiras das 10 às 12 horas. Também se pode subir à torre para ver o resto da cidade deste que é um dos seus pontos mais altos. Observa-se desde cima a velha ponte e o rio Douro. A torre foi aberta ao público em 2002, quando nomearam Salamanca capital europeia da cultura.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O interior da catedral velha é muito bonito e bem restaurado. As exposições do museu mudam regularmente, e têm um grande interesse histórico e artístico, sem estarem relacionadas, necessariamente, ao tema religioso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		</item>
		<item>
			<title>França - Avignon - O Vaticano da Idade Media, aqui residiram 7 Papas...</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5123013788/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;A. Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5123013788/&quot; title=&quot;França - Avignon - O Vaticano da Idade Media, aqui residiram 7 Papas...&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm5.staticflickr.com/4092/5123013788_1848b17ca7_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;136&quot; alt=&quot;França - Avignon - O Vaticano da Idade Media, aqui residiram 7 Papas...&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Papado de Avinhão diz respeito a um período da história aos papas e a Igreja Católica, compreendido entre 1309 e 1377, quando a residência do papa foi alterada de Roma para Avinhão. À medida que o poder real se foi fortalecendo na França, surgiram conflitos com a Igreja. Durante o reinado de Filipe IV de França, o Belo (1285-1314), registou-se um choque entre esse soberano e o então Papa Bonifácio VIII. O Papa não permitia que o rei cobrasse tributos da igreja francesa.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O sucessor do Papa Bonifácio VIII, Clemente V, foi levado (sem possibilidade de debate) pelo rei francês a residir em Avinhão, dando origem aos papas franceses que viveram naquela cidade. Este episódio é conhecido como a &amp;quot;Crise de Avinhão, dando início ao período chamado de &amp;quot;cativeiro babilónico dos papas&amp;quot; uma alusão ao exílio bíblico de Israel na Babilónia. Este apelido é controverso pelo que se refere à crítica expressa do facto de a prosperidade da Igreja deste tempo ter sido acompanhada de um profundo compromisso da integridade espiritual do papado, especialmente no que toca à alegada submissão dos poderes da Igreja às ambições do imperador francês.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Por coincidência, a &amp;quot;captividade, dos papas em Avinhão durou aproximadamente o mesmo tempo que o exílio dos Judeus na Babilónia, (ver: Captividade Babilónica) tornando a analogia ainda mais conveniente e retoricamente poderosa. Segundo o historiador Will Durant (O Livro de Ouro dos Heróis da História, cap.16 o Rei Filipe IV de França conseguiu que fosse eleito um papa francês em 1305 (que adoptou o nome de Clemente V) e, em 1309, persuadiu-o a deslocar a sede papal de Roma para Avinhão, nas margens do rio Ródano. Sete papas residiram em Avinhão: Em 1377 a residência do papa foi transferida de volta para Roma por Gregório XI, que faleceu um ano depois, enquanto um papa rival era eleito em Avinhão. Houve um período de controvérsia entre 1378 e 1414 ao qual escolásticos católicos se referem como o &amp;quot;Cisma Papal, ou A grande controvérsia dos Anti-Papas&amp;quot; (também chamado &amp;quot;o segundo Grande Cisma por muitos historiadores protestantes ou seculares), quando facções da igreja católica se dividiram quanto aos vários pretendentes a Papa.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Concílio de Constança, em 1414 resolveu finalmente esta controvérsia, desmantelando os últimos vestígios do papado de Avinhão. Lista Dos Sete Papas de Avinhão (Clemente V Clemens Quintus) (João XXII Ioannes Vicesimus Secundus) (Bento XII, O.Cist. Benedictus Duodecimus) (Clemente VI Clemens Sextus) (Inocêncio VI Innocentius Sextus) (Beato Urbano V, O.S.B. Urbanus Quintus) (Gregório XI Gregorius Undecimus)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===****===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 02:28:08 -0700</pubDate>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;O Papado de Avinhão diz respeito a um período da história aos papas e a Igreja Católica, compreendido entre 1309 e 1377, quando a residência do papa foi alterada de Roma para Avinhão. À medida que o poder real se foi fortalecendo na França, surgiram conflitos com a Igreja. Durante o reinado de Filipe IV de França, o Belo (1285-1314), registou-se um choque entre esse soberano e o então Papa Bonifácio VIII. O Papa não permitia que o rei cobrasse tributos da igreja francesa.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O sucessor do Papa Bonifácio VIII, Clemente V, foi levado (sem possibilidade de debate) pelo rei francês a residir em Avinhão, dando origem aos papas franceses que viveram naquela cidade. Este episódio é conhecido como a &amp;quot;Crise de Avinhão, dando início ao período chamado de &amp;quot;cativeiro babilónico dos papas&amp;quot; uma alusão ao exílio bíblico de Israel na Babilónia. Este apelido é controverso pelo que se refere à crítica expressa do facto de a prosperidade da Igreja deste tempo ter sido acompanhada de um profundo compromisso da integridade espiritual do papado, especialmente no que toca à alegada submissão dos poderes da Igreja às ambições do imperador francês.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Por coincidência, a &amp;quot;captividade, dos papas em Avinhão durou aproximadamente o mesmo tempo que o exílio dos Judeus na Babilónia, (ver: Captividade Babilónica) tornando a analogia ainda mais conveniente e retoricamente poderosa. Segundo o historiador Will Durant (O Livro de Ouro dos Heróis da História, cap.16 o Rei Filipe IV de França conseguiu que fosse eleito um papa francês em 1305 (que adoptou o nome de Clemente V) e, em 1309, persuadiu-o a deslocar a sede papal de Roma para Avinhão, nas margens do rio Ródano. Sete papas residiram em Avinhão: Em 1377 a residência do papa foi transferida de volta para Roma por Gregório XI, que faleceu um ano depois, enquanto um papa rival era eleito em Avinhão. Houve um período de controvérsia entre 1378 e 1414 ao qual escolásticos católicos se referem como o &amp;quot;Cisma Papal, ou A grande controvérsia dos Anti-Papas&amp;quot; (também chamado &amp;quot;o segundo Grande Cisma por muitos historiadores protestantes ou seculares), quando facções da igreja católica se dividiram quanto aos vários pretendentes a Papa.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Concílio de Constança, em 1414 resolveu finalmente esta controvérsia, desmantelando os últimos vestígios do papado de Avinhão. Lista Dos Sete Papas de Avinhão (Clemente V Clemens Quintus) (João XXII Ioannes Vicesimus Secundus) (Bento XII, O.Cist. Benedictus Duodecimus) (Clemente VI Clemens Sextus) (Inocêncio VI Innocentius Sextus) (Beato Urbano V, O.S.B. Urbanus Quintus) (Gregório XI Gregorius Undecimus)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===****===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</media:description>
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		</item>
		<item>
			<title>Áustria - Viena - A eterna capital da cultura que tanto prazer nos deu visitar...</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5123005648/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;A. Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5123005648/&quot; title=&quot;Áustria - Viena - A eterna capital da cultura que tanto prazer nos deu visitar...&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm5.staticflickr.com/4051/5123005648_1235631362_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;164&quot; alt=&quot;Áustria - Viena - A eterna capital da cultura que tanto prazer nos deu visitar...&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Karlskirche, ou St.  Charles é uma das Igrejas, mais interessantes e dos maiores edifícios religiosos de Viena.  Encomendada pelo imperador Carlos VI, graças a uma oração respondida, este edifício barroco também foi projectado para glorificar o Império do Habsburgo.  Em 1713, a Peste Negra varreu Viena, e o Imperador Carlos VI fez uma promessa: Se a praga deixasse a cidade, ele iria construir uma igreja dedicada ao seu homónimo, São Carlos. St. Charles Borromeo foi um bispo Italiano do século XVI, famoso por ministrar a Milanese às vítimas da peste.&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A oração do imperador foi respondida, e a construção da igreja não se fez esperar, as obras começaram em 1715. O Karlskirche foi construída sobre o que era então a margem do rio Wien e hoje é a ponta sudeste de um complexo e belo parque.  O mestre barroco Johann Bernard Fischer von Erlach fez o trabalho original de 1716 a 1722.&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Após a sua morte em 1723, o seu filho assumiu o comando das obras e dirigiu o projecto até á sua conclusão em 1737.  JM Rottmayr foi o pintor de muitos dos frescos que embelezam o interior deste magnífico Templo no período de 1725 a 1730. O projecto, ambicioso e criativo do Karlskirche combina elementos arquitectónicos da Grécia antiga (o pórtico de colunas), Roma antiga (as duas colunas de Trajano) e o contemporâneo Barroco Vienense (a cúpula e as torres).  A cúpula de cobre verde sobe a 236 metros de altura, tornando-se um marco importante no horizonte Vienense. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projecto da igreja nunca foi imitado e sempre foi considerado como alvo de curiosidade arquitectónica, e isso confere-lhe um grande interesse entre as igrejas mais convencionais barrocas da Áustria e proporciona sem duvida uma visão mágico, especialmente quando iluminado à noite. Certamente a característica mais surpreendente da igreja são as grandes colunas da fachada, projectada em imitação directa da coluna de Trajano em Roma com um toque barroco no topo.  Os relevos representam cenas da vida de São Carlos Borromeu. O interior da igreja é muito mais convencional do que o exterior, com alta decoração barroca.  Os frescos retratam St. Charles Borromeo implorando á Santíssima Trindade para acabar com a praga em Viena. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===****===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 02:22:07 -0700</pubDate>
			                        <dc:date.Taken>2008-08-10T13:31:40-08:00</dc:date.Taken>
            			<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/">nobody@flickr.com (A. Sousa.)</author>
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  &lt;br /&gt;
A oração do imperador foi respondida, e a construção da igreja não se fez esperar, as obras começaram em 1715. O Karlskirche foi construída sobre o que era então a margem do rio Wien e hoje é a ponta sudeste de um complexo e belo parque.  O mestre barroco Johann Bernard Fischer von Erlach fez o trabalho original de 1716 a 1722.&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Após a sua morte em 1723, o seu filho assumiu o comando das obras e dirigiu o projecto até á sua conclusão em 1737.  JM Rottmayr foi o pintor de muitos dos frescos que embelezam o interior deste magnífico Templo no período de 1725 a 1730. O projecto, ambicioso e criativo do Karlskirche combina elementos arquitectónicos da Grécia antiga (o pórtico de colunas), Roma antiga (as duas colunas de Trajano) e o contemporâneo Barroco Vienense (a cúpula e as torres).  A cúpula de cobre verde sobe a 236 metros de altura, tornando-se um marco importante no horizonte Vienense. &lt;br /&gt;
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O projecto da igreja nunca foi imitado e sempre foi considerado como alvo de curiosidade arquitectónica, e isso confere-lhe um grande interesse entre as igrejas mais convencionais barrocas da Áustria e proporciona sem duvida uma visão mágico, especialmente quando iluminado à noite. Certamente a característica mais surpreendente da igreja são as grandes colunas da fachada, projectada em imitação directa da coluna de Trajano em Roma com um toque barroco no topo.  Os relevos representam cenas da vida de São Carlos Borromeu. O interior da igreja é muito mais convencional do que o exterior, com alta decoração barroca.  Os frescos retratam St. Charles Borromeo implorando á Santíssima Trindade para acabar com a praga em Viena. &lt;br /&gt;
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*===****===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</media:description>
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			<title>França - Marselha - foi eleita Capital Europeia da Cultura 2013. Marselha também é considerada a cidade da arte e da história.</title>
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&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/5134996095/&quot; title=&quot;França - Marselha - foi eleita Capital Europeia da Cultura 2013. Marselha também é considerada a cidade da arte e da história.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm5.staticflickr.com/4132/5134996095_cd550e321f_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;180&quot; alt=&quot;França - Marselha - foi eleita Capital Europeia da Cultura 2013. Marselha também é considerada a cidade da arte e da história.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Santa Maria Maggiore (muitas vezes chamada de (Maior) é a única catedral construída na França no século XIX, onde já não se construía à dois séculos. Construída entre 1852 e 1893, é considerada uma das maiores catedrais construídas no país desde a Idade Média. As suas dimensões são comparáveis as da Basílica de São Pedro em Roma, tinha, de acordo com a conceção do tempo, de ser digna da importância da segunda cidade e principal porto da França, &amp;quot;Porta do Oriente&amp;quot;; que lhe permite acomodar 3.000 pessoas.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi uma importante figura ali residente Luís Napoleão Bonaparte, que lançou a primeira pedra em 26 de Setembro de 1809. Com as pedras, alternando o verde e branco, este edifício inspirado na arquitetura Bizantina mistura elementos românicos e gótico. A presença simultânea dos campanários e cúpulas é devido à vontade do arquiteto querer fazer referência ao Ocidente e Oriente, sobre o modelo de Notre-Dame de Doms em Avignon. Mas, as suas abóbadas e cúpulas são uma reminiscência de igrejas em Istambul. Todos os anos, nesta Catedral, se pode testemunhar o cumprimento de uma tradição popular muito forte, trazida do sul da Itália.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As Festa da Assunção em 15 de Agosto, a qual tive o privilégio de assistir e ficar impressionado com a quantidade de pessoas que de lá saiam. Marselha comemorou com fervor e devoção a Nossa Senhora, a procissão, liderada por um grupo de homens nas ruas do bairro velho de Panier, continha perto do 30 mil seguidores, Cordas e mensagens estão penduradas no braço da Virgem, as crianças apresentam, lenços dourados que são mantidos até ao fim do dia (15 de Agosto) porque é uma garantia de proteção.&lt;br /&gt;
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			<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 03:43:59 -0700</pubDate>
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Foi uma importante figura ali residente Luís Napoleão Bonaparte, que lançou a primeira pedra em 26 de Setembro de 1809. Com as pedras, alternando o verde e branco, este edifício inspirado na arquitetura Bizantina mistura elementos românicos e gótico. A presença simultânea dos campanários e cúpulas é devido à vontade do arquiteto querer fazer referência ao Ocidente e Oriente, sobre o modelo de Notre-Dame de Doms em Avignon. Mas, as suas abóbadas e cúpulas são uma reminiscência de igrejas em Istambul. Todos os anos, nesta Catedral, se pode testemunhar o cumprimento de uma tradição popular muito forte, trazida do sul da Itália.&lt;br /&gt;
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As Festa da Assunção em 15 de Agosto, a qual tive o privilégio de assistir e ficar impressionado com a quantidade de pessoas que de lá saiam. Marselha comemorou com fervor e devoção a Nossa Senhora, a procissão, liderada por um grupo de homens nas ruas do bairro velho de Panier, continha perto do 30 mil seguidores, Cordas e mensagens estão penduradas no braço da Virgem, as crianças apresentam, lenços dourados que são mantidos até ao fim do dia (15 de Agosto) porque é uma garantia de proteção.&lt;br /&gt;
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