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		<title>Uploads from Anselmo Sousa.</title>
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		<pubDate>Mon, 27 May 2013 07:39:15 -0700</pubDate>
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			<title>Uploads from Anselmo Sousa.</title>
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		<item>
			<title>Portugal – Sintra - O impressionante e surrealista Palácio da Pena em Sintra, foi uma das principais residências da família Real Portuguesa durante o século XIX, e é um dos melhores exemplos do estilo romântico em todo o País.</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8854415587/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8854415587/&quot; title=&quot;Portugal – Sintra - O impressionante e surrealista Palácio da Pena em Sintra, foi uma das principais residências da família Real Portuguesa durante o século XIX, e é um dos melhores exemplos do estilo romântico em todo o País.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm6.staticflickr.com/5447/8854415587_fa86130ace_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;120&quot; alt=&quot;Portugal – Sintra - O impressionante e surrealista Palácio da Pena em Sintra, foi uma das principais residências da família Real Portuguesa durante o século XIX, e é um dos melhores exemplos do estilo romântico em todo o País.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A origem do Convento de Nossa Senhora da Pena, implantado num dos cumes mais elevados da Serra de Sintra, perde-se na noite dos tempos. O interesse pelo local onde hoje se ergue majestosamente o Palácio da Pena remonta à época Medieval, altura em que segundo a tradição, teria ocorrido uma aparição da Virgem, tendo-se aí edificado então uma pequenina ermida dedicada a Nossa Senhora da Pena, na qual, por ordem de D. João I, os priores da Igreja de Santa Maria de Sintra celebravam missa todos os sábados. A devoção régia a este orago encontra-se bem documentada. Em 1493, veio D. João II a esta ermida com D. Leonor, sua mulher, pagar um voto à Senhora da Pena, mas foi D. Manuel I quem lhe dedicou especial afeição. Por sua ordem, no ano de 1503, efetuaram-se terraplanagens e edificou-se, um acrescento a ermida. Também D. João III e D. Catarina expressaram aqui os seus votos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O impressionante e surrealista Palácio da Pena em Sintra, foi uma das principais residências da família real Portuguesa durante o século XIX, e é um dos melhores exemplos do estilo romântico em Portugal. Por ter sido residência de verão da realeza, encontram-se no seu interior numerosas coleções reais que se trasladaram para o palácio e ao mesmo tempo foram criados ricos ornamentos, desde os célebres revestimentos de tapeçaria até às paredes pintadas a óleo. O palácio é uma das razões pela qual Sintra foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO, este assenta sobre grandes penhascos no monte da Pena e foi construído no lugar onde se encontrava um antigo convento de frades da Ordem de São Jerónimo. Apresenta uma mistura de estilos arquitetónicos totalmente intencional. Podem-se encontrar elementos pertencentes ao neogótico, neomanuelino, neoislâmico, neorrenascentista e em menor escala à arquitetura colonial. Isto deve-se ao facto da mentalidade romântica do século XIX se encontrar enormemente fascinada por tudo o que era exótico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro do palácio há várias divisões decoradas, como os salões e os quartos reais tal como eram há dois séculos atrás, apesar de infelizmente não ser possível tirar fotografias. No palácio há muitos lugares a partir dos quais se podem ter vistas fantásticas de Sintra e arredores, como os seus belos jardins que são sem dúvida um lugar recomendado para visitar. O Palácio Nacional da Pena localiza-se na vila de Sintra, freguesia de São Pedro de Penaferrim, concelho de Sintra, no distrito de Lisboa. Representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitetónico do século XIX no mundo, constituindo-se como o primeiro palácio neste estilo em toda a Europa, erguido cerca de 30 anos antes do carismático Castelo de Neuschwanstein, na Baviera, Alemanha.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das Sete maravilhas de Portugal. A primitiva ocupação do topo escarpado da serra de Sintra onde se localiza o atual Palácio ocorreu com a construção de uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora da Pena, durante o reinado de João II. No século XVI, Manuel I de Portugal no cumprimento de uma promessa, ordenou a sua reconstrução de raiz. Doou-a à Ordem de São Jerónimo, determinando a construção de um convento de madeira, e substituindo-o um pouco mais tarde, por um edifício de cantaria, com acomodações para 18 monges. No século XVIII a queda de um raio destruiu parte da torre, capela e sacristia, danos que foram agravados com a decorrência do terramoto de 1755, que deixou o convento em ruínas, apenas a zona do altar-mor na capela, com um magnífico retábulo em mármore e alabastro atribuído a Nicolau de Chanterenne, permaneceu intacta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No século XIX a paisagem da serra de Sintra e as ruínas do antigo convento maravilharam o Rei-consorte Fernando II de Portugal, que em 1838 decidiu adquirir o velho convento, toda a cerca envolvente, o Castelo dos Mouros bem como quintas e matas circundantes. No que dizia respeito à área do antigo convento, promoveu-lhe diversas obras de restauro, com o intuito de fazer do edifício a sua futura residência de Verão. O novo projeto foi encomendado ao mineralogista germânico Barão von Eschwege, arquiteto amador. Homem viajado, Eschwege, que nascera em Hessen, deveria conhecer pelo menos em forma de projeto, as obras que Frederico Guilherme IV da Prússia empreendera com o concurso de Schinkel nos Castelos do Reno, tendo passado em viagem de estudo por Berlim, Inglaterra, França, Argélia e Espanha. Em Sintra, os trabalhos decorreram rapidamente e a obra estaria quase concluída em 1847, segundo o projeto do Alemão, mas com intervenções decisivas ao nível dos detalhes decorativos e simbólicos do Rei-consorte. Muitos dos detalhes, no plano construtivo e decorativo, ficaram a dever-se ao eclético e exótico temperamento romântico do próprio monarca que, a par de arcos ogivais, torres de sugestão medieval e elementos de inspiração árabe, desenhou e fez reproduzir na fachada norte do Palácio, uma imitação do Capítulo do Convento de Cristo em Tomar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a morte de D. Fernando, o palácio foi herdado pela sua segunda esposa, Elisa Hendler, Condessa de Edla, o que à época gerou grande controvérsia pública, dado que se considerava já o histórico edifício como um monumento Nacional. A viúva de D. Fernando procurou então chegar a um acordo com o Estado Português e recebeu uma proposta de compra por parte de Luís I de Portugal em 1889 em nome do Estado, que aceitou, reservando então para si apenas o Chalé da Condessa, onde continuou a residir. Com essa aquisição, o Palácio passou para o património nacional português, integrando o património da Coroa. Durante o reinado de Carlos I de Portugal, a Família Real ocupou com frequência o Palácio, tornando-se a residência predileta da Rainha D. Amélia, que se ocupou da decoração dos aposentos íntimos. Aqui foi servido um almoço à comitiva de Eduardo VII do Reino Unido, aquando da sua visita oficial ao país, em 1903.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o regicídio, a Rainha D. Amélia retirou-se ainda mais para o Palácio da Pena, rodeada das amigas e dos seus cães de estimação. Aqui recebia com alguma frequência a visita do filho, Manuel II de Portugal, que nele tinha os seus aposentos reservados. Quando rebentou a revolta de 4 de Outubro, em 1910, D. Amélia aguardou na Pena o evoluir da situação, chegando a subir aos terraços com a sua comitiva para observar sinais dos combates em Lisboa. No dia seguinte, partiu ao encontro de D. Manuel, em Mafra, voltando na mesma tarde ao Palácio da Pena, onde passou a noite de 4 para 5 de Outubro, a última que passou em Portugal antes da queda da Monarquia. No dia seguinte, conhecido o triunfo da República, partiu de novo para Mafra, ao encontro do filho e da sogra, de onde partiriam todos para o exílio. Com a implantação da República Portuguesa, o palácio foi convertido em museu, com a designação oficial de Palácio Nacional da Pena. Em 1945, a rainha D. Amélia, de visita a Portugal, voltou ao Palácio da Pena, onde pediu para estar sozinha durante alguns minutos, era o seu Palácio predileto. Atualmente o Palácio da Pena constitui um dos mais deslumbrantes estabelecimentos museológicos do País, encontrando-se tanto o imóvel, como o seu recheio, praticamente intactos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
«Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia e o Egipto, e nunca vi nada, nada, que valha a Pena. É a coisa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor e, lá no alto, está o Castelo do Santo Graal.» - Richard Strauss.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda das pegas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Palácio Nacional de Sintra existe uma sala cujo teto está pintado com diversos desenhos de pegas. Diz-se que o Rei e a Rainha que lá viviam nessa época fizeram casar mais de um cento de mulheres, entrando na conta as que com ele próprio se tinham casado, seguindo tão bons exemplos. Não havia uma ligação ilícita, nem um adultério conhecido, a corte era como uma escola. D. Filipa, pregando ao peito o seu véu de esposa casta, com os olhos levantados ao céu, não perdoava, era terrível na sua mansidão e trazia o marido sobre um domínio espinhoso. Certo dia, segundo reza a lenda, o Rei esqueceu-se do seu dever e furtivamente pregou um beijo na face de uma das aias, quando nisto apareceu de imediato acusadora e grave a Rainha casta e loira, sem dizer uma palavra, mas com um ar medonho de reprovação. D. João, sem jeito e titubeando, disse-lhe uma tolice: &amp;quot;Foi por bem!&amp;quot;. A rainha saiu solenemente sem responder. Eram ciúmes? Não, ciúmes só sentem quem está apaixonado, e não me parece que fosse o caso. Apenas sentia o seu orgulho ferido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rapidamente a notícia espalhou-se pelo palácio, e toda a criadagem andava com a frase &amp;quot;Foi por bem&amp;quot; na boca. Chateado com a situação, o Rei decidiu tomar uma iniciativa, mandou construir uma sala para a criadagem. Todos ficaram radiantes  contando os dias que faltavam para a sala estar pronta. Finalmente chegou o dia, iam conhecer a sala. Qual não foi o espanto de todos ao verem que o teto da tal sala estava todo pintado com pegas, que tinham escrito no bico &amp;quot;Pour Bien&amp;quot;. (traduza-se por bem). Ora digam lá se as lendas não são uma coisa maravilhosa com capacidade de se adaptarem a todos os tempos…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda do jardim da Lindaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O palácio da pena está rodeado de belos jardins, e um deles é o jardim da lindaria que segundo a lenda era o local para onde as mouras vinham sempre que saiam do banho, respirar a frescura do ar e o perfume embalsamado das flores. Uma dessas mouras enfeitiçou-se de amores por um cristão que ali escondido a observava. O seu marido, ao descobrir tal traição de imediato a, matou. Diz a lenda que ainda hoje, todas as noites a moura volta ao jardim em busca do cristão por quem se apaixonou, e que jamais terá sossego enquanto não o encontrar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Mon, 27 May 2013 07:39:15 -0700</pubDate>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;A origem do Convento de Nossa Senhora da Pena, implantado num dos cumes mais elevados da Serra de Sintra, perde-se na noite dos tempos. O interesse pelo local onde hoje se ergue majestosamente o Palácio da Pena remonta à época Medieval, altura em que segundo a tradição, teria ocorrido uma aparição da Virgem, tendo-se aí edificado então uma pequenina ermida dedicada a Nossa Senhora da Pena, na qual, por ordem de D. João I, os priores da Igreja de Santa Maria de Sintra celebravam missa todos os sábados. A devoção régia a este orago encontra-se bem documentada. Em 1493, veio D. João II a esta ermida com D. Leonor, sua mulher, pagar um voto à Senhora da Pena, mas foi D. Manuel I quem lhe dedicou especial afeição. Por sua ordem, no ano de 1503, efetuaram-se terraplanagens e edificou-se, um acrescento a ermida. Também D. João III e D. Catarina expressaram aqui os seus votos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O impressionante e surrealista Palácio da Pena em Sintra, foi uma das principais residências da família real Portuguesa durante o século XIX, e é um dos melhores exemplos do estilo romântico em Portugal. Por ter sido residência de verão da realeza, encontram-se no seu interior numerosas coleções reais que se trasladaram para o palácio e ao mesmo tempo foram criados ricos ornamentos, desde os célebres revestimentos de tapeçaria até às paredes pintadas a óleo. O palácio é uma das razões pela qual Sintra foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO, este assenta sobre grandes penhascos no monte da Pena e foi construído no lugar onde se encontrava um antigo convento de frades da Ordem de São Jerónimo. Apresenta uma mistura de estilos arquitetónicos totalmente intencional. Podem-se encontrar elementos pertencentes ao neogótico, neomanuelino, neoislâmico, neorrenascentista e em menor escala à arquitetura colonial. Isto deve-se ao facto da mentalidade romântica do século XIX se encontrar enormemente fascinada por tudo o que era exótico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro do palácio há várias divisões decoradas, como os salões e os quartos reais tal como eram há dois séculos atrás, apesar de infelizmente não ser possível tirar fotografias. No palácio há muitos lugares a partir dos quais se podem ter vistas fantásticas de Sintra e arredores, como os seus belos jardins que são sem dúvida um lugar recomendado para visitar. O Palácio Nacional da Pena localiza-se na vila de Sintra, freguesia de São Pedro de Penaferrim, concelho de Sintra, no distrito de Lisboa. Representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitetónico do século XIX no mundo, constituindo-se como o primeiro palácio neste estilo em toda a Europa, erguido cerca de 30 anos antes do carismático Castelo de Neuschwanstein, na Baviera, Alemanha.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das Sete maravilhas de Portugal. A primitiva ocupação do topo escarpado da serra de Sintra onde se localiza o atual Palácio ocorreu com a construção de uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora da Pena, durante o reinado de João II. No século XVI, Manuel I de Portugal no cumprimento de uma promessa, ordenou a sua reconstrução de raiz. Doou-a à Ordem de São Jerónimo, determinando a construção de um convento de madeira, e substituindo-o um pouco mais tarde, por um edifício de cantaria, com acomodações para 18 monges. No século XVIII a queda de um raio destruiu parte da torre, capela e sacristia, danos que foram agravados com a decorrência do terramoto de 1755, que deixou o convento em ruínas, apenas a zona do altar-mor na capela, com um magnífico retábulo em mármore e alabastro atribuído a Nicolau de Chanterenne, permaneceu intacta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No século XIX a paisagem da serra de Sintra e as ruínas do antigo convento maravilharam o Rei-consorte Fernando II de Portugal, que em 1838 decidiu adquirir o velho convento, toda a cerca envolvente, o Castelo dos Mouros bem como quintas e matas circundantes. No que dizia respeito à área do antigo convento, promoveu-lhe diversas obras de restauro, com o intuito de fazer do edifício a sua futura residência de Verão. O novo projeto foi encomendado ao mineralogista germânico Barão von Eschwege, arquiteto amador. Homem viajado, Eschwege, que nascera em Hessen, deveria conhecer pelo menos em forma de projeto, as obras que Frederico Guilherme IV da Prússia empreendera com o concurso de Schinkel nos Castelos do Reno, tendo passado em viagem de estudo por Berlim, Inglaterra, França, Argélia e Espanha. Em Sintra, os trabalhos decorreram rapidamente e a obra estaria quase concluída em 1847, segundo o projeto do Alemão, mas com intervenções decisivas ao nível dos detalhes decorativos e simbólicos do Rei-consorte. Muitos dos detalhes, no plano construtivo e decorativo, ficaram a dever-se ao eclético e exótico temperamento romântico do próprio monarca que, a par de arcos ogivais, torres de sugestão medieval e elementos de inspiração árabe, desenhou e fez reproduzir na fachada norte do Palácio, uma imitação do Capítulo do Convento de Cristo em Tomar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a morte de D. Fernando, o palácio foi herdado pela sua segunda esposa, Elisa Hendler, Condessa de Edla, o que à época gerou grande controvérsia pública, dado que se considerava já o histórico edifício como um monumento Nacional. A viúva de D. Fernando procurou então chegar a um acordo com o Estado Português e recebeu uma proposta de compra por parte de Luís I de Portugal em 1889 em nome do Estado, que aceitou, reservando então para si apenas o Chalé da Condessa, onde continuou a residir. Com essa aquisição, o Palácio passou para o património nacional português, integrando o património da Coroa. Durante o reinado de Carlos I de Portugal, a Família Real ocupou com frequência o Palácio, tornando-se a residência predileta da Rainha D. Amélia, que se ocupou da decoração dos aposentos íntimos. Aqui foi servido um almoço à comitiva de Eduardo VII do Reino Unido, aquando da sua visita oficial ao país, em 1903.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o regicídio, a Rainha D. Amélia retirou-se ainda mais para o Palácio da Pena, rodeada das amigas e dos seus cães de estimação. Aqui recebia com alguma frequência a visita do filho, Manuel II de Portugal, que nele tinha os seus aposentos reservados. Quando rebentou a revolta de 4 de Outubro, em 1910, D. Amélia aguardou na Pena o evoluir da situação, chegando a subir aos terraços com a sua comitiva para observar sinais dos combates em Lisboa. No dia seguinte, partiu ao encontro de D. Manuel, em Mafra, voltando na mesma tarde ao Palácio da Pena, onde passou a noite de 4 para 5 de Outubro, a última que passou em Portugal antes da queda da Monarquia. No dia seguinte, conhecido o triunfo da República, partiu de novo para Mafra, ao encontro do filho e da sogra, de onde partiriam todos para o exílio. Com a implantação da República Portuguesa, o palácio foi convertido em museu, com a designação oficial de Palácio Nacional da Pena. Em 1945, a rainha D. Amélia, de visita a Portugal, voltou ao Palácio da Pena, onde pediu para estar sozinha durante alguns minutos, era o seu Palácio predileto. Atualmente o Palácio da Pena constitui um dos mais deslumbrantes estabelecimentos museológicos do País, encontrando-se tanto o imóvel, como o seu recheio, praticamente intactos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
«Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia e o Egipto, e nunca vi nada, nada, que valha a Pena. É a coisa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor e, lá no alto, está o Castelo do Santo Graal.» - Richard Strauss.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda das pegas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Palácio Nacional de Sintra existe uma sala cujo teto está pintado com diversos desenhos de pegas. Diz-se que o Rei e a Rainha que lá viviam nessa época fizeram casar mais de um cento de mulheres, entrando na conta as que com ele próprio se tinham casado, seguindo tão bons exemplos. Não havia uma ligação ilícita, nem um adultério conhecido, a corte era como uma escola. D. Filipa, pregando ao peito o seu véu de esposa casta, com os olhos levantados ao céu, não perdoava, era terrível na sua mansidão e trazia o marido sobre um domínio espinhoso. Certo dia, segundo reza a lenda, o Rei esqueceu-se do seu dever e furtivamente pregou um beijo na face de uma das aias, quando nisto apareceu de imediato acusadora e grave a Rainha casta e loira, sem dizer uma palavra, mas com um ar medonho de reprovação. D. João, sem jeito e titubeando, disse-lhe uma tolice: &amp;quot;Foi por bem!&amp;quot;. A rainha saiu solenemente sem responder. Eram ciúmes? Não, ciúmes só sentem quem está apaixonado, e não me parece que fosse o caso. Apenas sentia o seu orgulho ferido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rapidamente a notícia espalhou-se pelo palácio, e toda a criadagem andava com a frase &amp;quot;Foi por bem&amp;quot; na boca. Chateado com a situação, o Rei decidiu tomar uma iniciativa, mandou construir uma sala para a criadagem. Todos ficaram radiantes  contando os dias que faltavam para a sala estar pronta. Finalmente chegou o dia, iam conhecer a sala. Qual não foi o espanto de todos ao verem que o teto da tal sala estava todo pintado com pegas, que tinham escrito no bico &amp;quot;Pour Bien&amp;quot;. (traduza-se por bem). Ora digam lá se as lendas não são uma coisa maravilhosa com capacidade de se adaptarem a todos os tempos…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda do jardim da Lindaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O palácio da pena está rodeado de belos jardins, e um deles é o jardim da lindaria que segundo a lenda era o local para onde as mouras vinham sempre que saiam do banho, respirar a frescura do ar e o perfume embalsamado das flores. Uma dessas mouras enfeitiçou-se de amores por um cristão que ali escondido a observava. O seu marido, ao descobrir tal traição de imediato a, matou. Diz a lenda que ainda hoje, todas as noites a moura volta ao jardim em busca do cristão por quem se apaixonou, e que jamais terá sossego enquanto não o encontrar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</media:description>
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		</item>
		<item>
			<title>França - Saint-Michel - Desde a aurora dos tempos pagãos, a ilhota montanhosa onde hoje se eleva o mosteiro de Saint-Michel, bem como toda a região que a circunda, era considerada território sagrado pelos antigos Celtas.</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8682224529/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8682224529/&quot; title=&quot;França - Saint-Michel - Desde a aurora dos tempos pagãos, a ilhota montanhosa onde hoje se eleva o mosteiro de Saint-Michel, bem como toda a região que a circunda, era considerada território sagrado pelos antigos Celtas.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8119/8682224529_a5e4b798cb_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;121&quot; alt=&quot;França - Saint-Michel - Desde a aurora dos tempos pagãos, a ilhota montanhosa onde hoje se eleva o mosteiro de Saint-Michel, bem como toda a região que a circunda, era considerada território sagrado pelos antigos Celtas.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Levantando-se a mais de 500 m de altura, a ilha do Monte St. Michel projeta uma silhueta contra o céu criando uma obra de arte viva de proporções gigantescas numa tela de rocha, céu e mar.  O sítio continua a ser um santuário religioso que desde a Idade Média, se tornou num importante local da peregrinação Europeia. A história da Abadia do monte Saint-Michel remonta, crê-se, ao ano 708, quando Alberto, bispo de Abranches, a mandou construir no monte Tombe, um santuário em honra a São Miguel Arcanjo (Saint-Michel). Para além dos monumentos em torno de Paris, o Monte Saint Michel é a mais visitada atracão turística da França.  E não é difícil perceber porquê, esta cidade murada do tempo Medieval é notável tendo como joia da coroa a sua grande abadia gótica, está construída sobre um afloramento granítico de pequenas dimensões por si só já um feito extraordinário no estuário do rio Couesnon, numa área hoje conhecida como a baia do Monte Saint Michel e foi um dos primeiros monumentos a serem classificados como património mundial da UNESCO, em 1979.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Monte Saint Michel não é apenas uma igreja numa rocha, é também uma cidade medieval, um dos poucos lugares em França a ter preservada as suas muralhas medievais de defesa com um rigor histórico louvável.  A cidade, embora pequena, tem alguns habitantes permanentes, e para além dos seus monumentos religiosos, tem casas antigas, ruas estreitas, hotéis, restaurantes e lojas, todo o que é necessário para receber cerca de um milhão de turistas que vêm visitar esta magnífica cidadela medieval a cada ano.  O primeiro oratório cristão foi fundado na ilha já em 708 dC, por São Aubert de Avranches e naturalmente, foi dedicada a São Miguel, o santo padroeiro dos marinheiros.  Naqueles dias, e nos séculos seguintes, Saint Michel era uma ilha na baía, cercada de água durante grande parte do tempo e pela areia na maré baixa.  O acesso só era possível através de uma barcaça ou pela areia, quando possível.  No entanto, ao longo dos séculos, com a baía gradualmente assoreada, as terras ficaram cada vez mais perto do monte.  O processo foi acelerado por tentativas bem-sucedidas ao longo dos anos para recuperar algumas das áreas húmidas planas e férteis à beira da baía, para uso como terras agrícolas.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A baía de Saint Michel é assim agora, vários quilômetros quadrados menor do que era na Idade Média, quando o primeiro mosteiro beneditino foi criado na ilha.  Durante a Idade Média, o Monte Saint Michel foi um local importante e emblemático nesta parte norte ocidental da Europa, o seu mosteiro floresceu como um dos grandes lugares de aprendizagem no campo da teologia e não sô no século XII, antes de se tornar um lugar de importância simbólica nas lutas que abalaram a Europa Ocidental no final do período Medieval, colocando normandos contra os bretões, franceses contra normandos, e franceses contra Ingleses.  Como parte da Normandia, o Monte pertencia aos sucessores de William, o Conquistador, duque da Normandia, que tinha conquistado a Inglaterra em 1066 e montou a sua corte ali, e com esse gesto o Monte tinha-se tornado uma posse Inglesa, assim como as Ilhas do Canal próximo (conhecido ainda hoje em França como as ilhas anglo-normandas)  A cidade foi capturada e incendiada pelos Franceses em 1204, que começaram de imediato a sua reconstrução. Durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), entre França e Inglaterra, a abadia tomou ares de castelo e fortaleza militar, sem contudo perder o seu caráter sagrado nem as suas funções religiosas, no período que mediou essa guerra os Ingleses conquistaram todo o território ao redor do monte, mas mais uma vez não conseguiram ultrapassar as enormes muralhas do mosteiro-abadia.&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A Abadia que é sem dúvida a principal referencia desta vila e que é visitada por a maioria dos turistas é um belo exemplo da arquitetura Medieval, várias partes datam de períodos diferentes, como é comum também nas antigas catedrais e mosteiros, particularmente aqueles que passaram por diferentes guerras e desastres naturais.  O impressionante coro gótico remonta ao período após a partida dos Ingleses, no entanto, como grande parte do edifício foi profundamente remodelado no século XIX pelo grande arquiteto revivalista Francês Viollet-le-Duc após uma visita e um estudo exaustivo ao gótico Francês, a Abadia ficou coroado em 1896 pela sua torre, marco que não é de todo Medieval mas que lhe concedeu uma beleza extra sem no entanto a ter desvirtuado.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No restauro da abadia do Monte Saint-Michel, o arquiteto Viollet-le-Duc deu o golpe de gênio da sua vida, encontrando na agulha que ergueu no Monte Saint-Michel, a mais fina realização que coroa a beleza do monte. Ao contemplar o Monte Saint-Michel, é impossível não sentir entusiasmo diante daquela flecha da Abadia, o fascínio incide propriamente ali, sem a flecha, o conjunto perde muitíssimo da sua majestade. O Monte Saint-Michel, não é bonito só porque Viollet-le-Duc o grande especialista em coisas da Idade Média soube pôr aquela torre central com aquela flecha, que dá uma unidade maravilhosa à construção dispersa e faz com que aquilo seja o ponto de atração de turistas do mundo inteiro. Há uma centelha do absoluto ali, o observador atento percebe que o edifício todo tende para uma unidade suprema um fator de unidade, dir-se-ia filosoficamente que o edifício é belo em razão daquela união. Aquela beleza suprema que define totalmente o Monte, parece desprender-se da terra e subir para o Céu, sobe, sobe e acaba numa flecha tão fininha que dá a impressão de que se dissolve no ar e chega até Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por essa altura, o Monte já tinha sido classificado como um monumento histórico, e estava a começar de atrair turistas, em cujo benefício uma calçada insubmersível tinha sido construída em 1880.  Mas o efeito da calçada e os regimes de gestão das terras circundantes, bem como transportar um número crescente de turistas para o monte acelerou consideravelmente o assoreamento de toda a baía, até ao ponto em que corria um sério risco de se tornar terra bloqueada se nada fosse feito. Desde os anos oitenta, as medidas foram assim postas em curso e realizada a dragagem de toda a baía e colocar o processo de assoreamento em regressão a fim de devolver ao Monte Saint Michel aquilo que lhe pertencia por direito e o aspeto imponente que fez dele um dos lugares mais belos da Europa, uma ilha de granito numa pequena baía. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A baía de Saint Michel é um dos pontos mais íngremes das marés na Europa, com uma variação de maré de quase 50 pés ou 15 metros.  As maiores marés ocorrem um dia ou dois depois de uma lua nova ou lua cheia, e mais particularmente nos equinócios da Primavera e Outono. Nessas ocasiões, o mar pode envolver completamente o monte, com exceção da ponte insubmersível.  Durante os períodos de marés mortas quando a variação da maré é menor o Monte não chega a ficar completamente cercado por água como na maré alta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os mitos e as lendas do Monte Saint-Michael&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo a lenda, uma enorme onda de maré, varreu esta área transformando completamente o seu aspeto no começo do século VIII. A partir da Idade Média, a ilha ficou dedicada ao culto do arcanjo São Miguel, no ano de 708 e na sequência de diversas visões, o bispo Aubert, mandou uns mensageiros ao Monte Gargano com o intuito de voltar com determinados objetos sagrados (um pedaço de seu manto vermelho, e um fragmento do altar onde este tinha colocado os pés), a fim de santificar o rochedo e os seus estabelecimentos. Por cada século passado desde então, os prédios foram ganhando tamanho e grandeza, atingindo assim a sua estatura atual. A secção principal da estrutura é orientada a 26 graus para norte a mesma orientação que a da Catedral de Notre Dame em Paris.  Esta orientação pode ser seguida em ambas as direções, criando um alinhamento com o lugar onde São Miguel terá enfrentado Lúcifer. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O monte Saint Michel é por si só um lugar misterioso, muito rico em lendas populares. Diz-se que na antiguidade existia no cume do monte uma cripta com a imagem de Notre Dame Sous Terre (Nossa Senhora das Terras Baixas), o que é na realidade uma Cristianização de velhos mitos que falavam sobre as estranhas qualidades do subsolo daquela região. Segundo uma lenda Celta, viviam ali umas mulheres inicialmente denominadas Ko-rridwenou, que mantinham a estabilidade do local graças a encantamentos e ritos realizados nos menires e dolmens que havia nessa península. Está muito enraizada na região, a crença de que durante a Idade Media o Santo Graal foi escondido nesta abadia, é inclusive mencionado, que este local era utilizado para as reuniões secretas dos Cavaleiros Templários. Uma compilação de contos do século XII por exemplo, fala de uma cobra gigantesca que devorava rebanhos, peregrinos e moradores sem defesa, em ataques noturnos sem dó nem piedade, e só após uma noite inteira de novenas a são Miguel a população encontrou a cobra imóvel aos primeiros raios de sol com a cabeça decepada ao lado de uma espada de aço e de um pequeno escudo ali abandonados pelo misterioso guerreiro. Talvez um conhecido Arcanjo… E no livro do Apocalipse, capítulo 12-parágrafos 7-9, está a narrativa da batalha entre as forças do Céu e do Demónio, com o grande dragão, e a antiga serpente, chamada de Diabo de Satanáz . Armado de lança e espada, o arcanjo São Miguel travou uma terrivel batalha que venceu acabando com o dragão vermelho do demo, essa e milhares de outras histórias vão sendo eternizadas com o misticismo do Monte Saint-Michel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde os tempos pagãos mais remotos, a ilhota montanhosa onde hoje se eleva o mosteiro de Saint-Michel, bem como toda a região que a circunda, era considerada território sagrado pelos antigos Celtas. Inúmeros menires e dolmens de pedra de grandes dimensões ainda hoje podem ser vistos, espetados no solo daquelas terras. Por volta do seculo VIII, o Cristianismo instalou-se no topo do monte, com a construção de uma primeira cripta, feita de blocos de granito sobrepostos. Desde então, a história do Monte Saint-Michel tem tido uma sucessão de períodos de grande brilho intelectual e religioso, de crises internas, de guerras, de demolições e reconstruções do imenso complexo de edifícios que constituem a abadia e o mosteiro. Naquele período da Idade Média, o culto a São Miguel começava a propagar-se em toda a Europa. Acreditava-se que os lugares mais altos, como o cimo das montanhas, lhe pertenciam. Sob a inspiração de Saint-Aubert, bispo de Abranches, 12 monges instalaram-se na cripta: salmos, devoções coletivas e mortificações marcavam o seu cotidiano, foi o que bastou para que um mundo de lendas e histórias milagrosas algumas falsas, outras verdadeiras se formassem ao redor do Monte Saint-Michel. Muitas foram transformadas em crónicas e relatos pelos próprios monges. No ano de 966, a área do mosteiro aumentou consideravelmente, graças às contribuições financeiras dos grandes senhores da Normandia, da Bretanha, da Itália e da Inglaterra. Além das atividades devocionais, os monges passaram também a estudar, copiar e iluminar manuscritos, transformando-os em preciosas obras de arte, as iluminuras, muito diferente do que aconteceu depois, quando a Igreja passou a proibir a abordagem de uma série de temas, naqueles tempos Medievais os religiosos tinham o consentimento e a liberdade para estudar e pesquisar quase tudo: literatura, história, ciência e filosofia. Em Saint-Michel foram copiados, por exemplo, os famosos tratados de Aristóteles. &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como em todos os outros grandes sítios do catolicismo, a arquitetura grandiosa tinha a finalidade de agradar a Deus, aos sacerdotes e aos peregrinos. Desde o início, o santuário de Saint-Michel atraiu centenas de milhares de devotos. Com as suas ofertas, elas contribuíram para a prosperidade do vilarejo e da comunidade monástica, até o final do século XVIII o Monte Saint-Michel fez parte de uma poderosa cadeia de metas maiores da peregrinação, em pé de igualdade com Roma, Jerusalém e Santiago de Compostela. A fama de lugar milagroso, depositário de inúmeras relíquias de santos, atraia milhares de peregrinos em busca da salvação e de milagres.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Mas nem só de milagres é feita a história do lugar, ela está repleta de relatos de acidentes e catástrofes. No ano 922 um incêndio destruiu boa parte da aldeia e do mosteiro. Em 1103, uma grande parte da nave central da abadia desabou. Em 1203 deu-se um novo incêndio que arrasou o mosteiro, foi a sua reconstrução que fez surgir uma estrutura arquitetónica de inspiração gótica cuja extraordinária beleza a tornou conhecida em todo o mundo como “A Maravilha”. Mas os acidentes continuaram, só em 1318, 13 peregrinos morreram pisados pela multidão, 18 afogaram-se no mar e 12 desapareceram nos bancos de areias movediças que surgem quando a maré baixa e permite a travessia a pé do continente até a ilha. Infelizmente a nossa visita não foi muito demorada mas permitiu perceber um pouco de toda a magia que envolve esta relíquia da história, da arquitetura e da mitologia e é sem dúvida um lugar ao qual gostaríamos de regressar, enquanto isso não acontece limitamo-nos a estudar e a pesquisar informações que nos permitam perceber melhor toda a aura de misticismo que envolve tão belo e magico lugar…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 03:06:56 -0700</pubDate>
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    <media:title>França - Saint-Michel - Desde a aurora dos tempos pagãos, a ilhota montanhosa onde hoje se eleva o mosteiro de Saint-Michel, bem como toda a região que a circunda, era considerada território sagrado pelos antigos Celtas.</media:title>
    <media:description type="html">&lt;p&gt;Levantando-se a mais de 500 m de altura, a ilha do Monte St. Michel projeta uma silhueta contra o céu criando uma obra de arte viva de proporções gigantescas numa tela de rocha, céu e mar.  O sítio continua a ser um santuário religioso que desde a Idade Média, se tornou num importante local da peregrinação Europeia. A história da Abadia do monte Saint-Michel remonta, crê-se, ao ano 708, quando Alberto, bispo de Abranches, a mandou construir no monte Tombe, um santuário em honra a São Miguel Arcanjo (Saint-Michel). Para além dos monumentos em torno de Paris, o Monte Saint Michel é a mais visitada atracão turística da França.  E não é difícil perceber porquê, esta cidade murada do tempo Medieval é notável tendo como joia da coroa a sua grande abadia gótica, está construída sobre um afloramento granítico de pequenas dimensões por si só já um feito extraordinário no estuário do rio Couesnon, numa área hoje conhecida como a baia do Monte Saint Michel e foi um dos primeiros monumentos a serem classificados como património mundial da UNESCO, em 1979.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Monte Saint Michel não é apenas uma igreja numa rocha, é também uma cidade medieval, um dos poucos lugares em França a ter preservada as suas muralhas medievais de defesa com um rigor histórico louvável.  A cidade, embora pequena, tem alguns habitantes permanentes, e para além dos seus monumentos religiosos, tem casas antigas, ruas estreitas, hotéis, restaurantes e lojas, todo o que é necessário para receber cerca de um milhão de turistas que vêm visitar esta magnífica cidadela medieval a cada ano.  O primeiro oratório cristão foi fundado na ilha já em 708 dC, por São Aubert de Avranches e naturalmente, foi dedicada a São Miguel, o santo padroeiro dos marinheiros.  Naqueles dias, e nos séculos seguintes, Saint Michel era uma ilha na baía, cercada de água durante grande parte do tempo e pela areia na maré baixa.  O acesso só era possível através de uma barcaça ou pela areia, quando possível.  No entanto, ao longo dos séculos, com a baía gradualmente assoreada, as terras ficaram cada vez mais perto do monte.  O processo foi acelerado por tentativas bem-sucedidas ao longo dos anos para recuperar algumas das áreas húmidas planas e férteis à beira da baía, para uso como terras agrícolas.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A baía de Saint Michel é assim agora, vários quilômetros quadrados menor do que era na Idade Média, quando o primeiro mosteiro beneditino foi criado na ilha.  Durante a Idade Média, o Monte Saint Michel foi um local importante e emblemático nesta parte norte ocidental da Europa, o seu mosteiro floresceu como um dos grandes lugares de aprendizagem no campo da teologia e não sô no século XII, antes de se tornar um lugar de importância simbólica nas lutas que abalaram a Europa Ocidental no final do período Medieval, colocando normandos contra os bretões, franceses contra normandos, e franceses contra Ingleses.  Como parte da Normandia, o Monte pertencia aos sucessores de William, o Conquistador, duque da Normandia, que tinha conquistado a Inglaterra em 1066 e montou a sua corte ali, e com esse gesto o Monte tinha-se tornado uma posse Inglesa, assim como as Ilhas do Canal próximo (conhecido ainda hoje em França como as ilhas anglo-normandas)  A cidade foi capturada e incendiada pelos Franceses em 1204, que começaram de imediato a sua reconstrução. Durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), entre França e Inglaterra, a abadia tomou ares de castelo e fortaleza militar, sem contudo perder o seu caráter sagrado nem as suas funções religiosas, no período que mediou essa guerra os Ingleses conquistaram todo o território ao redor do monte, mas mais uma vez não conseguiram ultrapassar as enormes muralhas do mosteiro-abadia.&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
A Abadia que é sem dúvida a principal referencia desta vila e que é visitada por a maioria dos turistas é um belo exemplo da arquitetura Medieval, várias partes datam de períodos diferentes, como é comum também nas antigas catedrais e mosteiros, particularmente aqueles que passaram por diferentes guerras e desastres naturais.  O impressionante coro gótico remonta ao período após a partida dos Ingleses, no entanto, como grande parte do edifício foi profundamente remodelado no século XIX pelo grande arquiteto revivalista Francês Viollet-le-Duc após uma visita e um estudo exaustivo ao gótico Francês, a Abadia ficou coroado em 1896 pela sua torre, marco que não é de todo Medieval mas que lhe concedeu uma beleza extra sem no entanto a ter desvirtuado.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No restauro da abadia do Monte Saint-Michel, o arquiteto Viollet-le-Duc deu o golpe de gênio da sua vida, encontrando na agulha que ergueu no Monte Saint-Michel, a mais fina realização que coroa a beleza do monte. Ao contemplar o Monte Saint-Michel, é impossível não sentir entusiasmo diante daquela flecha da Abadia, o fascínio incide propriamente ali, sem a flecha, o conjunto perde muitíssimo da sua majestade. O Monte Saint-Michel, não é bonito só porque Viollet-le-Duc o grande especialista em coisas da Idade Média soube pôr aquela torre central com aquela flecha, que dá uma unidade maravilhosa à construção dispersa e faz com que aquilo seja o ponto de atração de turistas do mundo inteiro. Há uma centelha do absoluto ali, o observador atento percebe que o edifício todo tende para uma unidade suprema um fator de unidade, dir-se-ia filosoficamente que o edifício é belo em razão daquela união. Aquela beleza suprema que define totalmente o Monte, parece desprender-se da terra e subir para o Céu, sobe, sobe e acaba numa flecha tão fininha que dá a impressão de que se dissolve no ar e chega até Deus.&lt;br /&gt;
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Por essa altura, o Monte já tinha sido classificado como um monumento histórico, e estava a começar de atrair turistas, em cujo benefício uma calçada insubmersível tinha sido construída em 1880.  Mas o efeito da calçada e os regimes de gestão das terras circundantes, bem como transportar um número crescente de turistas para o monte acelerou consideravelmente o assoreamento de toda a baía, até ao ponto em que corria um sério risco de se tornar terra bloqueada se nada fosse feito. Desde os anos oitenta, as medidas foram assim postas em curso e realizada a dragagem de toda a baía e colocar o processo de assoreamento em regressão a fim de devolver ao Monte Saint Michel aquilo que lhe pertencia por direito e o aspeto imponente que fez dele um dos lugares mais belos da Europa, uma ilha de granito numa pequena baía. &lt;br /&gt;
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A baía de Saint Michel é um dos pontos mais íngremes das marés na Europa, com uma variação de maré de quase 50 pés ou 15 metros.  As maiores marés ocorrem um dia ou dois depois de uma lua nova ou lua cheia, e mais particularmente nos equinócios da Primavera e Outono. Nessas ocasiões, o mar pode envolver completamente o monte, com exceção da ponte insubmersível.  Durante os períodos de marés mortas quando a variação da maré é menor o Monte não chega a ficar completamente cercado por água como na maré alta. &lt;br /&gt;
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Os mitos e as lendas do Monte Saint-Michael&lt;br /&gt;
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Segundo a lenda, uma enorme onda de maré, varreu esta área transformando completamente o seu aspeto no começo do século VIII. A partir da Idade Média, a ilha ficou dedicada ao culto do arcanjo São Miguel, no ano de 708 e na sequência de diversas visões, o bispo Aubert, mandou uns mensageiros ao Monte Gargano com o intuito de voltar com determinados objetos sagrados (um pedaço de seu manto vermelho, e um fragmento do altar onde este tinha colocado os pés), a fim de santificar o rochedo e os seus estabelecimentos. Por cada século passado desde então, os prédios foram ganhando tamanho e grandeza, atingindo assim a sua estatura atual. A secção principal da estrutura é orientada a 26 graus para norte a mesma orientação que a da Catedral de Notre Dame em Paris.  Esta orientação pode ser seguida em ambas as direções, criando um alinhamento com o lugar onde São Miguel terá enfrentado Lúcifer. &lt;br /&gt;
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O monte Saint Michel é por si só um lugar misterioso, muito rico em lendas populares. Diz-se que na antiguidade existia no cume do monte uma cripta com a imagem de Notre Dame Sous Terre (Nossa Senhora das Terras Baixas), o que é na realidade uma Cristianização de velhos mitos que falavam sobre as estranhas qualidades do subsolo daquela região. Segundo uma lenda Celta, viviam ali umas mulheres inicialmente denominadas Ko-rridwenou, que mantinham a estabilidade do local graças a encantamentos e ritos realizados nos menires e dolmens que havia nessa península. Está muito enraizada na região, a crença de que durante a Idade Media o Santo Graal foi escondido nesta abadia, é inclusive mencionado, que este local era utilizado para as reuniões secretas dos Cavaleiros Templários. Uma compilação de contos do século XII por exemplo, fala de uma cobra gigantesca que devorava rebanhos, peregrinos e moradores sem defesa, em ataques noturnos sem dó nem piedade, e só após uma noite inteira de novenas a são Miguel a população encontrou a cobra imóvel aos primeiros raios de sol com a cabeça decepada ao lado de uma espada de aço e de um pequeno escudo ali abandonados pelo misterioso guerreiro. Talvez um conhecido Arcanjo… E no livro do Apocalipse, capítulo 12-parágrafos 7-9, está a narrativa da batalha entre as forças do Céu e do Demónio, com o grande dragão, e a antiga serpente, chamada de Diabo de Satanáz . Armado de lança e espada, o arcanjo São Miguel travou uma terrivel batalha que venceu acabando com o dragão vermelho do demo, essa e milhares de outras histórias vão sendo eternizadas com o misticismo do Monte Saint-Michel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde os tempos pagãos mais remotos, a ilhota montanhosa onde hoje se eleva o mosteiro de Saint-Michel, bem como toda a região que a circunda, era considerada território sagrado pelos antigos Celtas. Inúmeros menires e dolmens de pedra de grandes dimensões ainda hoje podem ser vistos, espetados no solo daquelas terras. Por volta do seculo VIII, o Cristianismo instalou-se no topo do monte, com a construção de uma primeira cripta, feita de blocos de granito sobrepostos. Desde então, a história do Monte Saint-Michel tem tido uma sucessão de períodos de grande brilho intelectual e religioso, de crises internas, de guerras, de demolições e reconstruções do imenso complexo de edifícios que constituem a abadia e o mosteiro. Naquele período da Idade Média, o culto a São Miguel começava a propagar-se em toda a Europa. Acreditava-se que os lugares mais altos, como o cimo das montanhas, lhe pertenciam. Sob a inspiração de Saint-Aubert, bispo de Abranches, 12 monges instalaram-se na cripta: salmos, devoções coletivas e mortificações marcavam o seu cotidiano, foi o que bastou para que um mundo de lendas e histórias milagrosas algumas falsas, outras verdadeiras se formassem ao redor do Monte Saint-Michel. Muitas foram transformadas em crónicas e relatos pelos próprios monges. No ano de 966, a área do mosteiro aumentou consideravelmente, graças às contribuições financeiras dos grandes senhores da Normandia, da Bretanha, da Itália e da Inglaterra. Além das atividades devocionais, os monges passaram também a estudar, copiar e iluminar manuscritos, transformando-os em preciosas obras de arte, as iluminuras, muito diferente do que aconteceu depois, quando a Igreja passou a proibir a abordagem de uma série de temas, naqueles tempos Medievais os religiosos tinham o consentimento e a liberdade para estudar e pesquisar quase tudo: literatura, história, ciência e filosofia. Em Saint-Michel foram copiados, por exemplo, os famosos tratados de Aristóteles. &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Como em todos os outros grandes sítios do catolicismo, a arquitetura grandiosa tinha a finalidade de agradar a Deus, aos sacerdotes e aos peregrinos. Desde o início, o santuário de Saint-Michel atraiu centenas de milhares de devotos. Com as suas ofertas, elas contribuíram para a prosperidade do vilarejo e da comunidade monástica, até o final do século XVIII o Monte Saint-Michel fez parte de uma poderosa cadeia de metas maiores da peregrinação, em pé de igualdade com Roma, Jerusalém e Santiago de Compostela. A fama de lugar milagroso, depositário de inúmeras relíquias de santos, atraia milhares de peregrinos em busca da salvação e de milagres.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Mas nem só de milagres é feita a história do lugar, ela está repleta de relatos de acidentes e catástrofes. No ano 922 um incêndio destruiu boa parte da aldeia e do mosteiro. Em 1103, uma grande parte da nave central da abadia desabou. Em 1203 deu-se um novo incêndio que arrasou o mosteiro, foi a sua reconstrução que fez surgir uma estrutura arquitetónica de inspiração gótica cuja extraordinária beleza a tornou conhecida em todo o mundo como “A Maravilha”. Mas os acidentes continuaram, só em 1318, 13 peregrinos morreram pisados pela multidão, 18 afogaram-se no mar e 12 desapareceram nos bancos de areias movediças que surgem quando a maré baixa e permite a travessia a pé do continente até a ilha. Infelizmente a nossa visita não foi muito demorada mas permitiu perceber um pouco de toda a magia que envolve esta relíquia da história, da arquitetura e da mitologia e é sem dúvida um lugar ao qual gostaríamos de regressar, enquanto isso não acontece limitamo-nos a estudar e a pesquisar informações que nos permitam perceber melhor toda a aura de misticismo que envolve tão belo e magico lugar…&lt;br /&gt;
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		</item>
		<item>
			<title>Itália – Roma - Castelo de Sant'Angelo, este imponente edifício na margem direita do rio Tibre teve uma história turbulenta, mesmo para os padrões da Roma antiga. Hoje é visitado por turistas de todo o mundo…</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8620660827/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8620660827/&quot; title=&quot;Itália – Roma - Castelo de Sant'Angelo, este imponente edifício na margem direita do rio Tibre teve uma história turbulenta, mesmo para os padrões da Roma antiga. Hoje é visitado por turistas de todo o mundo…&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8260/8620660827_c745c1625f_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;120&quot; alt=&quot;Itália – Roma - Castelo de Sant'Angelo, este imponente edifício na margem direita do rio Tibre teve uma história turbulenta, mesmo para os padrões da Roma antiga. Hoje é visitado por turistas de todo o mundo…&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na foto acima, vemos o rio Tibre em Roma, com a ponte que conduz ao castelo de Sant´Angelo. Ao longo dessa ponte monumental, construída para resistir aos séculos, encontram-se imagens de anjos, os fiéis que transpõem lentamente a ponte, rezando diante dessas imagens certas orações prescritas pela Igreja, ganham indulgência plenária, desde que depois visitem o castelo. Os antigos imperadores romanos pagãos tinham o hábito de construir para si monumentos nos quais se faziam sepultar. E este, inserido na cidade de Roma, que serviu de base para o futuro castelo de Sant'Angelo, foi mandado construir pelo Imperador Adriano (78 – 138), a partir do ano de 135. Na época dos romanos, chamava-se Mole Adriana (Mole significa algo com grande massa). Apresenta um diâmetro colossal e é uma afirmação do poder romano. Na Idade Média, devido às contínuas guerras, este monumento passou a ter diversas finalidades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem olha de fora o palácio do Vaticano percebe que, em determinada altura, parte um corredor construído sobre arcadas, que atravessa o Tibre e atinge o castelo. Qual a finalidade desse corredor? Quando havia perigo iminente de um Papa ser aprisionado, ele utilizava-o para atingir o castelo. Era a suprema defesa do Pontífice. Não era simpático um Papa morar numa fortaleza, mas era muito cômodo ele ter uma à sua disposição para escapar de seus inimigos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o seu contorno inconfundível cilíndrico e posição particularmente cênica ao longo da costa do Rio Tibre, o Castelo Sant'Angelo é um dos mais famosos marcos da cidade de Roma.  A sua aparência atual é o resultado de uma longa série de transformações que, na realidade, não deixaram vestígios da gloriosa Roma &amp;quot;Hadrianeum&amp;quot;, o mausoléu que o imperador Adriano construiu para si e os seus sucessores.   No centro, na cúpula da torre central, houve provavelmente uma estátua de bronze do imperador sob o disfarce do Sol, a comandar uma quadriga.  Mas, nos tempos medievais, o mausoléu mudou a sua função de túmulo imperial.  Torres e muralhas foram erguidas durante o reinado do imperador Aureliano e um bastião defensivo foi aqui construído durante as invasões bárbaras.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Idade Média, o Castelo Sant'Angelo tinha-se transformado numa fortaleza praticamente inexpugnável numa posição particularmente estratégica que defendeu a entrada norte da cidade. O Vaticano encomendou a construção de um corredor coberto e fortificado que ligava ao Palácio do Vaticano, com a finalidade de ser usado em caso de perigo, como uma rota de fuga extrema.  O Castelo Sant'Angelo também serviu para guardar a riqueza dos papas: a sala do tesouro no centro do forte foi uma espécie de seguro para Roma durante o Renascimento.  O castelo também foi usado para armazenar enormes reservas de alimentos, que eram para ser utilizados em caso de um ataque ou cerco prolongado.  Havia conjuntos de odres nas paredes, caixas d'água enormes, celeiros e até um moinho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, no passado, Sant'Angelo foi tristemente usado para funções de natureza muito mais graves, os seus pátios foram palco de execuções por decapitação e os chefes dos condenados foram então tristemente pendurados um por dia ao longo da ponte como uma terrível advertência. Nas pequenas, celas húmidas e escuras, os prisioneiros morreram de fome e sede ou devido a terríveis torturas.  Foi aqui que Benvenuto Cellini, Cagliostro e Giordano Bruno foram presos antes de serem queimados na fogueira na praça Campo dei Fiori.  Mais tarde, após o estabelecimento do Estado italiano, a estrutura foi transformada num quartel militar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje é visitado por turistas de todo o mundo e é o lar do Museu Nacional de Castelo Sant'Angelo.  Um marco muito querido da cidade é a estátua do Arcanjo São Miguel, erguida no enorme terraço, da qual o castelo tem o seu nome.  Foi criado em memória de uma antiga lenda que fala da terrível praga que atingiu Roma em 590 a.C. e que terminou graças à aparição de um anjo por  cima do castelo  concedendo este, a graça à cidade quando embainhou a sua espada. Terá sido uma lenda?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lendo do Castelo de Sant'Angelo …Ou não será lenda?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início da Idade Média disseminou-se uma epidemia muito grave em Roma. O Papa São Gregório Magno (590 – 604) ordenou missas e procissões na cidade em louvor a São Miguel Arcanjo, para afugentar a peste. Pouco depois, no ano de 590 o Arcanjo São Miguel apareceu ao Papa anunciando o fim da epidemia. E viu-se também o Arcanjo em cima da Mole Adriana, transformando assim a suprema glória de um Papa. É por isso que foi colocada no alto do edifício a imagem de São Miguel. Na história da Igreja são mencionadas duas aparições de S. Miguel: Uma ao Papa Gelásio I no monte Gargano embora a mais conhecida seja esta, de que foi dignado o Papa S. Gregório, o Grande. S. Miguel apareceu ao Papa no Castelo de Sant'Angelo e em sinal do fim da epidemia, meteu a espada na bainha. Realmente a epidemia sessou imediatamente de fazer vítimas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Fri, 05 Apr 2013 02:24:00 -0700</pubDate>
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    <media:title>Itália – Roma - Castelo de Sant'Angelo, este imponente edifício na margem direita do rio Tibre teve uma história turbulenta, mesmo para os padrões da Roma antiga. Hoje é visitado por turistas de todo o mundo…</media:title>
    <media:description type="html">&lt;p&gt;Na foto acima, vemos o rio Tibre em Roma, com a ponte que conduz ao castelo de Sant´Angelo. Ao longo dessa ponte monumental, construída para resistir aos séculos, encontram-se imagens de anjos, os fiéis que transpõem lentamente a ponte, rezando diante dessas imagens certas orações prescritas pela Igreja, ganham indulgência plenária, desde que depois visitem o castelo. Os antigos imperadores romanos pagãos tinham o hábito de construir para si monumentos nos quais se faziam sepultar. E este, inserido na cidade de Roma, que serviu de base para o futuro castelo de Sant'Angelo, foi mandado construir pelo Imperador Adriano (78 – 138), a partir do ano de 135. Na época dos romanos, chamava-se Mole Adriana (Mole significa algo com grande massa). Apresenta um diâmetro colossal e é uma afirmação do poder romano. Na Idade Média, devido às contínuas guerras, este monumento passou a ter diversas finalidades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem olha de fora o palácio do Vaticano percebe que, em determinada altura, parte um corredor construído sobre arcadas, que atravessa o Tibre e atinge o castelo. Qual a finalidade desse corredor? Quando havia perigo iminente de um Papa ser aprisionado, ele utilizava-o para atingir o castelo. Era a suprema defesa do Pontífice. Não era simpático um Papa morar numa fortaleza, mas era muito cômodo ele ter uma à sua disposição para escapar de seus inimigos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o seu contorno inconfundível cilíndrico e posição particularmente cênica ao longo da costa do Rio Tibre, o Castelo Sant'Angelo é um dos mais famosos marcos da cidade de Roma.  A sua aparência atual é o resultado de uma longa série de transformações que, na realidade, não deixaram vestígios da gloriosa Roma &amp;quot;Hadrianeum&amp;quot;, o mausoléu que o imperador Adriano construiu para si e os seus sucessores.   No centro, na cúpula da torre central, houve provavelmente uma estátua de bronze do imperador sob o disfarce do Sol, a comandar uma quadriga.  Mas, nos tempos medievais, o mausoléu mudou a sua função de túmulo imperial.  Torres e muralhas foram erguidas durante o reinado do imperador Aureliano e um bastião defensivo foi aqui construído durante as invasões bárbaras.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Idade Média, o Castelo Sant'Angelo tinha-se transformado numa fortaleza praticamente inexpugnável numa posição particularmente estratégica que defendeu a entrada norte da cidade. O Vaticano encomendou a construção de um corredor coberto e fortificado que ligava ao Palácio do Vaticano, com a finalidade de ser usado em caso de perigo, como uma rota de fuga extrema.  O Castelo Sant'Angelo também serviu para guardar a riqueza dos papas: a sala do tesouro no centro do forte foi uma espécie de seguro para Roma durante o Renascimento.  O castelo também foi usado para armazenar enormes reservas de alimentos, que eram para ser utilizados em caso de um ataque ou cerco prolongado.  Havia conjuntos de odres nas paredes, caixas d'água enormes, celeiros e até um moinho. &lt;br /&gt;
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No entanto, no passado, Sant'Angelo foi tristemente usado para funções de natureza muito mais graves, os seus pátios foram palco de execuções por decapitação e os chefes dos condenados foram então tristemente pendurados um por dia ao longo da ponte como uma terrível advertência. Nas pequenas, celas húmidas e escuras, os prisioneiros morreram de fome e sede ou devido a terríveis torturas.  Foi aqui que Benvenuto Cellini, Cagliostro e Giordano Bruno foram presos antes de serem queimados na fogueira na praça Campo dei Fiori.  Mais tarde, após o estabelecimento do Estado italiano, a estrutura foi transformada num quartel militar. &lt;br /&gt;
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Hoje é visitado por turistas de todo o mundo e é o lar do Museu Nacional de Castelo Sant'Angelo.  Um marco muito querido da cidade é a estátua do Arcanjo São Miguel, erguida no enorme terraço, da qual o castelo tem o seu nome.  Foi criado em memória de uma antiga lenda que fala da terrível praga que atingiu Roma em 590 a.C. e que terminou graças à aparição de um anjo por  cima do castelo  concedendo este, a graça à cidade quando embainhou a sua espada. Terá sido uma lenda?&lt;br /&gt;
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A lendo do Castelo de Sant'Angelo …Ou não será lenda?&lt;br /&gt;
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No início da Idade Média disseminou-se uma epidemia muito grave em Roma. O Papa São Gregório Magno (590 – 604) ordenou missas e procissões na cidade em louvor a São Miguel Arcanjo, para afugentar a peste. Pouco depois, no ano de 590 o Arcanjo São Miguel apareceu ao Papa anunciando o fim da epidemia. E viu-se também o Arcanjo em cima da Mole Adriana, transformando assim a suprema glória de um Papa. É por isso que foi colocada no alto do edifício a imagem de São Miguel. Na história da Igreja são mencionadas duas aparições de S. Miguel: Uma ao Papa Gelásio I no monte Gargano embora a mais conhecida seja esta, de que foi dignado o Papa S. Gregório, o Grande. S. Miguel apareceu ao Papa no Castelo de Sant'Angelo e em sinal do fim da epidemia, meteu a espada na bainha. Realmente a epidemia sessou imediatamente de fazer vítimas.&lt;br /&gt;
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		</item>
		<item>
			<title>França – Carcassonne – Este foi dos primeiros Castelos a sofrer o embate da guerra santa declarada pelo Papa Inocêncio III aos Cátaros. A impressão que se tem dele é que alguma fada o terá feito nascer no cimo da colina com um toque de magia.</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8559516400/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8559516400/&quot; title=&quot;França – Carcassonne – Este foi dos primeiros Castelos a sofrer o embate da guerra santa declarada pelo Papa Inocêncio III aos Cátaros. A impressão que se tem dele é que alguma fada o terá feito nascer no cimo da colina com um toque de magia.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8239/8559516400_45b94fddf0_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;122&quot; alt=&quot;França – Carcassonne – Este foi dos primeiros Castelos a sofrer o embate da guerra santa declarada pelo Papa Inocêncio III aos Cátaros. A impressão que se tem dele é que alguma fada o terá feito nascer no cimo da colina com um toque de magia.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Este Castelo é o último a ser retratado nesta serie, uma serie dedicada em exclusivo a estes dinossauros da arquitetura militar, os sobreviventes de um tempo longínquo, a idade média. Apesar de distante, foi este mesmo Castelo que fez renascer em mim uma vontade de demanda, fez-me sentir uma necessidade de ir mais fundo na história destas pedras centenárias que tanto me fascinam e sempre quis compreender de uma maneira mais profunda, da busca do conhecimento que a maioria das vezes eu próprio tenho dificuldades em entender, apesar de me conhecer como alguém capaz de controlar as emoções de uma forma racional, esta vontade de procurar o conhecimento é algo que me escapa, a mim, e há minha compreensão. Por vezes sinto que este Castelo sempre fez parte da minha vida, no entanto só na minha meia-idade é que tive a oportunidade de o conhecer fisicamente, o que para mim, foi uma experiência extraordinária, tentei abarcar tudo que me foi possível, para de uma forma resumida o poder descrever aos que estiverem interessados na sua história, então ca vai…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Castelo de Carcassonne visto desta margem do rio, parece surgido de um conto de fadas, mas na realidade, e depois de analisada a sua historia, verifica-se que estas muralhas escondem uma das mais terríveis memórias da Idade Media. Memórias essas que deram origem a variados romances históricos, uns com mais veracidade que outros. Se ainda não leu o romance (O Labirinto Perdido de Kate Mosse), deve comprá-lo pois é adorável e retrata fielmente um período da história destas muralhas como poucos, este livro está tão bem documentado que começa a aparecer nesta cidade como sendo o seu maior cartão-de-visita. Esta história passa-se na região conhecida como Midi-Pirineus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carcassonne é a mais bem preservada cidadela medieval de toda a Europa. Construída no alto de uma colina, no sul da França, perto de Toulouse e dos Pirenéus, foi no passado a principal fortaleza militar da região. Do alto das suas impressionantes muralhas, que eram protegidas por mais de 1200 guerreiros, podia-se controlar uma importante via comercial que ligava a Península Ibérica com o resto do continente. Por causa de sua posição fronteiriça e estratégica, Carcassonne foi palco das mais ferozes e terríveis batalhas desse tempo. A primeira visão do centro histórico, cuja construção foi iniciada há cerca de mil anos, é inesquecível. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A impressão que dá é que viajamos no tempo, para uma época de reis, cavaleiros, princesas e batalhas medievais. A fortaleza é protegida por 52 torres e duas muralhas uma interna e outra externa. A entrada principal, baptizada de Porta Narbonnaise, é guardada por uma ponte levadiça. Nos áureos tempos medievais, cerca de 50 homens ficavam de guarda para impedir a entrada dos inimigos. Carcassonne, na verdade, são duas cidades. A Cidadela, que permaneceu intacta e protegida dentro das muralhas, e a Bastide Saint-Louis ou Cidade Baixa, que cresceu ao redor do centro medieval. À noite, esta cidade transforma-se. Com menos de 400 moradores e apenas dois hotéis, as suas ruas ficam desertas e silenciosas, a melhor altura para sentir o palpitar das muralhas, das ruas e também recuar 800 anos para sentir a vida de uma população que de uma forma melhor ou pior, viveu sem dúvida de uma maneira bem diferente da nossa. Uma das maiores atracões da cidade, é o Castelo Comtal, uma pérola da arquitectura medieval. Construído no século XII por um nobre chamado Bernard Trencavel que é mencionado no romance acima citado, esta foi, durante anos, a morada dos senhores feudais que mandavam na região. O castelo é formado por duas alas, com um pátio no meio delas. Durante uma visita guiada, é possível conhecer as suas torres e boa parte do seu interior mais reservado. O Museu Arqueológico, tem no seu acervo ânforas romanas, sarcófagos e lápides Cátaras. (Os Cátaros faziam parte de uma corrente do cristianismo que pregava a não-violência e foram muito perseguidos pela Inquisição e dizimados pelo Papa Inocêncio III, o rei da França e os barões do norte, mas o melhor será ler o livro acima citado.) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para entender um pouco mais da história do lugar, vale a pena conhecer também o Museu da Inquisição, que expõe instrumentos de arrepiar. Esse triste período da história ocidental teve início no século XII e ganhou força quando o papa Inocêncio III autorizou o uso da tortura para obter a confissão dos heréticos. Verdadeiras atrocidades eram cometidas em nome da fé e, neste museu, podem ser vistos vários instrumentos como a cadeira de cravos, uma espécie de trono cheio de pregos onde o acusado era amarrado com cintos de ferro; e o berço de Judas, um triângulo de madeira com uma base de 30 centímetros e vértice de 60 usado para martirizar os hereges. Carcassonne é também um importante centro culinário. A cidade está cheia de bares, cafés e charmosos restaurantes, que lembram antigas tabernas medievais e tem o seu centro gastronómico no centro da praça. Escolha uma mesa ao ar livre e experimente um (cassoulet,) o mais famoso prato da região. Para acompanhar, saboreie um dos bons vinhos do lugar, como Corbieres, Minervois e Malepère. Uma refeição digna de reis e rainhas medievais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira impressão que se tem em Carcassonne é a de um castelo encantado, que alguma fada terá feito nascer no cimo da colina com um toque da sua varinha mágica. Uma vez dentro das muralhas, descobre-se uma verdadeira relíquia da Idade Média, justamente procurada por milhões de turistas todos os anos. Hoje, Carcassonne é, depois da Torre Eiffel e do Monte Saint-Michel, os quais já tivemos o privilégio de visitar, o local mais visitado de França. As suas calçadas de pedra são percorridas, não por cavaleiros medievais, mas por turistas de todas as nacionalidades, armados de vídeos e máquinas fotográficas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A basílica de Saint-Nazaire, construída nessa altura, atrai visitantes de todos os credos para o seu recinto escuro, que convida ao recolhimento, iluminada por magníficos vitrais. O encontro do românico com o gótico dá-se aqui de uma forma harmoniosa, justificando o nome de: ( jóia da fortaleza,) com que os folhetos turísticos a distinguem. O seu órgão é um dos mais importantes e antigos do sul de França, e de Junho a Setembro há concertos diários – Les Estivales d'Orgue - que enchem a cidadela de sonoridades quentes e arcaicas. Pelas suas praças, onde ainda resistem alguns poços de pedra que abasteciam de água a população, distribuem-se agora esplanadas muito concorridas, com espectáculos diários de música ao vivo, bem distinta da dos trovadores Ramon de Miraval ou Peire Vidal, que aqui viveram durante algum tempo. Raymond-Roger Trencavel, visconde de Albi e último senhor da fortaleza, certamente não reconheceria a sua cidade. É certo que qualquer loja de souvenirs vende conjuntos de capacete e espada, e mesmo armaduras completas. Também é fácil encontrar relógios de sol e saquinhos de pano com ervas cheirosas, das que perfumavam as roupas das damas da época. Mas a animação é sempre pacífica, e a magnífica iluminação nocturna não dá paz aos fantasmas, impedindo o seu devaneio nocturno e doloroso quais almas penadas; durante os meses de Verão, Carcassonne é uma cidade profusamente habitada e muito viva. Para reconstituir ainda melhor o ambiente medieval, em Agosto organizam-se torneios de cavalaria e falcoaria, com participantes vestidos a rigor, como no tempo dos cruzados. As velhas pedras da cidade não devem apreciar particularmente a lembrança, uma vez que foram estes que, em 1209, ditaram o seu fim: o visconde de Trencavel teve a ousadia de oferecer abrigo e protecção aos Cátaros, dissidentes de um catolicismo que se afundava na decadência moral. O seu pecado era defenderem a pureza dos costumes cristãos e não respeitarem a hierarquia eclesiástica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carcassonne foi das primeiras cidades a sofrer o embate da guerra santa declarada pelo Papa Inocêncio III. Cercada, perdeu o acesso crucial ao rio Aude e, numa manobra pouco “cavaleiresca”, o visconde de Trencavel foi feito prisioneiro ao sair do castelo para negociar. A partir daí, começou o declínio. Simão de Montfort, o comandante da cruzada, administrou a cidade até à sua morte, mas o seu filho foi incapaz de manter o território conquistado, e entregou-o à autoridade directa do rei. Quando o filho do visconde de Trencavel tentou reaver as terras do pai, Luís VIII deu ordens para arrasar a fortaleza e exilar os seus habitantes; só sete anos mais tarde conseguiram obter autorização real para se instalarem de novo na zona, mas do outro lado do rio. O turismo anuncia Carcassonne como( lá ville aux deux cités, a cidade das duas cidadelas ) a antiga fortaleza, no cimo da colina, e o novo burgo que nasceu no século XIII, aos pés da primeira, na margem esquerda do rio Aude. Desde sempre as duas zonas tiveram existências distintas, com toda a actividade comercial e social a desenrolar-se em baixo, enquanto a cidade-alta abrigava uma guarnição de mais de mil soldados. A tendência manteve-se até hoje. Só cerca de cento e vinte, dos seus quarenta e cinco mil habitantes permanentes, habitam a cidade antiga. Mas apesar da actividade evidente nas suas ruas e praças arborizadas, que substituíram as muralhas e estão agora semeadas de cafezinhos acolhedores, a atracção será sempre a “cité”,marco milenar da história da região do Languedoc. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além das comodidades e serviços turísticos de que dispõe, a Bastide Saint-Louis, como é conhecida a cidade-baixa, serve apenas para compor a magnífica vista que nos oferecem as torres altas da fortaleza - e do cimo desta sentinela de pedra, não se consegue evitar a sensação de fragilidade que vem do casario baixo e pálido da Bastide. Nada é regular ou simétrico nesta obra-prima da arquitectura militar, o que se explica pela longa história de reconstruções, modificações e acrescentos, que já dura há séculos e ainda não acabou. Mesmo depois da expulsão dos seus habitantes, a fortaleza foi modificada e aperfeiçoada, de modo a tornar-se um eficaz posto militar avançado. Ao mesmo tempo que se reforçou o sistema defensivo com a construção de uma segunda muralha exterior, também a austera Catedral de Saint-Nazaire foi aumentada e melhorada. O castelo do conde foi rodeado por um fosso, transformando-se numa fortaleza dentro da fortaleza. São cerca de três quilómetros de fortificações, por onde se distribuem cinquenta e duas torres para todos os gostos: há torres quadradas e redondas, de envergadura e tamanho diferentes; umas têm seteiras, outras janelas e algumas são, aparentemente, fechadas. Toda a cidade parece estar cheia de armadilhas: cotovelos estreitos para que só passe um inimigo de cada vez, degraus gigantescos, fossos dissimulados, enfim, todo o mostruário do engenho militar que foi sendo aperfeiçoado desde os romanos, destinado a guerras de cerco, tão comuns nos tempos medievais. Só a mudança das técnicas de guerra, nomeadamente a utilização generalizada da artilharia e a pólvora, nos séculos XV e XVI, a tornou definitivamente obsoleta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de tudo, é impressionante o seu aspecto exterior de castelo, ao mesmo tempo irreal e inexpugnável. Contorná-la por entre as suas duas muralhas, espreitando pelas janelas e varandins para a paisagem verde de vinhas e campos cultivados, é um convite para uma viagem no tempo, que continua quando atravessamos a ponte levadiça. As ruas estreitas de pedra cinzenta, sombrias no Verão e protegidas dos ventos frios no Inverno, transformam-se num labirinto, e nunca sabemos se terminam nas muralhas, na basílica ou na praça principal. Pouco importa. Os passos ecoam de longe, e a cada esquina esperamos ver aparecer alguém vestido de cota de malha e elmo reluzente. As carroças que conduzem os turistas em visitas guiadas reforçam a esperança, com o ruído dos cascos e o soprar dos cavalos a ressoarem nas paredes de pedra. Para continuar o recuo no tempo, é possível visitar o castelo do visconde, que dá acesso exclusivo a certas partes da muralha. E para terminar a viagem, nada melhor que uma visita ao Museu Medieval e ao da Inquisição, que nos proporcionam pormenores nem sempre agradáveis da história da cidade. Outro museu ao gosto da época é o da Tortura, que exibe sádicos e requintados instrumentos, concebidos em noites de insónia, destinados a punir sabe-se lá que crimes medievais...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dizem os seus apreciadores mais sinceros que a cidade não deve ser visitada no Verão: há demasiada agitação e pouca privacidade para percorrer a velha Carcassonne, e a viagem no tempo, que deve ser feita na solidão, é constantemente interrompida por grupos de turistas ruidosos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Nós já a visitamos varias vezes no Verão mas de certa forma não deixo de estar de acordo com tais afirmações pois parecem-me de facto credíveis, visitar esta cidade em época baixa deve ser bem diferente, se um dia tivermos possibilidades é isso que faremos.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O destino de Carcassonne está traçado: será para sempre uma obra de arte inegável, e uma das maiores atracções turísticas do país e da Europa. A reconstrução fixou-a para sempre na Idade Média como quem tira uma fotografia, apesar de a cidade ter atravessado muitas outras épocas. E é, talvez, esta operação de congelamento temporal que lhe empresta toda a magia de cenário perfeito, que nos faz mergulhar profundamente num passado distante, belo mágico e por vezes também aterrador… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda da dama de Carcas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há castelo encantado que se preze que não tenha as suas lendas. Carcassonne justifica o seu nome com a história da dama de Carcas: quando Carlos Magno cercou a cidadela desta dama sarracena, achando-se desprovida de soldados, Carcas distribuiu pelas torres e muralhas bonecos feitos de palha, armados para combate. O estratagema resultou, e Carlos Magno levantou o cerco, desanimado com inimigo tão numeroso. Terá dito então a dama: “Sire, Carcas te sonne.” (“Senhor, Carcas vence-te”, em tradução livre). Daí o nome da cidade, que a lenda assegura ter-se tornado cristã, dando a dama origem à primeira linhagem de condes de Carcassonne. A verdade, porém, é que os romanos já tinham uma fortificação na zona a que chamavam Carcasso, e os sarracenos, que se sucederam aos visigodos e não ficaram por aqui muito tempo, chamavam-lhe Carchachouna. A cidade-fortaleza foi palco de combates, cercos, destruições maciças e, por fim, expulsão dos seus habitantes, que resultou na ruína do que ainda estava de pé. Lendária mesmo parece ser a sua reconstrução no século XIX, pelo arquiteto Viollet-le-Duc, o mesmo que restaurou os santuários de Notre-Dame de Paris e Sainte-Madeleine de Vézelay.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 02:17:11 -0700</pubDate>
			                        <dc:date.Taken>2010-08-16T16:50:06-08:00</dc:date.Taken>
            			<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/">nobody@flickr.com (Anselmo Sousa.)</author>
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    <media:title>França – Carcassonne – Este foi dos primeiros Castelos a sofrer o embate da guerra santa declarada pelo Papa Inocêncio III aos Cátaros. A impressão que se tem dele é que alguma fada o terá feito nascer no cimo da colina com um toque de magia.</media:title>
    <media:description type="html">&lt;p&gt;Este Castelo é o último a ser retratado nesta serie, uma serie dedicada em exclusivo a estes dinossauros da arquitetura militar, os sobreviventes de um tempo longínquo, a idade média. Apesar de distante, foi este mesmo Castelo que fez renascer em mim uma vontade de demanda, fez-me sentir uma necessidade de ir mais fundo na história destas pedras centenárias que tanto me fascinam e sempre quis compreender de uma maneira mais profunda, da busca do conhecimento que a maioria das vezes eu próprio tenho dificuldades em entender, apesar de me conhecer como alguém capaz de controlar as emoções de uma forma racional, esta vontade de procurar o conhecimento é algo que me escapa, a mim, e há minha compreensão. Por vezes sinto que este Castelo sempre fez parte da minha vida, no entanto só na minha meia-idade é que tive a oportunidade de o conhecer fisicamente, o que para mim, foi uma experiência extraordinária, tentei abarcar tudo que me foi possível, para de uma forma resumida o poder descrever aos que estiverem interessados na sua história, então ca vai…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Castelo de Carcassonne visto desta margem do rio, parece surgido de um conto de fadas, mas na realidade, e depois de analisada a sua historia, verifica-se que estas muralhas escondem uma das mais terríveis memórias da Idade Media. Memórias essas que deram origem a variados romances históricos, uns com mais veracidade que outros. Se ainda não leu o romance (O Labirinto Perdido de Kate Mosse), deve comprá-lo pois é adorável e retrata fielmente um período da história destas muralhas como poucos, este livro está tão bem documentado que começa a aparecer nesta cidade como sendo o seu maior cartão-de-visita. Esta história passa-se na região conhecida como Midi-Pirineus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carcassonne é a mais bem preservada cidadela medieval de toda a Europa. Construída no alto de uma colina, no sul da França, perto de Toulouse e dos Pirenéus, foi no passado a principal fortaleza militar da região. Do alto das suas impressionantes muralhas, que eram protegidas por mais de 1200 guerreiros, podia-se controlar uma importante via comercial que ligava a Península Ibérica com o resto do continente. Por causa de sua posição fronteiriça e estratégica, Carcassonne foi palco das mais ferozes e terríveis batalhas desse tempo. A primeira visão do centro histórico, cuja construção foi iniciada há cerca de mil anos, é inesquecível. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A impressão que dá é que viajamos no tempo, para uma época de reis, cavaleiros, princesas e batalhas medievais. A fortaleza é protegida por 52 torres e duas muralhas uma interna e outra externa. A entrada principal, baptizada de Porta Narbonnaise, é guardada por uma ponte levadiça. Nos áureos tempos medievais, cerca de 50 homens ficavam de guarda para impedir a entrada dos inimigos. Carcassonne, na verdade, são duas cidades. A Cidadela, que permaneceu intacta e protegida dentro das muralhas, e a Bastide Saint-Louis ou Cidade Baixa, que cresceu ao redor do centro medieval. À noite, esta cidade transforma-se. Com menos de 400 moradores e apenas dois hotéis, as suas ruas ficam desertas e silenciosas, a melhor altura para sentir o palpitar das muralhas, das ruas e também recuar 800 anos para sentir a vida de uma população que de uma forma melhor ou pior, viveu sem dúvida de uma maneira bem diferente da nossa. Uma das maiores atracões da cidade, é o Castelo Comtal, uma pérola da arquitectura medieval. Construído no século XII por um nobre chamado Bernard Trencavel que é mencionado no romance acima citado, esta foi, durante anos, a morada dos senhores feudais que mandavam na região. O castelo é formado por duas alas, com um pátio no meio delas. Durante uma visita guiada, é possível conhecer as suas torres e boa parte do seu interior mais reservado. O Museu Arqueológico, tem no seu acervo ânforas romanas, sarcófagos e lápides Cátaras. (Os Cátaros faziam parte de uma corrente do cristianismo que pregava a não-violência e foram muito perseguidos pela Inquisição e dizimados pelo Papa Inocêncio III, o rei da França e os barões do norte, mas o melhor será ler o livro acima citado.) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para entender um pouco mais da história do lugar, vale a pena conhecer também o Museu da Inquisição, que expõe instrumentos de arrepiar. Esse triste período da história ocidental teve início no século XII e ganhou força quando o papa Inocêncio III autorizou o uso da tortura para obter a confissão dos heréticos. Verdadeiras atrocidades eram cometidas em nome da fé e, neste museu, podem ser vistos vários instrumentos como a cadeira de cravos, uma espécie de trono cheio de pregos onde o acusado era amarrado com cintos de ferro; e o berço de Judas, um triângulo de madeira com uma base de 30 centímetros e vértice de 60 usado para martirizar os hereges. Carcassonne é também um importante centro culinário. A cidade está cheia de bares, cafés e charmosos restaurantes, que lembram antigas tabernas medievais e tem o seu centro gastronómico no centro da praça. Escolha uma mesa ao ar livre e experimente um (cassoulet,) o mais famoso prato da região. Para acompanhar, saboreie um dos bons vinhos do lugar, como Corbieres, Minervois e Malepère. Uma refeição digna de reis e rainhas medievais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira impressão que se tem em Carcassonne é a de um castelo encantado, que alguma fada terá feito nascer no cimo da colina com um toque da sua varinha mágica. Uma vez dentro das muralhas, descobre-se uma verdadeira relíquia da Idade Média, justamente procurada por milhões de turistas todos os anos. Hoje, Carcassonne é, depois da Torre Eiffel e do Monte Saint-Michel, os quais já tivemos o privilégio de visitar, o local mais visitado de França. As suas calçadas de pedra são percorridas, não por cavaleiros medievais, mas por turistas de todas as nacionalidades, armados de vídeos e máquinas fotográficas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A basílica de Saint-Nazaire, construída nessa altura, atrai visitantes de todos os credos para o seu recinto escuro, que convida ao recolhimento, iluminada por magníficos vitrais. O encontro do românico com o gótico dá-se aqui de uma forma harmoniosa, justificando o nome de: ( jóia da fortaleza,) com que os folhetos turísticos a distinguem. O seu órgão é um dos mais importantes e antigos do sul de França, e de Junho a Setembro há concertos diários – Les Estivales d'Orgue - que enchem a cidadela de sonoridades quentes e arcaicas. Pelas suas praças, onde ainda resistem alguns poços de pedra que abasteciam de água a população, distribuem-se agora esplanadas muito concorridas, com espectáculos diários de música ao vivo, bem distinta da dos trovadores Ramon de Miraval ou Peire Vidal, que aqui viveram durante algum tempo. Raymond-Roger Trencavel, visconde de Albi e último senhor da fortaleza, certamente não reconheceria a sua cidade. É certo que qualquer loja de souvenirs vende conjuntos de capacete e espada, e mesmo armaduras completas. Também é fácil encontrar relógios de sol e saquinhos de pano com ervas cheirosas, das que perfumavam as roupas das damas da época. Mas a animação é sempre pacífica, e a magnífica iluminação nocturna não dá paz aos fantasmas, impedindo o seu devaneio nocturno e doloroso quais almas penadas; durante os meses de Verão, Carcassonne é uma cidade profusamente habitada e muito viva. Para reconstituir ainda melhor o ambiente medieval, em Agosto organizam-se torneios de cavalaria e falcoaria, com participantes vestidos a rigor, como no tempo dos cruzados. As velhas pedras da cidade não devem apreciar particularmente a lembrança, uma vez que foram estes que, em 1209, ditaram o seu fim: o visconde de Trencavel teve a ousadia de oferecer abrigo e protecção aos Cátaros, dissidentes de um catolicismo que se afundava na decadência moral. O seu pecado era defenderem a pureza dos costumes cristãos e não respeitarem a hierarquia eclesiástica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carcassonne foi das primeiras cidades a sofrer o embate da guerra santa declarada pelo Papa Inocêncio III. Cercada, perdeu o acesso crucial ao rio Aude e, numa manobra pouco “cavaleiresca”, o visconde de Trencavel foi feito prisioneiro ao sair do castelo para negociar. A partir daí, começou o declínio. Simão de Montfort, o comandante da cruzada, administrou a cidade até à sua morte, mas o seu filho foi incapaz de manter o território conquistado, e entregou-o à autoridade directa do rei. Quando o filho do visconde de Trencavel tentou reaver as terras do pai, Luís VIII deu ordens para arrasar a fortaleza e exilar os seus habitantes; só sete anos mais tarde conseguiram obter autorização real para se instalarem de novo na zona, mas do outro lado do rio. O turismo anuncia Carcassonne como( lá ville aux deux cités, a cidade das duas cidadelas ) a antiga fortaleza, no cimo da colina, e o novo burgo que nasceu no século XIII, aos pés da primeira, na margem esquerda do rio Aude. Desde sempre as duas zonas tiveram existências distintas, com toda a actividade comercial e social a desenrolar-se em baixo, enquanto a cidade-alta abrigava uma guarnição de mais de mil soldados. A tendência manteve-se até hoje. Só cerca de cento e vinte, dos seus quarenta e cinco mil habitantes permanentes, habitam a cidade antiga. Mas apesar da actividade evidente nas suas ruas e praças arborizadas, que substituíram as muralhas e estão agora semeadas de cafezinhos acolhedores, a atracção será sempre a “cité”,marco milenar da história da região do Languedoc. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além das comodidades e serviços turísticos de que dispõe, a Bastide Saint-Louis, como é conhecida a cidade-baixa, serve apenas para compor a magnífica vista que nos oferecem as torres altas da fortaleza - e do cimo desta sentinela de pedra, não se consegue evitar a sensação de fragilidade que vem do casario baixo e pálido da Bastide. Nada é regular ou simétrico nesta obra-prima da arquitectura militar, o que se explica pela longa história de reconstruções, modificações e acrescentos, que já dura há séculos e ainda não acabou. Mesmo depois da expulsão dos seus habitantes, a fortaleza foi modificada e aperfeiçoada, de modo a tornar-se um eficaz posto militar avançado. Ao mesmo tempo que se reforçou o sistema defensivo com a construção de uma segunda muralha exterior, também a austera Catedral de Saint-Nazaire foi aumentada e melhorada. O castelo do conde foi rodeado por um fosso, transformando-se numa fortaleza dentro da fortaleza. São cerca de três quilómetros de fortificações, por onde se distribuem cinquenta e duas torres para todos os gostos: há torres quadradas e redondas, de envergadura e tamanho diferentes; umas têm seteiras, outras janelas e algumas são, aparentemente, fechadas. Toda a cidade parece estar cheia de armadilhas: cotovelos estreitos para que só passe um inimigo de cada vez, degraus gigantescos, fossos dissimulados, enfim, todo o mostruário do engenho militar que foi sendo aperfeiçoado desde os romanos, destinado a guerras de cerco, tão comuns nos tempos medievais. Só a mudança das técnicas de guerra, nomeadamente a utilização generalizada da artilharia e a pólvora, nos séculos XV e XVI, a tornou definitivamente obsoleta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de tudo, é impressionante o seu aspecto exterior de castelo, ao mesmo tempo irreal e inexpugnável. Contorná-la por entre as suas duas muralhas, espreitando pelas janelas e varandins para a paisagem verde de vinhas e campos cultivados, é um convite para uma viagem no tempo, que continua quando atravessamos a ponte levadiça. As ruas estreitas de pedra cinzenta, sombrias no Verão e protegidas dos ventos frios no Inverno, transformam-se num labirinto, e nunca sabemos se terminam nas muralhas, na basílica ou na praça principal. Pouco importa. Os passos ecoam de longe, e a cada esquina esperamos ver aparecer alguém vestido de cota de malha e elmo reluzente. As carroças que conduzem os turistas em visitas guiadas reforçam a esperança, com o ruído dos cascos e o soprar dos cavalos a ressoarem nas paredes de pedra. Para continuar o recuo no tempo, é possível visitar o castelo do visconde, que dá acesso exclusivo a certas partes da muralha. E para terminar a viagem, nada melhor que uma visita ao Museu Medieval e ao da Inquisição, que nos proporcionam pormenores nem sempre agradáveis da história da cidade. Outro museu ao gosto da época é o da Tortura, que exibe sádicos e requintados instrumentos, concebidos em noites de insónia, destinados a punir sabe-se lá que crimes medievais...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dizem os seus apreciadores mais sinceros que a cidade não deve ser visitada no Verão: há demasiada agitação e pouca privacidade para percorrer a velha Carcassonne, e a viagem no tempo, que deve ser feita na solidão, é constantemente interrompida por grupos de turistas ruidosos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Nós já a visitamos varias vezes no Verão mas de certa forma não deixo de estar de acordo com tais afirmações pois parecem-me de facto credíveis, visitar esta cidade em época baixa deve ser bem diferente, se um dia tivermos possibilidades é isso que faremos.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O destino de Carcassonne está traçado: será para sempre uma obra de arte inegável, e uma das maiores atracções turísticas do país e da Europa. A reconstrução fixou-a para sempre na Idade Média como quem tira uma fotografia, apesar de a cidade ter atravessado muitas outras épocas. E é, talvez, esta operação de congelamento temporal que lhe empresta toda a magia de cenário perfeito, que nos faz mergulhar profundamente num passado distante, belo mágico e por vezes também aterrador… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda da dama de Carcas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há castelo encantado que se preze que não tenha as suas lendas. Carcassonne justifica o seu nome com a história da dama de Carcas: quando Carlos Magno cercou a cidadela desta dama sarracena, achando-se desprovida de soldados, Carcas distribuiu pelas torres e muralhas bonecos feitos de palha, armados para combate. O estratagema resultou, e Carlos Magno levantou o cerco, desanimado com inimigo tão numeroso. Terá dito então a dama: “Sire, Carcas te sonne.” (“Senhor, Carcas vence-te”, em tradução livre). Daí o nome da cidade, que a lenda assegura ter-se tornado cristã, dando a dama origem à primeira linhagem de condes de Carcassonne. A verdade, porém, é que os romanos já tinham uma fortificação na zona a que chamavam Carcasso, e os sarracenos, que se sucederam aos visigodos e não ficaram por aqui muito tempo, chamavam-lhe Carchachouna. A cidade-fortaleza foi palco de combates, cercos, destruições maciças e, por fim, expulsão dos seus habitantes, que resultou na ruína do que ainda estava de pé. Lendária mesmo parece ser a sua reconstrução no século XIX, pelo arquiteto Viollet-le-Duc, o mesmo que restaurou os santuários de Notre-Dame de Paris e Sainte-Madeleine de Vézelay.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		</item>
		<item>
			<title>Belgica-Antwerpia-Um castelo com linhas e contornos mágicos,na entrada a estátua faz referência a um conto de fadas muito famoso na parte flamenga da Bélgica: Brabo e o gigante, muitos atribuem a esta lenda a origem do nome da cidade.</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8519261478/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8519261478/&quot; title=&quot;Belgica-Antwerpia-Um castelo com linhas e contornos mágicos,na entrada a estátua faz referência a um conto de fadas muito famoso na parte flamenga da Bélgica: Brabo e o gigante, muitos atribuem a esta lenda a origem do nome da cidade.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8366/8519261478_dd22933cdf_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;120&quot; alt=&quot;Belgica-Antwerpia-Um castelo com linhas e contornos mágicos,na entrada a estátua faz referência a um conto de fadas muito famoso na parte flamenga da Bélgica: Brabo e o gigante, muitos atribuem a esta lenda a origem do nome da cidade.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Certamente um pouco diferente dos castelos aqui retratados, e muito embora se trate de um castelo situado mais a norte da Europa, não podia deixar passar a oportunidade de falar desta construção que mais parece ter nascido de um conto de fadas sem no entanto, deixar de estar direcionado exatamente para o mesmo efeito dos castelos mais a sul, nomeadamente Portugal e Espanha que tanta semelhança tem nestas construções medievais. Durante a Idade Média, do século V ao XV a Europa foi palco da construção de milhares de castelos. Nesta época da história, as guerras eram muito comuns, logo, os senhores feudais, Reis e outros nobres, preocupavam-se com a proteção de sua residência, bens e familiares. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir do século XI, a arquitetura da construção dos castelos mudou completamente, estes passaram a ser construídos de blocos de pedra que lhes conferia uma solidez há prova das exigências de então. Tornando-os portanto, muito mais fiáveis e resistentes. Estes castelos medievais eram normalmente erguidos em regiões altas e penhascos de difícil aceso, pois assim era mais fácil visualizar a chegada dos inimigos, e tornava muito difícil qualquer tentativa de invasão por porte destes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um castelo demorava em média, dois a sete anos para ser construído. Em volta do castelo medieval, geralmente, era aberto um fosso preenchido com água, esta estratégia era importante para dificultar a penetração dos inimigos durante uma batalha. Os castelos eram cercados por muralhas e possuíam torres, onde ficavam posicionados arqueiros e outro tipo de guerreiros, aqueles que formavam a chamada linha da frente. O calabouço era outra área importante, pois neles os reis e senhores feudais mantinham presos os bandidos, marginais ou importantes inimigos capturados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os castelos, na sua conceção clássica, como a maioria de nós hoje os conhecemos, começaram a surgir no século IX, quer em resposta às incursões Normandas e Magiares no Norte e centro da Europa, quer nas lutas da Reconquista cristã da península Ibérica, mas de forma geral como uma manifestação do poder político descentralizado dos senhores feudais. Do século IX ao século XV, milhares de castelos foram erguidos pelo continente Europeu. Durante este período, os senhores feudais eram a lei e a garantia da segurança e da ordem para as populações locais, as suas colheitas e o seu gado. Essa situação manteve-se até ao surgimento da artilharia, que os haveria de condenar ao vandalismo e ao abandono durante um longo período de tempo, muitas vezes por desconhecimento e a maioria das vezes por negligência e desrespeito pela história e um passado que é pertença de todos nós. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ideia da Idade Média remete-nos aos cavaleiros, lordes e damas, combates com lanças a cavalo e batalhas sangrentas, tudo isso, provavelmente, acontecia dentro ou nas cercanias de um castelo, sendo estes, importantes pontos estratégicos para as conquistas e defesas de territórios nos tempos medievais. Os projetos e a construção destas fortalezas variaram muito, e várias delas sobreviveram até aos nossos dias, como este magnifico castelo na foto acima, um exemplo de robustez, imponência e conservação, apesar das suas formas elegantes e de uma aparência de brinquedo de lego, nos levar a pensar erradamente de que se trata de um castelo construído no tempo da renascença, visto nós, habitantes do sul da europa estarmos habituados a uma construção bem mais austera e rudimentar, muito menos elaborada em questões estéticas… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A época medieval deixou marcas arquitetónicas e históricas nesta sociedade que cada vez mais me fascina, esta é uma época pela qual nutro um enorme fascínio, um grande respeito e simpatia, o que me leva a cada vez procurar saber mais, ir mais fundo neste período tão emblemático e marcante nas sociedades contemporâneas, muito embora tenha a certeza que muita da sua história vai continuar escondida nas brumas do tempo, sem que a ela tenhamos acesso ou pelo menos um conhecimento mais profundo…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Construído na aurora do Séc. XIII, após as incursões vikings no início da Idade Média, sendo a mais antiga fortaleza da cidade o castelo Het Steen é uma fortaleza medieval situada no centro desta antiga cidade de Antuérpia na Bélgica. Anteriormente conhecido como Antwerpen Burcht, o castelo ganhou o seu nome atual por volta de 1520, após a sua significativa reconstrução, sob as ordens de Carlos V. A reconstrução levou a que este viesse a ser conhecido como &amp;quot;'s Heeren Steen&amp;quot; (pedra do rei do castelo), e mais tarde simplesmente como &amp;quot;Het Steen&amp;quot; (o castelo de pedra). A palavra holandesa &amp;quot;Steen&amp;quot; significa &amp;quot;pedra&amp;quot;, e é usado para fortaleza ou palácio, como no Gravensteen em Ghent, na Bélgica, mais uma cidade de uma beleza extraordinária e que sem dúvida merece uma visita. A fortaleza foi construída para controlar o acesso ao rio Escalda, em cujas margens se encontra, e foi utilizado como prisão entre 1303 e 1827. A maior parte da fortaleza, incluindo dezenas de casas históricas e a igreja mais antiga da cidade, foi demolida no século XVIII, atualmente o edifício contém um museu marítimo, com alguns barcos antigos no canal exibidos do lado de fora do cais. Em 1890 tornou-se o Het Steen museu de arqueologia e, em 1952, um anexo foi adicionado para abrigar o museu de Antuérpia e da sua história marítima, que em 2011 se mudou para o vizinho Museu Aan de Stroom, o qual tivemos o privilégio de visitar e que sem dúvida nos enriquece de conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antuérpia é a segunda maior cidade da Bélgica e a maior da região da Flandres. É conhecida como centro mundial de lapidação de diamantes e pelo seu porto, um dos maiores do mundo, localizado nas margens do rio Escalda. O facto de ser considerado o centro mundial do diamante deve-se a que nessa cidade sejam negociados 80% dos diamantes brutos e 50% dos diamantes lapidados do mundo. De acordo com dados divulgados pelo Alto Conselho para o Diamante (HRD) em 2004, foram exportados mais de 8 mil milhões de dólares norte-americanos. Ainda de acordo com esta fonte, o sector dos diamantes em Antuérpia movimentou nesse ano 34 mil milhões de dólares, e representou perto de 7% das exportações da Bélgica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São muito característicos desta cidade, as avenidas que vieram substituir as muralhas que circundavam Antuérpia, o interior do seu núcleo histórico guarda a Catedral de Notre-Dame, igreja gótica dos séculos XIV e XV, que constitui o maior templo da Bélgica, com a sua flecha de quase 122 metros. Das obras de arte mais significativas desse templo, destacam-se várias pinturas de Petrus Paulus Rubens, artista que viveu a maior parte da sua vida nessa cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros edifícios dignos de destaque são a Igreja de São Paulo - que contém obras de Caravagio e de Van Dyck e a Câmara ambos terminados no século XVI. As construções medievais estão ainda presentes no lugar do mercado público. Destacam-se também os Jardins Botânico e Zoológico e o Museu de Belas Artes, onde se encontram expostas algumas das obras-primas dos mestres flamengos, reconhecidos pela sua excelência na representação de pormenores pictóricos, como sejam as joias e os tecidos, que têm uma incrível semelhança com os objetos reais, para além da qualidade da cor exibida nos seus quadros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda do gigante Antigonus &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estátua faz referência a um conto de fadas muito famoso na parte flamenga da Bélgica: Brabo e o gigante. Inclusive, muitos atribuem a esta lenda a origem do nome da cidade. O gigante Antigonus apossou-se do castelo pois tratava-se de um edifício muito importante que permitia passar a cobrar o pedágio dos navios. Quem não pagava, incorria numa pena que levava a que as suas mãos fossem cortadas e jogadas ao rio. O reino de terror durou até que Brabo, um soldado da província de Brabante, liderou um exército contra o castelo do gigante, este numa luta desigual qual Davide contra Golias conseguiu levar a melhor aplicando exatamente o mesmo castigo ao gigante cortou-lhe as mãos e arremessou-as ao rio. E assim, Hand Werpen (mãos arremessadas, em holandês) virou o nome do local, mais tarde modificado para Antwerpen, o atual nome da cidade, uma cidade que na nossa humilde opinião é sem dúvida alguma uma das mais belas cidades da Bélgica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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			<pubDate>Fri, 01 Mar 2013 09:08:23 -0800</pubDate>
			                        <dc:date.Taken>2012-08-09T16:13:26-08:00</dc:date.Taken>
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&lt;br /&gt;
A partir do século XI, a arquitetura da construção dos castelos mudou completamente, estes passaram a ser construídos de blocos de pedra que lhes conferia uma solidez há prova das exigências de então. Tornando-os portanto, muito mais fiáveis e resistentes. Estes castelos medievais eram normalmente erguidos em regiões altas e penhascos de difícil aceso, pois assim era mais fácil visualizar a chegada dos inimigos, e tornava muito difícil qualquer tentativa de invasão por porte destes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um castelo demorava em média, dois a sete anos para ser construído. Em volta do castelo medieval, geralmente, era aberto um fosso preenchido com água, esta estratégia era importante para dificultar a penetração dos inimigos durante uma batalha. Os castelos eram cercados por muralhas e possuíam torres, onde ficavam posicionados arqueiros e outro tipo de guerreiros, aqueles que formavam a chamada linha da frente. O calabouço era outra área importante, pois neles os reis e senhores feudais mantinham presos os bandidos, marginais ou importantes inimigos capturados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os castelos, na sua conceção clássica, como a maioria de nós hoje os conhecemos, começaram a surgir no século IX, quer em resposta às incursões Normandas e Magiares no Norte e centro da Europa, quer nas lutas da Reconquista cristã da península Ibérica, mas de forma geral como uma manifestação do poder político descentralizado dos senhores feudais. Do século IX ao século XV, milhares de castelos foram erguidos pelo continente Europeu. Durante este período, os senhores feudais eram a lei e a garantia da segurança e da ordem para as populações locais, as suas colheitas e o seu gado. Essa situação manteve-se até ao surgimento da artilharia, que os haveria de condenar ao vandalismo e ao abandono durante um longo período de tempo, muitas vezes por desconhecimento e a maioria das vezes por negligência e desrespeito pela história e um passado que é pertença de todos nós. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ideia da Idade Média remete-nos aos cavaleiros, lordes e damas, combates com lanças a cavalo e batalhas sangrentas, tudo isso, provavelmente, acontecia dentro ou nas cercanias de um castelo, sendo estes, importantes pontos estratégicos para as conquistas e defesas de territórios nos tempos medievais. Os projetos e a construção destas fortalezas variaram muito, e várias delas sobreviveram até aos nossos dias, como este magnifico castelo na foto acima, um exemplo de robustez, imponência e conservação, apesar das suas formas elegantes e de uma aparência de brinquedo de lego, nos levar a pensar erradamente de que se trata de um castelo construído no tempo da renascença, visto nós, habitantes do sul da europa estarmos habituados a uma construção bem mais austera e rudimentar, muito menos elaborada em questões estéticas… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A época medieval deixou marcas arquitetónicas e históricas nesta sociedade que cada vez mais me fascina, esta é uma época pela qual nutro um enorme fascínio, um grande respeito e simpatia, o que me leva a cada vez procurar saber mais, ir mais fundo neste período tão emblemático e marcante nas sociedades contemporâneas, muito embora tenha a certeza que muita da sua história vai continuar escondida nas brumas do tempo, sem que a ela tenhamos acesso ou pelo menos um conhecimento mais profundo…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Construído na aurora do Séc. XIII, após as incursões vikings no início da Idade Média, sendo a mais antiga fortaleza da cidade o castelo Het Steen é uma fortaleza medieval situada no centro desta antiga cidade de Antuérpia na Bélgica. Anteriormente conhecido como Antwerpen Burcht, o castelo ganhou o seu nome atual por volta de 1520, após a sua significativa reconstrução, sob as ordens de Carlos V. A reconstrução levou a que este viesse a ser conhecido como &amp;quot;'s Heeren Steen&amp;quot; (pedra do rei do castelo), e mais tarde simplesmente como &amp;quot;Het Steen&amp;quot; (o castelo de pedra). A palavra holandesa &amp;quot;Steen&amp;quot; significa &amp;quot;pedra&amp;quot;, e é usado para fortaleza ou palácio, como no Gravensteen em Ghent, na Bélgica, mais uma cidade de uma beleza extraordinária e que sem dúvida merece uma visita. A fortaleza foi construída para controlar o acesso ao rio Escalda, em cujas margens se encontra, e foi utilizado como prisão entre 1303 e 1827. A maior parte da fortaleza, incluindo dezenas de casas históricas e a igreja mais antiga da cidade, foi demolida no século XVIII, atualmente o edifício contém um museu marítimo, com alguns barcos antigos no canal exibidos do lado de fora do cais. Em 1890 tornou-se o Het Steen museu de arqueologia e, em 1952, um anexo foi adicionado para abrigar o museu de Antuérpia e da sua história marítima, que em 2011 se mudou para o vizinho Museu Aan de Stroom, o qual tivemos o privilégio de visitar e que sem dúvida nos enriquece de conhecimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antuérpia é a segunda maior cidade da Bélgica e a maior da região da Flandres. É conhecida como centro mundial de lapidação de diamantes e pelo seu porto, um dos maiores do mundo, localizado nas margens do rio Escalda. O facto de ser considerado o centro mundial do diamante deve-se a que nessa cidade sejam negociados 80% dos diamantes brutos e 50% dos diamantes lapidados do mundo. De acordo com dados divulgados pelo Alto Conselho para o Diamante (HRD) em 2004, foram exportados mais de 8 mil milhões de dólares norte-americanos. Ainda de acordo com esta fonte, o sector dos diamantes em Antuérpia movimentou nesse ano 34 mil milhões de dólares, e representou perto de 7% das exportações da Bélgica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São muito característicos desta cidade, as avenidas que vieram substituir as muralhas que circundavam Antuérpia, o interior do seu núcleo histórico guarda a Catedral de Notre-Dame, igreja gótica dos séculos XIV e XV, que constitui o maior templo da Bélgica, com a sua flecha de quase 122 metros. Das obras de arte mais significativas desse templo, destacam-se várias pinturas de Petrus Paulus Rubens, artista que viveu a maior parte da sua vida nessa cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros edifícios dignos de destaque são a Igreja de São Paulo - que contém obras de Caravagio e de Van Dyck e a Câmara ambos terminados no século XVI. As construções medievais estão ainda presentes no lugar do mercado público. Destacam-se também os Jardins Botânico e Zoológico e o Museu de Belas Artes, onde se encontram expostas algumas das obras-primas dos mestres flamengos, reconhecidos pela sua excelência na representação de pormenores pictóricos, como sejam as joias e os tecidos, que têm uma incrível semelhança com os objetos reais, para além da qualidade da cor exibida nos seus quadros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda do gigante Antigonus &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estátua faz referência a um conto de fadas muito famoso na parte flamenga da Bélgica: Brabo e o gigante. Inclusive, muitos atribuem a esta lenda a origem do nome da cidade. O gigante Antigonus apossou-se do castelo pois tratava-se de um edifício muito importante que permitia passar a cobrar o pedágio dos navios. Quem não pagava, incorria numa pena que levava a que as suas mãos fossem cortadas e jogadas ao rio. O reino de terror durou até que Brabo, um soldado da província de Brabante, liderou um exército contra o castelo do gigante, este numa luta desigual qual Davide contra Golias conseguiu levar a melhor aplicando exatamente o mesmo castigo ao gigante cortou-lhe as mãos e arremessou-as ao rio. E assim, Hand Werpen (mãos arremessadas, em holandês) virou o nome do local, mais tarde modificado para Antwerpen, o atual nome da cidade, uma cidade que na nossa humilde opinião é sem dúvida alguma uma das mais belas cidades da Bélgica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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			<title>Portugal – Tomar – Este Castelo foi antecedido pelo Castelo de Cera, cujo nome teve origem na sua designação romana Castrum Caesaris que se localizava a cerca de 10 km, na freguesia de Alviobeira, pertencente ao mesmo concelho,o de Tomar.</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8474894617/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8474894617/&quot; title=&quot;Portugal – Tomar – Este Castelo foi antecedido pelo Castelo de Cera, cujo nome teve origem na sua designação romana Castrum Caesaris que se localizava a cerca de 10 km, na freguesia de Alviobeira, pertencente ao mesmo concelho,o de Tomar.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8093/8474894617_7089b5b62f_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;121&quot; alt=&quot;Portugal – Tomar – Este Castelo foi antecedido pelo Castelo de Cera, cujo nome teve origem na sua designação romana Castrum Caesaris que se localizava a cerca de 10 km, na freguesia de Alviobeira, pertencente ao mesmo concelho,o de Tomar.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Contrariamente ao que sempre acontece, esta fotografia não foi fruto de um desejo ou de uma busca, não foi eu que a procurei, foi ela que veio ter comigo… Experimentei visitar a cidade de Tomar de uma forma diferente, sem roteiro nem interesses focados, caminhei, só caminhei sem compromisso com nada, a cidade encarregar-se-ia de me levar se fosse esse o meu desejo aos locais mais emblemáticos e encantadores que ela esconde, deixei-me levar pela magia das ruelas estreitas, pelo mercado, e caminhei junto au rio, pensei como se fosse um habitante desta cidade e tentei recuar um pouco no tempo, depois mais um pouco, e então comecei por esquecer o casario e imaginei que tudo à sua volta eram bosques verdejantes atravessados pelo belo rio Nabão, agora recuei ao Séc. XIII e continuei a caminhar, sem direção, caminhei mais um pouco, subi e desci os montes que rodeiam tão bela cidade, olhei ao meu redor e tentei abarcar tudo aquilo que via há minha volta…Foi este exercício que quase sem me aperceber fui fazendo, e o resultado foi uma visão completamente diferente deste emblemático Castelo, uma visão que me deixou abismado, nunca até então tinha visto este Castelo do cimo de um monte e de um angulo tão diferente daquilo a que estava habituado, ainda me questionei se seria de facto o Castelo de Tomar mas depois de ver o convento de Cristo no seu interior não tive dúvidas, como é diferente, parece rodeado de uma atmosfera mágica, abraçado pela floresta que o rodeia…Tive tanta pena quando nesse instante a minha imaginaria máquina do tempo me devolveu à realidade, ainda estava no monte, rodeado de arvores mas de certa forma a magia tinha-se perdido, foi dissipada com o barulho urbano que me fez regressar à visão de uma cidade moderna, do Séc. XXI mesmo assim muito bonita, mas diferente…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ocupação humana do atual concelho de Tomar remonta a cerca de 30 mil anos, pelos achados arqueológicos, o que equivale dizer que a região já era habitada no Neolítico. Também na área que ocupa Tomar, segundo alguns, teria existido a cidade de Nabância, associada a uma divindade pré-romana chamada Nabia (água corrente), relacionada às águas e rios, da mitologia celta, brácara e lusitana. Esta cidade teria sido fundada no século V a.C., por um povo oriundo do sul da península, uma tribo dos Tartessos, e depois ocupada pelos romanos. Foi já comprovado que a cidade de Nabância não é propriamente em Tomar, apesar de ainda haver quem associe Tomar a Nabância. Porém, há um rio que passa pela cidade chamado Nabão (Nabanus para os Romanos), nome que estaria associado à cidade de Nabância. No século I d.C., na época do imperador romano Augusto, foi fundada a cidade de Sellium que, esta sim comprovadamente, era onde hoje fica a cidade de Tomar. O tempo passou, e a pequena cidade romana de Sellium foi sendo sucessivamente incorporada nos territórios ocupados. No século V chegaram os suevos e no século VI os visigodos. Foi durante o domínio visigodo que se ergueram em Tomar (Sellium) os primeiros templos cristãos. É desta época a Lenda de Santa Iria também chamada de Santa Irene. Lendas que como veremos mais a frente, não deixam de ter os seus fundamentos…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Localizado numa colina sobranceira à cidade de Tomar, o Castelo dos Templários é a zona mais antiga de um dos mais surpreendentes monumentos do território nacional e que se encontra classificado como património mundial juntamente com Convento de Cristo no seu interior. A fortaleza conheceu a sua fundação no século XII e foi concebida para ser a sede da Ordem do Templo, constituída por monges-militares dos mais aguerridos corpos do exército cristão nas lutas da Reconquista. Tornando-se imperativa a operação de uma fortificação destinada a complementar a linha defensiva do acesso por Santarém à então capital, Coimbra, ao fim de um ano no arruinado Castelo de Cera, o Mestre da Ordem dos Templários em Portugal, D. Gualdim Pais, filho de Paio Ramires, decidiu-se pela construção de um novo castelo, num local mais adequado, e que viria a tornar-se a sede da Ordem do Templo no país. A construção do Castelo de Tomar teve início a 1 de Março de 1160, conforme inscrição epigráfica nos seus muros, depois de uma cuidadosa escolha do sítio, tinha a finalidade de ser cabeça da Ordem do Templo e de consolidar a posse dos territórios reconquistados mas ainda não seguros. Estudaram o assunto dois notáveis estrategas, amigos e companheiros de armas, D. Afonso Henriques e Gualdim Pais, 2º Mestre da Ordem do Templo. Era necessário defender a velha estrada romana de Santarém a Coimbra e dificultar aos muçulmanos possíveis travessias do Tejo, ameaças imediatas a Santarém e Lisboa. Aproveitou-se na construção muita pedra da cidade-morta de Além da Ponte, a Sellium romana, na margem fronteira do Nabão. Este castelo revela a mais avançada arquitetura militar da época, a que se realizava na Terra Santa, trazida por Gualdim Pais e outros cavaleiros Templários - duas cintas de muralhas, o emprego conjunto de torres redondas e cubelos, a semelhança das portas e das muralhas bem como a maravilhosa Charola inspirada no Templo de Jerusalém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À sombra das protetoras muralhas do castelo, a povoação ia crescendo. No entanto, o perigo espreitava. Um arrasador ataque de Iúçufe conduziu as tropas muçulmanas até às proximidades de Tomar, depois de este tornar a cercar importantes cidades no sul. A população refugiou-se na segurança das muralhas castrenses, enquanto os Templários ofereciam resistência aos sitiantes. Apesar de terem conseguido entrar na cerca exterior de Tomar, os muçulmanos seriam repelidos e sofreriam pesadas baixas. Dizimados, os árabes retiraram-se, não sem antes procederem a uma razia da vila extramuros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O castelo e o convento beneficiaram de obras realizadas nos reinados de D. Manuel I e de D. João III, obras que prosseguiram nos reinados posteriores. As destruições que se abateram sobre o território nacional durante as invasões francesas (1808-1811) também não pouparam a fortaleza e a cidade de Tomar, agravadas a partir de 1834 com a extinção das ordens religiosas e que afetaram igualmente a ordem de Cristo. Até à reabilitação, já no século XX, desta obra ímpar da arquitetura militar, o Castelo de Tomar foi espoliado dos seus bens e serviu para os mais deploráveis fins, a que não fora destinado, tais como casas de aluguer, currais e refúgio de ladrões. Do precioso recheio existente na época, ainda hoje nada se sabe. Originalmente, o Castelo de Tomar era formado por duas cercas de muralhas reforçadas por torres redondas e cubelos vários. No centro da fortaleza estende-se a praça de armas, cujo seu extenso perímetro vai desde a Porta do Sol até à sagrada Charola conventual, oratório de planta central e que se inspirava no Templo de Jerusalém. Na zona mais elevada da alcáçova, cingida por elevados panos de muralha, encontra-se a Torre de Menagem, incorporando na sua estrutura elementos arquitetónicos romanos. O Castelo de Tomar divide o espaço com outras construções, sendo a mais notável o Convento de Cristo, cuja construção se iniciou pouco depois do castelo, em 1162. Mas as maiores modificações foram feitas no século XVI, o que acabou por lhe dar um aspecto arquitetónico diferente do castelo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo dos séculos, o recinto foi ocupado por múltiplas construções, em particular pelo conjunto do Convento de Cristo. A Charola românica, edificada na transição para o século XIII, implantou-se na secção poente do castelo e, a partir de então, uma série de novos espaços foram edificados. Em 1499, por ordem de D. Manuel, a população intramuros foi obrigada a deslocar-se para a vila, junto ao rio Nabão. Na primeira metade do século XVI, os paços da rainha foram ampliados, desenvolvendo-se no sentido setentrional, entre a charola e a alcáçova. Em 1618, destruiu-se a torre Noroeste para se ampliar a entrada no recinto, mas não consta que se tenham verificado muitas destruições, a ponto de o conjunto ter chegado aos nossos dias como um dos mais genuínos castelos medievais nacionais. A vila de Tomar, onde o Castelo se situa, foi elevada pela rainha D. Maria II de Portugal à categoria de cidade, no dia 13 de Fevereiro de 1844. Em 1973 foram realizados alguns trabalhos de restauro no piso do adarve no troço da muralha entre a Porta do Sol e a Torre da Rainha. Em 1886 foram realizados trabalhos de consolidação da muralha junto à Porta do Sangue. Desde 23 de Junho de 1918, o castelo está classificado como Monumento Nacional, tendo recebido da parte da Assembleia geral da UNESCO a classificação de Património da Humanidade em Junho de 1983.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Ordem do Templo de Salomão, ou a Ordem dos Templários, é uma ordem de cavalaria quase mítica, e onde se crê que se encontram conservados alguns dos maiores segredos místicos da humanidade. Diz uma de tantas lendas, que estes se dirigiram com a sua frota para Portugal, onde sabiam contar com uma forte proteção dada pelo Rei D. Dinis. Na verdade, a Historia afirma com factos uma realidade: em Portugal, a perseguição aos templários acabou por ter um desfecho completamente diferente do que sucedeu no resto da Europa. Perante as ordens do Papa no sentido de extinguir os Templários e executar os seus cavaleiros, o rei D. Dinis instaurou um processo de inquérito de forma a averiguar sobre a culpa ou inocência desses cavaleiros. O inquérito concluiu, como seria de esperar, que os cavaleiros da ordem dos templários estavam inocentes de todas as acusações. Em virtude disso, nenhuma morte ocorreu. Mais que isso, o rei português resolveu o assunto com uma astuta habilidade diplomática: Retirou todos os bens materiais á Ordem dos Templários, e transferiu-os para uma nova ordem que criou ao abrigo da coroa Portuguesa, dando a essa nova ordem o nome de Ordem de Cristo, cujo símbolo era precisamente a famosa Cruz de Cristo vermelha num fundo branco. Os membros da ordem dos templários também transitaram para essa nova ordem, e assim os templários sobreviveram sob a proteção do rei, e sob uma nova identidade, intocáveis quanto às intenções de França e do papa. Em 1319, nascia assim a Ordem de Cristo em Portugal, provavelmente um dos últimos redutos na Europa onde os templários continuaram a existir e a viver dando continuidade as suas santas metas, e conservando os seus míticos segredos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contam as lendas que os templários estiveram ocultamente envolvidos nas aventuras marítimas portuguesas, e consequentemente nos descobrimentos marítimos do séc. XV e XVI, havendo sido, na sombra e ocultos, os grandes impulsionadores desse movimento da expansão da fé cristã. O Infante D. Henrique, um dos principais impulsionadores dos Descobrimentos Portugueses, seria nomeado regedor da Ordem de Cristo, estabelecendo a sua residência no Castelo de Tomar, ao mesmo tempo que reformava a ordem e empreendia melhoramentos consideráveis na povoação de Tomar. Pedro Alvares Cabral, Vasco da Gama entre outros, foram todos eles membros da Ordem de Cristo, ou seja: templários. Por virtude da expansão marítima dos planos templários, a Ordem acabou por chegar ao Brasil. Pedro Alvares Cabral, a 22 de Abril de 1500, descobre este Pais e com ele, leva o movimento Templário para as gloriosas terras do novo continente. Assim, rezam as lendas que a Ordem dos Templários se instalou no Brasil até aos nossos dias. Inúmeros símbolos de municípios no Brasil possuem ainda hoje ícones que são de inspiração templária. Afirma-se também que alguns dos símbolos presentes em Brasília e na sua arquitetura, são igualmente de inspiração Templária. O projeto místico e religioso dos templários, sobreviveu aos tempos e aos ataques, continuando vivo e ativo no entanto, muitas perguntas continuam por responder: Onde estão os famosos segredos dos templários, que naquele fatídico dia de 13 Outubro de 1307, zarpou dos portos de França a bordo da Frota templária, para nunca mais ser visto? Brasil? Portugal? Existem inúmeras especulações e enigmas que se foram perdendo nas brumas do tempo embora uma coisa seja certa, se existem pistas e provas evidentes destes místicos cavaleiros da idade média eles estão espalhados por toda esta bela cidade de Tomar… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda da ganância e da ambição&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na região de Tomar há um lugar onde, de noite, os espectros aparecem num cortejo macabro e ai se encontram no Reino das Sombras com criaturas subterrâneas e os guardas dos segredos escondidos. Uma noite, uma mulher sensível e inspirada pretendeu seguir os passos dos espectros, juntando assim a sua sombra inquieta e curiosa à estranha procissão dos peregrinos alucinantes. A mulher caminhou durante horas de um tempo inexistente com um grupo de guerreiros armados, velhos e caminheiros. Sem ter ouvido um som, soube de repente que a marcha terminara. O cortejo insólito parou de repente numa clareira húmida, á saída de um bosque. Foi então que a mulher conseguiu distinguir os companheiros com quem caminhara. Todos tinham uma cruz idêntica sobre o coração. Em volta de um poço de bordo gasto, que uma oliveira morta cobria parcialmente com a sombra projetada pelo luar, apareceram outras formas estranhas, quais animais ou plantas nascidos do outro mundo e de outro tempo, que se juntaram hás sombras. Uma das sombras dirigiu-se à mulher dizendo: foi aqui que travámos uma batalha e as pedras que vês ficaram avermelhadas devido ao sangue que correu. Depois de termos encomendado a alma a Deus e à divina misericórdia da nossa Mãe na capela das Oliveiras, viemos até Nabância no intuito de suster a horda dos cúmplices do mal. Foi aqui, perto da entrada deste subterrâneo que conduz ao castelo que todos nós sacrificámos as nossas vidas, depois de termos lutado até a morte, na defesa da nossa Fé, do nosso Rei e dos nossos bens, e já que aqui estais entre nós, vem mulher insensata! Verás o que nenhum ser vivo conseguiu ver durante muitos séculos&amp;quot; A mulher estava nesta altura diante da abertura de uma porta, sem saber como, nem quando, esgueirou-se pela passagem estreita. De cabeça baixa foi deslizando pela galeria húmida impregnada de um cheiro nauseabundo e enjoativo a bafio quente e a poeiras mortas. Seguia um caminho sinuoso e de solo escorregadio. De repente a mulher ficou encadeada por uma luz súbita, quando abriu os olhos ficou fascinada com a visão! Entre os montes de pedras preciosas viam-se tecidos de ouro e prata e muitas moedas. As suas mãos escaldantes fecharam-se sobre as moedas de ouro que de imediato guardou no bolso do avental. Alguns instantes depois encontrou-se de novo ao ar livre. Mais do que correr, voou até casa. De manhã, assim que acordou, foi ao avental e procurou no bolso direito, onde tinha guardado as moedas de ouro. Uma queimadura fê-la dar um grito, que abafou ao mesmo tempo que retirava a mão e verificar que no bolso nada existia…Sabemos que são lendas, no entanto sabemos que nos dizem algo de verdade, e assim, há que saber &amp;quot;separar o trigo do joio&amp;quot;… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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			<pubDate>Fri, 15 Feb 2013 02:22:18 -0800</pubDate>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;Contrariamente ao que sempre acontece, esta fotografia não foi fruto de um desejo ou de uma busca, não foi eu que a procurei, foi ela que veio ter comigo… Experimentei visitar a cidade de Tomar de uma forma diferente, sem roteiro nem interesses focados, caminhei, só caminhei sem compromisso com nada, a cidade encarregar-se-ia de me levar se fosse esse o meu desejo aos locais mais emblemáticos e encantadores que ela esconde, deixei-me levar pela magia das ruelas estreitas, pelo mercado, e caminhei junto au rio, pensei como se fosse um habitante desta cidade e tentei recuar um pouco no tempo, depois mais um pouco, e então comecei por esquecer o casario e imaginei que tudo à sua volta eram bosques verdejantes atravessados pelo belo rio Nabão, agora recuei ao Séc. XIII e continuei a caminhar, sem direção, caminhei mais um pouco, subi e desci os montes que rodeiam tão bela cidade, olhei ao meu redor e tentei abarcar tudo aquilo que via há minha volta…Foi este exercício que quase sem me aperceber fui fazendo, e o resultado foi uma visão completamente diferente deste emblemático Castelo, uma visão que me deixou abismado, nunca até então tinha visto este Castelo do cimo de um monte e de um angulo tão diferente daquilo a que estava habituado, ainda me questionei se seria de facto o Castelo de Tomar mas depois de ver o convento de Cristo no seu interior não tive dúvidas, como é diferente, parece rodeado de uma atmosfera mágica, abraçado pela floresta que o rodeia…Tive tanta pena quando nesse instante a minha imaginaria máquina do tempo me devolveu à realidade, ainda estava no monte, rodeado de arvores mas de certa forma a magia tinha-se perdido, foi dissipada com o barulho urbano que me fez regressar à visão de uma cidade moderna, do Séc. XXI mesmo assim muito bonita, mas diferente…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ocupação humana do atual concelho de Tomar remonta a cerca de 30 mil anos, pelos achados arqueológicos, o que equivale dizer que a região já era habitada no Neolítico. Também na área que ocupa Tomar, segundo alguns, teria existido a cidade de Nabância, associada a uma divindade pré-romana chamada Nabia (água corrente), relacionada às águas e rios, da mitologia celta, brácara e lusitana. Esta cidade teria sido fundada no século V a.C., por um povo oriundo do sul da península, uma tribo dos Tartessos, e depois ocupada pelos romanos. Foi já comprovado que a cidade de Nabância não é propriamente em Tomar, apesar de ainda haver quem associe Tomar a Nabância. Porém, há um rio que passa pela cidade chamado Nabão (Nabanus para os Romanos), nome que estaria associado à cidade de Nabância. No século I d.C., na época do imperador romano Augusto, foi fundada a cidade de Sellium que, esta sim comprovadamente, era onde hoje fica a cidade de Tomar. O tempo passou, e a pequena cidade romana de Sellium foi sendo sucessivamente incorporada nos territórios ocupados. No século V chegaram os suevos e no século VI os visigodos. Foi durante o domínio visigodo que se ergueram em Tomar (Sellium) os primeiros templos cristãos. É desta época a Lenda de Santa Iria também chamada de Santa Irene. Lendas que como veremos mais a frente, não deixam de ter os seus fundamentos…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Localizado numa colina sobranceira à cidade de Tomar, o Castelo dos Templários é a zona mais antiga de um dos mais surpreendentes monumentos do território nacional e que se encontra classificado como património mundial juntamente com Convento de Cristo no seu interior. A fortaleza conheceu a sua fundação no século XII e foi concebida para ser a sede da Ordem do Templo, constituída por monges-militares dos mais aguerridos corpos do exército cristão nas lutas da Reconquista. Tornando-se imperativa a operação de uma fortificação destinada a complementar a linha defensiva do acesso por Santarém à então capital, Coimbra, ao fim de um ano no arruinado Castelo de Cera, o Mestre da Ordem dos Templários em Portugal, D. Gualdim Pais, filho de Paio Ramires, decidiu-se pela construção de um novo castelo, num local mais adequado, e que viria a tornar-se a sede da Ordem do Templo no país. A construção do Castelo de Tomar teve início a 1 de Março de 1160, conforme inscrição epigráfica nos seus muros, depois de uma cuidadosa escolha do sítio, tinha a finalidade de ser cabeça da Ordem do Templo e de consolidar a posse dos territórios reconquistados mas ainda não seguros. Estudaram o assunto dois notáveis estrategas, amigos e companheiros de armas, D. Afonso Henriques e Gualdim Pais, 2º Mestre da Ordem do Templo. Era necessário defender a velha estrada romana de Santarém a Coimbra e dificultar aos muçulmanos possíveis travessias do Tejo, ameaças imediatas a Santarém e Lisboa. Aproveitou-se na construção muita pedra da cidade-morta de Além da Ponte, a Sellium romana, na margem fronteira do Nabão. Este castelo revela a mais avançada arquitetura militar da época, a que se realizava na Terra Santa, trazida por Gualdim Pais e outros cavaleiros Templários - duas cintas de muralhas, o emprego conjunto de torres redondas e cubelos, a semelhança das portas e das muralhas bem como a maravilhosa Charola inspirada no Templo de Jerusalém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À sombra das protetoras muralhas do castelo, a povoação ia crescendo. No entanto, o perigo espreitava. Um arrasador ataque de Iúçufe conduziu as tropas muçulmanas até às proximidades de Tomar, depois de este tornar a cercar importantes cidades no sul. A população refugiou-se na segurança das muralhas castrenses, enquanto os Templários ofereciam resistência aos sitiantes. Apesar de terem conseguido entrar na cerca exterior de Tomar, os muçulmanos seriam repelidos e sofreriam pesadas baixas. Dizimados, os árabes retiraram-se, não sem antes procederem a uma razia da vila extramuros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O castelo e o convento beneficiaram de obras realizadas nos reinados de D. Manuel I e de D. João III, obras que prosseguiram nos reinados posteriores. As destruições que se abateram sobre o território nacional durante as invasões francesas (1808-1811) também não pouparam a fortaleza e a cidade de Tomar, agravadas a partir de 1834 com a extinção das ordens religiosas e que afetaram igualmente a ordem de Cristo. Até à reabilitação, já no século XX, desta obra ímpar da arquitetura militar, o Castelo de Tomar foi espoliado dos seus bens e serviu para os mais deploráveis fins, a que não fora destinado, tais como casas de aluguer, currais e refúgio de ladrões. Do precioso recheio existente na época, ainda hoje nada se sabe. Originalmente, o Castelo de Tomar era formado por duas cercas de muralhas reforçadas por torres redondas e cubelos vários. No centro da fortaleza estende-se a praça de armas, cujo seu extenso perímetro vai desde a Porta do Sol até à sagrada Charola conventual, oratório de planta central e que se inspirava no Templo de Jerusalém. Na zona mais elevada da alcáçova, cingida por elevados panos de muralha, encontra-se a Torre de Menagem, incorporando na sua estrutura elementos arquitetónicos romanos. O Castelo de Tomar divide o espaço com outras construções, sendo a mais notável o Convento de Cristo, cuja construção se iniciou pouco depois do castelo, em 1162. Mas as maiores modificações foram feitas no século XVI, o que acabou por lhe dar um aspecto arquitetónico diferente do castelo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo dos séculos, o recinto foi ocupado por múltiplas construções, em particular pelo conjunto do Convento de Cristo. A Charola românica, edificada na transição para o século XIII, implantou-se na secção poente do castelo e, a partir de então, uma série de novos espaços foram edificados. Em 1499, por ordem de D. Manuel, a população intramuros foi obrigada a deslocar-se para a vila, junto ao rio Nabão. Na primeira metade do século XVI, os paços da rainha foram ampliados, desenvolvendo-se no sentido setentrional, entre a charola e a alcáçova. Em 1618, destruiu-se a torre Noroeste para se ampliar a entrada no recinto, mas não consta que se tenham verificado muitas destruições, a ponto de o conjunto ter chegado aos nossos dias como um dos mais genuínos castelos medievais nacionais. A vila de Tomar, onde o Castelo se situa, foi elevada pela rainha D. Maria II de Portugal à categoria de cidade, no dia 13 de Fevereiro de 1844. Em 1973 foram realizados alguns trabalhos de restauro no piso do adarve no troço da muralha entre a Porta do Sol e a Torre da Rainha. Em 1886 foram realizados trabalhos de consolidação da muralha junto à Porta do Sangue. Desde 23 de Junho de 1918, o castelo está classificado como Monumento Nacional, tendo recebido da parte da Assembleia geral da UNESCO a classificação de Património da Humanidade em Junho de 1983.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Ordem do Templo de Salomão, ou a Ordem dos Templários, é uma ordem de cavalaria quase mítica, e onde se crê que se encontram conservados alguns dos maiores segredos místicos da humanidade. Diz uma de tantas lendas, que estes se dirigiram com a sua frota para Portugal, onde sabiam contar com uma forte proteção dada pelo Rei D. Dinis. Na verdade, a Historia afirma com factos uma realidade: em Portugal, a perseguição aos templários acabou por ter um desfecho completamente diferente do que sucedeu no resto da Europa. Perante as ordens do Papa no sentido de extinguir os Templários e executar os seus cavaleiros, o rei D. Dinis instaurou um processo de inquérito de forma a averiguar sobre a culpa ou inocência desses cavaleiros. O inquérito concluiu, como seria de esperar, que os cavaleiros da ordem dos templários estavam inocentes de todas as acusações. Em virtude disso, nenhuma morte ocorreu. Mais que isso, o rei português resolveu o assunto com uma astuta habilidade diplomática: Retirou todos os bens materiais á Ordem dos Templários, e transferiu-os para uma nova ordem que criou ao abrigo da coroa Portuguesa, dando a essa nova ordem o nome de Ordem de Cristo, cujo símbolo era precisamente a famosa Cruz de Cristo vermelha num fundo branco. Os membros da ordem dos templários também transitaram para essa nova ordem, e assim os templários sobreviveram sob a proteção do rei, e sob uma nova identidade, intocáveis quanto às intenções de França e do papa. Em 1319, nascia assim a Ordem de Cristo em Portugal, provavelmente um dos últimos redutos na Europa onde os templários continuaram a existir e a viver dando continuidade as suas santas metas, e conservando os seus míticos segredos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contam as lendas que os templários estiveram ocultamente envolvidos nas aventuras marítimas portuguesas, e consequentemente nos descobrimentos marítimos do séc. XV e XVI, havendo sido, na sombra e ocultos, os grandes impulsionadores desse movimento da expansão da fé cristã. O Infante D. Henrique, um dos principais impulsionadores dos Descobrimentos Portugueses, seria nomeado regedor da Ordem de Cristo, estabelecendo a sua residência no Castelo de Tomar, ao mesmo tempo que reformava a ordem e empreendia melhoramentos consideráveis na povoação de Tomar. Pedro Alvares Cabral, Vasco da Gama entre outros, foram todos eles membros da Ordem de Cristo, ou seja: templários. Por virtude da expansão marítima dos planos templários, a Ordem acabou por chegar ao Brasil. Pedro Alvares Cabral, a 22 de Abril de 1500, descobre este Pais e com ele, leva o movimento Templário para as gloriosas terras do novo continente. Assim, rezam as lendas que a Ordem dos Templários se instalou no Brasil até aos nossos dias. Inúmeros símbolos de municípios no Brasil possuem ainda hoje ícones que são de inspiração templária. Afirma-se também que alguns dos símbolos presentes em Brasília e na sua arquitetura, são igualmente de inspiração Templária. O projeto místico e religioso dos templários, sobreviveu aos tempos e aos ataques, continuando vivo e ativo no entanto, muitas perguntas continuam por responder: Onde estão os famosos segredos dos templários, que naquele fatídico dia de 13 Outubro de 1307, zarpou dos portos de França a bordo da Frota templária, para nunca mais ser visto? Brasil? Portugal? Existem inúmeras especulações e enigmas que se foram perdendo nas brumas do tempo embora uma coisa seja certa, se existem pistas e provas evidentes destes místicos cavaleiros da idade média eles estão espalhados por toda esta bela cidade de Tomar… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda da ganância e da ambição&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na região de Tomar há um lugar onde, de noite, os espectros aparecem num cortejo macabro e ai se encontram no Reino das Sombras com criaturas subterrâneas e os guardas dos segredos escondidos. Uma noite, uma mulher sensível e inspirada pretendeu seguir os passos dos espectros, juntando assim a sua sombra inquieta e curiosa à estranha procissão dos peregrinos alucinantes. A mulher caminhou durante horas de um tempo inexistente com um grupo de guerreiros armados, velhos e caminheiros. Sem ter ouvido um som, soube de repente que a marcha terminara. O cortejo insólito parou de repente numa clareira húmida, á saída de um bosque. Foi então que a mulher conseguiu distinguir os companheiros com quem caminhara. Todos tinham uma cruz idêntica sobre o coração. Em volta de um poço de bordo gasto, que uma oliveira morta cobria parcialmente com a sombra projetada pelo luar, apareceram outras formas estranhas, quais animais ou plantas nascidos do outro mundo e de outro tempo, que se juntaram hás sombras. Uma das sombras dirigiu-se à mulher dizendo: foi aqui que travámos uma batalha e as pedras que vês ficaram avermelhadas devido ao sangue que correu. Depois de termos encomendado a alma a Deus e à divina misericórdia da nossa Mãe na capela das Oliveiras, viemos até Nabância no intuito de suster a horda dos cúmplices do mal. Foi aqui, perto da entrada deste subterrâneo que conduz ao castelo que todos nós sacrificámos as nossas vidas, depois de termos lutado até a morte, na defesa da nossa Fé, do nosso Rei e dos nossos bens, e já que aqui estais entre nós, vem mulher insensata! Verás o que nenhum ser vivo conseguiu ver durante muitos séculos&amp;quot; A mulher estava nesta altura diante da abertura de uma porta, sem saber como, nem quando, esgueirou-se pela passagem estreita. De cabeça baixa foi deslizando pela galeria húmida impregnada de um cheiro nauseabundo e enjoativo a bafio quente e a poeiras mortas. Seguia um caminho sinuoso e de solo escorregadio. De repente a mulher ficou encadeada por uma luz súbita, quando abriu os olhos ficou fascinada com a visão! Entre os montes de pedras preciosas viam-se tecidos de ouro e prata e muitas moedas. As suas mãos escaldantes fecharam-se sobre as moedas de ouro que de imediato guardou no bolso do avental. Alguns instantes depois encontrou-se de novo ao ar livre. Mais do que correr, voou até casa. De manhã, assim que acordou, foi ao avental e procurou no bolso direito, onde tinha guardado as moedas de ouro. Uma queimadura fê-la dar um grito, que abafou ao mesmo tempo que retirava a mão e verificar que no bolso nada existia…Sabemos que são lendas, no entanto sabemos que nos dizem algo de verdade, e assim, há que saber &amp;quot;separar o trigo do joio&amp;quot;… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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			<title>Portugal - Leiria e o seu Castelo - Ao longo dos séculos o castelo foi perdendo progressivamente o seu valor militar e durante as invasões francesas foi bastante danificado, a sua lenta recuperação foi sendo executada ao longo do século XX.</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8434150629/</link>
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&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8434150629/&quot; title=&quot;Portugal - Leiria e o seu Castelo - Ao longo dos séculos o castelo foi perdendo progressivamente o seu valor militar e durante as invasões francesas foi bastante danificado, a sua lenta recuperação foi sendo executada ao longo do século XX.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8224/8434150629_c567bbf230_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;123&quot; alt=&quot;Portugal - Leiria e o seu Castelo - Ao longo dos séculos o castelo foi perdendo progressivamente o seu valor militar e durante as invasões francesas foi bastante danificado, a sua lenta recuperação foi sendo executada ao longo do século XX.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muito antes de me aproximar e fotografar este majestoso castelo medieval, permaneci dentro do carro a olhar e a tentar imaginar o seu tempo áureo cheio de vida e sonhos num início muito distante desta pequena Nação, sem me aperceber absolutamente de nada à  minha volta e daquilo que me rodeava, embrenhado nos meus pensamentos e completamente absorvido pela magia de um tempo ido há muito, muito tempo, senti um sussurro no ar, uma leve brisa acompanhada de uma alteração da luz, um fervilhar de qualquer coisa – de alguém – a retirar-se. A atmosfera estava diferente, era de noite e havia uma ameaça na escuridão que me mantinha afastado das muralhas e então a presença daquilo que parecia um fantasma gentil foi substituída por algo destrutivo, uma malevolência, o ar estava opressivamente frio a pressionar-se sobre mim como uma neblina matinal sobre o mar, um cheiro pungente a sal, peixe podre e fumo, senti a necessidade de fugir apesar de não saber exatamente de quê, mas em vez disso senti-me avançar em direção as muralhas. Havia uma figura negra atrás delas, uma espécie de criatura e eu consegui sentir a sua respiração na nuca, ver nuvens brancas no ar gelado, mas as muralhas começaram a retroceder a ficar mais pequenas e distantes, agora sentia passos a correr velozmente, a ganhar cada vez mais velocidade nas sombras, a preparar-se para saltar, comecei então a correr com o medo a injetar mais poder nas minhas tremolas pernas, os meus pés escorregavam, deslizavam no chão húmido sempre com a respiração no meu encalço, a criatura estava mesmo atrás de mim, a arranhar o seu pelo nauseabundo, o fedor a ferro e sangue fundira-se na sua pele, na superfície do seu escalpe cheio de bolhas jaziam rasgos irregulares na pele que mais pareciam fendas abertas por um qualquer pedaço de metal ferrugento e as solas dos seus pés, com uma formação bifurcada remexiam no restolho, desajeitados, tentei correr o mais depressa que podia e sem querer olhei para trás, por cima do ombro e então fui apanhado pelo olhar negro, hediondo da criatura, parecia ter descido ao inferno, senti o silencio a aprofundar-se à minha volta, senti os braços malévolos e gelados a descerem à volta do meu pescoço molhado e frio, o cheiro do mar a arrastar-me para as suas profundezas…E então, no mesmo instante acordei com o som de um carro que passava a buzinar numa curva logo ali à frente, respirei aliviado, tinha adormecido por breves instantes, olhei a minha volta e nada mais vi para além deste magnifico castelo, fiquei com a certeza que deveria fotografá-lo de vários ângulos e procurar saber mais um pouco da sua história. O resto foi só um pesadelo de uma mente fértil e que às vezes pensa que já viveu nesses tempos tão distantes…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este ângulo que vos apresento na foto acima é para mim, aquele que melhor representa a sua beleza. Vamos falar da história deste velho e enigmático Castelo de Leiria que é sem dúvida o mais emblemático monumento da cidade, um ex-líbris que se identifica com a sua história, fazendo parte das memórias de um passado dos tempos das conquistas e das guerras com os mouros desde o reinado do primeiro Rei de Portugal D. Afonso Henriques. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Situado num morro, em posição dominante sobre a cidade, na margem esquerda do rio Lis, rodeado pelo velho casario do centro histórico o Castelo é um belo e imponente monumento medieval. Das suas ameias estrategicamente colocadas num monte panorâmico, a vista alcança inúmeras terras ao seu redor. A sua planta é poligonal irregular. Para maior protecção dos lados Norte e Este, em que as muralhas eram mais fáceis de transpor, foi construída uma barbacã e um muro mais baixo do que as muralhas, à sua frente com uma cerca avançada. As muralhas da antiga vila medieval prolongam-se do lado Este, com uma entrada através de uma torre com grandes frestas. Na muralha do lado oposto, temos a Porta da Traição. Numa das plataformas mais elevadas, encontra-se a Torre de Menagem, que é um pequeno recinto muralhado. Esta torre apresenta três pisos, paredes largas, e um terraço. O Castelo de Leiria foi mandado construir por D. Afonso Henriques, como forma de estabelecer uma linha defensiva contra os árabes, mas as suas guerras com a Galiza fizeram com que os árabes aproveitassem a deslocação dos exércitos do Condado Portucalense a norte, para em duas ocasiões, conseguirem apoderar-se de Leiria. Em 1142, depois de reconquistar definitivamente Leiria, D. Afonso Henriques, mandou reforçar as defesas do castelo e D. Sancho I, já por volta de 1195, mandou erguer as muralhas da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A importância desta cidade foi crescendo, tornando-se palco de actos importantes, como a reunião das primeiras cortes, convocadas por D. Afonso III,  foi residência de D. Dinis e da rainha Santa Isabel, nova reunião de cortes no reinado de D. Fernando e D. João I, que celebra ali o casamento do seu filho D. Afonso, e também lançou os trabalhos de construção do novo Paço da Rainha. Ao longo dos séculos o castelo foi perdendo progressivamente o valor militar e durante as invasões francesas foi bastante danificado, só em finais do século XIX, por iniciativa dos Amigos do Castelo, foram iniciadas obras de restauro e no início do século XX, foi classificado como Monumento Nacional. As obras de recuperação deste monumento foram sendo executadas ao longo de todo o século XX, algumas desfizeram trabalhos anteriores, considerados pouco rigorosos e ainda em 1990, foram realizadas intervenções. Eis um belo exemplo daquilo que deve ser feito com o nosso património, são atitudes destas que me fazem ter orgulho de ser Português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo, as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis, e até certo ponto aceitáveis, para coisas que não têm explicações cientificamente comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Podemos entender que a lenda é uma degeneração do Mito. Como diz o dito popular &amp;quot;Quem conta um conto acrescenta um ponto&amp;quot;, as lendas, pelo fato de serem repassadas oralmente de geração em geração, sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas, porem, a sua magia e o seu encanto tende a prevalecer geração após geração…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lenda do corvo da tomada de Leiria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em tempos idos o primeiro rei de Portugal e as suas hostes, vieram, em estugada marcha do norte ao sul, com desejo de conquistar o Castelo de Leiria que aquele Rei havia edificado, anos antes, e os mouros tinham tomado depois da grande matança de gente portuguesa. Ao chegar às proximidades de Leiria, que então ainda não era cidade, o Rei dispôs os seus guerreiros a norte do castelo, num montículo, hoje conhecido como Cabeço de El-Rei, donde ia partir para o assalto por aquele lado menos difícil para a tomada da fortaleza. Devia ser uma alvorada sem brumas a prenunciar um dia de sol claro a refulgir nas pontas das lanças e nas espadas dos soldados portugueses. Quando todas as tropas estavam já prontas para a arrancada pousou um corvo, no alto de um pinheiro, que começou a agitar as asas com frenesim e a crocitar com alegria. Tal facto muito contentou as tropas do Rei Afonso e mais os entusiasmou por verem nele um sinal de bom agoiro para a empresa a que estavam destinados, a conquista do Castelo de Leiria, façanha que viriam a concluir com sucesso. Este acontecimento é ainda hoje lembrado no brasão da cidade de Leiria, que mostra um corvo em cima dos dois pinheiros que ladeiam a sua torre central.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lenda do Milagre das Rosas &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vivia o Rei D. Dinis com a Rainha Santa Isabel, no Castelo de Leiria. A Rainha tinha mandado fazer a igreja de Nossa Senhora da Penha, lá no Castelo, onde moravam, na qual trabalhavam muitos alvanéis. Santa Isabel, era muito caridosa e dava muitas esmolas aos pobres, facto que às vezes contrariava o Rei, que era bom administrador do reino e da sua fazenda, tanto mais que as esmolas da sua mulher eram grandes e repetitivas. Um dia, levava a Rainha, numa abada do seu manto, grande quantidade de pães para distribuir pelos mais pobres, quando lhe apareceu, de surpresa o seu marido e Rei, que conhecendo demasiado bem o espírito de bem – fazer da Rainha e calculando o que ela levava na aba do seu manto, lhe perguntou: “Que levais aí, Senhora?” Ao que a Rainha Santa lhe responde: “Rosas, Senhor! São rosas” E a Santa Rainha abrindo o manto em que levava os pães destinados aos pobres, deixou-os cair já transformadas em lindas rosas, frescas e viçosas. O Rei seguiu o seu caminho, sorrindo contente e a Rainha ficou mais feliz ainda...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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			<pubDate>Fri, 01 Feb 2013 01:31:00 -0800</pubDate>
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Este ângulo que vos apresento na foto acima é para mim, aquele que melhor representa a sua beleza. Vamos falar da história deste velho e enigmático Castelo de Leiria que é sem dúvida o mais emblemático monumento da cidade, um ex-líbris que se identifica com a sua história, fazendo parte das memórias de um passado dos tempos das conquistas e das guerras com os mouros desde o reinado do primeiro Rei de Portugal D. Afonso Henriques. &lt;br /&gt;
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Situado num morro, em posição dominante sobre a cidade, na margem esquerda do rio Lis, rodeado pelo velho casario do centro histórico o Castelo é um belo e imponente monumento medieval. Das suas ameias estrategicamente colocadas num monte panorâmico, a vista alcança inúmeras terras ao seu redor. A sua planta é poligonal irregular. Para maior protecção dos lados Norte e Este, em que as muralhas eram mais fáceis de transpor, foi construída uma barbacã e um muro mais baixo do que as muralhas, à sua frente com uma cerca avançada. As muralhas da antiga vila medieval prolongam-se do lado Este, com uma entrada através de uma torre com grandes frestas. Na muralha do lado oposto, temos a Porta da Traição. Numa das plataformas mais elevadas, encontra-se a Torre de Menagem, que é um pequeno recinto muralhado. Esta torre apresenta três pisos, paredes largas, e um terraço. O Castelo de Leiria foi mandado construir por D. Afonso Henriques, como forma de estabelecer uma linha defensiva contra os árabes, mas as suas guerras com a Galiza fizeram com que os árabes aproveitassem a deslocação dos exércitos do Condado Portucalense a norte, para em duas ocasiões, conseguirem apoderar-se de Leiria. Em 1142, depois de reconquistar definitivamente Leiria, D. Afonso Henriques, mandou reforçar as defesas do castelo e D. Sancho I, já por volta de 1195, mandou erguer as muralhas da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A importância desta cidade foi crescendo, tornando-se palco de actos importantes, como a reunião das primeiras cortes, convocadas por D. Afonso III,  foi residência de D. Dinis e da rainha Santa Isabel, nova reunião de cortes no reinado de D. Fernando e D. João I, que celebra ali o casamento do seu filho D. Afonso, e também lançou os trabalhos de construção do novo Paço da Rainha. Ao longo dos séculos o castelo foi perdendo progressivamente o valor militar e durante as invasões francesas foi bastante danificado, só em finais do século XIX, por iniciativa dos Amigos do Castelo, foram iniciadas obras de restauro e no início do século XX, foi classificado como Monumento Nacional. As obras de recuperação deste monumento foram sendo executadas ao longo de todo o século XX, algumas desfizeram trabalhos anteriores, considerados pouco rigorosos e ainda em 1990, foram realizadas intervenções. Eis um belo exemplo daquilo que deve ser feito com o nosso património, são atitudes destas que me fazem ter orgulho de ser Português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo, as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis, e até certo ponto aceitáveis, para coisas que não têm explicações cientificamente comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Podemos entender que a lenda é uma degeneração do Mito. Como diz o dito popular &amp;quot;Quem conta um conto acrescenta um ponto&amp;quot;, as lendas, pelo fato de serem repassadas oralmente de geração em geração, sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas, porem, a sua magia e o seu encanto tende a prevalecer geração após geração…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lenda do corvo da tomada de Leiria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em tempos idos o primeiro rei de Portugal e as suas hostes, vieram, em estugada marcha do norte ao sul, com desejo de conquistar o Castelo de Leiria que aquele Rei havia edificado, anos antes, e os mouros tinham tomado depois da grande matança de gente portuguesa. Ao chegar às proximidades de Leiria, que então ainda não era cidade, o Rei dispôs os seus guerreiros a norte do castelo, num montículo, hoje conhecido como Cabeço de El-Rei, donde ia partir para o assalto por aquele lado menos difícil para a tomada da fortaleza. Devia ser uma alvorada sem brumas a prenunciar um dia de sol claro a refulgir nas pontas das lanças e nas espadas dos soldados portugueses. Quando todas as tropas estavam já prontas para a arrancada pousou um corvo, no alto de um pinheiro, que começou a agitar as asas com frenesim e a crocitar com alegria. Tal facto muito contentou as tropas do Rei Afonso e mais os entusiasmou por verem nele um sinal de bom agoiro para a empresa a que estavam destinados, a conquista do Castelo de Leiria, façanha que viriam a concluir com sucesso. Este acontecimento é ainda hoje lembrado no brasão da cidade de Leiria, que mostra um corvo em cima dos dois pinheiros que ladeiam a sua torre central.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lenda do Milagre das Rosas &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vivia o Rei D. Dinis com a Rainha Santa Isabel, no Castelo de Leiria. A Rainha tinha mandado fazer a igreja de Nossa Senhora da Penha, lá no Castelo, onde moravam, na qual trabalhavam muitos alvanéis. Santa Isabel, era muito caridosa e dava muitas esmolas aos pobres, facto que às vezes contrariava o Rei, que era bom administrador do reino e da sua fazenda, tanto mais que as esmolas da sua mulher eram grandes e repetitivas. Um dia, levava a Rainha, numa abada do seu manto, grande quantidade de pães para distribuir pelos mais pobres, quando lhe apareceu, de surpresa o seu marido e Rei, que conhecendo demasiado bem o espírito de bem – fazer da Rainha e calculando o que ela levava na aba do seu manto, lhe perguntou: “Que levais aí, Senhora?” Ao que a Rainha Santa lhe responde: “Rosas, Senhor! São rosas” E a Santa Rainha abrindo o manto em que levava os pães destinados aos pobres, deixou-os cair já transformadas em lindas rosas, frescas e viçosas. O Rei seguiu o seu caminho, sorrindo contente e a Rainha ficou mais feliz ainda...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		<item>
			<title>Portugal - Castelo de Santa Maria da Feira - Durante muitos anos esta fortaleza funcionou como base avançada das tropas da reconquista cristã e como sentinela contra as invasões árabes vindas do sul. Este Castelo é o fascínio da minha infância…</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8392047212/</link>
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&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8392047212/&quot; title=&quot;Portugal - Castelo de Santa Maria da Feira - Durante muitos anos esta fortaleza funcionou como base avançada das tropas da reconquista cristã e como sentinela contra as invasões árabes vindas do sul. Este Castelo é o fascínio da minha infância…&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8493/8392047212_8d14e3d43a_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;121&quot; alt=&quot;Portugal - Castelo de Santa Maria da Feira - Durante muitos anos esta fortaleza funcionou como base avançada das tropas da reconquista cristã e como sentinela contra as invasões árabes vindas do sul. Este Castelo é o fascínio da minha infância…&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Este castelo e todo o mistério que gravita em seu redor, desde sempre exerceu um fascínio irresistível sobre a minha mente de criança, que com o passar do tempo se foi desvanecendo até a altura em que tomei consciência da importância que a história tinha na minha vida, e então, a partir dai, nunca mais parei de procurar as respostas e o significado que todos estes amontoados de pedra tinham na história deste pequeno País e no fascínio que exerciam em mim todos estes bocados fragmentados da história de tempos idos que dificilmente poderão ser compreendidos na sua totalidade, essa idade média que sempre me fascinou e da qual cada vez mais, tenho a consciência de não me poder separar até ao fim dos meus dias, muito embora não saiba responder exatamente porquê…A mais extraordinária época da História exerce em mim uma intensa e inexplicável atracão, explicável apenas se me focar na possibilidade da existência da reencarnação e da bagagem das memórias difusas e das estranhas coincidências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo mexe comigo sempre que falo destes tempos imemoriais e não é apenas o devaneio da luxúria de uma mente esfusiante, rica e imaginativa capaz de ver os cavaleiros corajosos de Avalon e da mística sabedoria da qual Merlin ou o Rei Artur foram os grandes protagonistas. São os bosques verdejantes, a magia da incerteza do dia de amanhã, a natureza Sacra que imperava nesses dias conturbados da nossa história, a luta pela sobrevivência e as paixões que vibram no corpo desses tempos perdidos no tempo. A sensação intensa de estar vivo, de tudo estar bem e da vida ter um propósito definido que não aquele que nos nossos dias se definem por valores que de tão materiais perderam o seu valor, imagino esses tempos de ousadia imbuídos de serenidade e a intensa certeza de um sentido e um prepósito maior. Se a isto se chama Fé? Talvez... Que pena que eu sinto por estes novos tempos que me parecem tempos sem Fé, apesar de eu próprio sentir que por vezes mais não sou do que uma parte integrante deste grupo de zombies que caminham sem saber exatamente para onde vão, será esta a nova idade média? Com contornos diferentes é claro, mas mesmo assim uma idade media mais sofisticada, uma nova idade das trevas, só com mais luz para nos cegar, para nos ofuscar o caminho que realmente deveríamos percorrer mas que com tanta informação que na maioria das vezes só nos desinforma, tanto lixo nas televisões, nas revistas e pior ainda nos jornais nos deixa cegos, nas trevas outra vez… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas vamos voltar á Historia e falar deste magnífico Castelo que apesar de o ver quase todos os dias, sempre que quero falar dele, logo regresso à minha infância e às minhas recordações desta que foi a minha primeira visão destes fascinantes dinossauros da idade média, a idade de uma arquitetura que juntamente com as Catedrais Góticas jamais poderão ser igualáveis…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos alvores da Nacionalidade, Ermígio Moniz, senhor das terras de Santa Maria e do Castelo da Feira, destacou-se como um dos nobres que mais apoiaram o partido da independência do Condado Portucalense - sob a égide de D. Afonso Henriques. Mas a história do Castelo da Feira recua longamente no tempo, a colina sobranceira à cidade de Santa Maria da Feira e que abriga a actual fortaleza medieval, tinha servido de local a um santuário pré-romano. Gradualmente, a sua vocação religiosa foi reformulada e este espaço foi reconvertido em fortaleza militar, devido à sua estratégica implantação. O castelo de Santa Maria da Feira é um dos mais notáveis monumentos portugueses quanto à forma como espelha a diversidade de recursos defensivos utilizados entre os séc. XI e XVI e que o torna uma peça única da arquitetura militar portuguesa.    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando em meados do séc. IX Afonso III de Leão criou a região administrativa e militar a que deu o nome de Terras de Santa Maria, a sua chefia foi entregue a uma fortaleza militar ali existente, a Cívitas Sanctae Mariae. Durante muitos anos esta fortaleza funcionou como base avançada das tropas da reconquista cristã e como sentinela contra as invasões árabes vindas do sul. Por duas vezes, no ano 1000, Almansor o lendário guerreiro árabe conquistou o Castelo e arrasou a povoação anexa. E por duas vezes, também, os guerreiros e habitantes cristãos reconquistaram a fortaleza, reconstruíram a povoação e lhe mantiveram o nome de Civitas Sancta Mariae. Isto atesta bem a coragem e a firmeza das convicções religiosas daquelas gentes. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No reinado de Bermudo III de 1028 a 1037 os guerreiros árabes invadiram de novo esta zona, mas foram rechaçados na batalha de Cesár numa povoação que ainda hoje mantém este nome e está situada nas proximidades do Castelo. Os governadores de então - Men Guterres e Men Lucídio desenvolveram um trabalho gigantesco para a reconstrução do Castelo e desenvolvimento das Terras de Santa Maria. Por este facto, os reis leoneses distinguiram uma grande parte da população com mercês especiais: a “Honra de Infanções”, muito embora ainda hoje persistam muitas dúvidas em relação a esta honraria era certo que a ela estavam atribuídos alguns privilégios, tais como: Não ser presos nem torturados a não ser por crimes que levariam à prisão ou à tortura os próprios Fidalgos; Andar armados, quer com armas ofensivas, quer defensivas; Que tenham as mesmas graças, privilégios e liberdades que os habitantes de Lisboa, não podendo, no entanto, andar em bestas muares; Que os seus serviçais só possam ser mobilizados para serviço militar, se eles próprios, patrões, o forem ou se apresentarem como voluntários; Que as suas casas não sejam expropriadas nem ocupadas para interesses do estado, contra a sua vontade. Para se avaliar da importância deste título, basta recordar que só no séc. XIV obtiveram idêntico privilégio os “juízes, corregedores e vereadores” da cidade de Lisboa. Na carta régia de 10 de Abril de 1423, alude-se expressamente a atribuição destas mercês.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Durante largos anos, as Terras de Santa Maria foram “terra de fronteira” com os árabes. Só depois da conquista de Coimbra em 1067 este território deixou de ser “zona de guerra”. Mas não foi, também, “zona de paz” tal como sucedia com as povoações a norte do Douro. Depois da conquista de Coimbra, este território, funcionou como um grande viveiro de cavaleiros e de peões que alimentavam a frente sul. Isto só foi possível, porém, pelo carácter permanente da organização militar instalada nestas terras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a morte do conde D. Henrique, senhor do Condado Portucalense, a viúva, D. Teresa, deixou-se envolver com um fidalgo galego, Fernão Peres de Trava, ao serviço do Arcebispo de Compostela D. Diogo Galmirez, que tinha a intenção de submeter ao controle da Galiza o Condado Portucalense. Como guarda avançada, tinham vindo para o Condado, especialmente para o Porto onde Fernão de Trava governava já grandes migrações galegas. Com o tempo, a pequena burguesia portucalense começou a ser substituída por gentes da Galiza. Mais tarde, o ataque económico e administrativo estendeu-se aos grandes senhores de terras e de poder, quer a norte, quer a sul do Douro. Assim sucedeu às famílias Moniz, de Riba-Douro Ermígio, Mendo e Egas Sousas da Maia, Nuno Soares de Grijó e à família de Pêro Gonçalves de Marnel. Estas famílias que tinham vastas propriedades quer no Alto Minho, em Lamego ou em Terras de Santa Maria, foram sendo confrontadas com a ameaça de perderem tudo: cargos, prestígio, e bens – por intervenção de uma campanha orquestrada do exterior, primeiramente subtil e, depois frontal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma hora houve em que estas famílias se resolveram juntar e revoltar-se. A este movimento de revolta esteve ligado o Infante D. Afonso que, também, não via com bons olhos a situação da mãe e começava a temer pelo futuro que lhe estava a ser reservado. Ele, que ao tomar a iniciativa de se armar cavaleiro por si próprio em Zamora, estava a usar de uma prerrogativa reservada somente aos filhos de Reis... Com o poderio da sua força militar organizada, com o apoio e pujança da sua vida económica e com o estímulo do sentimento de independência de que já desfrutavam, os homens de Santa Maria avançaram para Guimarães então capital do poder político e onde o Infante D. Afonso se encontrava já a mobilizar as gentes daqueles sítios. Ermígio Moniz, a norte do Douro e a partir do Castelo de Neiva, para lá se dirigiu também com as suas forças. Para a mesma cidade de Guimarães convergira Fernão Peres de Trava com as tropas de Coimbra, apoiado com o reforço das forças galegas que a ele se juntaram no Castelo de Lanhoso. Em 13 de Junho de 1128 as tropas galegas foram vencidas. Esta batalha indiscutível marco da história da Nação não foi pois, a causa da nossa independência, mas a consequência de um movimento independentista de carácter colectivo e abrangendo uma grande área do Condado quer a norte quer a sul do Douro. A tentativa, por parte da Galiza de extinguir rapidamente o movimento independentista latente acabou por precipitar essa mesma independência. Neste movimento militar intervieram pois, com indiscutível influência dois personagens fortemente ligados à Terra e ao Castelo de Santa Maria: Pêro Gonçalves de Marnel e Ermígio Moniz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do antigo castro romano, e depois fortaleza ampliada na época da reconquista cristã, restam dele hoje, apenas o 1º piso da Torre de Menagem. D. Sancho I deixou-o, por testamento às suas filhas. Mais tarde em 1300 foi incluído no património da Rainha Santa Isabel. No séc. XV (1448) o Rei D. Afonso V entregou-o a Fernão Pereira com a incumbência de o fazer restaurar, datando pois dessa época a imagem arquitetónica essencial que ele hoje apresenta. Em 12 de Janeiro de 1472, o mesmo Rei nomeou o filho deste, Rui Vaz Pereira, 1º conde da Feira, senhor do Castelo e das Terras de Santa Maria. Com a morte sem descendência do último conde em1700, o Castelo passou à casa do Infantado. Em 1722 o Palácio dos condes, construído dentro das muralhas, e a Torre de Menagem sofreram um violentíssimo incêndio, ao que se diz por ordem do próprio rei D. João V receoso das ambições do seu irmão, o infante D. Francisco.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O castelo de Sta. Maria da feira e a Lenda da concha do mar&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Há muito, muito tempo atrás, apareceram nestas terras conchas de bivalves, que a gentes antigas da Feira utilizavam para as suas refeições, quer dizer, aqui a alimentação era em grande parte marítima, o que confirma inteiramente a ideia de que no antigo recorte do litoral da terra que depois veio a ser Portugal, o mar penetrava profundamente nestas terras do litoral. É muito possível que chegasse ao sopé do monte onde se ergueu, primeiro a cividade, ou fortaleza, ou o castro da Feira. Castro que depois foi castelo, castelo que depois foi palácio e que hoje é monumento nacional, mas que inicialmente era um ponto onde o mar se aproximava com as marés cheias. Na terra há uma lenda antiquíssima, transmitida de geração em geração. As pessoas idosas recordam, que os avós, já lhes diziam, um dito popular que ficou na memória coletiva do povo feirense, “que o mar já esteve na Feira, e cá há-de voltar para levar uma conchinha que cá deixou, depositada por alguém do outro mundo num pequeno baú de madrepérola.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Esta lenda é contada para demonstrar a pequenez humana perante os elementos da natureza. Isto pode ser uma reminiscência do tempo em que o mar realmente chegava à Feira, aonde os locais o viam como força divina, mas também pode ser uma espécie de profecia que o mar há-de voltar para levar a conchinha que lá deixou “não se deve deixar coisas importantes para trás, independentemente do seu tamanho”. Ela representa uma visão e uma forma de vivência baseada em códigos em que a Mãe-natureza dita sobre a vida ou a morte. Por vezes parece-nos que as profecias catastróficas se podem concretizar, pela maneira como o clima está a mudar, infelizmente, o mar está a subir de nível e se ele sobe meia dúzia de metros volta a chegar à Feira, à colina do castelo, onde tem depositado a preciosidade que tantas gerações protelaram. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dá a impressão que o castelo dominava sobre uma vasta região marítima, e estas colinas emergiam, como ilhotas onde viviam povoados castrejos que também dependiam da pesca. Se olharmos na direção do mar, vemos uma imensa planície que acaba na praia do Furadouro, porque o mar fica perto, estas terras são bastante arenosas. Bem perto da Feira há um sítio que se chama “as marinhas”, quer dizer que havia ali poças de água do mar, para se obter o sal e é muito possível que o início do Castelo da Feira tenha origem nesse facto. Atualmente, no fundo do castelo e dos terrenos à volta, aparece o rio Cáster que desce vagarosamente para a Barrinha de Esmoriz, isto quer dizer que está quase ao nível do mar, portanto, o tal ditado “o mar já cá esteve e há-de voltar para levar uma conchinha que cá deixou” pode bem ser uma profecia, que oxalá não aconteça, nem no nosso tempo nem nos tempos vindouros…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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			<pubDate>Fri, 18 Jan 2013 01:35:37 -0800</pubDate>
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            			<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/">nobody@flickr.com (Anselmo Sousa.)</author>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;Este castelo e todo o mistério que gravita em seu redor, desde sempre exerceu um fascínio irresistível sobre a minha mente de criança, que com o passar do tempo se foi desvanecendo até a altura em que tomei consciência da importância que a história tinha na minha vida, e então, a partir dai, nunca mais parei de procurar as respostas e o significado que todos estes amontoados de pedra tinham na história deste pequeno País e no fascínio que exerciam em mim todos estes bocados fragmentados da história de tempos idos que dificilmente poderão ser compreendidos na sua totalidade, essa idade média que sempre me fascinou e da qual cada vez mais, tenho a consciência de não me poder separar até ao fim dos meus dias, muito embora não saiba responder exatamente porquê…A mais extraordinária época da História exerce em mim uma intensa e inexplicável atracão, explicável apenas se me focar na possibilidade da existência da reencarnação e da bagagem das memórias difusas e das estranhas coincidências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo mexe comigo sempre que falo destes tempos imemoriais e não é apenas o devaneio da luxúria de uma mente esfusiante, rica e imaginativa capaz de ver os cavaleiros corajosos de Avalon e da mística sabedoria da qual Merlin ou o Rei Artur foram os grandes protagonistas. São os bosques verdejantes, a magia da incerteza do dia de amanhã, a natureza Sacra que imperava nesses dias conturbados da nossa história, a luta pela sobrevivência e as paixões que vibram no corpo desses tempos perdidos no tempo. A sensação intensa de estar vivo, de tudo estar bem e da vida ter um propósito definido que não aquele que nos nossos dias se definem por valores que de tão materiais perderam o seu valor, imagino esses tempos de ousadia imbuídos de serenidade e a intensa certeza de um sentido e um prepósito maior. Se a isto se chama Fé? Talvez... Que pena que eu sinto por estes novos tempos que me parecem tempos sem Fé, apesar de eu próprio sentir que por vezes mais não sou do que uma parte integrante deste grupo de zombies que caminham sem saber exatamente para onde vão, será esta a nova idade média? Com contornos diferentes é claro, mas mesmo assim uma idade media mais sofisticada, uma nova idade das trevas, só com mais luz para nos cegar, para nos ofuscar o caminho que realmente deveríamos percorrer mas que com tanta informação que na maioria das vezes só nos desinforma, tanto lixo nas televisões, nas revistas e pior ainda nos jornais nos deixa cegos, nas trevas outra vez… &lt;br /&gt;
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Mas vamos voltar á Historia e falar deste magnífico Castelo que apesar de o ver quase todos os dias, sempre que quero falar dele, logo regresso à minha infância e às minhas recordações desta que foi a minha primeira visão destes fascinantes dinossauros da idade média, a idade de uma arquitetura que juntamente com as Catedrais Góticas jamais poderão ser igualáveis…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos alvores da Nacionalidade, Ermígio Moniz, senhor das terras de Santa Maria e do Castelo da Feira, destacou-se como um dos nobres que mais apoiaram o partido da independência do Condado Portucalense - sob a égide de D. Afonso Henriques. Mas a história do Castelo da Feira recua longamente no tempo, a colina sobranceira à cidade de Santa Maria da Feira e que abriga a actual fortaleza medieval, tinha servido de local a um santuário pré-romano. Gradualmente, a sua vocação religiosa foi reformulada e este espaço foi reconvertido em fortaleza militar, devido à sua estratégica implantação. O castelo de Santa Maria da Feira é um dos mais notáveis monumentos portugueses quanto à forma como espelha a diversidade de recursos defensivos utilizados entre os séc. XI e XVI e que o torna uma peça única da arquitetura militar portuguesa.    &lt;br /&gt;
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Quando em meados do séc. IX Afonso III de Leão criou a região administrativa e militar a que deu o nome de Terras de Santa Maria, a sua chefia foi entregue a uma fortaleza militar ali existente, a Cívitas Sanctae Mariae. Durante muitos anos esta fortaleza funcionou como base avançada das tropas da reconquista cristã e como sentinela contra as invasões árabes vindas do sul. Por duas vezes, no ano 1000, Almansor o lendário guerreiro árabe conquistou o Castelo e arrasou a povoação anexa. E por duas vezes, também, os guerreiros e habitantes cristãos reconquistaram a fortaleza, reconstruíram a povoação e lhe mantiveram o nome de Civitas Sancta Mariae. Isto atesta bem a coragem e a firmeza das convicções religiosas daquelas gentes. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No reinado de Bermudo III de 1028 a 1037 os guerreiros árabes invadiram de novo esta zona, mas foram rechaçados na batalha de Cesár numa povoação que ainda hoje mantém este nome e está situada nas proximidades do Castelo. Os governadores de então - Men Guterres e Men Lucídio desenvolveram um trabalho gigantesco para a reconstrução do Castelo e desenvolvimento das Terras de Santa Maria. Por este facto, os reis leoneses distinguiram uma grande parte da população com mercês especiais: a “Honra de Infanções”, muito embora ainda hoje persistam muitas dúvidas em relação a esta honraria era certo que a ela estavam atribuídos alguns privilégios, tais como: Não ser presos nem torturados a não ser por crimes que levariam à prisão ou à tortura os próprios Fidalgos; Andar armados, quer com armas ofensivas, quer defensivas; Que tenham as mesmas graças, privilégios e liberdades que os habitantes de Lisboa, não podendo, no entanto, andar em bestas muares; Que os seus serviçais só possam ser mobilizados para serviço militar, se eles próprios, patrões, o forem ou se apresentarem como voluntários; Que as suas casas não sejam expropriadas nem ocupadas para interesses do estado, contra a sua vontade. Para se avaliar da importância deste título, basta recordar que só no séc. XIV obtiveram idêntico privilégio os “juízes, corregedores e vereadores” da cidade de Lisboa. Na carta régia de 10 de Abril de 1423, alude-se expressamente a atribuição destas mercês.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Durante largos anos, as Terras de Santa Maria foram “terra de fronteira” com os árabes. Só depois da conquista de Coimbra em 1067 este território deixou de ser “zona de guerra”. Mas não foi, também, “zona de paz” tal como sucedia com as povoações a norte do Douro. Depois da conquista de Coimbra, este território, funcionou como um grande viveiro de cavaleiros e de peões que alimentavam a frente sul. Isto só foi possível, porém, pelo carácter permanente da organização militar instalada nestas terras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a morte do conde D. Henrique, senhor do Condado Portucalense, a viúva, D. Teresa, deixou-se envolver com um fidalgo galego, Fernão Peres de Trava, ao serviço do Arcebispo de Compostela D. Diogo Galmirez, que tinha a intenção de submeter ao controle da Galiza o Condado Portucalense. Como guarda avançada, tinham vindo para o Condado, especialmente para o Porto onde Fernão de Trava governava já grandes migrações galegas. Com o tempo, a pequena burguesia portucalense começou a ser substituída por gentes da Galiza. Mais tarde, o ataque económico e administrativo estendeu-se aos grandes senhores de terras e de poder, quer a norte, quer a sul do Douro. Assim sucedeu às famílias Moniz, de Riba-Douro Ermígio, Mendo e Egas Sousas da Maia, Nuno Soares de Grijó e à família de Pêro Gonçalves de Marnel. Estas famílias que tinham vastas propriedades quer no Alto Minho, em Lamego ou em Terras de Santa Maria, foram sendo confrontadas com a ameaça de perderem tudo: cargos, prestígio, e bens – por intervenção de uma campanha orquestrada do exterior, primeiramente subtil e, depois frontal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma hora houve em que estas famílias se resolveram juntar e revoltar-se. A este movimento de revolta esteve ligado o Infante D. Afonso que, também, não via com bons olhos a situação da mãe e começava a temer pelo futuro que lhe estava a ser reservado. Ele, que ao tomar a iniciativa de se armar cavaleiro por si próprio em Zamora, estava a usar de uma prerrogativa reservada somente aos filhos de Reis... Com o poderio da sua força militar organizada, com o apoio e pujança da sua vida económica e com o estímulo do sentimento de independência de que já desfrutavam, os homens de Santa Maria avançaram para Guimarães então capital do poder político e onde o Infante D. Afonso se encontrava já a mobilizar as gentes daqueles sítios. Ermígio Moniz, a norte do Douro e a partir do Castelo de Neiva, para lá se dirigiu também com as suas forças. Para a mesma cidade de Guimarães convergira Fernão Peres de Trava com as tropas de Coimbra, apoiado com o reforço das forças galegas que a ele se juntaram no Castelo de Lanhoso. Em 13 de Junho de 1128 as tropas galegas foram vencidas. Esta batalha indiscutível marco da história da Nação não foi pois, a causa da nossa independência, mas a consequência de um movimento independentista de carácter colectivo e abrangendo uma grande área do Condado quer a norte quer a sul do Douro. A tentativa, por parte da Galiza de extinguir rapidamente o movimento independentista latente acabou por precipitar essa mesma independência. Neste movimento militar intervieram pois, com indiscutível influência dois personagens fortemente ligados à Terra e ao Castelo de Santa Maria: Pêro Gonçalves de Marnel e Ermígio Moniz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do antigo castro romano, e depois fortaleza ampliada na época da reconquista cristã, restam dele hoje, apenas o 1º piso da Torre de Menagem. D. Sancho I deixou-o, por testamento às suas filhas. Mais tarde em 1300 foi incluído no património da Rainha Santa Isabel. No séc. XV (1448) o Rei D. Afonso V entregou-o a Fernão Pereira com a incumbência de o fazer restaurar, datando pois dessa época a imagem arquitetónica essencial que ele hoje apresenta. Em 12 de Janeiro de 1472, o mesmo Rei nomeou o filho deste, Rui Vaz Pereira, 1º conde da Feira, senhor do Castelo e das Terras de Santa Maria. Com a morte sem descendência do último conde em1700, o Castelo passou à casa do Infantado. Em 1722 o Palácio dos condes, construído dentro das muralhas, e a Torre de Menagem sofreram um violentíssimo incêndio, ao que se diz por ordem do próprio rei D. João V receoso das ambições do seu irmão, o infante D. Francisco.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O castelo de Sta. Maria da feira e a Lenda da concha do mar&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Há muito, muito tempo atrás, apareceram nestas terras conchas de bivalves, que a gentes antigas da Feira utilizavam para as suas refeições, quer dizer, aqui a alimentação era em grande parte marítima, o que confirma inteiramente a ideia de que no antigo recorte do litoral da terra que depois veio a ser Portugal, o mar penetrava profundamente nestas terras do litoral. É muito possível que chegasse ao sopé do monte onde se ergueu, primeiro a cividade, ou fortaleza, ou o castro da Feira. Castro que depois foi castelo, castelo que depois foi palácio e que hoje é monumento nacional, mas que inicialmente era um ponto onde o mar se aproximava com as marés cheias. Na terra há uma lenda antiquíssima, transmitida de geração em geração. As pessoas idosas recordam, que os avós, já lhes diziam, um dito popular que ficou na memória coletiva do povo feirense, “que o mar já esteve na Feira, e cá há-de voltar para levar uma conchinha que cá deixou, depositada por alguém do outro mundo num pequeno baú de madrepérola.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Esta lenda é contada para demonstrar a pequenez humana perante os elementos da natureza. Isto pode ser uma reminiscência do tempo em que o mar realmente chegava à Feira, aonde os locais o viam como força divina, mas também pode ser uma espécie de profecia que o mar há-de voltar para levar a conchinha que lá deixou “não se deve deixar coisas importantes para trás, independentemente do seu tamanho”. Ela representa uma visão e uma forma de vivência baseada em códigos em que a Mãe-natureza dita sobre a vida ou a morte. Por vezes parece-nos que as profecias catastróficas se podem concretizar, pela maneira como o clima está a mudar, infelizmente, o mar está a subir de nível e se ele sobe meia dúzia de metros volta a chegar à Feira, à colina do castelo, onde tem depositado a preciosidade que tantas gerações protelaram. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dá a impressão que o castelo dominava sobre uma vasta região marítima, e estas colinas emergiam, como ilhotas onde viviam povoados castrejos que também dependiam da pesca. Se olharmos na direção do mar, vemos uma imensa planície que acaba na praia do Furadouro, porque o mar fica perto, estas terras são bastante arenosas. Bem perto da Feira há um sítio que se chama “as marinhas”, quer dizer que havia ali poças de água do mar, para se obter o sal e é muito possível que o início do Castelo da Feira tenha origem nesse facto. Atualmente, no fundo do castelo e dos terrenos à volta, aparece o rio Cáster que desce vagarosamente para a Barrinha de Esmoriz, isto quer dizer que está quase ao nível do mar, portanto, o tal ditado “o mar já cá esteve e há-de voltar para levar uma conchinha que cá deixou” pode bem ser uma profecia, que oxalá não aconteça, nem no nosso tempo nem nos tempos vindouros…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		<item>
			<title>Portugal – Castelo de Beja. Esta cidade revoltou-se contra as tropas comandadas pelo General Junot, pagando demasiado alto o preço da sua rebeldia. Entre as muitas Lendas existentes no Alentejo, a da costureirinha de Beja é das mais bonitas.</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8345692144/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8345692144/&quot; title=&quot;Portugal – Castelo de Beja. Esta cidade revoltou-se contra as tropas comandadas pelo General Junot, pagando demasiado alto o preço da sua rebeldia. Entre as muitas Lendas existentes no Alentejo, a da costureirinha de Beja é das mais bonitas.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8071/8345692144_f11608d3fe_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;122&quot; alt=&quot;Portugal – Castelo de Beja. Esta cidade revoltou-se contra as tropas comandadas pelo General Junot, pagando demasiado alto o preço da sua rebeldia. Entre as muitas Lendas existentes no Alentejo, a da costureirinha de Beja é das mais bonitas.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na península Ibérica, diversos castelos estão erguidos sobre os vestígios de castros pré-romanos, em locais sucessivamente ocupados até à época da invasão islâmica. Depois da Reconquista cristã, foram aproveitadas muitas dessas fortificações, que foram alargadas e reforçadas: aí residia uma população escassa, habitando a restante nos campos vizinhos e só recolhendo ao castelo em caso de ataque. O castelo constituía-se na sede de um julgado e gozava de certos privilégios. A estrutura arquitetónica do castelo sofreu uma mutação ao longo dos tempos e Portugal não é exceção. Em meados do século XIV assistimos a uma difusão excessiva por parte de exércitos beligerantes de armas de fogo, tornando-se necessário efetuar modificações nos castelos, que, embora já desde D. Fernando utilizassem algumas defesas engenhosas, e tivessem sofrido adaptações no sentido de comportar armas de fogo, considerava-se agora essencial criar um novo espaço defensivo, a fortaleza… É o dealbar dos tempos modernos que se aproximam, que virá a levar ao abandono da maioria dos castelos no território português, no entanto muitos resistiram às mudanças e a todas as adversidades que lhes foram impostas, umas vezes por necessidade outras por desconhecimento e muitas ainda por puro vandalismo, felizmente não foi o caso deste majestoso Castelo de Beja que ainda hoje em pleno Seculo XXI nos encanta com tanta beleza…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito antes dos lusitanos, o local onde hoje se encontra a nobre cidade de Beja com as suas muralhas romanas, os seus prédios góticos, a mesquita árabe e o castelo do princípio da monarquia portuguesa, essa Beja com documentos que representam 4 civilizações era um pequeno povoado aonde os seus habitantes viviam em cabanas cobertas de colmo e apenas se dedicavam ao exercício da caça. Embora a primitiva ocupação humana de seu sítio remonte à pré-história e esteja mencionada nos escritos de Ptolomeu e de Políbio, em meados do século II a.C. A sua fortificação data da Invasão romana da Península Ibérica, possivelmente devido à importância adquirida no cenário regional. Foi este o local escolhido por Júlio César para formalizar a paz com os Lusitanos, após o que passou a denominar-se Pax Júlia, vindo a sediar uma das três jurisdições romanas da Lusitânia. Acredita-se que os muros de defesa romanos remontem a algum momento entre o século III e o século IV.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa relevância econômica e estratégica manteve-se na época dos Suevos, dos Visigodos e sob a ocupação Muçulmana. À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, foi inicialmente conquistada pelas forças de D. Afonso Henriques em 1159, para ser abandonada quatro meses mais tarde. Voltaria a ser reconquistada de surpresa, por uma expedição de populares vindos de Santarém, em princípio de Dezembro de 1162. O tempo e as guerras encarregaram-se de apagar parte desse glorioso e multifacetado passado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos anos que se seguiram, posteriormente à derrota do Rei no cerco de Badajoz em 1169, o cavaleiro Gonçalo Mendes da Maia - o Lidador, já nonagenário, perdeu a vida na defesa das muralhas de Beja. Diante da falta de informações sobre o período posterior a essa data, os estudiosos acreditam que a grande ofensiva almóada de Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur no ano de 1191 até ao rio Tejo, após ter reconquistado Silves, compreendeu também a reconquista de Beja, permanecendo em poder dos cristãos apenas a cidade de Évora, em todo o Alentejo. Supõe-se ainda que a povoação teria retornado a mãos portuguesas apenas entre 1232 e 1234, época em que as cidades vizinhas de Moura, Serpa e Aljustrel, já faziam parte do território Nacional. A primeira restauração dos muros de Beja datam do reinado de D. Afonso III, que as fez iniciar a partir de 1253, com recursos oriundos de dois terços dos dízimos das igrejas de Beja, num período de dez anos. No ano seguinte em 1254, a povoação recebeu o seu foral nos mesmos termos do de Santarém, confirmado em 1291 no reinado de seu filho, D. Dinis. Este, por sua vez, prosseguiu as obras de reconstrução, reforçando e ampliando as muralhas e torres em 1307 e iniciou a construção da torre de menagem no ano de 1310.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A povoação e o seu castelo apoiaram o Mestre de Avis no contexto da crise de 1383-1385, tendo envolvimento com episódios subsequentes da História de Portugal, como a fase dos Descobrimentos. No século XV, sob o reinado de D. Afonso V, a Vila foi elevada a ducado, tendo como 1° duque de Beja o seu irmão, o infante D. Fernando e, posteriormente, o rei D. Manuel I. No reinado deste último soberano teve lugar grandes obras de beneficiação das defesas da vila. Beja passaria à categoria de cidade em 1517. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Opondo-se à injustiça e à opressão do invasor francês, Beja rebelou-se contra as tropas comandadas pelo General Junot, pagando demasiado alto o preço da sua rebeldia. O resultado foi um massacre terrível, pois as forças de Junot mataram cerca de 1200 pessoas, valendo a intervenção da Igreja local para evitar maiores calamidades. Um quarto de século mais tarde, as lutas entre liberais e absolutistas desencadearam novos episódios sangrentos, resultando na morte de um grande número de membros do Clero e de indefesos cidadãos bejenses. Ainda no século XIX, o castelo de Beja seria alvo de outra grande destruição que lhe arrasaria parte do seu perímetro defensivo. Sobre a silhueta da sua praça-forte sobressai a Torre de Menagem, altiva e esbelta, obra-prima da arquitetura militar do período gótico, do reinado de D. Dinis. Constituída por três pisos e com uma altura de 40 metros, a Torre do Castelo de Beja é uma joia a preservar.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A Lenda de uma luz misteriosa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As histórias de lobisomens e de bruxas são vulgares no meio rural tradicional. Maus encontros com animais a horas tardias, doenças provocadas por um mau querer, feitiçarias, beberagens para atrair ou afastar paixões, visões e vozes, tudo isto são elementos do vasto manancial do imaginário popular sobre forças maléficas. Há contudo, outro tipo de histórias que são comuns a várias aldeias e vilas do Alentejo. É o caso da estranha luz que, de noite, acompanhava os viajantes, normalmente pastores, almocreves e, mais recentemente, tratoristas que de noite procedem às grandes charruadas em campos abertos. Era uma luz que seguia o caminhante sem contudo, o incomodar. A luz acompanhava o viajante seguindo a seu lado, parando quando este parava e acompanhando a velocidade da deslocação do visado. Nenhuma das pessoas que afirmam ter estado em contacto com o fenómeno, esboçou qualquer reação. Para essa passividade contribuiu seguramente o facto de ser conhecida a reação da luz quando atacada. O fim da história aqui apresentada é relativamente benéfico. Noutras descrições, que a tradição popular regista, a luz, quando hostilizada, normalmente conduz à morte do atacante.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Algures na região de Beringel (Beja), havia um sujeito que não acreditava em coisas estranhas, daquelas que se contam nas aldeias. Naquele tempo, corria o boato de que havia no campo uma espécie de luz vermelha que andava de um lado para o outro, mas que não se deixava ver de perto. Os mais velhos afirmavam que já a tinham visto, e este destemido homem que em nada acreditava disse, na brincadeira: - Se eu encontrar essa maldita luz, desfaço-a toda aos bocados com o meu cajado. O que vos conto a seguir é a narração do próprio meliante:- Numa noite, eu ia guiando a minha charrete e lá estava à minha frente aquela luz vermelha parada em cima do muro. Saí, peguei no meu cajado e como tinha prometido disse com ar forte e corajoso: - Já que aí estás, espera que já vais ver o que é bom para a saúde, e de imediato dirigi-me até junto dela e tentei dar-lhe com o cajado, mas não consegui pois ela era demasiado rápida e sempre que eu atacava ela logo se desviava, continuei à cajadada com ela, mas falhava sempre e ia ficando mais furioso e cansado. Voltei para a charrete quando nisto ela se voltou contra mim, não sei exatamente o que aconteceu, parecia que estava a levar uma grande tareia e desmaiei. Os cavalos voltaram para casa e eu, em sima da charrete estava como um morto. Na manhã seguinte, a minha mulher, já preocupada, foi ver se eu estava a dormir na charrete, diz ela que eu estava com a roupa toda rasgada, todo cheio de sangue, e branco como um morto, no entanto estava apenas desmaiado. Depois da minha mulher tratar de mim eu nunca mais quis ouvir falar dessa maldita luz, e hoje o que eu vos digo é que existem coisas que o melhor é a gente não tentar compreender nem tão pouco fazer afronta, pois isso de ser forte não passa de uma estupidez que de repente nos atira para o além… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda da Costureirinha de Beja&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre as crenças que em tempos existiram no Baixo Alentejo, a da costureirinha era uma das mais conhecidas. Não é difícil ainda hoje, encontrar pessoas de alguma idade, e não tanta como isso que ouviram a costureirinha nos seus afazeres. O que se ouvia realmente? Segundo diversos testemunhos, ouvia-se distintamente o som de uma máquina de costura das antigas, de pedal, assim como o cortar de uma linha, o rasgar do pano e até mesmo, segundo alguns relatos, o som de uma tesoura a ser pousada. Um trabalho de costura portanto, o som trepidante da máquina podia provir de qualquer parte da casa como por exemplo a cozinha, o quarto de dormir, a casa de fora, e até mesmo de certos alpendres, de tal modo era familiar a sua presença nos lares alentejanos que já não infundia qualquer medo, era simplesmente a costureirinha que trabalhava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas afinal quem era esta estranha personagem? Afirma a tradição, que se tratava de uma costureira que em vida, costumava trabalhar ao domingo, não respeitando portanto o dia sagrado. É esta a versão mais conhecida no Alentejo, no entanto outra versão afirma que a costureirinha não cumprira uma promessa feita a S. Francisco, esta última versão aparece referenciada num exemplar do Diário de Notícias do ano 1914 em notícia oriunda das aldeias do Ribatejo. Pelo não cumprimento dos seus deveres religiosos, a costureirinha fora condenada pelo Altíssimo após a morte a errar pelo mundo dos vivos durante um determinado tempo para se redimir de tamanha heresia. No fundo, a costureirinha é uma alma penada que expia os seus pecados de acordo com a crença que tais pecados, o desrespeito pelas coisas sagradas e nomeadamente o não cumprimento de promessas feitas a Deus ou aos Santos podiam levar à errância depois da morte por um longo período de tempo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos dias que correm já se pergunta nestas aldeias alentejanas porque se não houve agora a costureirinha, certamente porque terá expiado já o seu fado, terminou o castigo e descansa agora em paz. No entanto e agora sou eu a especular, as urbanizações modernas, a luz elétrica, e os serões da TV, afastaram-na do nosso convívio. Desapareceu naturalmente, com a transformação de uma sociedade rural e arcaica em sociedades modernas que perderam os seus medos com as coisas do além e os direcionaram para medos bem mais reais desta forma moderna de viver e que pouco ou nenhum tempo tem para cultivar estes mitos e lendas que tanto enriquecem quaisquer Pais seja ele moderno ou do terceiro Mundo… Um grande bem-haja ao povo Alentejano…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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			<pubDate>Fri, 04 Jan 2013 02:18:49 -0800</pubDate>
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            			<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/">nobody@flickr.com (Anselmo Sousa.)</author>
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    <media:title>Portugal – Castelo de Beja. Esta cidade revoltou-se contra as tropas comandadas pelo General Junot, pagando demasiado alto o preço da sua rebeldia. Entre as muitas Lendas existentes no Alentejo, a da costureirinha de Beja é das mais bonitas.</media:title>
    <media:description type="html">&lt;p&gt;Na península Ibérica, diversos castelos estão erguidos sobre os vestígios de castros pré-romanos, em locais sucessivamente ocupados até à época da invasão islâmica. Depois da Reconquista cristã, foram aproveitadas muitas dessas fortificações, que foram alargadas e reforçadas: aí residia uma população escassa, habitando a restante nos campos vizinhos e só recolhendo ao castelo em caso de ataque. O castelo constituía-se na sede de um julgado e gozava de certos privilégios. A estrutura arquitetónica do castelo sofreu uma mutação ao longo dos tempos e Portugal não é exceção. Em meados do século XIV assistimos a uma difusão excessiva por parte de exércitos beligerantes de armas de fogo, tornando-se necessário efetuar modificações nos castelos, que, embora já desde D. Fernando utilizassem algumas defesas engenhosas, e tivessem sofrido adaptações no sentido de comportar armas de fogo, considerava-se agora essencial criar um novo espaço defensivo, a fortaleza… É o dealbar dos tempos modernos que se aproximam, que virá a levar ao abandono da maioria dos castelos no território português, no entanto muitos resistiram às mudanças e a todas as adversidades que lhes foram impostas, umas vezes por necessidade outras por desconhecimento e muitas ainda por puro vandalismo, felizmente não foi o caso deste majestoso Castelo de Beja que ainda hoje em pleno Seculo XXI nos encanta com tanta beleza…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito antes dos lusitanos, o local onde hoje se encontra a nobre cidade de Beja com as suas muralhas romanas, os seus prédios góticos, a mesquita árabe e o castelo do princípio da monarquia portuguesa, essa Beja com documentos que representam 4 civilizações era um pequeno povoado aonde os seus habitantes viviam em cabanas cobertas de colmo e apenas se dedicavam ao exercício da caça. Embora a primitiva ocupação humana de seu sítio remonte à pré-história e esteja mencionada nos escritos de Ptolomeu e de Políbio, em meados do século II a.C. A sua fortificação data da Invasão romana da Península Ibérica, possivelmente devido à importância adquirida no cenário regional. Foi este o local escolhido por Júlio César para formalizar a paz com os Lusitanos, após o que passou a denominar-se Pax Júlia, vindo a sediar uma das três jurisdições romanas da Lusitânia. Acredita-se que os muros de defesa romanos remontem a algum momento entre o século III e o século IV.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa relevância econômica e estratégica manteve-se na época dos Suevos, dos Visigodos e sob a ocupação Muçulmana. À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, foi inicialmente conquistada pelas forças de D. Afonso Henriques em 1159, para ser abandonada quatro meses mais tarde. Voltaria a ser reconquistada de surpresa, por uma expedição de populares vindos de Santarém, em princípio de Dezembro de 1162. O tempo e as guerras encarregaram-se de apagar parte desse glorioso e multifacetado passado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos anos que se seguiram, posteriormente à derrota do Rei no cerco de Badajoz em 1169, o cavaleiro Gonçalo Mendes da Maia - o Lidador, já nonagenário, perdeu a vida na defesa das muralhas de Beja. Diante da falta de informações sobre o período posterior a essa data, os estudiosos acreditam que a grande ofensiva almóada de Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur no ano de 1191 até ao rio Tejo, após ter reconquistado Silves, compreendeu também a reconquista de Beja, permanecendo em poder dos cristãos apenas a cidade de Évora, em todo o Alentejo. Supõe-se ainda que a povoação teria retornado a mãos portuguesas apenas entre 1232 e 1234, época em que as cidades vizinhas de Moura, Serpa e Aljustrel, já faziam parte do território Nacional. A primeira restauração dos muros de Beja datam do reinado de D. Afonso III, que as fez iniciar a partir de 1253, com recursos oriundos de dois terços dos dízimos das igrejas de Beja, num período de dez anos. No ano seguinte em 1254, a povoação recebeu o seu foral nos mesmos termos do de Santarém, confirmado em 1291 no reinado de seu filho, D. Dinis. Este, por sua vez, prosseguiu as obras de reconstrução, reforçando e ampliando as muralhas e torres em 1307 e iniciou a construção da torre de menagem no ano de 1310.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A povoação e o seu castelo apoiaram o Mestre de Avis no contexto da crise de 1383-1385, tendo envolvimento com episódios subsequentes da História de Portugal, como a fase dos Descobrimentos. No século XV, sob o reinado de D. Afonso V, a Vila foi elevada a ducado, tendo como 1° duque de Beja o seu irmão, o infante D. Fernando e, posteriormente, o rei D. Manuel I. No reinado deste último soberano teve lugar grandes obras de beneficiação das defesas da vila. Beja passaria à categoria de cidade em 1517. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Opondo-se à injustiça e à opressão do invasor francês, Beja rebelou-se contra as tropas comandadas pelo General Junot, pagando demasiado alto o preço da sua rebeldia. O resultado foi um massacre terrível, pois as forças de Junot mataram cerca de 1200 pessoas, valendo a intervenção da Igreja local para evitar maiores calamidades. Um quarto de século mais tarde, as lutas entre liberais e absolutistas desencadearam novos episódios sangrentos, resultando na morte de um grande número de membros do Clero e de indefesos cidadãos bejenses. Ainda no século XIX, o castelo de Beja seria alvo de outra grande destruição que lhe arrasaria parte do seu perímetro defensivo. Sobre a silhueta da sua praça-forte sobressai a Torre de Menagem, altiva e esbelta, obra-prima da arquitetura militar do período gótico, do reinado de D. Dinis. Constituída por três pisos e com uma altura de 40 metros, a Torre do Castelo de Beja é uma joia a preservar.&lt;br /&gt;
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A Lenda de uma luz misteriosa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As histórias de lobisomens e de bruxas são vulgares no meio rural tradicional. Maus encontros com animais a horas tardias, doenças provocadas por um mau querer, feitiçarias, beberagens para atrair ou afastar paixões, visões e vozes, tudo isto são elementos do vasto manancial do imaginário popular sobre forças maléficas. Há contudo, outro tipo de histórias que são comuns a várias aldeias e vilas do Alentejo. É o caso da estranha luz que, de noite, acompanhava os viajantes, normalmente pastores, almocreves e, mais recentemente, tratoristas que de noite procedem às grandes charruadas em campos abertos. Era uma luz que seguia o caminhante sem contudo, o incomodar. A luz acompanhava o viajante seguindo a seu lado, parando quando este parava e acompanhando a velocidade da deslocação do visado. Nenhuma das pessoas que afirmam ter estado em contacto com o fenómeno, esboçou qualquer reação. Para essa passividade contribuiu seguramente o facto de ser conhecida a reação da luz quando atacada. O fim da história aqui apresentada é relativamente benéfico. Noutras descrições, que a tradição popular regista, a luz, quando hostilizada, normalmente conduz à morte do atacante.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Algures na região de Beringel (Beja), havia um sujeito que não acreditava em coisas estranhas, daquelas que se contam nas aldeias. Naquele tempo, corria o boato de que havia no campo uma espécie de luz vermelha que andava de um lado para o outro, mas que não se deixava ver de perto. Os mais velhos afirmavam que já a tinham visto, e este destemido homem que em nada acreditava disse, na brincadeira: - Se eu encontrar essa maldita luz, desfaço-a toda aos bocados com o meu cajado. O que vos conto a seguir é a narração do próprio meliante:- Numa noite, eu ia guiando a minha charrete e lá estava à minha frente aquela luz vermelha parada em cima do muro. Saí, peguei no meu cajado e como tinha prometido disse com ar forte e corajoso: - Já que aí estás, espera que já vais ver o que é bom para a saúde, e de imediato dirigi-me até junto dela e tentei dar-lhe com o cajado, mas não consegui pois ela era demasiado rápida e sempre que eu atacava ela logo se desviava, continuei à cajadada com ela, mas falhava sempre e ia ficando mais furioso e cansado. Voltei para a charrete quando nisto ela se voltou contra mim, não sei exatamente o que aconteceu, parecia que estava a levar uma grande tareia e desmaiei. Os cavalos voltaram para casa e eu, em sima da charrete estava como um morto. Na manhã seguinte, a minha mulher, já preocupada, foi ver se eu estava a dormir na charrete, diz ela que eu estava com a roupa toda rasgada, todo cheio de sangue, e branco como um morto, no entanto estava apenas desmaiado. Depois da minha mulher tratar de mim eu nunca mais quis ouvir falar dessa maldita luz, e hoje o que eu vos digo é que existem coisas que o melhor é a gente não tentar compreender nem tão pouco fazer afronta, pois isso de ser forte não passa de uma estupidez que de repente nos atira para o além… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda da Costureirinha de Beja&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre as crenças que em tempos existiram no Baixo Alentejo, a da costureirinha era uma das mais conhecidas. Não é difícil ainda hoje, encontrar pessoas de alguma idade, e não tanta como isso que ouviram a costureirinha nos seus afazeres. O que se ouvia realmente? Segundo diversos testemunhos, ouvia-se distintamente o som de uma máquina de costura das antigas, de pedal, assim como o cortar de uma linha, o rasgar do pano e até mesmo, segundo alguns relatos, o som de uma tesoura a ser pousada. Um trabalho de costura portanto, o som trepidante da máquina podia provir de qualquer parte da casa como por exemplo a cozinha, o quarto de dormir, a casa de fora, e até mesmo de certos alpendres, de tal modo era familiar a sua presença nos lares alentejanos que já não infundia qualquer medo, era simplesmente a costureirinha que trabalhava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas afinal quem era esta estranha personagem? Afirma a tradição, que se tratava de uma costureira que em vida, costumava trabalhar ao domingo, não respeitando portanto o dia sagrado. É esta a versão mais conhecida no Alentejo, no entanto outra versão afirma que a costureirinha não cumprira uma promessa feita a S. Francisco, esta última versão aparece referenciada num exemplar do Diário de Notícias do ano 1914 em notícia oriunda das aldeias do Ribatejo. Pelo não cumprimento dos seus deveres religiosos, a costureirinha fora condenada pelo Altíssimo após a morte a errar pelo mundo dos vivos durante um determinado tempo para se redimir de tamanha heresia. No fundo, a costureirinha é uma alma penada que expia os seus pecados de acordo com a crença que tais pecados, o desrespeito pelas coisas sagradas e nomeadamente o não cumprimento de promessas feitas a Deus ou aos Santos podiam levar à errância depois da morte por um longo período de tempo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos dias que correm já se pergunta nestas aldeias alentejanas porque se não houve agora a costureirinha, certamente porque terá expiado já o seu fado, terminou o castigo e descansa agora em paz. No entanto e agora sou eu a especular, as urbanizações modernas, a luz elétrica, e os serões da TV, afastaram-na do nosso convívio. Desapareceu naturalmente, com a transformação de uma sociedade rural e arcaica em sociedades modernas que perderam os seus medos com as coisas do além e os direcionaram para medos bem mais reais desta forma moderna de viver e que pouco ou nenhum tempo tem para cultivar estes mitos e lendas que tanto enriquecem quaisquer Pais seja ele moderno ou do terceiro Mundo… Um grande bem-haja ao povo Alentejano…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		</item>
		<item>
			<title>Portugal – Castelo de Linhares. São muitas as lendas acerca da origem deste castelo estando na sua maioria alicerçadas na memória popular e em antigas descrições e interpretações que foram sistematicamente reproduzidas ao longo do tempo…</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8292825909/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8292825909/&quot; title=&quot;Portugal – Castelo de Linhares. São muitas as lendas acerca da origem deste castelo estando na sua maioria alicerçadas na memória popular e em antigas descrições e interpretações que foram sistematicamente reproduzidas ao longo do tempo…&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8215/8292825909_df99f6717d_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;121&quot; alt=&quot;Portugal – Castelo de Linhares. São muitas as lendas acerca da origem deste castelo estando na sua maioria alicerçadas na memória popular e em antigas descrições e interpretações que foram sistematicamente reproduzidas ao longo do tempo…&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É difícil olhar ao nosso redor e observar o que nos envolve, o que nos consome. Seria muito bom se tudo fosse como nós imaginamos, um mundo de alegria, sem guerras, sem fome, no entanto isso será sempre uma fantasia, bela sim, mas sempre fantasia. Um privilégio ou um sacrifício? Uma honra ou uma maldição? Perguntas difíceis de responder, muito provavelmente nos tempos idos do Medievo antigo já o ser humano se interrogava sobre estas questões e muito seguramente nesse tempo, mais difícil seria a resposta, pois o nosso Mundo não é perfeito, nunca o foi e nem nunca o será, no entanto existem momentos perfeitos de magia e puro prazer tais como depois de uma longa viagem por terrenos difíceis e inóspitos encarar de frente com este imponente castelo perdido nas serranias do interior deste Pais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Situado num majestoso penedo de enormes dimensões num contraforte a noroeste da serra da Estrela, este imponente Castelo Medieval domina o vale do rio Mondego. O seu passado mergulha nas lendas da nossa história, sendo considerado uma das fortificações medievais mais importantes da Beira Alta Interior. Embora sejam escassas as informações acerca da primitiva ocupação humana deste sítio, alguns autores atribuem a fundação da povoação aos Túrdulos, que aqui se teriam fixado por volta do ano 850 a.C.. Após a Invasão romana da Península Ibérica, este povoado tornou-se vizinho de uma estrada romana, que ligava Conimbriga ao nó viário da Guarda. Esse facto teria por si só atribuído um elevado valor à povoação, sucessivamente ocupada por Visigodos e Muçulmanos. Estes últimos terão aqui erguido uma fortificação, recordando-se uma antiga tradição local que referia, que as gentes de Linhares teriam destruído um castelo mouro cujo senhor se denominava Zurar. Deste nome teria derivado o topônimo Azurara, primitiva denominação de Mangualde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A facilidade de comunicação viária não terá deixado Linhares alheia aos eventos da Reconquista cristã da península. Alguns autores questionam se a Linhares mencionada entre outras povoações na concessão de um foral sem data, pelo rei Fernando Magno de Leão, seria esta povoação da Beira, ou a homónima, no Douro. Com a independência de Portugal, D. Afonso Henriques, visando promover o seu povoamento e defesa, concedeu-lhe foral em 1169. Esse privilégio seria confirmado em 1217 por D. Afonso II.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira referência histórica ao castelo data dos três primeiros anos do reinado de D. Sancho I (final do século XII), ligada a uma invasão daquela encosta da fronteira por forças do reino de Leão. Eram alcaides do Castelo de Linhares e do Castelo de Celorico da Beira respetivamente os irmãos Rodrigo e Gonçalo Mendes. Encontrando-se este último cercado em Celorico pelo invasor, acorreu de imediato Rodrigo com as gentes de Celorico em auxílio do irmão, logrando vitória sob a invocação de Nossa Senhora dos Açores, em devoção a quem se ergueu uma Capela a meio caminho entre ambas as localidades, onde se faz, anualmente, uma romaria a 3 de Maio. Embora se desconheça a primitiva configuração deste castelo, acredita-se que tenha apresentado traços do estilo românico, com a torre de menagem isolada no interior da praça de armas e uma cerca envolvente adaptada ao terreno. No reinado de D. Afonso III, nas Inquirições de 1258, menciona-se que os moradores de Sátão eram obrigados à anúduva (auxílio na reparação de estruturas militares) nos castelos da Guarda e de Linhares, o que demonstra, a importância estratégica deste último no quadro defensivo do reino e que lhe estavam a ser atribuídas obras de grande importância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A povoação e o seu castelo estiveram envolvidos na segunda guerra que D. Fernando moveu contra Henrique de Castela, tendo sido cercada e tomada pelas forças deste, quando invadindo Portugal pela Beira, no início de 1373, marcharam de Almeida para Viseu, e daqui sobre Lisboa. Com o falecimento de D. Fernando, foi aberta a crise de 1383-1385, o alcaide de Linhares, Martim Afonso de Melo, tomou o partido de D. Beatriz e de João I de Castela, como de resto o fez grande parte da principal nobreza portuguesa. Vindo a cair sob o domínio do Mestre de Avis, este entregou o senhorio da vila a Egas Coelho, fidalgo de sua confiança a (14 de Agosto de 1384), logo sucedido por Martim Vasques da Cunha que se iria destacar, à frente das gentes de Linhares, na batalha de Trancoso, na Primavera de 1385.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a paz, o castelo perdeu a sua função estratégica, caindo no declínio a que quase todos os castelos portugueses foram sujeitos, dele não existindo notícias até ao século XVII, quando foi instalado o relógio público na sua torre. Em avançado estágio de degradação, o castelo foi classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 17 de Junho de 1922, vindo a intervenção do poder público a materializar-se a partir da década de 1940, através da ação da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), estendendo-se pela década seguinte. Os trabalhos procedidos à época ressentiram-se da pesquisa arqueológica preliminar, tendo sido removido entulho do seu interior e reconstruídos os panos da muralha, particularmente toda a cerca a norte do recinto inferior. Numa campanha mais recente, renovaram-se as escadarias metálicas e foi protegida a parte interna do adarve com guardas e foram restauradas as partes interiores das torres, uma prova de que contrariamente aquilo que por vezes digo nos meus textos, também se vão fazendo coisas de muito valor neste País, embora continue a ser um acérrimo crítico a esse respeito, pois cada vez são menos os exemplos da conservação do nosso património e da nossa cultura... Não se devem esquecer os nossos governantes, que um País que não faça uma forte aposta na cultura é um País condenado ao fracasso e a decadência…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda das padeiras &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antigamente, como a maior parte das pessoas não sabia ler, contavam-se os factos que aconteciam de pais para filhos. Pouco a pouco, a esses relatos acrescentavam-se factos imaginários, irreais, dando origem às lendas. As lendas procuravam, muitas vezes, transmitir valores sobre determinados comportamentos às vezes errantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conta-se que em 1282 era governador do castelo Pedro Mendes, moço de boa família, cavaleiro da Casa de Bragança, mas com má fama e maus instintos. Na rua Direita da antiga vila do Castelo, moravam duas irmãs, órfãs, padeiras de profissão e muito bonitas. A mais velha chamava-se Guiomar tinha trinta anos e era viúva. A mais nova chamava-se Aldonça e não tinha mais de 18 anos. Estava prometida a um negociante de cereais. Há algum tempo que Pêro perseguia Aldonça com propostas indecorosas, sem nunca ter qualquer aceitação por parte desta, por ela ser séria e estar apaixonada. Por isso, quando os noivos foram pedir autorização para casar, o alcaide esquivou-se e exigiu direitos que embora tivessem de facto sido praticados nesse tempo, tinham caído em desuso, dormir com a noiva na sua primeira noite. Ao deparar-se com tal ofensa à dignidade dos noivos, o noivo lança-se sobre o rival, mas acabou com as orelhas cortadas e lançado para as masmorras. Entretanto, a noiva tenta escapar-se, mas parte uma perna na fuga. Mesmo assim, conseguiu alcançar o povoado e avisar os moradores do que se passava. O povo junta-se, atraído pelos falatórios e acorrendo às muralhas com tal ímpeto que o alcaide foi obrigado a libertar o preso. Mas a lição não chegou ao alcaide e Pêro passa a assediar a outra irmã, Guiomar, pedindo-lhe que o recebesse em casa durante a noite. Esta conta o sucedido ao cunhado que a aconselha a recebê-lo, mas só isso e nada mais. Marcada a data e hora, ele aparece e entra, deixando o seu criado de vigia. Na primeira tentativa do alcaide, o cunhado da padeira salta-lhe do buraco onde estava escondido e mata-o à força de bordoada. O corpo foi depois atirado para o forno que estava em brasa. Entretanto, o criado, farto de esperar, resolve bater à porta. Mal tinha atravessado a soleira da porta é varado por uma lança e atirado também para o forno. Como deixou de haver chefe no castelo, D. Dinis, o rei, decidiu entrega-lo aos moradores em 1294 para impedir atos de violência, e a partir dai e durante muito tempo o castelo passou a ser gerido pelo povo…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma outra lenda remonta aos princípios da monarquia Portuguesa e ter-se-á passado no reinado de D. Sancho I em 1198. Conta a lenda que um exército de Leão entrou nas terras da Beira depois de se ter apoderado de alguns castelos que surgiram pelo caminho, preparando-se então para tomar o de Celorico. O alcaide deste, D. Gonçalo Mendo, auxiliado pelo irmão, D. Rodrigo Mendo, alcaide do castelo de Linhares, desbarataram o exército leonês obrigando-o a retirar-se. O combate teria ocorrido numa noite de lua nova, cuja luz, juntamente com a das estrelas, iluminou os combatentes. Este acontecimento foi perpetuado nas armas de Linhares tomando por divisa, além do castelo, um crescente e cinco estrelas, ainda hoje divisas de Linhares… No meio de todas as Lendas, certamente que alguma verdade existirá …&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
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			<pubDate>Fri, 21 Dec 2012 00:54:12 -0800</pubDate>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;É difícil olhar ao nosso redor e observar o que nos envolve, o que nos consome. Seria muito bom se tudo fosse como nós imaginamos, um mundo de alegria, sem guerras, sem fome, no entanto isso será sempre uma fantasia, bela sim, mas sempre fantasia. Um privilégio ou um sacrifício? Uma honra ou uma maldição? Perguntas difíceis de responder, muito provavelmente nos tempos idos do Medievo antigo já o ser humano se interrogava sobre estas questões e muito seguramente nesse tempo, mais difícil seria a resposta, pois o nosso Mundo não é perfeito, nunca o foi e nem nunca o será, no entanto existem momentos perfeitos de magia e puro prazer tais como depois de uma longa viagem por terrenos difíceis e inóspitos encarar de frente com este imponente castelo perdido nas serranias do interior deste Pais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Situado num majestoso penedo de enormes dimensões num contraforte a noroeste da serra da Estrela, este imponente Castelo Medieval domina o vale do rio Mondego. O seu passado mergulha nas lendas da nossa história, sendo considerado uma das fortificações medievais mais importantes da Beira Alta Interior. Embora sejam escassas as informações acerca da primitiva ocupação humana deste sítio, alguns autores atribuem a fundação da povoação aos Túrdulos, que aqui se teriam fixado por volta do ano 850 a.C.. Após a Invasão romana da Península Ibérica, este povoado tornou-se vizinho de uma estrada romana, que ligava Conimbriga ao nó viário da Guarda. Esse facto teria por si só atribuído um elevado valor à povoação, sucessivamente ocupada por Visigodos e Muçulmanos. Estes últimos terão aqui erguido uma fortificação, recordando-se uma antiga tradição local que referia, que as gentes de Linhares teriam destruído um castelo mouro cujo senhor se denominava Zurar. Deste nome teria derivado o topônimo Azurara, primitiva denominação de Mangualde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A facilidade de comunicação viária não terá deixado Linhares alheia aos eventos da Reconquista cristã da península. Alguns autores questionam se a Linhares mencionada entre outras povoações na concessão de um foral sem data, pelo rei Fernando Magno de Leão, seria esta povoação da Beira, ou a homónima, no Douro. Com a independência de Portugal, D. Afonso Henriques, visando promover o seu povoamento e defesa, concedeu-lhe foral em 1169. Esse privilégio seria confirmado em 1217 por D. Afonso II.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira referência histórica ao castelo data dos três primeiros anos do reinado de D. Sancho I (final do século XII), ligada a uma invasão daquela encosta da fronteira por forças do reino de Leão. Eram alcaides do Castelo de Linhares e do Castelo de Celorico da Beira respetivamente os irmãos Rodrigo e Gonçalo Mendes. Encontrando-se este último cercado em Celorico pelo invasor, acorreu de imediato Rodrigo com as gentes de Celorico em auxílio do irmão, logrando vitória sob a invocação de Nossa Senhora dos Açores, em devoção a quem se ergueu uma Capela a meio caminho entre ambas as localidades, onde se faz, anualmente, uma romaria a 3 de Maio. Embora se desconheça a primitiva configuração deste castelo, acredita-se que tenha apresentado traços do estilo românico, com a torre de menagem isolada no interior da praça de armas e uma cerca envolvente adaptada ao terreno. No reinado de D. Afonso III, nas Inquirições de 1258, menciona-se que os moradores de Sátão eram obrigados à anúduva (auxílio na reparação de estruturas militares) nos castelos da Guarda e de Linhares, o que demonstra, a importância estratégica deste último no quadro defensivo do reino e que lhe estavam a ser atribuídas obras de grande importância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A povoação e o seu castelo estiveram envolvidos na segunda guerra que D. Fernando moveu contra Henrique de Castela, tendo sido cercada e tomada pelas forças deste, quando invadindo Portugal pela Beira, no início de 1373, marcharam de Almeida para Viseu, e daqui sobre Lisboa. Com o falecimento de D. Fernando, foi aberta a crise de 1383-1385, o alcaide de Linhares, Martim Afonso de Melo, tomou o partido de D. Beatriz e de João I de Castela, como de resto o fez grande parte da principal nobreza portuguesa. Vindo a cair sob o domínio do Mestre de Avis, este entregou o senhorio da vila a Egas Coelho, fidalgo de sua confiança a (14 de Agosto de 1384), logo sucedido por Martim Vasques da Cunha que se iria destacar, à frente das gentes de Linhares, na batalha de Trancoso, na Primavera de 1385.&lt;br /&gt;
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Com a paz, o castelo perdeu a sua função estratégica, caindo no declínio a que quase todos os castelos portugueses foram sujeitos, dele não existindo notícias até ao século XVII, quando foi instalado o relógio público na sua torre. Em avançado estágio de degradação, o castelo foi classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 17 de Junho de 1922, vindo a intervenção do poder público a materializar-se a partir da década de 1940, através da ação da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), estendendo-se pela década seguinte. Os trabalhos procedidos à época ressentiram-se da pesquisa arqueológica preliminar, tendo sido removido entulho do seu interior e reconstruídos os panos da muralha, particularmente toda a cerca a norte do recinto inferior. Numa campanha mais recente, renovaram-se as escadarias metálicas e foi protegida a parte interna do adarve com guardas e foram restauradas as partes interiores das torres, uma prova de que contrariamente aquilo que por vezes digo nos meus textos, também se vão fazendo coisas de muito valor neste País, embora continue a ser um acérrimo crítico a esse respeito, pois cada vez são menos os exemplos da conservação do nosso património e da nossa cultura... Não se devem esquecer os nossos governantes, que um País que não faça uma forte aposta na cultura é um País condenado ao fracasso e a decadência…&lt;br /&gt;
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A Lenda das padeiras &lt;br /&gt;
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Antigamente, como a maior parte das pessoas não sabia ler, contavam-se os factos que aconteciam de pais para filhos. Pouco a pouco, a esses relatos acrescentavam-se factos imaginários, irreais, dando origem às lendas. As lendas procuravam, muitas vezes, transmitir valores sobre determinados comportamentos às vezes errantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conta-se que em 1282 era governador do castelo Pedro Mendes, moço de boa família, cavaleiro da Casa de Bragança, mas com má fama e maus instintos. Na rua Direita da antiga vila do Castelo, moravam duas irmãs, órfãs, padeiras de profissão e muito bonitas. A mais velha chamava-se Guiomar tinha trinta anos e era viúva. A mais nova chamava-se Aldonça e não tinha mais de 18 anos. Estava prometida a um negociante de cereais. Há algum tempo que Pêro perseguia Aldonça com propostas indecorosas, sem nunca ter qualquer aceitação por parte desta, por ela ser séria e estar apaixonada. Por isso, quando os noivos foram pedir autorização para casar, o alcaide esquivou-se e exigiu direitos que embora tivessem de facto sido praticados nesse tempo, tinham caído em desuso, dormir com a noiva na sua primeira noite. Ao deparar-se com tal ofensa à dignidade dos noivos, o noivo lança-se sobre o rival, mas acabou com as orelhas cortadas e lançado para as masmorras. Entretanto, a noiva tenta escapar-se, mas parte uma perna na fuga. Mesmo assim, conseguiu alcançar o povoado e avisar os moradores do que se passava. O povo junta-se, atraído pelos falatórios e acorrendo às muralhas com tal ímpeto que o alcaide foi obrigado a libertar o preso. Mas a lição não chegou ao alcaide e Pêro passa a assediar a outra irmã, Guiomar, pedindo-lhe que o recebesse em casa durante a noite. Esta conta o sucedido ao cunhado que a aconselha a recebê-lo, mas só isso e nada mais. Marcada a data e hora, ele aparece e entra, deixando o seu criado de vigia. Na primeira tentativa do alcaide, o cunhado da padeira salta-lhe do buraco onde estava escondido e mata-o à força de bordoada. O corpo foi depois atirado para o forno que estava em brasa. Entretanto, o criado, farto de esperar, resolve bater à porta. Mal tinha atravessado a soleira da porta é varado por uma lança e atirado também para o forno. Como deixou de haver chefe no castelo, D. Dinis, o rei, decidiu entrega-lo aos moradores em 1294 para impedir atos de violência, e a partir dai e durante muito tempo o castelo passou a ser gerido pelo povo…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma outra lenda remonta aos princípios da monarquia Portuguesa e ter-se-á passado no reinado de D. Sancho I em 1198. Conta a lenda que um exército de Leão entrou nas terras da Beira depois de se ter apoderado de alguns castelos que surgiram pelo caminho, preparando-se então para tomar o de Celorico. O alcaide deste, D. Gonçalo Mendo, auxiliado pelo irmão, D. Rodrigo Mendo, alcaide do castelo de Linhares, desbarataram o exército leonês obrigando-o a retirar-se. O combate teria ocorrido numa noite de lua nova, cuja luz, juntamente com a das estrelas, iluminou os combatentes. Este acontecimento foi perpetuado nas armas de Linhares tomando por divisa, além do castelo, um crescente e cinco estrelas, ainda hoje divisas de Linhares… No meio de todas as Lendas, certamente que alguma verdade existirá …&lt;br /&gt;
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		</item>
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			<title>Portugal – Sintra e o seu majestoso guardião na forma de um lendário Castelo. No alto de um cume agreste da Serra, sobranceiro à Vila de Sintra, ergue-se dominador o antiquíssimo Castelo dos Mouros. Vamos falar desta relíquia…</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8249726810/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8249726810/&quot; title=&quot;Portugal – Sintra e o seu majestoso guardião na forma de um lendário Castelo. No alto de um cume agreste da Serra, sobranceiro à Vila de Sintra, ergue-se dominador o antiquíssimo Castelo dos Mouros. Vamos falar desta relíquia…&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8341/8249726810_89d4e2c661_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;121&quot; alt=&quot;Portugal – Sintra e o seu majestoso guardião na forma de um lendário Castelo. No alto de um cume agreste da Serra, sobranceiro à Vila de Sintra, ergue-se dominador o antiquíssimo Castelo dos Mouros. Vamos falar desta relíquia…&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entrar dentro destas antigas muralhas e compreender por que motivo se constrói tão belo e dispendioso Castelo implica um estado de alma e alguma capacidade para recuarmos no tempo, se conseguirmos por em prática tal exercício estamos a um pequeno passo de compreender e perceber exatamente o motivo de tais construções… Os mais antigos testemunhos da ocupação humana localizam-se num cume da vertente norte da Serra de Sintra. Trata-se da ocupação epipaleolítica da Penha Verde, comprovada por abundantes utensílios de tipo micro-laminar. Testemunho de uma ocupação do Neolítico é o sítio de São Pedro de Canaferrim, junto à Capela do Castelo dos Mouros. Ocupação testemunhada pela presença de cerâmicas decoradas associadas a uma indústria lítica talhada em sílex, datada pelo método do radiocarbono de inícios do V milénio a.C. A originalidade deste sítio, enquadrado em termos cronológicos e culturais na corrente circum-mediterrânea, consiste na sua implantação na paisagem, em plena montanha. Vestígios vários da Idade do Bronze segunda metade do II milénio a.C. - inícios do I, surgem em diversos locais da Serra de Sintra, mesmo a nível de habitats do Bronze mais antigo, séculos IX-VI a.C.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No tempo do Império Romano toda a região de Sintra se inscreveu no vasto territorium da civitas olisiponense, à qual César cerca de 49 a.C. ou mais provavelmente, Octaviano cerca de 30 a.C., terá concedido o invejável estatuto de Municipium Civium Romanorum. Os vários habitantes da região, adotaram nomes romanos e apresentam-se plenamente imbuídos de romanidade, nos mais diversos aspetos culturais, políticos e económicos. Mesmo aqueles que, porventura oriundos de outras regiões da Lusitânia, ostentam nomes indígenas aparecem quase sempre integrados nesta sociedade profundamente romanizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nome de Sintra muito provavelmente terá tido origem num templo erguido uns 308 anos antes de Cristo, por Gregos, Galo-celtas e Túrdulos, dedicado à Lua. Os Celtas chamavam a Lua de Cynthia e quando os Árabes dominaram a região, por não pronunciar o 'c', chamavam o local de Xintra ou Zintira. Existe ainda todo um património literário que transformou o nome Sintra numa referência quase lendária. Sintra, cuja mais antiga forma medieval conhecida &amp;quot;Suntria&amp;quot; apontará para o indo-europeu “astro luminoso” ou “sol”, terá sido designada por Varrão e Columela como Monte Sagrado. Ptolomeu registou-a como a &amp;quot;Serra da Lua&amp;quot; e o geógrafo árabe Al-Bacr, no século X, caracterizou Sintra como «permanentemente mergulhada numa bruma que se não dissipa». A pesquisa arqueológica contemporânea, entretanto, revela que a primitiva ocupação da região de Sintra data dos séculos X a VIII a.C.. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro plano das muralhas deste castelo nasce um pouco acima da extinta Igreja Matriz de São Miguel, contornando a rocha irregular e bastante íngreme da montanha. Porém, este troço encontra-se hoje parcialmente destruído. Mais próximo do topo, surge-nos o Castelo propriamente dito, pleno de majestade. Aí erguem-se várias torres, sendo uma delas de feição semicircular, cujo acesso se processa através de cinco degraus de pedra. Devido à irregularidade do terreno, as muralhas do castelo foram, em certas zonas, edificadas sobre grandes penedos graníticos, facto que muito contribuiu para os acentuados desníveis observados ao longo de todo o trajeto amuralhado, o que obrigou ainda à construção de longos e serpenteantes lanços de escadas. A porta principal da fortaleza foi construída num arco de volta perfeita, surgindo logo à esquerda uma cisterna abobadada, também medieval, que se impõe pelas suas dimensões e singularidade arquitetónica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acerca das origens do denominado Castelo dos Mouros pouco se sabe. Ainda que alguns autores remontem a sua fundação ao período visigótico, as primeiras provas documentais reportam-se já à época da plena ocupação muçulmana, concretamente ao século XI. Todavia, será lícito concluir que a edificação do Castelo se tenha verificado anteriormente, talvez no século IX. Em 1093, D. Afonso VI, Rei de Leão, tomou Sintra aos muçulmanos; dezasseis anos volvidos, Sigurd, príncipe Norueguês, saqueou o castelo dos Mouros, que os muçulmanos entretanto haviam recuperado. Também, por essa altura e por um curto período de tempo, o conde D. Henrique foi o seu proprietário. Após a conquista de Santarém, o rei D. Afonso Henriques impôs um cerco a Lisboa, que se estendeu por três meses. Embora o Castelo de Sintra se tenha entregado voluntariamente após a queda de Lisboa, reza a lenda que, nessa ocasião, receoso de um ataque de surpresa às suas forças, por parte dos mouros de Sintra, o soberano incumbiu D. Gil, um cavaleiro templário, que formasse um grupo com vinte homens da mais estrita confiança, para, secretamente, ali irem observar o movimento inimigo, prevenindo-se, ao mesmo tempo, um deslocamento dos mouros de Lisboa, via Cascais, pelo rio Tejo até Sintra. Os cruzados colocaram-se a caminho sigilosamente. Para evitar serem avistados, viajaram de noite, ocultando-se de dia, pela estrada de Torres Vedras até Santa Cruz, pela costa até Colares, tentando ainda, evitar Albernoz, um temido chefe mouro de Colares, que possuía fama de matador de cristãos. Entre Colares e o Penedo, Nossa Senhora apareceu aos receosos cavaleiros e disse-lhes: &amp;quot;Não tenhais medo porque ides vinte, mas mil ides&amp;quot;. Desse modo, cheios de coragem porque a Senhora estava com eles, ao final de cinco dias de percurso confrontaram o inimigo derrotando-o e assim conquistaram o Castelo dos Mouros. Em homenagem a este feito foi erguida a Capela de Nossa Senhora de Milides (&amp;quot;mil ides&amp;quot;), em Colares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
D. Afonso Henriques confiou então a guarda da fortaleza a trinta povoadores, que não eram mais do que uma mera guarnição, aos quais foram concedidos privilégios através de carta de foral, outorgada pelo próprio Rei, em 1154. Foi também para eles que se ergueu, no recinto amuralhado, a primitiva igreja de São Pedro de Canaferrim. No entanto, com o contínuo e firme avanço da Reconquista cristã para Sul, o Castelo dos Mouros foi perdendo a sua importância estratégica. Mais tarde, no início da Segunda Dinastia, a consolidação da nacionalidade, a estabilidade social e a reorganização do reino, conduziram ao abandono total desta grande e majestosa fortaleza. Neste contexto, logo nos começos do século XV foi transferida a paróquia de São Pedro para a nova igreja edificada no termo da Vila e nos finais de quatrocentos, apenas habitavam o sítio do castelo alguns judeus, que aí permaneciam, segregados da comunidade por ordem régia. D. Manuel I extinguiu os grupos minoritários e na sequência dessa atitude, o Castelo dos Mouros foi despovoado por completo. Abandonada, a fortaleza sentiu a implacável passagem do tempo e foi caindo na ruina quase absoluta, estado que se agravou ainda mais com o terramoto de 1755, a maior parte dos muros do Castelo desmoronou-se quase na totalidade. No século XIX, D. Fernando II tomou a pulso a velha fortaleza e procedeu ao seu restauro integral. Este mecenas esclarecido e culto procedeu a uma imaginativa obra de conservação e restauro, iniciativa importante que susteve a ruína em que o castelo se encontrava.&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Com um olho para um mercado turístico incipiente, em 1954 algumas das falésias foram recuperadas para estabelecer uma área de piqueniques perto do castelo e, em 1965, um transformador foi instalado para fornecer iluminação.  Em 1979, escavações arqueológicas na Capela de São Pedro executada pelos serviços culturais de Portugal, descobriu a existência de túmulos funerários medievais, que datam do final do seculo XII princípio de XIII.  Um despacho do Ministério da Cultura, em 26 de Junho de 1996, declarou a área do Castelo como uma zona de especial interesse. Apenas a base das torres e as muralhas serão parte da fundação inicial. Decorrem atualmente campanhas de escavação arqueológica que têm vindo a esclarecer muitas questões sobre a história da presença humana neste local e constituem também um atracão, dado que podem ser acompanhadas pelos visitantes. Numa recente visita a este castelo verificamos que apesar de decorrerem essas importantes escavações muito haverá a fazer ainda para que os mistérios deste antiquíssimo castelo possam ser desvendados…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diz a história, que o poeta Bernardim Ribeiro terá habitado neste bucólico e isolado local. Este castelo está integrado na área Paisagística e Cultural de Sintra, local classificado Património Mundial pela UNESCO. Do alto das suas muralhas é possível admirar uma paisagem deslumbrante e única que nos apresenta a vila de Sintra em primeiro plano, estendendo-se até ao Cabo da Roca, a Praia das Maçãs, Mafra, Ericeira e o oceano Atlântico, observando toda a linha de costa e obtendo uma vista privilegiada da serra de Sintra, vestida de verde e pontuada por belas quintas, românticos chalés e magníficos palácios, vale bem a pena uma visita a este parque natural rico em misticismo e lendas que nos fazem recuar a tempos que nos dias de hoje nos parecem utópicos, muito embora me pareça que nesse tempo, muito pouco seria tão mágico assim, quanto mais estudo a história mais me apercebo que aquilo que dela resta só tem magia para uma classe social muito restrita, a pobreza será sempre a pobreza e desse tempo em nada terá diferido da atual ou da pobreza das gerações futuras, que segundo me parece, de diferente só o será na quantidade certamente mais elevada…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lenda de Zaida, a moura encantada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na serra de Sintra, perto do Castelo dos Mouros, existe uma rocha com um corte que a tradição diz, marcar a entrada para uma cova que tem comunicação com o castelo. É conhecida pela Cova da Moura ou a Cova Encantada e está ligada a uma lenda do tempo em que os Mouros dominavam Sintra e os cristãos nela faziam frequentes incursões. Num dos combates, foi feito prisioneiro um cavaleiro nobre por quem Zaida, a filha do alcaide, se apaixonou. Dia após dia, Zaida visitava o nobre cavaleiro até que chegou a hora da sua libertação através do pagamento de um resgate. O cavaleiro apaixonado pediu a Zaida para fugir com ele mas Zaida recusou, pedindo-lhe para nunca mais a esquecer. O nobre cavaleiro voltou para a sua família mas uma grande tristeza ensombrava os seus dias. Tentou esquecer Zaida nos campos de batalha, mas após muitas noites de insónia decidiu atacar de novo o castelo de Sintra.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi durante esse combate que os dois enamorados se abraçaram, mas a sorte ou o azar quis que o nobre cavaleiro tombasse ferido. Zaida arrastou o seu amado, através de uma passagem secreta, até uma sala escondida nas grutas e, enquanto enchia uma bilha de água numa nascente próxima para levar ao seu amado, foi atingida por uma seta e caiu ferida. O cavaleiro cristão juntou-se ao corpo da sua amada e os dois sangues misturaram-se, sendo ambos encontrados mais tarde já sem vida. Desde então, em certas noites de luar, aparece junto à cova uma formosa donzela vestida de branco com uma bilha que enche de água para depois desaparecer na noite após um doloroso gemido…Há la coisas!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Thu, 06 Dec 2012 02:14:19 -0800</pubDate>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;Entrar dentro destas antigas muralhas e compreender por que motivo se constrói tão belo e dispendioso Castelo implica um estado de alma e alguma capacidade para recuarmos no tempo, se conseguirmos por em prática tal exercício estamos a um pequeno passo de compreender e perceber exatamente o motivo de tais construções… Os mais antigos testemunhos da ocupação humana localizam-se num cume da vertente norte da Serra de Sintra. Trata-se da ocupação epipaleolítica da Penha Verde, comprovada por abundantes utensílios de tipo micro-laminar. Testemunho de uma ocupação do Neolítico é o sítio de São Pedro de Canaferrim, junto à Capela do Castelo dos Mouros. Ocupação testemunhada pela presença de cerâmicas decoradas associadas a uma indústria lítica talhada em sílex, datada pelo método do radiocarbono de inícios do V milénio a.C. A originalidade deste sítio, enquadrado em termos cronológicos e culturais na corrente circum-mediterrânea, consiste na sua implantação na paisagem, em plena montanha. Vestígios vários da Idade do Bronze segunda metade do II milénio a.C. - inícios do I, surgem em diversos locais da Serra de Sintra, mesmo a nível de habitats do Bronze mais antigo, séculos IX-VI a.C.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No tempo do Império Romano toda a região de Sintra se inscreveu no vasto territorium da civitas olisiponense, à qual César cerca de 49 a.C. ou mais provavelmente, Octaviano cerca de 30 a.C., terá concedido o invejável estatuto de Municipium Civium Romanorum. Os vários habitantes da região, adotaram nomes romanos e apresentam-se plenamente imbuídos de romanidade, nos mais diversos aspetos culturais, políticos e económicos. Mesmo aqueles que, porventura oriundos de outras regiões da Lusitânia, ostentam nomes indígenas aparecem quase sempre integrados nesta sociedade profundamente romanizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nome de Sintra muito provavelmente terá tido origem num templo erguido uns 308 anos antes de Cristo, por Gregos, Galo-celtas e Túrdulos, dedicado à Lua. Os Celtas chamavam a Lua de Cynthia e quando os Árabes dominaram a região, por não pronunciar o 'c', chamavam o local de Xintra ou Zintira. Existe ainda todo um património literário que transformou o nome Sintra numa referência quase lendária. Sintra, cuja mais antiga forma medieval conhecida &amp;quot;Suntria&amp;quot; apontará para o indo-europeu “astro luminoso” ou “sol”, terá sido designada por Varrão e Columela como Monte Sagrado. Ptolomeu registou-a como a &amp;quot;Serra da Lua&amp;quot; e o geógrafo árabe Al-Bacr, no século X, caracterizou Sintra como «permanentemente mergulhada numa bruma que se não dissipa». A pesquisa arqueológica contemporânea, entretanto, revela que a primitiva ocupação da região de Sintra data dos séculos X a VIII a.C.. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro plano das muralhas deste castelo nasce um pouco acima da extinta Igreja Matriz de São Miguel, contornando a rocha irregular e bastante íngreme da montanha. Porém, este troço encontra-se hoje parcialmente destruído. Mais próximo do topo, surge-nos o Castelo propriamente dito, pleno de majestade. Aí erguem-se várias torres, sendo uma delas de feição semicircular, cujo acesso se processa através de cinco degraus de pedra. Devido à irregularidade do terreno, as muralhas do castelo foram, em certas zonas, edificadas sobre grandes penedos graníticos, facto que muito contribuiu para os acentuados desníveis observados ao longo de todo o trajeto amuralhado, o que obrigou ainda à construção de longos e serpenteantes lanços de escadas. A porta principal da fortaleza foi construída num arco de volta perfeita, surgindo logo à esquerda uma cisterna abobadada, também medieval, que se impõe pelas suas dimensões e singularidade arquitetónica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acerca das origens do denominado Castelo dos Mouros pouco se sabe. Ainda que alguns autores remontem a sua fundação ao período visigótico, as primeiras provas documentais reportam-se já à época da plena ocupação muçulmana, concretamente ao século XI. Todavia, será lícito concluir que a edificação do Castelo se tenha verificado anteriormente, talvez no século IX. Em 1093, D. Afonso VI, Rei de Leão, tomou Sintra aos muçulmanos; dezasseis anos volvidos, Sigurd, príncipe Norueguês, saqueou o castelo dos Mouros, que os muçulmanos entretanto haviam recuperado. Também, por essa altura e por um curto período de tempo, o conde D. Henrique foi o seu proprietário. Após a conquista de Santarém, o rei D. Afonso Henriques impôs um cerco a Lisboa, que se estendeu por três meses. Embora o Castelo de Sintra se tenha entregado voluntariamente após a queda de Lisboa, reza a lenda que, nessa ocasião, receoso de um ataque de surpresa às suas forças, por parte dos mouros de Sintra, o soberano incumbiu D. Gil, um cavaleiro templário, que formasse um grupo com vinte homens da mais estrita confiança, para, secretamente, ali irem observar o movimento inimigo, prevenindo-se, ao mesmo tempo, um deslocamento dos mouros de Lisboa, via Cascais, pelo rio Tejo até Sintra. Os cruzados colocaram-se a caminho sigilosamente. Para evitar serem avistados, viajaram de noite, ocultando-se de dia, pela estrada de Torres Vedras até Santa Cruz, pela costa até Colares, tentando ainda, evitar Albernoz, um temido chefe mouro de Colares, que possuía fama de matador de cristãos. Entre Colares e o Penedo, Nossa Senhora apareceu aos receosos cavaleiros e disse-lhes: &amp;quot;Não tenhais medo porque ides vinte, mas mil ides&amp;quot;. Desse modo, cheios de coragem porque a Senhora estava com eles, ao final de cinco dias de percurso confrontaram o inimigo derrotando-o e assim conquistaram o Castelo dos Mouros. Em homenagem a este feito foi erguida a Capela de Nossa Senhora de Milides (&amp;quot;mil ides&amp;quot;), em Colares.&lt;br /&gt;
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D. Afonso Henriques confiou então a guarda da fortaleza a trinta povoadores, que não eram mais do que uma mera guarnição, aos quais foram concedidos privilégios através de carta de foral, outorgada pelo próprio Rei, em 1154. Foi também para eles que se ergueu, no recinto amuralhado, a primitiva igreja de São Pedro de Canaferrim. No entanto, com o contínuo e firme avanço da Reconquista cristã para Sul, o Castelo dos Mouros foi perdendo a sua importância estratégica. Mais tarde, no início da Segunda Dinastia, a consolidação da nacionalidade, a estabilidade social e a reorganização do reino, conduziram ao abandono total desta grande e majestosa fortaleza. Neste contexto, logo nos começos do século XV foi transferida a paróquia de São Pedro para a nova igreja edificada no termo da Vila e nos finais de quatrocentos, apenas habitavam o sítio do castelo alguns judeus, que aí permaneciam, segregados da comunidade por ordem régia. D. Manuel I extinguiu os grupos minoritários e na sequência dessa atitude, o Castelo dos Mouros foi despovoado por completo. Abandonada, a fortaleza sentiu a implacável passagem do tempo e foi caindo na ruina quase absoluta, estado que se agravou ainda mais com o terramoto de 1755, a maior parte dos muros do Castelo desmoronou-se quase na totalidade. No século XIX, D. Fernando II tomou a pulso a velha fortaleza e procedeu ao seu restauro integral. Este mecenas esclarecido e culto procedeu a uma imaginativa obra de conservação e restauro, iniciativa importante que susteve a ruína em que o castelo se encontrava.&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Com um olho para um mercado turístico incipiente, em 1954 algumas das falésias foram recuperadas para estabelecer uma área de piqueniques perto do castelo e, em 1965, um transformador foi instalado para fornecer iluminação.  Em 1979, escavações arqueológicas na Capela de São Pedro executada pelos serviços culturais de Portugal, descobriu a existência de túmulos funerários medievais, que datam do final do seculo XII princípio de XIII.  Um despacho do Ministério da Cultura, em 26 de Junho de 1996, declarou a área do Castelo como uma zona de especial interesse. Apenas a base das torres e as muralhas serão parte da fundação inicial. Decorrem atualmente campanhas de escavação arqueológica que têm vindo a esclarecer muitas questões sobre a história da presença humana neste local e constituem também um atracão, dado que podem ser acompanhadas pelos visitantes. Numa recente visita a este castelo verificamos que apesar de decorrerem essas importantes escavações muito haverá a fazer ainda para que os mistérios deste antiquíssimo castelo possam ser desvendados…&lt;br /&gt;
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Diz a história, que o poeta Bernardim Ribeiro terá habitado neste bucólico e isolado local. Este castelo está integrado na área Paisagística e Cultural de Sintra, local classificado Património Mundial pela UNESCO. Do alto das suas muralhas é possível admirar uma paisagem deslumbrante e única que nos apresenta a vila de Sintra em primeiro plano, estendendo-se até ao Cabo da Roca, a Praia das Maçãs, Mafra, Ericeira e o oceano Atlântico, observando toda a linha de costa e obtendo uma vista privilegiada da serra de Sintra, vestida de verde e pontuada por belas quintas, românticos chalés e magníficos palácios, vale bem a pena uma visita a este parque natural rico em misticismo e lendas que nos fazem recuar a tempos que nos dias de hoje nos parecem utópicos, muito embora me pareça que nesse tempo, muito pouco seria tão mágico assim, quanto mais estudo a história mais me apercebo que aquilo que dela resta só tem magia para uma classe social muito restrita, a pobreza será sempre a pobreza e desse tempo em nada terá diferido da atual ou da pobreza das gerações futuras, que segundo me parece, de diferente só o será na quantidade certamente mais elevada…&lt;br /&gt;
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A lenda de Zaida, a moura encantada&lt;br /&gt;
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Na serra de Sintra, perto do Castelo dos Mouros, existe uma rocha com um corte que a tradição diz, marcar a entrada para uma cova que tem comunicação com o castelo. É conhecida pela Cova da Moura ou a Cova Encantada e está ligada a uma lenda do tempo em que os Mouros dominavam Sintra e os cristãos nela faziam frequentes incursões. Num dos combates, foi feito prisioneiro um cavaleiro nobre por quem Zaida, a filha do alcaide, se apaixonou. Dia após dia, Zaida visitava o nobre cavaleiro até que chegou a hora da sua libertação através do pagamento de um resgate. O cavaleiro apaixonado pediu a Zaida para fugir com ele mas Zaida recusou, pedindo-lhe para nunca mais a esquecer. O nobre cavaleiro voltou para a sua família mas uma grande tristeza ensombrava os seus dias. Tentou esquecer Zaida nos campos de batalha, mas após muitas noites de insónia decidiu atacar de novo o castelo de Sintra.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Foi durante esse combate que os dois enamorados se abraçaram, mas a sorte ou o azar quis que o nobre cavaleiro tombasse ferido. Zaida arrastou o seu amado, através de uma passagem secreta, até uma sala escondida nas grutas e, enquanto enchia uma bilha de água numa nascente próxima para levar ao seu amado, foi atingida por uma seta e caiu ferida. O cavaleiro cristão juntou-se ao corpo da sua amada e os dois sangues misturaram-se, sendo ambos encontrados mais tarde já sem vida. Desde então, em certas noites de luar, aparece junto à cova uma formosa donzela vestida de branco com uma bilha que enche de água para depois desaparecer na noite após um doloroso gemido…Há la coisas!&lt;br /&gt;
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All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		</item>
		<item>
			<title>Portugal - Castelo de Marialva - Há uma lenda antiga que fala da Dama Pés de Cabra, original  desta terra do concelho de Mêda, ainda hoje, alguns crêem que se  vê a criatura a vaguear na torre de menagem do castelo que se encontra em ruínas...</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8188318534/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8188318534/&quot; title=&quot;Portugal - Castelo de Marialva - Há uma lenda antiga que fala da Dama Pés de Cabra, original  desta terra do concelho de Mêda, ainda hoje, alguns crêem que se  vê a criatura a vaguear na torre de menagem do castelo que se encontra em ruínas...&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8487/8188318534_a6d544b06a_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;120&quot; alt=&quot;Portugal - Castelo de Marialva - Há uma lenda antiga que fala da Dama Pés de Cabra, original  desta terra do concelho de Mêda, ainda hoje, alguns crêem que se  vê a criatura a vaguear na torre de menagem do castelo que se encontra em ruínas...&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dentro do imaginário de cada um de nós, haverá certamente momentos em que sonhamos com locais mágicos que nos transportam no tempo a sítios onde jamais chegaríamos de outra maneira, no entanto se procurarmos com alguma persistência verificamos que não precisamos sequer de sonhar ou sair do nosso País para encontrar sítios que em muito se aproximam desses lugares imaginários, e se alguém tiver dúvidas desta afirmação pois que arrepie caminho e se faça à estrada em direção a marialva e talvez se surpreenda por ainda existirem lugares assim… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No topo de um penedo granítico, em posição dominante sobre a vila e a planície cortada pela antiga estrada romana, encontra-se estrategicamente colocado na região fronteiriça do rio Côa um Verdadeiro complexo medieval, as suas raízes mergulham nas brumas do tempo e no passado histórico de Portugal, ligando-se ao trágico destino dos Távora. Não se pode afirmar com certezas absolutas qual a origem do nome de Marialva, mas crê-se que terá sido assim atribuído por Fernando Magno como tributo à Virgem Maria (Maria Alba) visto o culto Mariano ser uma prática comum durante os séculos XI e XII. Embora carecendo de maiores estudos acredita-se que a primitiva ocupação humana deste sítio remonte a um castro dos Aravaros, uma das várias tribos em que se dividiam os Lusitanos (não confundir com Avaros, povo que só viria a surgir na Era Cristã e que nunca pisou solo português). Após a Invasão romana da Península Ibérica, sob o reinado dos imperadores Adriano e Trajano novas obras terão ampliado a povoação que se constituiu numa cidade, denominada nos primeiros séculos da Era Cristã como Civitas Aravorum. Dominando a antiga estrada romana que ligava Celorico da Beira ao Douro, a urbe espraiava-se das fraldas da elevação à planície circundante, conforme o testemunho de restos de construções e da documentação epigráfica resgatada dos trabalhos da arqueologia no subsolo da Devesa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ocupada sucessivamente por Visigodos (que a denominaram como Castro de São Justo), e por Muçulmanos, a povoação viria a entrar em decadência nos séculos seguintes. À época da Reconquista cristã da península, esta foi tomada aos mouros por Fernando Magno, admitindo-se que já existisse uma fortificação na época. Mais tarde D. Afonso Henriques viria a encontrar a povoação abandonada. Para incentivar o seu repovoamento e defesa, passou-lhe Carta de Foral, garantindo privilégios não só aqueles que por iniciativa régia ali se estabeleciam na ocasião, mas a todos os que assim o fizessem no futuro. Embora esse documento não apresente data, acredita-se que tenha sido passado posteriormente a 1158, admitindo-se a data de 1179. Acredita-se que a primitiva feição de seu castelo remonte a esta fase, a partir da observação das características construtivas do aparelho da muralha e de uma das torres. Na transição para o século XIII, o rei D. Sancho I prosseguiu as obras da edificação do castelo, ampliando-lhe os muros que passaram a envolver a vila. O seu filho e sucessor, D. Afonso II, viria a confirmar-lhe o foral em 1217. Em 1296 D. Dinis partiu de Castelo Rodrigo à invasão de Castela, reivindicando as terras além do Côa, que efetivamente vieram a ser incorporadas a Portugal pelo Tratado de Alcanises em 1297. Nesse contexto, Marialva incluía-se no rol das povoações atendidas por aquele monarca, e assim lhe foi procedida a reconstrução do castelo. Este soberano instituiu, em 1286, a feira mensal de três dias, oferecendo privilégios a quem ali praticasse o comércio, visando o mesmo objetivo de incentivo ao povoamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À época, a vila já se espalhava extramuros, na direção Norte. Com a crise de 1383-1385, Marialva e o seu castelo tomaram o partido do Mestre de Avis. No século XV, D. Afonso V concedeu-lhe o título de condado tendo D. Vasco Fernandes Coutinho recebido o título de conde de Marialva no ano de 1440. As &amp;quot;Memórias Paroquiais de 1758&amp;quot; referem que, no início do século XVIII, as muralhas, as quatro torres e as quatro portas, se encontravam em perfeito estado. Entretanto, na segunda metade do mesmo século a situação inverteu-se: a tentativa de regicídio contra D. José I em 1758 causou profundas repercussões na vila de Marialva, uma vez que era o seu alcaide à época, o marquês de Távora, um dos principais implicados no atentado. A partir da sentença da família Távora em Lisboa, no ano seguinte, a população da vila começou a abandoná-la, resumindo-se os seus moradores à área extramuros dos arrabaldes a Oeste e da Devesa, no sopé da encosta a Sul hoje o local mais desenvolvido de Marialva. Apenas no final do século XX este conjunto arquitetónico despertou o interesse público, tendo sido classificado como Monumento Nacional através do Decreto de 12 de Setembro de 1978. A formalização de um protocolo entre o IPPC e a Câmara Municipal de Meda em 1986 possibilitou a realização de obras de recuperação e beneficio neste conjunto monumental. A zona urbana compreendida no interior das muralhas foi vítima do tempo e do abandono, mas ainda se podem percorrer os caminhos revestidos a calçada portuguesa, especialmente na zona da Praça, neste espaço podem ainda ser observadas alguns conjuntos de ruínas e outros edifícios mais recentes, destacando-se a antiga casa da Câmara, Tribunal e Cadeia. O pelourinho - possivelmente do século XVI com características manuelinas, ergue-se num plano ligeiramente inclinado e está assente em quatro degraus de fora octogonal. A coluna é de fuste liso e rematada por um capitel em forma de pirâmide invertida, também de secção octogonal. O conjunto é coroado com outra pirâmide octogonal com uma esfera esguia no topo e que é separada da pirâmide inferior por uma pequena coluna central fina e apoios de ferro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As duas igrejas estão assentes numa plataforma horizontal e que são visíveis nesta foto acima, são a Igreja da Misericórdia ou Igreja do Senhor dos Passos - possivelmente do século XVII em estilo maneirista de inspiração clássica. Apresenta uma planta retangular simples e um portal de linhas retas na fachada principal, rematado por um frontão em que se insere um nicho com abóbada em forma de concha, no interior encontra-se um retábulo em talha dourada e policromada que deverá ter sido introduzido no século XVIII.A Igreja de Santiago - edificada em 1585, apresenta características manuelinas e barrocas, constituída por uma nave retangular única de cobertura em abóbada totalmente revestida a talha sem pintura e sacristia anexada. A fachada principal é composta por um portal em arco pleno com remate de linhas entrelaçadas. Há uma lenda em Portugal que fala da Dama Pés de Cabra. Existem várias versões, sendo a original aqui de Marialva, concelho de Mêda, no distrito da Guarda. Até hoje, alguns crêem que se pode ver a Dama Péz de Cabra a vaguear na torre de menagem do castelo que se encontra em ruínas. Dizem mesmo que o nome de Marialva tem origem no nome desta dama muçulmana, que se chamava Maria Alva. A Lenda transmitida de boca em boca ao longo dos séculos e com variações como todas as Lendas, surgiu na tentativa de explicar o nome da terra e como não podia deixar de ser, tem muito a ver com histórias e lendas imaginadas na Idade Media, o Tempo das trevas e dos Castelos…Esta é uma das muitas Lendas e reza assim:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda da Aldeia Histórica de Marialva&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reza a lenda que um nobre senhor da Biscaia chamado D. Diogo Lopes era um caçador infatigável, não se importava com o calor, a neve, nem se era de dia ou de noite quando andava a caça. Um dia bem cedinho, esperava ele um porco-montês que estava a ser emboscado numa caçada. Mas então, ao invés de ouvir o porco a aproximar-se ouviu um belo canto, olhou adiante, para um penedo, e viu sentada sobre ele uma formosa dama de uma beleza arrebatadora e sem igual cantando. D. Diogo nem se lembrou mais do porco e correu o mais rápido possível até o penhasco, ai chegado pergunta então à bela dama quem era, ao que esta lhe responde ser tão nobre quanto ele e que o seu nome era Maria Alva. D. Diogo oferece o seu coração à dama, assim como as suas terras e vassalos. Ela pouco interesse mostrou pela oferta, dizendo que ele precisava mais dos seus bens do que ela. D. Diogo pergunta então o que poderia oferecer-lhe para que fosse digno do seu amor. É quando a bela dama lhe diz que a única coisa que precisava fazer para que ela fosse sua seria esquecer-se do sinal da cruz para o resto da sua vida. Caindo em tentação, D. Digo pesou prós e contras, e chegou à conclusão que se fizesse algumas boas ações em nome de Deus, até valia a pena nunca mais se benzer, desde que ficasse com aquela bela senhora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Concordou assim D. Diogo com a sua exigência e levou-a para o seu castelo, mas à noite, quando pôde vislumbrar a formosa dama mais atentamente da cabeça aos pés é que notou que ela tinha os pés como os de uma cabra. Mesmo com esta estranha deficiência, dama e cavaleiro viveram felizes, chegando mesmo a ter dois filhos, Dom Inigo Guerra e Dom Sol. Nesse tempo o Senhor D. Diogo tinha um cão da raça alano, tão destemido quanto ele próprio para as caçadas. Já a sua amada Dama, tinha uma cadela podenga de pelo muito negro. Enquanto o alano estava prostrado sem querer saber de nada, a podenga não parava de pular e só queria brincadeira. D. Diogo, tentando animar o seu cão, deu-lhe um grande osso, mas no final das contas a podenga roubou-lhe o osso e no meio da confusão feriu gravemente o alano. D. Diogo, assustado com o que fizera a cadela, começou a dizer que aquilo era coisa do diabo e fez o sinal da cruz, conforme se benzia, a mulher começou a gritar como se estivesse a arder numa fogueira, com os olhos brilhantes, o rosto enegrecido, a boca retorcida e os cabelos arrepiados! Ao mesmo tempo, começou a levitar, a subir, com a filha segura no braço esquerdo e de mão dada ao menino. D. Diogo entrou em pânico ao ver a cena, e quanto mais a mulher subia pelos ares, mais o seu braço se estendia segurando o menino. D. Diogo agarrou o filho e segurou-o firmemente enquanto a mulher terminava a sua subida e sumia com a menina na imensidão do Céu, assim como a mulher, também a sua cadela sumiu sem deixar rastro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
D. Diogo, profundamente triste, passou muito tempo sem saber o que fazer, até que resolveu voltar a lutar contra os mouros. Nesta época, Dom Inigo já era um rapaz, D. Diogo deixou tudo nas mãos do filho e partiu, ficando muito tempo sem dar qualquer notícia do seu paradeiro, era a sua penitência por ter vivido tantos anos com aquela mulher de pés de cabra. Mataria tantos mouros quanto os dias que vivera com ela, e lutaria por tantos anos quantos os anos de Felicidade junto dela, eis quando numa batalha acabou por tornar-se prisioneiro em Toledo. Os seus aliados de guerra faziam trocas de prisioneiros, mas nunca tiveram consigo um mouro de tão grande nobreza como D. Diogo, nunca conseguindo assim prisioneiros suficientes para a troca. Sem saber como poderia ajudar o seu pai, Dom Inigo decidiu procurar a sua mãe, que se tornara uma fada para a maioria dos habitantes da aldeia, segundo outros, uma alma penada. A Dama dos Pés de Cabra aceitou ajudar o seu filho, dando-lhe um onagro, espécie de cavalo selvagem, que o levou a Toledo. Quando chegaram, o cavalo abriu a porta da cela com um coice e pai e filho cavalgaram em fuga durante longas horas, mas no decorrer do caminho viram um cruzeiro de pedra que fez o cavalo parar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A voz da Dama dos pés de Cabra indicou ao cavalo para este evitar a cruz, D. Diogo depois de tantos anos e sem saber da aliança do filho com a sua mãe, benzeu-se ao ouvir a voz da sua amada, tal gesto fez com que o onagro o cuspisse da sua cela e do nada a Terra começou a tremer, uma fenda abriu-se e era possível ver o fogo do inferno que engoliu o animal. Com o susto, pai e filho desmaiaram. Depois de recolhidos pelos seus vassalos e ao chegar às suas terras D. Diogo penalizou-se, indo todos os dias à missa e confessando-se todas as semanas. Mas não viveu muito mais tempo, fosse pela idade ou por a sua consciência, não se sabe ao certo, o que se sabe é que passados apenas alguns anos, D. Diogo faleceu, deixando o título de Senhor de Biscaia para o seu filho Inigo. Já D. Inigo, depois do resgate do pai, nunca mais entrou numa igreja. Ninguém sabe qual foi o acordo que fez com a sua mãe para conseguir resgatar o seu pai, mas entrar em igrejas la isso não entrou mais. Muito se disse sobre isto, inclusive que fizera um pacto com o Diabo. E para acrescentar a esta desconfiança das pessoas, D. Inigo, desde então, tornara-se imbatível, nunca mais perdendo uma batalha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diz-se ainda que a terra tomou o nome da linda Princesa que se tornou senhora de D. Diogo e mais tarde uma fada encantada mas que para muitos, mais não era que uma alma penada, de seu nome, Maria Alva: MARIALVA…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Thu, 15 Nov 2012 05:30:22 -0800</pubDate>
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    <media:title>Portugal - Castelo de Marialva - Há uma lenda antiga que fala da Dama Pés de Cabra, original  desta terra do concelho de Mêda, ainda hoje, alguns crêem que se  vê a criatura a vaguear na torre de menagem do castelo que se encontra em ruínas...</media:title>
    <media:description type="html">&lt;p&gt;Dentro do imaginário de cada um de nós, haverá certamente momentos em que sonhamos com locais mágicos que nos transportam no tempo a sítios onde jamais chegaríamos de outra maneira, no entanto se procurarmos com alguma persistência verificamos que não precisamos sequer de sonhar ou sair do nosso País para encontrar sítios que em muito se aproximam desses lugares imaginários, e se alguém tiver dúvidas desta afirmação pois que arrepie caminho e se faça à estrada em direção a marialva e talvez se surpreenda por ainda existirem lugares assim… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No topo de um penedo granítico, em posição dominante sobre a vila e a planície cortada pela antiga estrada romana, encontra-se estrategicamente colocado na região fronteiriça do rio Côa um Verdadeiro complexo medieval, as suas raízes mergulham nas brumas do tempo e no passado histórico de Portugal, ligando-se ao trágico destino dos Távora. Não se pode afirmar com certezas absolutas qual a origem do nome de Marialva, mas crê-se que terá sido assim atribuído por Fernando Magno como tributo à Virgem Maria (Maria Alba) visto o culto Mariano ser uma prática comum durante os séculos XI e XII. Embora carecendo de maiores estudos acredita-se que a primitiva ocupação humana deste sítio remonte a um castro dos Aravaros, uma das várias tribos em que se dividiam os Lusitanos (não confundir com Avaros, povo que só viria a surgir na Era Cristã e que nunca pisou solo português). Após a Invasão romana da Península Ibérica, sob o reinado dos imperadores Adriano e Trajano novas obras terão ampliado a povoação que se constituiu numa cidade, denominada nos primeiros séculos da Era Cristã como Civitas Aravorum. Dominando a antiga estrada romana que ligava Celorico da Beira ao Douro, a urbe espraiava-se das fraldas da elevação à planície circundante, conforme o testemunho de restos de construções e da documentação epigráfica resgatada dos trabalhos da arqueologia no subsolo da Devesa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ocupada sucessivamente por Visigodos (que a denominaram como Castro de São Justo), e por Muçulmanos, a povoação viria a entrar em decadência nos séculos seguintes. À época da Reconquista cristã da península, esta foi tomada aos mouros por Fernando Magno, admitindo-se que já existisse uma fortificação na época. Mais tarde D. Afonso Henriques viria a encontrar a povoação abandonada. Para incentivar o seu repovoamento e defesa, passou-lhe Carta de Foral, garantindo privilégios não só aqueles que por iniciativa régia ali se estabeleciam na ocasião, mas a todos os que assim o fizessem no futuro. Embora esse documento não apresente data, acredita-se que tenha sido passado posteriormente a 1158, admitindo-se a data de 1179. Acredita-se que a primitiva feição de seu castelo remonte a esta fase, a partir da observação das características construtivas do aparelho da muralha e de uma das torres. Na transição para o século XIII, o rei D. Sancho I prosseguiu as obras da edificação do castelo, ampliando-lhe os muros que passaram a envolver a vila. O seu filho e sucessor, D. Afonso II, viria a confirmar-lhe o foral em 1217. Em 1296 D. Dinis partiu de Castelo Rodrigo à invasão de Castela, reivindicando as terras além do Côa, que efetivamente vieram a ser incorporadas a Portugal pelo Tratado de Alcanises em 1297. Nesse contexto, Marialva incluía-se no rol das povoações atendidas por aquele monarca, e assim lhe foi procedida a reconstrução do castelo. Este soberano instituiu, em 1286, a feira mensal de três dias, oferecendo privilégios a quem ali praticasse o comércio, visando o mesmo objetivo de incentivo ao povoamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À época, a vila já se espalhava extramuros, na direção Norte. Com a crise de 1383-1385, Marialva e o seu castelo tomaram o partido do Mestre de Avis. No século XV, D. Afonso V concedeu-lhe o título de condado tendo D. Vasco Fernandes Coutinho recebido o título de conde de Marialva no ano de 1440. As &amp;quot;Memórias Paroquiais de 1758&amp;quot; referem que, no início do século XVIII, as muralhas, as quatro torres e as quatro portas, se encontravam em perfeito estado. Entretanto, na segunda metade do mesmo século a situação inverteu-se: a tentativa de regicídio contra D. José I em 1758 causou profundas repercussões na vila de Marialva, uma vez que era o seu alcaide à época, o marquês de Távora, um dos principais implicados no atentado. A partir da sentença da família Távora em Lisboa, no ano seguinte, a população da vila começou a abandoná-la, resumindo-se os seus moradores à área extramuros dos arrabaldes a Oeste e da Devesa, no sopé da encosta a Sul hoje o local mais desenvolvido de Marialva. Apenas no final do século XX este conjunto arquitetónico despertou o interesse público, tendo sido classificado como Monumento Nacional através do Decreto de 12 de Setembro de 1978. A formalização de um protocolo entre o IPPC e a Câmara Municipal de Meda em 1986 possibilitou a realização de obras de recuperação e beneficio neste conjunto monumental. A zona urbana compreendida no interior das muralhas foi vítima do tempo e do abandono, mas ainda se podem percorrer os caminhos revestidos a calçada portuguesa, especialmente na zona da Praça, neste espaço podem ainda ser observadas alguns conjuntos de ruínas e outros edifícios mais recentes, destacando-se a antiga casa da Câmara, Tribunal e Cadeia. O pelourinho - possivelmente do século XVI com características manuelinas, ergue-se num plano ligeiramente inclinado e está assente em quatro degraus de fora octogonal. A coluna é de fuste liso e rematada por um capitel em forma de pirâmide invertida, também de secção octogonal. O conjunto é coroado com outra pirâmide octogonal com uma esfera esguia no topo e que é separada da pirâmide inferior por uma pequena coluna central fina e apoios de ferro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As duas igrejas estão assentes numa plataforma horizontal e que são visíveis nesta foto acima, são a Igreja da Misericórdia ou Igreja do Senhor dos Passos - possivelmente do século XVII em estilo maneirista de inspiração clássica. Apresenta uma planta retangular simples e um portal de linhas retas na fachada principal, rematado por um frontão em que se insere um nicho com abóbada em forma de concha, no interior encontra-se um retábulo em talha dourada e policromada que deverá ter sido introduzido no século XVIII.A Igreja de Santiago - edificada em 1585, apresenta características manuelinas e barrocas, constituída por uma nave retangular única de cobertura em abóbada totalmente revestida a talha sem pintura e sacristia anexada. A fachada principal é composta por um portal em arco pleno com remate de linhas entrelaçadas. Há uma lenda em Portugal que fala da Dama Pés de Cabra. Existem várias versões, sendo a original aqui de Marialva, concelho de Mêda, no distrito da Guarda. Até hoje, alguns crêem que se pode ver a Dama Péz de Cabra a vaguear na torre de menagem do castelo que se encontra em ruínas. Dizem mesmo que o nome de Marialva tem origem no nome desta dama muçulmana, que se chamava Maria Alva. A Lenda transmitida de boca em boca ao longo dos séculos e com variações como todas as Lendas, surgiu na tentativa de explicar o nome da terra e como não podia deixar de ser, tem muito a ver com histórias e lendas imaginadas na Idade Media, o Tempo das trevas e dos Castelos…Esta é uma das muitas Lendas e reza assim:&lt;br /&gt;
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A Lenda da Aldeia Histórica de Marialva&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reza a lenda que um nobre senhor da Biscaia chamado D. Diogo Lopes era um caçador infatigável, não se importava com o calor, a neve, nem se era de dia ou de noite quando andava a caça. Um dia bem cedinho, esperava ele um porco-montês que estava a ser emboscado numa caçada. Mas então, ao invés de ouvir o porco a aproximar-se ouviu um belo canto, olhou adiante, para um penedo, e viu sentada sobre ele uma formosa dama de uma beleza arrebatadora e sem igual cantando. D. Diogo nem se lembrou mais do porco e correu o mais rápido possível até o penhasco, ai chegado pergunta então à bela dama quem era, ao que esta lhe responde ser tão nobre quanto ele e que o seu nome era Maria Alva. D. Diogo oferece o seu coração à dama, assim como as suas terras e vassalos. Ela pouco interesse mostrou pela oferta, dizendo que ele precisava mais dos seus bens do que ela. D. Diogo pergunta então o que poderia oferecer-lhe para que fosse digno do seu amor. É quando a bela dama lhe diz que a única coisa que precisava fazer para que ela fosse sua seria esquecer-se do sinal da cruz para o resto da sua vida. Caindo em tentação, D. Digo pesou prós e contras, e chegou à conclusão que se fizesse algumas boas ações em nome de Deus, até valia a pena nunca mais se benzer, desde que ficasse com aquela bela senhora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Concordou assim D. Diogo com a sua exigência e levou-a para o seu castelo, mas à noite, quando pôde vislumbrar a formosa dama mais atentamente da cabeça aos pés é que notou que ela tinha os pés como os de uma cabra. Mesmo com esta estranha deficiência, dama e cavaleiro viveram felizes, chegando mesmo a ter dois filhos, Dom Inigo Guerra e Dom Sol. Nesse tempo o Senhor D. Diogo tinha um cão da raça alano, tão destemido quanto ele próprio para as caçadas. Já a sua amada Dama, tinha uma cadela podenga de pelo muito negro. Enquanto o alano estava prostrado sem querer saber de nada, a podenga não parava de pular e só queria brincadeira. D. Diogo, tentando animar o seu cão, deu-lhe um grande osso, mas no final das contas a podenga roubou-lhe o osso e no meio da confusão feriu gravemente o alano. D. Diogo, assustado com o que fizera a cadela, começou a dizer que aquilo era coisa do diabo e fez o sinal da cruz, conforme se benzia, a mulher começou a gritar como se estivesse a arder numa fogueira, com os olhos brilhantes, o rosto enegrecido, a boca retorcida e os cabelos arrepiados! Ao mesmo tempo, começou a levitar, a subir, com a filha segura no braço esquerdo e de mão dada ao menino. D. Diogo entrou em pânico ao ver a cena, e quanto mais a mulher subia pelos ares, mais o seu braço se estendia segurando o menino. D. Diogo agarrou o filho e segurou-o firmemente enquanto a mulher terminava a sua subida e sumia com a menina na imensidão do Céu, assim como a mulher, também a sua cadela sumiu sem deixar rastro.&lt;br /&gt;
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D. Diogo, profundamente triste, passou muito tempo sem saber o que fazer, até que resolveu voltar a lutar contra os mouros. Nesta época, Dom Inigo já era um rapaz, D. Diogo deixou tudo nas mãos do filho e partiu, ficando muito tempo sem dar qualquer notícia do seu paradeiro, era a sua penitência por ter vivido tantos anos com aquela mulher de pés de cabra. Mataria tantos mouros quanto os dias que vivera com ela, e lutaria por tantos anos quantos os anos de Felicidade junto dela, eis quando numa batalha acabou por tornar-se prisioneiro em Toledo. Os seus aliados de guerra faziam trocas de prisioneiros, mas nunca tiveram consigo um mouro de tão grande nobreza como D. Diogo, nunca conseguindo assim prisioneiros suficientes para a troca. Sem saber como poderia ajudar o seu pai, Dom Inigo decidiu procurar a sua mãe, que se tornara uma fada para a maioria dos habitantes da aldeia, segundo outros, uma alma penada. A Dama dos Pés de Cabra aceitou ajudar o seu filho, dando-lhe um onagro, espécie de cavalo selvagem, que o levou a Toledo. Quando chegaram, o cavalo abriu a porta da cela com um coice e pai e filho cavalgaram em fuga durante longas horas, mas no decorrer do caminho viram um cruzeiro de pedra que fez o cavalo parar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A voz da Dama dos pés de Cabra indicou ao cavalo para este evitar a cruz, D. Diogo depois de tantos anos e sem saber da aliança do filho com a sua mãe, benzeu-se ao ouvir a voz da sua amada, tal gesto fez com que o onagro o cuspisse da sua cela e do nada a Terra começou a tremer, uma fenda abriu-se e era possível ver o fogo do inferno que engoliu o animal. Com o susto, pai e filho desmaiaram. Depois de recolhidos pelos seus vassalos e ao chegar às suas terras D. Diogo penalizou-se, indo todos os dias à missa e confessando-se todas as semanas. Mas não viveu muito mais tempo, fosse pela idade ou por a sua consciência, não se sabe ao certo, o que se sabe é que passados apenas alguns anos, D. Diogo faleceu, deixando o título de Senhor de Biscaia para o seu filho Inigo. Já D. Inigo, depois do resgate do pai, nunca mais entrou numa igreja. Ninguém sabe qual foi o acordo que fez com a sua mãe para conseguir resgatar o seu pai, mas entrar em igrejas la isso não entrou mais. Muito se disse sobre isto, inclusive que fizera um pacto com o Diabo. E para acrescentar a esta desconfiança das pessoas, D. Inigo, desde então, tornara-se imbatível, nunca mais perdendo uma batalha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diz-se ainda que a terra tomou o nome da linda Princesa que se tornou senhora de D. Diogo e mais tarde uma fada encantada mas que para muitos, mais não era que uma alma penada, de seu nome, Maria Alva: MARIALVA…&lt;br /&gt;
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		</item>
		<item>
			<title>Portugal – Braga a cidade dos Arcebispos - Os vestígios da presença humana nesta região datam de há milhares de anos. No entanto, apenas se consegue provar a existência de aglomerados populacionais em Braga a partir da Idade do Bronze.</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8124460355/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8124460355/&quot; title=&quot;Portugal – Braga a cidade dos Arcebispos - Os vestígios da presença humana nesta região datam de há milhares de anos. No entanto, apenas se consegue provar a existência de aglomerados populacionais em Braga a partir da Idade do Bronze.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8467/8124460355_1e3553cc2f_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;120&quot; alt=&quot;Portugal – Braga a cidade dos Arcebispos - Os vestígios da presença humana nesta região datam de há milhares de anos. No entanto, apenas se consegue provar a existência de aglomerados populacionais em Braga a partir da Idade do Bronze.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para mim, apesar de não ser Bracarense, falar desta cidade implica uma enorme responsabilidade, não só pela sua história mas também pelo apreço pessoal que tenho por esta magnifica cidade. Braga é das mais antigas cidades portuguesas e uma das cidades cristãs mais antigas do mundo; fundada no tempo dos romanos no decurso do século II a.C. Toda esta região foi por eles tomada e aqui edificaram a cidade no ano 16 a.C., com a designação de Bracara Augusta que já conta com mais de 2000 anos de História como cidade, em homenagem ao Imperador César Augusto e que a partir dai nunca mais deixou a sua importância como grande cidade cair no esquecimento, como infelizmente aconteceu com muitas outras grandes cidades da época, tornando-se mesmo na capital da região da Gallaecia. Após a conquista do império romano, Bracara Augusta tornou-se na capital política e intelectual do reino dos Suevos, que abarcava a Galiza e se prolongava até ao Rio Tejo aonde por ordem do rei Ariamiro se realizou o concílio de Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano de 716, os Mouros alcançam a cidade e provocam dentro de portas uma grande destruição, dada a sua importância religiosa. Na época, foi também palco de várias guerras, roubos e destruição. Mais tarde, foi reconquistada por Afonso III, Rei das Astúrias. No século XI a cidade é reorganizada, provavelmente com a nova designação de &amp;quot;Braga&amp;quot;. É iniciada a construção da muralha citadina e da Sé, por ordem do bispo D. Pedro de Braga, sobre restos de um antigo templo romano dedicado à Deusa Ísis, que teria mais tarde sido convertida numa igreja Cristã. A cidade desenvolve-se em torno da Sé, ficando restringida ao perímetro amuralhado, que embora parecesse um castelo nunca terá passado de uma fortificação para impedir que a história se voltasse a repetir por falta de meios de defesa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Braga foi nessa altura oferecida como dote, por Afonso VI de Castela, à sua filha D. Teresa, no seu casamento com D. Henrique de Borgonha, Conde de Portugal. Estes últimos foram senhores da cidade entre 1096 a 1112, nesse mesmo ano doam a cidade aos Arcebispos. Com a elevação do bispado bracarense a arcebispado, a cidade readquire uma enorme importância a nível Ibérico. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), a muralha citadina é requalificada, é ainda construída a torre de menagem. Mais tarde, foram adicionadas nove torres, de planta quadrangular, à muralha existente, concluindo-se também o Castelo de Braga em torno da torre de menagem existente. Infelizmente muita dessa sua beleza hoje não passa de uma ilusão, pois quase nada resta de todo esse património que possa testemunhar a grandeza que outrora terá glorificado toda esta região. No século XVI, o Arcebispo de Braga D. Diogo de Sousa modifica a cidade profundamente, introduzindo-lhe ruas, praças e novos edifícios provocando assim o crescimento para além do perímetro amuralhado. Do século XVI ao século XVIII, por intermédio de vários arcebispos, os edifícios de traça medieval vão sendo apagados e substituídos por edifícios de Arquitetura religiosa da época. No século XVIII, Braga por imposição da inspiração artística de André Soares (Arquiteto 1720-69) transforma-se no Ex-Libris do Barroco em Portugal. Mais uma vez, por intermédio de vários arcebispos, os edifícios religiosos são novamente alterados com a introdução do Barroco e o Neoclássico. Nos cem anos que se seguem, irrompem conflitos devido às invasões francesas e lutas liberais. A cidade é palco de violentas batalhas e vítima de vários saques realizados pelas tropas napoleónicas. Em 1834, com o fim das lutas liberais, são expulsas várias ordens religiosas da cidade, deixando ai o seu espólio que em muito contribuiu para a riqueza e grandeza de Braga. Em consequência da Revolta da Maria da Fonte na Póvoa de Lanhoso, área sob jurisdição do quartel militar de Braga, a cidade é palco de importantes confrontos entre o povo e as autoridades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No final do século XIX, o centro da cidade deixa a área da Sé de Braga e passa para a Avenida Central. Em 1875, é inaugurada pelo Rei D. Luís a linha e estação dos caminhos-de-ferro de Braga. No século XX, dá-se a revolução dos transportes e das infraestruturas básicas, reformula-se a Avenida da Liberdade, de onde se destaca o Teatro Circo e os edifícios do lado nascente. O general Gomes da Costa inicia nesta cidade a Revolução de 28 de Maio de 1926. Por fim, no final deste século, Braga sofre um grande desenvolvimento e converte-se na terceira cidade do País, estatuto que mantém nos nossos dias. E também conhecida de muitos por Capital do Minho.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos edifícios mais antigos ainda em funcionamento está voltado para o Jardim de Santa Bárbara, sendo conhecido como Paço Medieval de Braga (na foto acima). Foi erguido nos finais da Idade Média por iniciativa dos arcebispos D. Gonçalo Pereira e D. Fernando da Guerra, nos séculos XIV e XV. Constitui-se numa edificação sóbria com a aparência de uma fortificação ou castelo, de características e épocas distintas, sendo que a ala nascente voltada para o Jardim de Sta. Bárbara em estilo Gótico se destaca pela solidez do aparelho regular de blocos graníticos, vãos de janelas em arco ogival e encimado por ameias. Atualmente encontra-se ocupado pelo Arquivo Distrital de Braga. O Paço arquiepiscopal de Braga é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade e, simultaneamente, um dos que mais intimamente está ligado à história da urbe, desde os tempos medievais até à atualidade. Desconhecemos quase tudo em relação às suas origens, com certeza contemporâneas da criação da diocese e, posteriormente, do arcebispado, mas a partir do século XIV, e durante os seis séculos seguintes, a história do monumento é de tal forma rica que dificulta mesmo qualquer estudo monográfico do conjunto. São quatro as grandes fases de construção do monumento, ainda hoje bem visíveis. A principal, e a que possui maior impacto, é a gótica. O seu início deve remontar à década de 30 do século XIV, altura em que o arcebispado era regido por D. Gonçalo Pereira, mas a sua configuração geral pertence já ao século XV, na sequência da campanha construtiva empreendida por D. Fernando da Guerra, arcebispo entre 1422 e 1436. Sob o comando de Mestre Fernão Martins, as obras duraram cerca de duas décadas, estando a torre principal concluída em 1439. Este corpo gótico foi bastante adulterado no século XX, mas mantém algumas das características essenciais. A segunda grande campanha construtiva deste espaço ocorreu no século XVI. Por iniciativa de D. Diogo de Sousa, um dos arcebispos incontornáveis da história bracarense, as obras privilegiaram as fachadas que confrontavam com a Rua do Souto, aquela que mais diretamente dava para o centro histórico. Dois equipamentos marcam claramente esta campanha e revelam bem o conteúdo erudito, cenográfico e de prestígio pretendido: diante da fachada principal, a Fonte dos Castelos (assim denominada por apresentar uma decoração essencialmente com castelos) impressiona pela sua dimensão; a Leste, uma grande galeria, de feição maneirista, de dois registos sendo o térreo parcialmente aberto em arcadas que reforça a planta quadrangular da praça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lendas e crenças&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decorria o ano de 555 e era Teodomiro Rei dos suevos, tendo a sua corte em Braga. Adoecendo gravemente o seu filho primogénito, prometeu a S. Martinho Turonense abjurar ao arianismo, se este sarasse de tao grave maleita, Teodomiro enviou de imediato alguns ministros visitar o santo sepulcro, levando várias ofertas; mas ao voltaram a moléstia do Príncipe continuava. Então o rei deliberou dedicar-lhe um templo, e tornou a mandar os ministros, ainda com maiores ofertas, á sepultura do santo, para estes obterem alguma relíquia do mesmo. Os ministros cumpriram as ordens do rei, e de lá trouxeram, como relíquia, uma parte da sua capa. Quando chegaram a Braga, saiu o rei a recebe-los com o seu filho, já completamente restabelecido acompanhado dos grandes da sua corte e uma grande multidão de povo em respeito e veneração á santa relíquia. O santo premiou logo a fé religiosa d’estes povos, que padecendo até então da moléstia da lepra e outras maleitas, desde logo se acharam livres daquele contágio, que era geral no país. Consta que no mesmo navio, que trouxe a santa relíquia da cidade de Tours (França) vinha um santo varão, de origem húngara, chamado Martinho, que regressava dos lugares santos da Palestina, onde tinha adquirido vastos conhecimentos nas ciências orientais. Outros dizem que Martinho embarcara numa galé num porto da Grécia, e se fizera a vela ao mesmo tempo que da França saíra o navio com a relíquia, chegando a Braga ao mesmo tempo que os mensageiros do Rei. Teodomiro, tendo notícia da sua virtude e letras, logo se valeu dele para a conversão dos seus povos ao catolicismo. Tinha Teodomiro já edificado nos arrabaldes de Braga, num sítio chamado Dume, um templo de invocação a S. Martinho, que entregou ao virtuoso húngaro, que logo nele introduziu a vida monacal, e pouco depois foi elevado á dignidade episcopal. A conversão do rei ao grémio da Igreja arrastou consigo em muito pouco tempo toda a corte e por arrasto, todos os povos que com a maior facilidade abjuraram ao arianismo, tornando-se a partir de então toda a cidade de Braga numa cidade Cristã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
S. Pedro de Rates - Entre a Lenda e a Tradição&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conta a tradição que S. Pedro de Rates foi convertido ao Cristianismo pelo Apóstolo S. Tiago, aquando da sua peregrinação pela Hispânica, no século I. Durante essa viagem, cumprindo a missão de difundir a mensagem de Cristo, morto e ressuscitado havia pouco tempo, foi deixando sementes que germinaram e fortaleceram as raízes da Igreja Católica, num império hostil à nova Fé. Pedro seria um dos 7 varões ordenados pelo Apóstolo, em Santiago de Compostela, e nomeado bispo de Braga. Na lenda, o episódio que fez dele um mártir teve origem num milagre: solicitado para curar de uma doença fatal a filha de um poderoso pagão, S. Pedro de Rates conseguiu-lhe tal dádiva. Reconhecida, converteu-se ao Cristianismo, o que causou a ira do ingrato pai e consequente desejo de vingança. Avisado, o Santo refugiou-se em Rates, mas foi aí encontrado e assassinado, ficando sepultado sob as ruínas da pequena capela onde tudo aconteceu, pois, à semelhança da vida do religioso, também esta foi destruída. Tempos mais tarde, do alto do monte onde se refugiara, o eremita S. Félix vislumbrava uma luz na escuridão. Guiado pela curiosidade e pela convicção de um chamamento piedoso dirigiu-se ao local, procedeu à remoção das pedras e encontrou a causa de tal clarão: o corpo de S. Pedro de Rates. A transladação do corpo intacto para a Sé de Braga faz, também, parte da lenda. Os fatos reportam-se somente à transferência, no século XVI, pelo arcebispo Frei Baltazar Limpo, de relíquias do Santo (pequenos ossos que análises realizadas posteriormente apontam ter pertencido a uma criança com cerca de 12 anos). O corpo, se alguma vez existiu, teria desaparecido há já muito tempo… Invocado para muitas graças, S. Pedro de Rates está, no entanto, associado à esterilidade. De uma antiga fonte com o seu nome diz-se que se poderia obter a cura da enfermidade, cumprindo o seguinte ritual: a mulher deveria sentar-se sobre uma pedra furada que aí existia. Talvez por ser mercê tão divina, tem o Santo fama de vingativo para com quem não cumpre o prometido. É, provavelmente por receio desse mau humor, que muitas mulheres grávidas guardam o dia do Santo – 26 de Abril – e até para os animais fêmeas no mesmo estado, não é aconselhável a sua utilização nos trabalhos domésticos e de campo...Vamos lá nós perceber tais atitudes que além demais não passam de Lendas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora hoje se saiba a verdade com muito rigor histórico, essa mesma verdade muito certamente só será usada pelos eruditos e historiadores, muito do povo continua a não querer saber de tais estudos pois iriam com certeza afundar a magia de que todas estas lendas e crenças se alimentam e tanto delas necessitam para sobreviver ao longo dos tempos imemoriais e dos séculos passados e vindouros… Eu, muito sinceramente também me inclino para fazer parte desse povo… Felizes os inocentes…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto mais procuro a sabedoria mais me arrependo de o ter feito… Anselmo Sousa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Fri, 26 Oct 2012 03:02:24 -0700</pubDate>
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            			<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/">nobody@flickr.com (Anselmo Sousa.)</author>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;Para mim, apesar de não ser Bracarense, falar desta cidade implica uma enorme responsabilidade, não só pela sua história mas também pelo apreço pessoal que tenho por esta magnifica cidade. Braga é das mais antigas cidades portuguesas e uma das cidades cristãs mais antigas do mundo; fundada no tempo dos romanos no decurso do século II a.C. Toda esta região foi por eles tomada e aqui edificaram a cidade no ano 16 a.C., com a designação de Bracara Augusta que já conta com mais de 2000 anos de História como cidade, em homenagem ao Imperador César Augusto e que a partir dai nunca mais deixou a sua importância como grande cidade cair no esquecimento, como infelizmente aconteceu com muitas outras grandes cidades da época, tornando-se mesmo na capital da região da Gallaecia. Após a conquista do império romano, Bracara Augusta tornou-se na capital política e intelectual do reino dos Suevos, que abarcava a Galiza e se prolongava até ao Rio Tejo aonde por ordem do rei Ariamiro se realizou o concílio de Braga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano de 716, os Mouros alcançam a cidade e provocam dentro de portas uma grande destruição, dada a sua importância religiosa. Na época, foi também palco de várias guerras, roubos e destruição. Mais tarde, foi reconquistada por Afonso III, Rei das Astúrias. No século XI a cidade é reorganizada, provavelmente com a nova designação de &amp;quot;Braga&amp;quot;. É iniciada a construção da muralha citadina e da Sé, por ordem do bispo D. Pedro de Braga, sobre restos de um antigo templo romano dedicado à Deusa Ísis, que teria mais tarde sido convertida numa igreja Cristã. A cidade desenvolve-se em torno da Sé, ficando restringida ao perímetro amuralhado, que embora parecesse um castelo nunca terá passado de uma fortificação para impedir que a história se voltasse a repetir por falta de meios de defesa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Braga foi nessa altura oferecida como dote, por Afonso VI de Castela, à sua filha D. Teresa, no seu casamento com D. Henrique de Borgonha, Conde de Portugal. Estes últimos foram senhores da cidade entre 1096 a 1112, nesse mesmo ano doam a cidade aos Arcebispos. Com a elevação do bispado bracarense a arcebispado, a cidade readquire uma enorme importância a nível Ibérico. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), a muralha citadina é requalificada, é ainda construída a torre de menagem. Mais tarde, foram adicionadas nove torres, de planta quadrangular, à muralha existente, concluindo-se também o Castelo de Braga em torno da torre de menagem existente. Infelizmente muita dessa sua beleza hoje não passa de uma ilusão, pois quase nada resta de todo esse património que possa testemunhar a grandeza que outrora terá glorificado toda esta região. No século XVI, o Arcebispo de Braga D. Diogo de Sousa modifica a cidade profundamente, introduzindo-lhe ruas, praças e novos edifícios provocando assim o crescimento para além do perímetro amuralhado. Do século XVI ao século XVIII, por intermédio de vários arcebispos, os edifícios de traça medieval vão sendo apagados e substituídos por edifícios de Arquitetura religiosa da época. No século XVIII, Braga por imposição da inspiração artística de André Soares (Arquiteto 1720-69) transforma-se no Ex-Libris do Barroco em Portugal. Mais uma vez, por intermédio de vários arcebispos, os edifícios religiosos são novamente alterados com a introdução do Barroco e o Neoclássico. Nos cem anos que se seguem, irrompem conflitos devido às invasões francesas e lutas liberais. A cidade é palco de violentas batalhas e vítima de vários saques realizados pelas tropas napoleónicas. Em 1834, com o fim das lutas liberais, são expulsas várias ordens religiosas da cidade, deixando ai o seu espólio que em muito contribuiu para a riqueza e grandeza de Braga. Em consequência da Revolta da Maria da Fonte na Póvoa de Lanhoso, área sob jurisdição do quartel militar de Braga, a cidade é palco de importantes confrontos entre o povo e as autoridades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No final do século XIX, o centro da cidade deixa a área da Sé de Braga e passa para a Avenida Central. Em 1875, é inaugurada pelo Rei D. Luís a linha e estação dos caminhos-de-ferro de Braga. No século XX, dá-se a revolução dos transportes e das infraestruturas básicas, reformula-se a Avenida da Liberdade, de onde se destaca o Teatro Circo e os edifícios do lado nascente. O general Gomes da Costa inicia nesta cidade a Revolução de 28 de Maio de 1926. Por fim, no final deste século, Braga sofre um grande desenvolvimento e converte-se na terceira cidade do País, estatuto que mantém nos nossos dias. E também conhecida de muitos por Capital do Minho.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Um dos edifícios mais antigos ainda em funcionamento está voltado para o Jardim de Santa Bárbara, sendo conhecido como Paço Medieval de Braga (na foto acima). Foi erguido nos finais da Idade Média por iniciativa dos arcebispos D. Gonçalo Pereira e D. Fernando da Guerra, nos séculos XIV e XV. Constitui-se numa edificação sóbria com a aparência de uma fortificação ou castelo, de características e épocas distintas, sendo que a ala nascente voltada para o Jardim de Sta. Bárbara em estilo Gótico se destaca pela solidez do aparelho regular de blocos graníticos, vãos de janelas em arco ogival e encimado por ameias. Atualmente encontra-se ocupado pelo Arquivo Distrital de Braga. O Paço arquiepiscopal de Braga é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade e, simultaneamente, um dos que mais intimamente está ligado à história da urbe, desde os tempos medievais até à atualidade. Desconhecemos quase tudo em relação às suas origens, com certeza contemporâneas da criação da diocese e, posteriormente, do arcebispado, mas a partir do século XIV, e durante os seis séculos seguintes, a história do monumento é de tal forma rica que dificulta mesmo qualquer estudo monográfico do conjunto. São quatro as grandes fases de construção do monumento, ainda hoje bem visíveis. A principal, e a que possui maior impacto, é a gótica. O seu início deve remontar à década de 30 do século XIV, altura em que o arcebispado era regido por D. Gonçalo Pereira, mas a sua configuração geral pertence já ao século XV, na sequência da campanha construtiva empreendida por D. Fernando da Guerra, arcebispo entre 1422 e 1436. Sob o comando de Mestre Fernão Martins, as obras duraram cerca de duas décadas, estando a torre principal concluída em 1439. Este corpo gótico foi bastante adulterado no século XX, mas mantém algumas das características essenciais. A segunda grande campanha construtiva deste espaço ocorreu no século XVI. Por iniciativa de D. Diogo de Sousa, um dos arcebispos incontornáveis da história bracarense, as obras privilegiaram as fachadas que confrontavam com a Rua do Souto, aquela que mais diretamente dava para o centro histórico. Dois equipamentos marcam claramente esta campanha e revelam bem o conteúdo erudito, cenográfico e de prestígio pretendido: diante da fachada principal, a Fonte dos Castelos (assim denominada por apresentar uma decoração essencialmente com castelos) impressiona pela sua dimensão; a Leste, uma grande galeria, de feição maneirista, de dois registos sendo o térreo parcialmente aberto em arcadas que reforça a planta quadrangular da praça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lendas e crenças&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decorria o ano de 555 e era Teodomiro Rei dos suevos, tendo a sua corte em Braga. Adoecendo gravemente o seu filho primogénito, prometeu a S. Martinho Turonense abjurar ao arianismo, se este sarasse de tao grave maleita, Teodomiro enviou de imediato alguns ministros visitar o santo sepulcro, levando várias ofertas; mas ao voltaram a moléstia do Príncipe continuava. Então o rei deliberou dedicar-lhe um templo, e tornou a mandar os ministros, ainda com maiores ofertas, á sepultura do santo, para estes obterem alguma relíquia do mesmo. Os ministros cumpriram as ordens do rei, e de lá trouxeram, como relíquia, uma parte da sua capa. Quando chegaram a Braga, saiu o rei a recebe-los com o seu filho, já completamente restabelecido acompanhado dos grandes da sua corte e uma grande multidão de povo em respeito e veneração á santa relíquia. O santo premiou logo a fé religiosa d’estes povos, que padecendo até então da moléstia da lepra e outras maleitas, desde logo se acharam livres daquele contágio, que era geral no país. Consta que no mesmo navio, que trouxe a santa relíquia da cidade de Tours (França) vinha um santo varão, de origem húngara, chamado Martinho, que regressava dos lugares santos da Palestina, onde tinha adquirido vastos conhecimentos nas ciências orientais. Outros dizem que Martinho embarcara numa galé num porto da Grécia, e se fizera a vela ao mesmo tempo que da França saíra o navio com a relíquia, chegando a Braga ao mesmo tempo que os mensageiros do Rei. Teodomiro, tendo notícia da sua virtude e letras, logo se valeu dele para a conversão dos seus povos ao catolicismo. Tinha Teodomiro já edificado nos arrabaldes de Braga, num sítio chamado Dume, um templo de invocação a S. Martinho, que entregou ao virtuoso húngaro, que logo nele introduziu a vida monacal, e pouco depois foi elevado á dignidade episcopal. A conversão do rei ao grémio da Igreja arrastou consigo em muito pouco tempo toda a corte e por arrasto, todos os povos que com a maior facilidade abjuraram ao arianismo, tornando-se a partir de então toda a cidade de Braga numa cidade Cristã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
S. Pedro de Rates - Entre a Lenda e a Tradição&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conta a tradição que S. Pedro de Rates foi convertido ao Cristianismo pelo Apóstolo S. Tiago, aquando da sua peregrinação pela Hispânica, no século I. Durante essa viagem, cumprindo a missão de difundir a mensagem de Cristo, morto e ressuscitado havia pouco tempo, foi deixando sementes que germinaram e fortaleceram as raízes da Igreja Católica, num império hostil à nova Fé. Pedro seria um dos 7 varões ordenados pelo Apóstolo, em Santiago de Compostela, e nomeado bispo de Braga. Na lenda, o episódio que fez dele um mártir teve origem num milagre: solicitado para curar de uma doença fatal a filha de um poderoso pagão, S. Pedro de Rates conseguiu-lhe tal dádiva. Reconhecida, converteu-se ao Cristianismo, o que causou a ira do ingrato pai e consequente desejo de vingança. Avisado, o Santo refugiou-se em Rates, mas foi aí encontrado e assassinado, ficando sepultado sob as ruínas da pequena capela onde tudo aconteceu, pois, à semelhança da vida do religioso, também esta foi destruída. Tempos mais tarde, do alto do monte onde se refugiara, o eremita S. Félix vislumbrava uma luz na escuridão. Guiado pela curiosidade e pela convicção de um chamamento piedoso dirigiu-se ao local, procedeu à remoção das pedras e encontrou a causa de tal clarão: o corpo de S. Pedro de Rates. A transladação do corpo intacto para a Sé de Braga faz, também, parte da lenda. Os fatos reportam-se somente à transferência, no século XVI, pelo arcebispo Frei Baltazar Limpo, de relíquias do Santo (pequenos ossos que análises realizadas posteriormente apontam ter pertencido a uma criança com cerca de 12 anos). O corpo, se alguma vez existiu, teria desaparecido há já muito tempo… Invocado para muitas graças, S. Pedro de Rates está, no entanto, associado à esterilidade. De uma antiga fonte com o seu nome diz-se que se poderia obter a cura da enfermidade, cumprindo o seguinte ritual: a mulher deveria sentar-se sobre uma pedra furada que aí existia. Talvez por ser mercê tão divina, tem o Santo fama de vingativo para com quem não cumpre o prometido. É, provavelmente por receio desse mau humor, que muitas mulheres grávidas guardam o dia do Santo – 26 de Abril – e até para os animais fêmeas no mesmo estado, não é aconselhável a sua utilização nos trabalhos domésticos e de campo...Vamos lá nós perceber tais atitudes que além demais não passam de Lendas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora hoje se saiba a verdade com muito rigor histórico, essa mesma verdade muito certamente só será usada pelos eruditos e historiadores, muito do povo continua a não querer saber de tais estudos pois iriam com certeza afundar a magia de que todas estas lendas e crenças se alimentam e tanto delas necessitam para sobreviver ao longo dos tempos imemoriais e dos séculos passados e vindouros… Eu, muito sinceramente também me inclino para fazer parte desse povo… Felizes os inocentes…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto mais procuro a sabedoria mais me arrependo de o ter feito… Anselmo Sousa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
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*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</media:description>
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		</item>
		<item>
			<title>Portugal - Pombal e o seu castelo - Uma Relíquia Templária da qual Portugal muito se pode orgulhar visto tratar-se de uma obra mandada erguer por Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo em Portugal.</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8060093672/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/8060093672/&quot; title=&quot;Portugal - Pombal e o seu castelo - Uma Relíquia Templária da qual Portugal muito se pode orgulhar visto tratar-se de uma obra mandada erguer por Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo em Portugal.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8321/8060093672_38b1767886_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;120&quot; alt=&quot;Portugal - Pombal e o seu castelo - Uma Relíquia Templária da qual Portugal muito se pode orgulhar visto tratar-se de uma obra mandada erguer por Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo em Portugal.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pombal é terra de história, de lendas e de gente ilustre. Do grande Marquês de Pombal, do historiador e escritor João de Barros, do político Mota Pinto, da poetisa Martel Patrício, do médico e escritor Amadeu da Cunha, entre tantos outros. A construção do castelo de Pombal é atribuída aos Templários, a quem D. Afonso Henriques doou esta região, todavia há provas da existência de uma fortificação romana neste local, que os árabes terão ocupado até à reconquista cristã da península. Com a extinção da Ordem do Templo, em 1311, o rei D. Dinis, entregou este castelo à Ordem de Cristo e já no início do século XV, D. João I doou-o ao conde de Castelo Melhor. D. Manuel I, por volta de 1500, decide fazer obras de recuperação do castelo, algo degradado, e no século XVII, o conde de Castelo Melhor adaptou-o para a sua residência. Durante as invasões francesas foi saqueado e incendiado, o que ditou o seu posterior abandono e ruína. Classificado como Monumento Nacional, beneficiou de obras de consolidação e restauro, por parte da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Edificado sobre uma planta em forma de escudo, destaca-se no seu interior, a Torre de Menagem, vestígios da primitiva igreja românica de São Miguel e a alcáçova Manuelina. A vila de Pombal viu ser erguido, na sua mais elevada e rochosa colina, um castelo pela iniciativa de Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo em Portugal, corria o ano de 1160. Esta seria uma zona defendida pelos Templários, numa época em que se temiam as incursões muçulmanas nas inseguras terras situadas a sul do Rio Mondego. Ao mesmo tempo que se valorizava a defesa territorial, as novas construções militares abrigavam populações recentes, essenciais para assegurar uma eficaz política de repovoamento do território conquistado. A fortaleza foi implantada segundo uma orientação noroeste-sudoeste, com a primeira zona defendida por uma muralha rectilínea e ameada, enquanto as partes restantes se articulavam segundo os ângulos das suas torres defensivas. Algumas áreas da barbacã ainda sobrevivem, bem como as ruínas de diversas estruturas arquitectónicas de diferentes épocas e que formavam o interior da praça de armas - tais como alicerces, pavimentos, paredes, arcos e ruínas da primitiva igreja românica de S. Miguel.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Na zona ocidental da muralha ergueu-se a alcáçova quinhentista, subsistindo da época manuelina os brasões reais e uma janela geminada. Extramuros, próximo da ala sul, situava-se a arruinada e antiga igreja matriz de Pombal, a Igreja de Santa Maria do Castelo. Poupada às vicissitudes da guerra durante alguns séculos, a população de Pombal viria a sofrer uma cruel e trágica devastação na época das Invasões Francesas. Com efeito, momentos de drama e horror foram vividos em 1811, por alturas da terceira invasão, sob o comando de Massena, que regressava derrotado das Linhas de Torres Vedras. A brutalidade e a vingança abateram-se sobre a indefesa população de Pombal. Na sua espiral de violência, os franceses destruíram igrejas e conventos, roubaram e maltrataram tudo que encontravam pela frente, para, finalmente, incendiarem toda a vila e o seu austero e pacífico castelo. São mentes destas que nunca deveriam ter tido a oportunidade sequer de viver… Mas como todos nós sabemos o mundo perfeito é uma perfeita Utopia…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lenda do Mouro Al-Pal-Omar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui habitava um senhor mouro de nome Al-Pal-Omar (de onde derivaria o nome de Pombal). Vivia no alto do morro do castelo, onde tinha o seu palácio subterrâneo. A lenda começa assim: Há muito tempo nas margens do rio Quabruncas vivia um belo jovem mouro de olhos verdes, cor de esmeralda traiçoeira, que procurava encantar todas as mais belas mulheres para o seu harém. A sua fama estendia-se desde as margens do Mondego até às margens do Tejo em vagas de simpatia e acanhado respeito. Certo dia os Templários guiados pelo Arcanjo D. Miguel deram-lhe um combate de morte que durou até ao luar de Agosto. No momento, viram-no desaparecer na gruta encantada do seu palácio. Taparam-lhe todas as entradas e construíram-lhe em cima um Castelo. As raparigas desta terra ainda guardam na memória a fama deste mouro encantador, contada de mães para filhas em singela advertência. Toda a menina que for ao Castelo depois do Sol se pôr, ouvirá uma música harmoniosa quase impercetível, e se ficarem curiosas a ouvi-la, serão encantadas por um belo rapaz que lhes cantará:” Menina vem ter comigo, vem o meu encanto quebrar, sou um mouro teu amigo, que só te quer namorar…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Sat, 06 Oct 2012 11:02:55 -0700</pubDate>
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            			<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/">nobody@flickr.com (Anselmo Sousa.)</author>
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    <media:title>Portugal - Pombal e o seu castelo - Uma Relíquia Templária da qual Portugal muito se pode orgulhar visto tratar-se de uma obra mandada erguer por Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo em Portugal.</media:title>
    <media:description type="html">&lt;p&gt;Pombal é terra de história, de lendas e de gente ilustre. Do grande Marquês de Pombal, do historiador e escritor João de Barros, do político Mota Pinto, da poetisa Martel Patrício, do médico e escritor Amadeu da Cunha, entre tantos outros. A construção do castelo de Pombal é atribuída aos Templários, a quem D. Afonso Henriques doou esta região, todavia há provas da existência de uma fortificação romana neste local, que os árabes terão ocupado até à reconquista cristã da península. Com a extinção da Ordem do Templo, em 1311, o rei D. Dinis, entregou este castelo à Ordem de Cristo e já no início do século XV, D. João I doou-o ao conde de Castelo Melhor. D. Manuel I, por volta de 1500, decide fazer obras de recuperação do castelo, algo degradado, e no século XVII, o conde de Castelo Melhor adaptou-o para a sua residência. Durante as invasões francesas foi saqueado e incendiado, o que ditou o seu posterior abandono e ruína. Classificado como Monumento Nacional, beneficiou de obras de consolidação e restauro, por parte da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Edificado sobre uma planta em forma de escudo, destaca-se no seu interior, a Torre de Menagem, vestígios da primitiva igreja românica de São Miguel e a alcáçova Manuelina. A vila de Pombal viu ser erguido, na sua mais elevada e rochosa colina, um castelo pela iniciativa de Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo em Portugal, corria o ano de 1160. Esta seria uma zona defendida pelos Templários, numa época em que se temiam as incursões muçulmanas nas inseguras terras situadas a sul do Rio Mondego. Ao mesmo tempo que se valorizava a defesa territorial, as novas construções militares abrigavam populações recentes, essenciais para assegurar uma eficaz política de repovoamento do território conquistado. A fortaleza foi implantada segundo uma orientação noroeste-sudoeste, com a primeira zona defendida por uma muralha rectilínea e ameada, enquanto as partes restantes se articulavam segundo os ângulos das suas torres defensivas. Algumas áreas da barbacã ainda sobrevivem, bem como as ruínas de diversas estruturas arquitectónicas de diferentes épocas e que formavam o interior da praça de armas - tais como alicerces, pavimentos, paredes, arcos e ruínas da primitiva igreja românica de S. Miguel.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Na zona ocidental da muralha ergueu-se a alcáçova quinhentista, subsistindo da época manuelina os brasões reais e uma janela geminada. Extramuros, próximo da ala sul, situava-se a arruinada e antiga igreja matriz de Pombal, a Igreja de Santa Maria do Castelo. Poupada às vicissitudes da guerra durante alguns séculos, a população de Pombal viria a sofrer uma cruel e trágica devastação na época das Invasões Francesas. Com efeito, momentos de drama e horror foram vividos em 1811, por alturas da terceira invasão, sob o comando de Massena, que regressava derrotado das Linhas de Torres Vedras. A brutalidade e a vingança abateram-se sobre a indefesa população de Pombal. Na sua espiral de violência, os franceses destruíram igrejas e conventos, roubaram e maltrataram tudo que encontravam pela frente, para, finalmente, incendiarem toda a vila e o seu austero e pacífico castelo. São mentes destas que nunca deveriam ter tido a oportunidade sequer de viver… Mas como todos nós sabemos o mundo perfeito é uma perfeita Utopia…&lt;br /&gt;
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Lenda do Mouro Al-Pal-Omar&lt;br /&gt;
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Aqui habitava um senhor mouro de nome Al-Pal-Omar (de onde derivaria o nome de Pombal). Vivia no alto do morro do castelo, onde tinha o seu palácio subterrâneo. A lenda começa assim: Há muito tempo nas margens do rio Quabruncas vivia um belo jovem mouro de olhos verdes, cor de esmeralda traiçoeira, que procurava encantar todas as mais belas mulheres para o seu harém. A sua fama estendia-se desde as margens do Mondego até às margens do Tejo em vagas de simpatia e acanhado respeito. Certo dia os Templários guiados pelo Arcanjo D. Miguel deram-lhe um combate de morte que durou até ao luar de Agosto. No momento, viram-no desaparecer na gruta encantada do seu palácio. Taparam-lhe todas as entradas e construíram-lhe em cima um Castelo. As raparigas desta terra ainda guardam na memória a fama deste mouro encantador, contada de mães para filhas em singela advertência. Toda a menina que for ao Castelo depois do Sol se pôr, ouvirá uma música harmoniosa quase impercetível, e se ficarem curiosas a ouvi-la, serão encantadas por um belo rapaz que lhes cantará:” Menina vem ter comigo, vem o meu encanto quebrar, sou um mouro teu amigo, que só te quer namorar…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		</item>
		<item>
			<title>França - Foix - Este Castelo é um dos principais lugares associados ao Catarismo, sofreu várias investidas na sua história, entre elas a de Simão de Monforte durante a Cruzada Albigense mas sempre resistiu, e só foi conquistado devido a uma traição.</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7969756436/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7969756436/&quot; title=&quot;França - Foix - Este Castelo é um dos principais lugares associados ao Catarismo, sofreu várias investidas na sua história, entre elas a de Simão de Monforte durante a Cruzada Albigense mas sempre resistiu, e só foi conquistado devido a uma traição.&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8316/7969756436_ea64c3625d_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;122&quot; alt=&quot;França - Foix - Este Castelo é um dos principais lugares associados ao Catarismo, sofreu várias investidas na sua história, entre elas a de Simão de Monforte durante a Cruzada Albigense mas sempre resistiu, e só foi conquistado devido a uma traição.&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Este imponente castelo de Foix é um importante centro de atracão turística da cidade de Foix e é igualmente conhecido por ser um dos principais lugares associados ao Catarismo. No século IX foram construídos os pilares do que atualmente é o Castelo, mas que na verdade começou por ser uma abadia de estilo carolíngio, possivelmente fortificada, que no século X foi consagrada a São Volusiano, Santo pelo qual os condes de Foix sentiram grande devoção ao longo do tempo. A abadia acabou por ser destruída durante as Guerras religiosas em França. Também é conhecido que Carlos Magno, possivelmente dentro de uma política de reforço da defesa dos Pirenéus com os mouros que tinham ocupado a península ibérica, reforçou e modernizou o conjunto defensivo deste Castelo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo alguma documentação conservada, a existência do castelo está comprovada desde o ano 987, e no ano 1012, figura no testamento outorgado por Roger II de Cominges &amp;quot;o velho&amp;quot;, Conde de Carcassonne, e conde de Razés, (uma família senhorial proprietária da região que se tinha instalado neste lugar que permitia o controlo das vias de acesso à parte alta do vale de Ariège, podendo observar deste ponto estratégico todo o seu vasto território e que por sua vez lhes permitia a proteção atrás de uma muralha inconquistável,) que legou a fortaleza ao seu filho mais novo Bernardo I Rogério de Foix, o qual herdava o condado de Couserans e parte do condado de Razés. Excluindo isto, existem muito poucos dados sobre os antecedentes deste primitivo castelo. Em 1034, o castelo tornou-se sede do condado de Foix, determinando um importante papel na história militar Medieval. Durante os dois séculos seguintes, o castelo protegeu não só os condes como também as personalidades inspiradoras da resistência Occitana durante a Cruzada contra os Cátaros, tornando-se assim este condado no refúgio privilegiado dos Cátaros perseguidos. No ano de 1116, Raimundo Berenguer III, o Grande conde de Barcelona, interveio militarmente na cidade e no castelo para pôr fim a uma revolta anti catalã. O castelo, que sofreu várias investidas na sua história, entre elas, as de Simão de Monforte em 1211 e 1212, resistiu sempre aos assaltos bélicos, e só foi conquistado numa ocasião, em 1486, devido a uma traição ocorrida por causa de combates entre as duas ramificações da família Condal de Foix. Proeza da época, os Condes lograram preservar o seu território da anexação a outros estados e inclusive experimentaram uma ascensão política. No entanto em Junho do ano 1272, Roger Bernardo III, conde de Foix e visconde de Castelbo rendeu-se ao rei de França, depois de este sitiar o castelo e ter encerrado o Conde numa masmorra até que finalmente este se rendeu e aceitou prestar vassalagem ao rei da França. A torre Redonda (em destaque na foto) foi construída no século XV, e é a mais recente, já que as duas torres quadradas foram construídas antes do século XI. Serviram como prisão para presos políticos e civis durante quatro séculos, até 1862. Em meados do século XIX o castelo de Foix foi declarado Monumento histórico pelo governo Francês. Nesse mesmo século, o castelo foi objeto de uma intensa restauração, tendo como principal objetivo recuperar o seu estilo Medieval. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde 1930, o castelo acolhe as coleções do Museu do Departamento de Ariège. Pré-história, arqueologia galo-romana e medieval, etc., este vastíssimo acervo atesta a história de Ariège desde os tempos mais remotos. Atualmente, o Museu organiza as suas coleções sobre a história do nascimento do castelo tentando mostrar como era a vida do Foix no tempo dos Condes. É igualmente interessante o espetáculo “Era uma vez…no Foix” que a cada verão se organiza no Museu e durante o qual todo o castelo permanece iluminado. Sentimo-nos uns privilegiados por ter tido a possibilidade de visitar não só esta imponente construção medieval mas também o seu museu arqueológico, que sem dúvida nos transporta a um mundo que pela distância de tempo nos atrai e nos fascina de uma forma mágica e nos leva a pensar que não é só nos dias que correm que vivemos tempos difíceis, tivéssemos nós vivido nesse tempo e talvez valorizássemos mais as liberdades e o conforto do mundo em que vivemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lenda da ponte do Diabo em Montoulieu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Perto da incrível fortaleza de Foix, na região do Languedoc, França, não muito longe da fronteira com a Espanha há uma ponte. É a ponte Montoulieu que ainda hoje existe e é visitada por muitos turistas, apesar da sua ligação a histórias do Demo... Se você cruzar esta ponte é melhor que não tenha nenhum pecado pendente pois reza a lenda que ela foi construída pelo próprio Diabo, são poucos os corajosos que se atrevem a cruzar a ponte de noite e mesmo aqueles que possuem tal coragem ficam assombrados ao ouvirem ruídos e a sensação do Diabo a espreitar as suas almas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reza a lenda que numa manhã, Raymond Roger, conde de Foix, acordou de péssimo humor, passara mal a noite por culpa do javali que jantou na noite anterior&amp;quot;. Desse jeito, selou o seu cavalo favorito e partiu a galope rumo às montanhas, este atravessou logo o burgo de Foix e entrou pelo caminho que corre ao longo do rio Ariège, cavalgando pelo lado esquerdo no sentido contrário da correnteza, assim passou por Ferrières e Prayols. Mas logo depois passou-lhe pela cabeça atravessar para o outro lado, desta feita mandou o cavalo cruzar o rio, porém, naquele lugar o rio Ariège corre entre paredes de pedra enormes e a água é profunda, o cavalo com medo recusou-se a passar. O conde ficou furioso, deu meia-volta e voltou para o castelo. Imediatamente mandou vir o barão de Saint-Paul, e disse-lhe furioso: “Sr. barão, esse desvio do rio na sua região põe-me em cólera...” Mas, meu senhor, sempre foi assim desde que existe esse rio! “Chega, exclamou o Conde, ordeno-te que construas uma ponte no local e rápido! “Bom. sim... Eu vou tentar, sussurrou o barão preocupado diante da perspetiva de uma tarefa quase impossível. “Se num mês a ponte não estiver concluída, a tua vida vai ficar por um fio!”E dito isto o conde retirou-se deixando o pobre barão completamente desolado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acontecia que o barão era um poeta que não se preocupava com o dia de amanhã e gastava logo todo dinheiro que ganhava. Por isso, ele não tinha um tostão sequer para começar os trabalhos. Então, ele que sempre cantava alegremente dai para a frente ficou pensativo e triste. Os dias passavam e não aparecia nenhuma solução. Ele foi até aos arrabaldes do Ariège e muito desanimado lamentou-se: “Ah! Eu faria um pacto até com o diabo para sair desta enrascada!” O diabo que estava a espreita e tinha soprado essa ideia na cabeça barão, de imediato apareceu “¨Aqui estou eu, disse uma voz por trás do barão. O diabo cheirando a enxofre mostrou-se estendeu-lhe a mão dizendo: “A tua ponte estará pronta no dia combinado! “É verdade, exclamou o Barão! Não posso acreditar, mas se assim é, bem, muito obrigado... Quer dizer... Bom, sim, sim, obrigado, gaguejou o tolo barão. “Sim, sim mas, disse o diabo. “Mas o que é que você me vai dar em troca? “Quer dizer... Bem, gaguejou o barão compreendendo tarde demais que tinha enfiado os pés pelas mãos. “Você não tem dinheiro, eu sei, continuou o diabo manhoso a falar, “olha aqui!” O Camafeu pegou numa pedra e atirou-a ao Barão. Na hora de apanhá-la, o Barão viu que esta se tinha transformado em moedas de ouro! “Mas, eu quero dizer, não sei... “O que eu quero…, Nessa hora o olhar do Mafarrico faiscava como fogo do inferno, é que você me entregue a alma do primeiro que passar pela ponte! ”O barão fechou os olhos e disse: “Certamente! Eu juro-te pela minha honra que a alma do primeiro ser vivente que passar pela ponte será tua!” E cada um partiu para seu lado. Mas a partir daquela data, o barão ficou cada vez mais triste. Ele tinha feito um pacto com o diabo! Cheio de remorsos, foi para o lugar onde vão todos os que tem necessidade de ser reconfortados, para a igreja do mosteiro de São Volusien. Envergonhado por o seu monstruoso pecado, ele escondeu-se por detrás da primeira coluna à direita, e deitou-se no chão a chorar. O irmão sacristão apercebendo-se desse homem estranho, sujo e suspeito, foi chamar o reverendíssimo abade: “Meu pai disse ele, acho que há um ladrão na igreja! “Um ladrão? Como assim? Vamos ver...O abade foi pé ante pé até ao homem deitado no chão cheio de terra e encharcado em suores, escutou e ouviu os prantos do infeliz. “Mas não é um ladrão! É um homem que sofre!”, sussurrou para o irmão. E, avançando, tocou o ombro do barão, dizendo: “Meu amigo venha.” Levou-o à sacristia onde reconheceu o barão de Saint-Paul. Este então contou-lhe o seu caso e a sua dor confessando o seu pecado. Quando a confissão acabou, o reverendíssimo padre disse estas palavras na orelha do barão sonhador e atrapalhado: “ O amanhã vos será necessário... Então vós fareis... então... Surgirá a solução! ”Ninguém ficou a saber o significado daquelas palavras saídas naquele momento. Mas o abade passou a noite a rezar muitas missas pelo Barão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pecador voltou para a sua casa, cantando como um passarinho de alegria. Entrementes, durante toda aquela noite, ouviu-se no vale o eco de uma barulheira infernal. Era um canteiro de obras que fazia um barulho pavoroso! Os aldeões de Montoulieu não puderam dormir toda a noite e no raiar da aurora deslocaram-se ao local para testemunhar incrédulos uma ponte bem construída sobre o perigoso ribeiro. Mais tarde Belzebu instalou-se sobre o murinho da ponte, aguardando o primeiro que ali passa-se para levá-lo ao inferno. E quando desabrochavam os primeiros alvores matinais do dia seguinte, envolto numa capa preta, apareceu o barão de Saint-Paul. O Camafeu zombou então, sim, você vai ser o primeiro! “Não não, respondeu o barão, o primeiro, aquele que é para ti olha está aqui! E abrindo uma sacola oculta sob a capa puxou um enorme gato negro que tinha uma panela amarrada na cauda. E o gato saiu disparado, usando todas as suas patas para atravessar a ponte. O Mafarrico furioso correu para pegar o Barão, quando na encosta de um morro apareceu uma procissão dos monges de São Volusien, cantando as ladainhas de todos os santos, com a Cruz na frente e o Abade exibindo o hissope e aspergindo a ponte com água benta. O Belzebu enfraquecido contentou-se com a alma do pobre gato, porém não parou de gritar jurando vingança. Vitória cantavam os monges e o barão! E assim durante muitos e longos anos poucas pessoas ousaram cruzar a ponte durante a noite com medo do Demo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, há mais de dez séculos que não se ouve falar de sinais de Lúcifer na ponte de Montoulieu. Se porventura você passear por ali e o encontrar, fique sabendo que foi você quem lá o atraiu!” - Há lá coisas…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
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			<pubDate>Mon, 10 Sep 2012 02:39:55 -0700</pubDate>
			                        <dc:date.Taken>2010-08-17T13:33:57-08:00</dc:date.Taken>
            			<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/">nobody@flickr.com (Anselmo Sousa.)</author>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;Este imponente castelo de Foix é um importante centro de atracão turística da cidade de Foix e é igualmente conhecido por ser um dos principais lugares associados ao Catarismo. No século IX foram construídos os pilares do que atualmente é o Castelo, mas que na verdade começou por ser uma abadia de estilo carolíngio, possivelmente fortificada, que no século X foi consagrada a São Volusiano, Santo pelo qual os condes de Foix sentiram grande devoção ao longo do tempo. A abadia acabou por ser destruída durante as Guerras religiosas em França. Também é conhecido que Carlos Magno, possivelmente dentro de uma política de reforço da defesa dos Pirenéus com os mouros que tinham ocupado a península ibérica, reforçou e modernizou o conjunto defensivo deste Castelo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo alguma documentação conservada, a existência do castelo está comprovada desde o ano 987, e no ano 1012, figura no testamento outorgado por Roger II de Cominges &amp;quot;o velho&amp;quot;, Conde de Carcassonne, e conde de Razés, (uma família senhorial proprietária da região que se tinha instalado neste lugar que permitia o controlo das vias de acesso à parte alta do vale de Ariège, podendo observar deste ponto estratégico todo o seu vasto território e que por sua vez lhes permitia a proteção atrás de uma muralha inconquistável,) que legou a fortaleza ao seu filho mais novo Bernardo I Rogério de Foix, o qual herdava o condado de Couserans e parte do condado de Razés. Excluindo isto, existem muito poucos dados sobre os antecedentes deste primitivo castelo. Em 1034, o castelo tornou-se sede do condado de Foix, determinando um importante papel na história militar Medieval. Durante os dois séculos seguintes, o castelo protegeu não só os condes como também as personalidades inspiradoras da resistência Occitana durante a Cruzada contra os Cátaros, tornando-se assim este condado no refúgio privilegiado dos Cátaros perseguidos. No ano de 1116, Raimundo Berenguer III, o Grande conde de Barcelona, interveio militarmente na cidade e no castelo para pôr fim a uma revolta anti catalã. O castelo, que sofreu várias investidas na sua história, entre elas, as de Simão de Monforte em 1211 e 1212, resistiu sempre aos assaltos bélicos, e só foi conquistado numa ocasião, em 1486, devido a uma traição ocorrida por causa de combates entre as duas ramificações da família Condal de Foix. Proeza da época, os Condes lograram preservar o seu território da anexação a outros estados e inclusive experimentaram uma ascensão política. No entanto em Junho do ano 1272, Roger Bernardo III, conde de Foix e visconde de Castelbo rendeu-se ao rei de França, depois de este sitiar o castelo e ter encerrado o Conde numa masmorra até que finalmente este se rendeu e aceitou prestar vassalagem ao rei da França. A torre Redonda (em destaque na foto) foi construída no século XV, e é a mais recente, já que as duas torres quadradas foram construídas antes do século XI. Serviram como prisão para presos políticos e civis durante quatro séculos, até 1862. Em meados do século XIX o castelo de Foix foi declarado Monumento histórico pelo governo Francês. Nesse mesmo século, o castelo foi objeto de uma intensa restauração, tendo como principal objetivo recuperar o seu estilo Medieval. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde 1930, o castelo acolhe as coleções do Museu do Departamento de Ariège. Pré-história, arqueologia galo-romana e medieval, etc., este vastíssimo acervo atesta a história de Ariège desde os tempos mais remotos. Atualmente, o Museu organiza as suas coleções sobre a história do nascimento do castelo tentando mostrar como era a vida do Foix no tempo dos Condes. É igualmente interessante o espetáculo “Era uma vez…no Foix” que a cada verão se organiza no Museu e durante o qual todo o castelo permanece iluminado. Sentimo-nos uns privilegiados por ter tido a possibilidade de visitar não só esta imponente construção medieval mas também o seu museu arqueológico, que sem dúvida nos transporta a um mundo que pela distância de tempo nos atrai e nos fascina de uma forma mágica e nos leva a pensar que não é só nos dias que correm que vivemos tempos difíceis, tivéssemos nós vivido nesse tempo e talvez valorizássemos mais as liberdades e o conforto do mundo em que vivemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lenda da ponte do Diabo em Montoulieu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Perto da incrível fortaleza de Foix, na região do Languedoc, França, não muito longe da fronteira com a Espanha há uma ponte. É a ponte Montoulieu que ainda hoje existe e é visitada por muitos turistas, apesar da sua ligação a histórias do Demo... Se você cruzar esta ponte é melhor que não tenha nenhum pecado pendente pois reza a lenda que ela foi construída pelo próprio Diabo, são poucos os corajosos que se atrevem a cruzar a ponte de noite e mesmo aqueles que possuem tal coragem ficam assombrados ao ouvirem ruídos e a sensação do Diabo a espreitar as suas almas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reza a lenda que numa manhã, Raymond Roger, conde de Foix, acordou de péssimo humor, passara mal a noite por culpa do javali que jantou na noite anterior&amp;quot;. Desse jeito, selou o seu cavalo favorito e partiu a galope rumo às montanhas, este atravessou logo o burgo de Foix e entrou pelo caminho que corre ao longo do rio Ariège, cavalgando pelo lado esquerdo no sentido contrário da correnteza, assim passou por Ferrières e Prayols. Mas logo depois passou-lhe pela cabeça atravessar para o outro lado, desta feita mandou o cavalo cruzar o rio, porém, naquele lugar o rio Ariège corre entre paredes de pedra enormes e a água é profunda, o cavalo com medo recusou-se a passar. O conde ficou furioso, deu meia-volta e voltou para o castelo. Imediatamente mandou vir o barão de Saint-Paul, e disse-lhe furioso: “Sr. barão, esse desvio do rio na sua região põe-me em cólera...” Mas, meu senhor, sempre foi assim desde que existe esse rio! “Chega, exclamou o Conde, ordeno-te que construas uma ponte no local e rápido! “Bom. sim... Eu vou tentar, sussurrou o barão preocupado diante da perspetiva de uma tarefa quase impossível. “Se num mês a ponte não estiver concluída, a tua vida vai ficar por um fio!”E dito isto o conde retirou-se deixando o pobre barão completamente desolado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acontecia que o barão era um poeta que não se preocupava com o dia de amanhã e gastava logo todo dinheiro que ganhava. Por isso, ele não tinha um tostão sequer para começar os trabalhos. Então, ele que sempre cantava alegremente dai para a frente ficou pensativo e triste. Os dias passavam e não aparecia nenhuma solução. Ele foi até aos arrabaldes do Ariège e muito desanimado lamentou-se: “Ah! Eu faria um pacto até com o diabo para sair desta enrascada!” O diabo que estava a espreita e tinha soprado essa ideia na cabeça barão, de imediato apareceu “¨Aqui estou eu, disse uma voz por trás do barão. O diabo cheirando a enxofre mostrou-se estendeu-lhe a mão dizendo: “A tua ponte estará pronta no dia combinado! “É verdade, exclamou o Barão! Não posso acreditar, mas se assim é, bem, muito obrigado... Quer dizer... Bom, sim, sim, obrigado, gaguejou o tolo barão. “Sim, sim mas, disse o diabo. “Mas o que é que você me vai dar em troca? “Quer dizer... Bem, gaguejou o barão compreendendo tarde demais que tinha enfiado os pés pelas mãos. “Você não tem dinheiro, eu sei, continuou o diabo manhoso a falar, “olha aqui!” O Camafeu pegou numa pedra e atirou-a ao Barão. Na hora de apanhá-la, o Barão viu que esta se tinha transformado em moedas de ouro! “Mas, eu quero dizer, não sei... “O que eu quero…, Nessa hora o olhar do Mafarrico faiscava como fogo do inferno, é que você me entregue a alma do primeiro que passar pela ponte! ”O barão fechou os olhos e disse: “Certamente! Eu juro-te pela minha honra que a alma do primeiro ser vivente que passar pela ponte será tua!” E cada um partiu para seu lado. Mas a partir daquela data, o barão ficou cada vez mais triste. Ele tinha feito um pacto com o diabo! Cheio de remorsos, foi para o lugar onde vão todos os que tem necessidade de ser reconfortados, para a igreja do mosteiro de São Volusien. Envergonhado por o seu monstruoso pecado, ele escondeu-se por detrás da primeira coluna à direita, e deitou-se no chão a chorar. O irmão sacristão apercebendo-se desse homem estranho, sujo e suspeito, foi chamar o reverendíssimo abade: “Meu pai disse ele, acho que há um ladrão na igreja! “Um ladrão? Como assim? Vamos ver...O abade foi pé ante pé até ao homem deitado no chão cheio de terra e encharcado em suores, escutou e ouviu os prantos do infeliz. “Mas não é um ladrão! É um homem que sofre!”, sussurrou para o irmão. E, avançando, tocou o ombro do barão, dizendo: “Meu amigo venha.” Levou-o à sacristia onde reconheceu o barão de Saint-Paul. Este então contou-lhe o seu caso e a sua dor confessando o seu pecado. Quando a confissão acabou, o reverendíssimo padre disse estas palavras na orelha do barão sonhador e atrapalhado: “ O amanhã vos será necessário... Então vós fareis... então... Surgirá a solução! ”Ninguém ficou a saber o significado daquelas palavras saídas naquele momento. Mas o abade passou a noite a rezar muitas missas pelo Barão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pecador voltou para a sua casa, cantando como um passarinho de alegria. Entrementes, durante toda aquela noite, ouviu-se no vale o eco de uma barulheira infernal. Era um canteiro de obras que fazia um barulho pavoroso! Os aldeões de Montoulieu não puderam dormir toda a noite e no raiar da aurora deslocaram-se ao local para testemunhar incrédulos uma ponte bem construída sobre o perigoso ribeiro. Mais tarde Belzebu instalou-se sobre o murinho da ponte, aguardando o primeiro que ali passa-se para levá-lo ao inferno. E quando desabrochavam os primeiros alvores matinais do dia seguinte, envolto numa capa preta, apareceu o barão de Saint-Paul. O Camafeu zombou então, sim, você vai ser o primeiro! “Não não, respondeu o barão, o primeiro, aquele que é para ti olha está aqui! E abrindo uma sacola oculta sob a capa puxou um enorme gato negro que tinha uma panela amarrada na cauda. E o gato saiu disparado, usando todas as suas patas para atravessar a ponte. O Mafarrico furioso correu para pegar o Barão, quando na encosta de um morro apareceu uma procissão dos monges de São Volusien, cantando as ladainhas de todos os santos, com a Cruz na frente e o Abade exibindo o hissope e aspergindo a ponte com água benta. O Belzebu enfraquecido contentou-se com a alma do pobre gato, porém não parou de gritar jurando vingança. Vitória cantavam os monges e o barão! E assim durante muitos e longos anos poucas pessoas ousaram cruzar a ponte durante a noite com medo do Demo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, há mais de dez séculos que não se ouve falar de sinais de Lúcifer na ponte de Montoulieu. Se porventura você passear por ali e o encontrar, fique sabendo que foi você quem lá o atraiu!” - Há lá coisas…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		<item>
			<title>Portugal – Castelo de Almourol - Uma joia Templária edificada numa pequena ilha do Tejo, este castelo é sem dúvida, uma das mais originais fortalezas existentes no Pais, uma obra-prima, sem paralelo na nossa herança patrimonial…</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7655401170/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7655401170/&quot; title=&quot;Portugal – Castelo de Almourol - Uma joia Templária edificada numa pequena ilha do Tejo, este castelo é sem dúvida, uma das mais originais fortalezas existentes no Pais, uma obra-prima, sem paralelo na nossa herança patrimonial…&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8141/7655401170_b12fa905d4_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;120&quot; alt=&quot;Portugal – Castelo de Almourol - Uma joia Templária edificada numa pequena ilha do Tejo, este castelo é sem dúvida, uma das mais originais fortalezas existentes no Pais, uma obra-prima, sem paralelo na nossa herança patrimonial…&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Apesar de muitos estudos feitos por quem de direito no campo da investigação histórica não se pode precisar a origem do seu nome, assim como se torna extremamente difícil clarificar o significado e a própria grafia do qual são conhecidas algumas variações: Almoriol, Almorol, Almourel ou Almuriel. Outros autores estabelecem ligação com o termo Moron, que Estrabão teria referido como cidade situada à beira Tejo, ou com o termo Muriella, que consta da descrição da delimitação do Bispado de Egitânia. A teoria mais aceite é que o nome teria a sua origem na palavra árabe almoran, que significa «pedra alta», o que estaria relacionado com a localização do Castelo de Almourol, edificado sobre um imponente bloco de granito, a 18 metros do solo. Situado numa pequena ilha escarpada, no curso do rio Tejo, o Castelo de Almourol é um dos monumentos militares medievais mais emblemáticos e cenográficos da Reconquista, sendo simultaneamente, um dos que melhor evoca a memória dos Templários no nosso país. As origens da ocupação deste local são bastante antigas e por isso mesmo, enigmáticas. Alguns autores referiram a possibilidade de aqui se ter instalado um primitivo reduto lusitano, ou pré-romano, posteriormente conquistado por estes e com vagas de ocupação ao longo de toda a Alta Idade Média. Fosse como fosse, o certo é que em 1129, data da conquista deste ponto pelas tropas portuguesas, o castelo já existia e denominava-se Almorolan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As raízes históricas da edificação do Castelo de Almourol apontam para o século II Antes de Cristo. O castelo terá sido erguido no local de um primitivo castro lusitano conquistado pelos romanos durante a ocupação da Península Ibérica. Posteriormente foi ocupado pelos Alanos, Visigodos e Mouros. A fortaleza de &amp;quot;Almorolan&amp;quot; (do árabe pedra alta) foi conquistada aos mouros no reinado de D. Afonso Henriques em 1129. Entre 1160 e 1171, o Castelo de Almourol foi reedificado e terá sido várias vezes restaurado nos reinados seguintes. Esteve na posse dos Templários até 1311, num ponto vital de comunicação das províncias do Norte e do Alentejo com a capital, nomeadamente, no comércio de azeite, trigo, madeiras, carne de porco e frutas. Em escavações efetuadas no interior e no exterior foram encontrados vários vestígios da presença romana, moedas, uma inscrição numa coluna e restos de alicerces e naturalmente, do período medieval, medalhas, duas colunetas de mármore mas nada do fabuloso tesouro dos Templários que a tradição popular diz estar escondido na ilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entregue aos Templários, que então efetivavam o povoamento entre o Mondego e o Tejo, sendo mesmo os principais responsáveis pela defesa da capital, Coimbra, o castelo foi reedificado e assumiu as características arquitetónicas e artísticas essenciais que ainda hoje se podem observar. Através de uma epígrafe colocada sobre a porta principal, sabemos que a conclusão das obras se deu em 1171, escassos dois anos após a grandiosa obra do Castelo de Tomar mandada edificar por Gualdim Pais, cuja atividade construtiva à frente da Ordem, nas décadas de 60 e 70 do século XII, foi verdadeiramente surpreendente. São várias as características que unem ambos os castelos, na mesma linha de arquitetura militar templária. Em altura, as altas muralhas protegidas por nove torres circulares adossadas e a torre de menagem são o verdadeiro centro nevrálgico de toda a estrutura. Estas últimas características constituem dois dos elementos mais inovadores com que os Templários pautaram a sua arquitetura militar no nosso país. Com efeito, a torre de menagem é estranha aos castelos pré-românicos, aparecendo apenas no século XII e em Tomar, o principal reduto defensivo templário em Portugal. A torre de menagem do castelo de Almourol tinha três pisos e foi bastante modificada ao longo dos tempos mas mantém ainda importantes vestígios originais, como a sapata que nos dá a dimensão geral da estrutura. Por outro lado, também as muralhas com torreões adossados, normalmente providas de alambor, foram trazidas para o ocidente peninsular por esta Ordem, e vemo-las também aplicadas em Almourol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Extinta a Ordem, e afastada a conjuntura reconquistadora que justificou a sua importância nos tempos medievais, o castelo de Almourol foi votado a um progressivo esquecimento, que o Romantismo veio alterar radicalmente. No século XIX, inserido no processo mental de busca e de revalorização da Idade Média, o castelo foi reinventado, à luz de um ideal romântico dos tempos medievais. Muitas das estruturas primitivas foram sacrificadas em benefício de uma ideologia que pretendia fazer dos monumentos medievais mais emblemáticos verdadeiras obras-primas sem paralelos na herança patrimonial. No século XX, o conjunto foi adaptado a Residência Oficial da República Portuguesa, aqui tendo lugar alguns importantes eventos do Estado Novo. O processo reinventivo iniciado um século antes, foi definitivamente consumado por esta intervenção dos anos 40 e 50, consumando-se, assim, o fascínio que a cenografia de Almourol causou no longo Romantismo cultural e político português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mitos e Lendas populares que enaltecem o romantismo associado a este castelo templário. A lenda de Beatriz e o Mouro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em tempos que já lá vão, em que a Península Ibérica estava dividida entre os mouros e os descendentes dos visigodos, nasceu uma lenda de um amor destinado a ser impossível. Vivia então no Castelo de Almourol um nobre godo, de seu nome D. Ramiro, com a sua mulher e uma única filha chamada Beatriz. D. Ramiro era um chefe guerreiro que travava frequentes batalhas contra os mouros, tendo fama de impiedoso e cruel. Um dia voltava das suas guerras quando já próximo do seu castelo avistou duas belas mouras, mãe e filha, transportando água numa bilha. O nobre godo parou o seu cavalo e pediu-lhes de beber mas as mouras assustaram-se e deixaram cair a bilha de água que se partiu. O impaciente D. Ramiro ficou cheio de raiva e logo ali as matou com a sua lança, mas antes de morrer a moura mais jovem amaldiçoou o cavaleiro cristão e toda a sua descendência. Aos gritos de morte das mouras, acorreu um rapaz de onze anos, filho e irmão das infelizes, que ficou estarrecido perante o terrível e inevitável sucedido. D. Ramiro levou o jovem mouro como escravo para o castelo e pô-lo ao serviço de sua filha Beatriz. O mouro jurou vingar-se da morte das mulheres da sua família e, passados alguns anos, a mulher de D. Ramiro morreu envenenada, cumprindo-se assim a primeira parte da vingança. D. Ramiro, cheio de desgosto, resolveu ir combater os infiéis deixando Beatriz à guarda do mouro que não conseguiu cumprir a segunda parte da sua jura. Na verdade, Beatriz e o mouro apaixonaram-se perdidamente. Mas um dia D. Ramiro voltou ao seu castelo acompanhado pelo pretendente a quem tinha concedido a mão da sua filha. O apaixonado mouro preferia morrer a perder a sua Beatriz e contou-lhe a história da sua desgraça e as juras de vingança. Não se sabe muito bem o que se passou depois mas decerto que Beatriz lhe perdoou. A lenda conta que Beatriz e o mouro desapareceram como que por encanto e que D. Ramiro morreu pouco depois cheio de remorsos. Diz quem sabe, que no dia de S. João as almas do mouro e de Beatriz ainda hoje aparecem na torre do castelo, e que D. Ramiro, arrojado a seus pés, pede eterno perdão pelos seus crimes…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
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			<pubDate>Fri, 27 Jul 2012 02:55:41 -0700</pubDate>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;Apesar de muitos estudos feitos por quem de direito no campo da investigação histórica não se pode precisar a origem do seu nome, assim como se torna extremamente difícil clarificar o significado e a própria grafia do qual são conhecidas algumas variações: Almoriol, Almorol, Almourel ou Almuriel. Outros autores estabelecem ligação com o termo Moron, que Estrabão teria referido como cidade situada à beira Tejo, ou com o termo Muriella, que consta da descrição da delimitação do Bispado de Egitânia. A teoria mais aceite é que o nome teria a sua origem na palavra árabe almoran, que significa «pedra alta», o que estaria relacionado com a localização do Castelo de Almourol, edificado sobre um imponente bloco de granito, a 18 metros do solo. Situado numa pequena ilha escarpada, no curso do rio Tejo, o Castelo de Almourol é um dos monumentos militares medievais mais emblemáticos e cenográficos da Reconquista, sendo simultaneamente, um dos que melhor evoca a memória dos Templários no nosso país. As origens da ocupação deste local são bastante antigas e por isso mesmo, enigmáticas. Alguns autores referiram a possibilidade de aqui se ter instalado um primitivo reduto lusitano, ou pré-romano, posteriormente conquistado por estes e com vagas de ocupação ao longo de toda a Alta Idade Média. Fosse como fosse, o certo é que em 1129, data da conquista deste ponto pelas tropas portuguesas, o castelo já existia e denominava-se Almorolan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As raízes históricas da edificação do Castelo de Almourol apontam para o século II Antes de Cristo. O castelo terá sido erguido no local de um primitivo castro lusitano conquistado pelos romanos durante a ocupação da Península Ibérica. Posteriormente foi ocupado pelos Alanos, Visigodos e Mouros. A fortaleza de &amp;quot;Almorolan&amp;quot; (do árabe pedra alta) foi conquistada aos mouros no reinado de D. Afonso Henriques em 1129. Entre 1160 e 1171, o Castelo de Almourol foi reedificado e terá sido várias vezes restaurado nos reinados seguintes. Esteve na posse dos Templários até 1311, num ponto vital de comunicação das províncias do Norte e do Alentejo com a capital, nomeadamente, no comércio de azeite, trigo, madeiras, carne de porco e frutas. Em escavações efetuadas no interior e no exterior foram encontrados vários vestígios da presença romana, moedas, uma inscrição numa coluna e restos de alicerces e naturalmente, do período medieval, medalhas, duas colunetas de mármore mas nada do fabuloso tesouro dos Templários que a tradição popular diz estar escondido na ilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entregue aos Templários, que então efetivavam o povoamento entre o Mondego e o Tejo, sendo mesmo os principais responsáveis pela defesa da capital, Coimbra, o castelo foi reedificado e assumiu as características arquitetónicas e artísticas essenciais que ainda hoje se podem observar. Através de uma epígrafe colocada sobre a porta principal, sabemos que a conclusão das obras se deu em 1171, escassos dois anos após a grandiosa obra do Castelo de Tomar mandada edificar por Gualdim Pais, cuja atividade construtiva à frente da Ordem, nas décadas de 60 e 70 do século XII, foi verdadeiramente surpreendente. São várias as características que unem ambos os castelos, na mesma linha de arquitetura militar templária. Em altura, as altas muralhas protegidas por nove torres circulares adossadas e a torre de menagem são o verdadeiro centro nevrálgico de toda a estrutura. Estas últimas características constituem dois dos elementos mais inovadores com que os Templários pautaram a sua arquitetura militar no nosso país. Com efeito, a torre de menagem é estranha aos castelos pré-românicos, aparecendo apenas no século XII e em Tomar, o principal reduto defensivo templário em Portugal. A torre de menagem do castelo de Almourol tinha três pisos e foi bastante modificada ao longo dos tempos mas mantém ainda importantes vestígios originais, como a sapata que nos dá a dimensão geral da estrutura. Por outro lado, também as muralhas com torreões adossados, normalmente providas de alambor, foram trazidas para o ocidente peninsular por esta Ordem, e vemo-las também aplicadas em Almourol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Extinta a Ordem, e afastada a conjuntura reconquistadora que justificou a sua importância nos tempos medievais, o castelo de Almourol foi votado a um progressivo esquecimento, que o Romantismo veio alterar radicalmente. No século XIX, inserido no processo mental de busca e de revalorização da Idade Média, o castelo foi reinventado, à luz de um ideal romântico dos tempos medievais. Muitas das estruturas primitivas foram sacrificadas em benefício de uma ideologia que pretendia fazer dos monumentos medievais mais emblemáticos verdadeiras obras-primas sem paralelos na herança patrimonial. No século XX, o conjunto foi adaptado a Residência Oficial da República Portuguesa, aqui tendo lugar alguns importantes eventos do Estado Novo. O processo reinventivo iniciado um século antes, foi definitivamente consumado por esta intervenção dos anos 40 e 50, consumando-se, assim, o fascínio que a cenografia de Almourol causou no longo Romantismo cultural e político português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mitos e Lendas populares que enaltecem o romantismo associado a este castelo templário. A lenda de Beatriz e o Mouro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em tempos que já lá vão, em que a Península Ibérica estava dividida entre os mouros e os descendentes dos visigodos, nasceu uma lenda de um amor destinado a ser impossível. Vivia então no Castelo de Almourol um nobre godo, de seu nome D. Ramiro, com a sua mulher e uma única filha chamada Beatriz. D. Ramiro era um chefe guerreiro que travava frequentes batalhas contra os mouros, tendo fama de impiedoso e cruel. Um dia voltava das suas guerras quando já próximo do seu castelo avistou duas belas mouras, mãe e filha, transportando água numa bilha. O nobre godo parou o seu cavalo e pediu-lhes de beber mas as mouras assustaram-se e deixaram cair a bilha de água que se partiu. O impaciente D. Ramiro ficou cheio de raiva e logo ali as matou com a sua lança, mas antes de morrer a moura mais jovem amaldiçoou o cavaleiro cristão e toda a sua descendência. Aos gritos de morte das mouras, acorreu um rapaz de onze anos, filho e irmão das infelizes, que ficou estarrecido perante o terrível e inevitável sucedido. D. Ramiro levou o jovem mouro como escravo para o castelo e pô-lo ao serviço de sua filha Beatriz. O mouro jurou vingar-se da morte das mulheres da sua família e, passados alguns anos, a mulher de D. Ramiro morreu envenenada, cumprindo-se assim a primeira parte da vingança. D. Ramiro, cheio de desgosto, resolveu ir combater os infiéis deixando Beatriz à guarda do mouro que não conseguiu cumprir a segunda parte da sua jura. Na verdade, Beatriz e o mouro apaixonaram-se perdidamente. Mas um dia D. Ramiro voltou ao seu castelo acompanhado pelo pretendente a quem tinha concedido a mão da sua filha. O apaixonado mouro preferia morrer a perder a sua Beatriz e contou-lhe a história da sua desgraça e as juras de vingança. Não se sabe muito bem o que se passou depois mas decerto que Beatriz lhe perdoou. A lenda conta que Beatriz e o mouro desapareceram como que por encanto e que D. Ramiro morreu pouco depois cheio de remorsos. Diz quem sabe, que no dia de S. João as almas do mouro e de Beatriz ainda hoje aparecem na torre do castelo, e que D. Ramiro, arrojado a seus pés, pede eterno perdão pelos seus crimes…&lt;br /&gt;
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Copyright © &lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*===***===* Todos os direitos reservados ==***== Todos los derechos reservados ==***== All rights reserved ==**== Tutti i diritti riservati ==**== Alle Rechte vorbehalten ==**== Tous droits réservés =**=&lt;/p&gt;</media:description>
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		</item>
		<item>
			<title>Espanha – Castelo de Alburquerque – Intimamente ligado a vida de Inês de Castro este majestoso castelo, de Albuquerque ou castelo de Luna, assim chamado por D. Álvaro de Luna é uma fortaleza imponente que nos fascina pela sua beleza…</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7557916668/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7557916668/&quot; title=&quot;Espanha – Castelo de Alburquerque – Intimamente ligado a vida de Inês de Castro este majestoso castelo, de Albuquerque ou castelo de Luna, assim chamado por D. Álvaro de Luna é uma fortaleza imponente que nos fascina pela sua beleza…&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm8.staticflickr.com/7106/7557916668_e7d48cd1e6_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;119&quot; alt=&quot;Espanha – Castelo de Alburquerque – Intimamente ligado a vida de Inês de Castro este majestoso castelo, de Albuquerque ou castelo de Luna, assim chamado por D. Álvaro de Luna é uma fortaleza imponente que nos fascina pela sua beleza…&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Inicialmente a minha intenção era fotografar e documentar a maioria dos Castelos Portugueses, mas com o desenrolar das pesquisas que fui fazendo, apercebi-me de imediato que quanto mais fundo vamos na nossa história, mais nos apercebemos que estas duas Nações -Portugal e Espanha- se encontram intimamente ligadas desde tempos imemoriais e que ao longo dos séculos para o bem e para o mal, sempre foram países aliados e irmãos. Se recuarmos por exemplo ao tempo da Lusitânia, 150 anos a.C. verificamos que desde os Lusitanos, Carpetanos, Vetões, Numantinos, Túrdulos e tantas outras tribos de povos Celtas e Iberos, estes sempre se juntaram numa causa comum, defender todos estes bastos territórios da ocupação e imposições Romanas que tanta dificuldade tiveram em subjugar estes povos e contrariamente ao que acontecia na maior parte da Europa, a Ibéria sempre teve a coragem e a valentia de se defender destes invasores, que tiveram de recorrer ao jogo sujo para os levar de vencida, tal como o assassinato do lendário guerreiro e herói Lusitano que foi Viriato ou o cerco de Numância que ficou na história como a forma mais vil, repugnante e indigna de qualquer General com princípios militares ganhar uma guerra…Todos estes factos históricos mostram que apesar de muitas escaramuças entre estas duas Nações, foram tantas ou ainda mais, as vezes que estiveram juntas e lutaram lado a lado para defenderem interesses comuns como ainda hoje acontece, por isso, não posso falar honestamente da história destes dinossauros da arquitetura Medieval, sem pelo menos juntar alguns Castelos fronteiriços destas Nações e que, embora nos tempos atuais sejam com toda a legitimidade Espanhóis, tempos ouve que destes, alguns eram Portugueses, mas mais tarde com o definitivo acerto das fronteiras, com o tratado de Alcanises assinado a 12 de Setembro de 1297 entre D. Dinis de Portugal e D. Fernando IV de Castela, foram incorporados uns a Espanha e outros a Portugal. Este castelo de Alburquerque em particular tem uma forte ligação entre estes dois Pises e como se trata de uma joia da história Ibérica, não poderia ficar de fora deste roteiro que engloba os mais belos Castelos que nós conhecemos…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O castelo de Alburquerque é conhecido como Luna Castelo, referindo-se a Álvaro de Luna, mestre da Ordem de Santiago, que viveu nele por um longo período de tempo. Alburquerque é caracterizado principalmente por o seu poderoso castelo. A fortaleza, construída sobre uma crista afiada e rochosa localizada na Serra de San Pedro, domina a paisagem circundante à fronteira de Portugal e protege as pessoas que vivem do outro lado da colina. A paisagem deslumbrante pode ser vista a partir de sua localização formidável e são impressionantes, as vistas em dias claros, avistámos Badajoz, Elvas, Campo maior, Marvão e outros locais. Alfonso Telles de Meneses tomou o castelo aos mouros em 1218 e começou a partir dai a organizar o seu repovoamento gradual. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O castelo de Alburquerque foi construído nos primeiros séculos do período medieval, embora muito modificado por D. Álvaro de Luna, mestre da Ordem de Santiago e condestável de Castela, que ocorreu entre 1445 e 1453 com a construção de vários elementos significativos. A imponente torre principal do castelo está bem preservada e tem vários andares abobadados,  esta torre tem acesso através de uma ponte de arco ogival.  Outra peculiaridade do castelo de Albuquerque é a presença no seu interior da igreja de Santa Maria Maggiore del Castillo.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Esta igreja é um trabalho do final do século XIII, mas curiosamente tem a mais pura estrutura arquitetónica em toda a Extremadura românica.  O edifício não é muito grande, com um cabeçalho de uma única abside. As naves foram separadas por arcos semicirculares que descansam sobre pilares cruciformes, com quatro meias-colunas ligadas às suas testas, num estilo românico muito genuíno. Atualmente a igreja não é usada para qualquer adoração e esta transformada num hall de entrada para o castelo que desde a sua restauração em 1945 foi transformado num albergue da juventude pelo governo da Estremadura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da deterioração causada pela passagem do tempo e a falta de manutenção em intervalos de tempo longos, ainda estão preservados muitos elementos originais percebidos pela natureza primitiva da fortaleza, todo o sistema, como paredes, portas, caixas, baluartes e a grande torre de Homenagem a D. Álvaro de Luna se encontram em bom estado.  Esta ultima é uma pilha impressionante de pedras quadradas uma característica muito boa tanto para as suas várias plantas, como para a sua distribuição.  Os recursos de defesa da torre são notados nas ameias do alto - ligeiramente projetado sobre mísulas para defender os flancos.  Também digno de nota é a igreja que ainda está preservada no interior da fortaleza dedicada a Santa Maria do Castelo, construída no século XIII, sob a influência do estilo de transição entre o românico tardio e gótico.  Em 1924 foi declarada Monumento Nacional.  Alburquerque, como acima referi é muito perto da fronteira com Portugal e foi um domínio antigo dos reis deste país.  O nome vem do árabe Abu al-Qurq ', que significa &amp;quot;pai da cortiça ou do carvalho &amp;quot;.  Os títulos de Senhor de Alburquerque de Meneses e, mais tarde Conde de Alburquerque de Castilla e Duque de Alburquerque de La Cueva foram muito importantes em Castela na Idade Média. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As origens mais remotas dos castelos no continente europeu são os castros proto-históricos, que à época da expansão romana evoluíram para um reduto (&amp;quot;castellum&amp;quot;), dominado por uma torre de vigilância, cercado por um fosso e por uma muralha (&amp;quot;vallum&amp;quot;). O Castelo de Almourol em Portugal é um exemplo típico da arquitetura medieval europeia. Os castelos, na sua conceção clássica, começaram a surgir no século IX, quer em resposta às incursões Normandas e Magiares a Norte e no Centro, quer às lutas da Reconquista cristã na península Ibérica, mas de forma geral como uma manifestação do poder político descentralizado dos senhores feudais. Do século IX ao século XV, milhares de castelos foram erguidos pelo continente. Durante este período os senhores feudais eram a lei e as suas torres, e depois castelos, a garantia da segurança e da ordem para as populações locais, as suas colheitas bem como o seu gado. Essa situação manteve-se até ao surgimento da artilharia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um pouco da história de D. Inês de Castro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
D. Inês de Castro está intimamente ligada a este castelo, tratava-se de uma fidalga galega, de rara formosura, que fez parte da comitiva da infanta D. Constança de Castela, quando esta, em 1340, se deslocou a Portugal para casar com o príncipe D. Pedro (1320-1367). A beleza singular de D. Inês despertou desde logo a atenção do príncipe, que veio a apaixonar-se profundamente por ela. Desta paixão nasceu entre D. Pedro e D. Inês uma ligação amorosa que provocou escândalo na Corte portuguesa, motivo pelo qual o rei resolveu intervir, expulsando do reino Inês de Castro, que veio a instalar-se neste castelo de Albuquerque, na fronteira de Espanha. D. Constança morre de parto em 1345 e a ligação amorosa entre D. Pedro e D. Inês estreita-se ainda mais: contra a determinação do rei, Pedro manda que D. Inês regresse a Portugal e instala-a na sua própria casa, onde passam a viver uma vida de marido e mulher, de que nascem quatro filhos. Os conselheiros do rei aperceberam-se das atenções com que o herdeiro do trono português recebia os irmãos de D. Inês e outros fidalgos galegos, chamaram a atenção de D. Afonso IV para aquele estado de coisas e para os perigos que poderiam advir dessa circunstância, uma vez que seria natural antever a possibilidade de vir a criar-se uma influência dominante de Castela sobre a política Portuguesa, e persuadiram o rei de que esse perigo poderia afastar-se definitivamente, se cortassem pela raiz a causa real desse perigo, pois D. Inês exercia uma influência muito grande sobre o príncipe D. Pedro, que um dia viria a ser rei de Portugal, bastaria para isso eliminar D. Inês de Castro. O problema foi discutido na presença dos conselheiros do rei em Montemor-o-Velho, e aí ficou resolvido que Inês seria executada sem demora. Quando D. Inês soube desta resolução, foi ter com o rei, rodeada dos filhos, para implorar misericórdia, uma vez que ela se considerava isenta de qualquer culpa. As súplicas de Inês só momentaneamente apiedaram D. Afonso IV, que entretanto se deslocara a Coimbra para que se desse cumprimento à deliberação tomada. A execução de D. Inês efetuou-se a 7 de janeiro de 1355, segundo o ritual e as práticas daquele tempo. Anos depois, em 1360, D. Pedro I, já então rei de Portugal, jurou, perante a sua corte, que havia casado clandestinamente com D. Inês um ano antes da sua morte. O tema dos amores de D. Inês e da sua triste morte interessou a um grande número de poetas e escritores de várias épocas e de várias nacionalidades, e pode dizer-se que se contam por centenas as obras literárias em que o tema foi retratado. Este é um tema que também a mim me impressiona e prometo um dia voltar a ele com uma dedicação mais profunda…&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Lendas e Mitos, meias verdades e muitas dúvidas…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro tornou-se o oitavo rei de Portugal em 1357. Em Junho de 1360 faz a famosa declaração de Cantanhede, legitimando os filhos ao afirmar que se havia casado secretamente com Inês, em 1354 &amp;quot;...em dia que não se lembrava...&amp;quot;. A palavra do rei, e de seu capelão foram a única prova deste casamento. Pedro perseguiu os assassinos de Inês, que tinham fugido para Castela Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves foram apanhados e executados. Segundo a lenda, o Rei mandou arrancar a um o coração pelo peito e ao outro pelas costas, e assistiu à execução enquanto se banqueteava). Diogo Lopes Pacheco conseguiu escapar para França, e foi mais tarde perdoado pelo Rei no seu leito de morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro mandou construir dois esplêndidos túmulos no mosteiro de Alcobaça, um para si e outro para onde trasladou os restos de sua amada Inês. Pedro juntou-se a Inês em 1367, e os restos de ambos jazem juntos até hoje, frente a frente, para que, segundo a lenta &amp;quot;possam olhar-se nos olhos quando despertarem no dia do juízo final&amp;quot;. Inês de Castro tornou-se conhecida ao ter a sua história lembrada por Camões no Canto III d' Os Lusíadas, onde faz referência à «...mísera e mesquinha, que depois de ser morta foi rainha...». Foi amante e declarada postumamente esposa legítima de Pedro I de Portugal. A sua desventurada vida e controverso casamento ainda hoje fazem com que historiadores se debrucem sobre o caso, procurando indícios de veracidade no facto de ter havido ou não um casamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
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			<pubDate>Thu, 12 Jul 2012 13:24:55 -0700</pubDate>
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            			<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/">nobody@flickr.com (Anselmo Sousa.)</author>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;Inicialmente a minha intenção era fotografar e documentar a maioria dos Castelos Portugueses, mas com o desenrolar das pesquisas que fui fazendo, apercebi-me de imediato que quanto mais fundo vamos na nossa história, mais nos apercebemos que estas duas Nações -Portugal e Espanha- se encontram intimamente ligadas desde tempos imemoriais e que ao longo dos séculos para o bem e para o mal, sempre foram países aliados e irmãos. Se recuarmos por exemplo ao tempo da Lusitânia, 150 anos a.C. verificamos que desde os Lusitanos, Carpetanos, Vetões, Numantinos, Túrdulos e tantas outras tribos de povos Celtas e Iberos, estes sempre se juntaram numa causa comum, defender todos estes bastos territórios da ocupação e imposições Romanas que tanta dificuldade tiveram em subjugar estes povos e contrariamente ao que acontecia na maior parte da Europa, a Ibéria sempre teve a coragem e a valentia de se defender destes invasores, que tiveram de recorrer ao jogo sujo para os levar de vencida, tal como o assassinato do lendário guerreiro e herói Lusitano que foi Viriato ou o cerco de Numância que ficou na história como a forma mais vil, repugnante e indigna de qualquer General com princípios militares ganhar uma guerra…Todos estes factos históricos mostram que apesar de muitas escaramuças entre estas duas Nações, foram tantas ou ainda mais, as vezes que estiveram juntas e lutaram lado a lado para defenderem interesses comuns como ainda hoje acontece, por isso, não posso falar honestamente da história destes dinossauros da arquitetura Medieval, sem pelo menos juntar alguns Castelos fronteiriços destas Nações e que, embora nos tempos atuais sejam com toda a legitimidade Espanhóis, tempos ouve que destes, alguns eram Portugueses, mas mais tarde com o definitivo acerto das fronteiras, com o tratado de Alcanises assinado a 12 de Setembro de 1297 entre D. Dinis de Portugal e D. Fernando IV de Castela, foram incorporados uns a Espanha e outros a Portugal. Este castelo de Alburquerque em particular tem uma forte ligação entre estes dois Pises e como se trata de uma joia da história Ibérica, não poderia ficar de fora deste roteiro que engloba os mais belos Castelos que nós conhecemos…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O castelo de Alburquerque é conhecido como Luna Castelo, referindo-se a Álvaro de Luna, mestre da Ordem de Santiago, que viveu nele por um longo período de tempo. Alburquerque é caracterizado principalmente por o seu poderoso castelo. A fortaleza, construída sobre uma crista afiada e rochosa localizada na Serra de San Pedro, domina a paisagem circundante à fronteira de Portugal e protege as pessoas que vivem do outro lado da colina. A paisagem deslumbrante pode ser vista a partir de sua localização formidável e são impressionantes, as vistas em dias claros, avistámos Badajoz, Elvas, Campo maior, Marvão e outros locais. Alfonso Telles de Meneses tomou o castelo aos mouros em 1218 e começou a partir dai a organizar o seu repovoamento gradual. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O castelo de Alburquerque foi construído nos primeiros séculos do período medieval, embora muito modificado por D. Álvaro de Luna, mestre da Ordem de Santiago e condestável de Castela, que ocorreu entre 1445 e 1453 com a construção de vários elementos significativos. A imponente torre principal do castelo está bem preservada e tem vários andares abobadados,  esta torre tem acesso através de uma ponte de arco ogival.  Outra peculiaridade do castelo de Albuquerque é a presença no seu interior da igreja de Santa Maria Maggiore del Castillo.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Esta igreja é um trabalho do final do século XIII, mas curiosamente tem a mais pura estrutura arquitetónica em toda a Extremadura românica.  O edifício não é muito grande, com um cabeçalho de uma única abside. As naves foram separadas por arcos semicirculares que descansam sobre pilares cruciformes, com quatro meias-colunas ligadas às suas testas, num estilo românico muito genuíno. Atualmente a igreja não é usada para qualquer adoração e esta transformada num hall de entrada para o castelo que desde a sua restauração em 1945 foi transformado num albergue da juventude pelo governo da Estremadura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da deterioração causada pela passagem do tempo e a falta de manutenção em intervalos de tempo longos, ainda estão preservados muitos elementos originais percebidos pela natureza primitiva da fortaleza, todo o sistema, como paredes, portas, caixas, baluartes e a grande torre de Homenagem a D. Álvaro de Luna se encontram em bom estado.  Esta ultima é uma pilha impressionante de pedras quadradas uma característica muito boa tanto para as suas várias plantas, como para a sua distribuição.  Os recursos de defesa da torre são notados nas ameias do alto - ligeiramente projetado sobre mísulas para defender os flancos.  Também digno de nota é a igreja que ainda está preservada no interior da fortaleza dedicada a Santa Maria do Castelo, construída no século XIII, sob a influência do estilo de transição entre o românico tardio e gótico.  Em 1924 foi declarada Monumento Nacional.  Alburquerque, como acima referi é muito perto da fronteira com Portugal e foi um domínio antigo dos reis deste país.  O nome vem do árabe Abu al-Qurq ', que significa &amp;quot;pai da cortiça ou do carvalho &amp;quot;.  Os títulos de Senhor de Alburquerque de Meneses e, mais tarde Conde de Alburquerque de Castilla e Duque de Alburquerque de La Cueva foram muito importantes em Castela na Idade Média. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As origens mais remotas dos castelos no continente europeu são os castros proto-históricos, que à época da expansão romana evoluíram para um reduto (&amp;quot;castellum&amp;quot;), dominado por uma torre de vigilância, cercado por um fosso e por uma muralha (&amp;quot;vallum&amp;quot;). O Castelo de Almourol em Portugal é um exemplo típico da arquitetura medieval europeia. Os castelos, na sua conceção clássica, começaram a surgir no século IX, quer em resposta às incursões Normandas e Magiares a Norte e no Centro, quer às lutas da Reconquista cristã na península Ibérica, mas de forma geral como uma manifestação do poder político descentralizado dos senhores feudais. Do século IX ao século XV, milhares de castelos foram erguidos pelo continente. Durante este período os senhores feudais eram a lei e as suas torres, e depois castelos, a garantia da segurança e da ordem para as populações locais, as suas colheitas bem como o seu gado. Essa situação manteve-se até ao surgimento da artilharia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um pouco da história de D. Inês de Castro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
D. Inês de Castro está intimamente ligada a este castelo, tratava-se de uma fidalga galega, de rara formosura, que fez parte da comitiva da infanta D. Constança de Castela, quando esta, em 1340, se deslocou a Portugal para casar com o príncipe D. Pedro (1320-1367). A beleza singular de D. Inês despertou desde logo a atenção do príncipe, que veio a apaixonar-se profundamente por ela. Desta paixão nasceu entre D. Pedro e D. Inês uma ligação amorosa que provocou escândalo na Corte portuguesa, motivo pelo qual o rei resolveu intervir, expulsando do reino Inês de Castro, que veio a instalar-se neste castelo de Albuquerque, na fronteira de Espanha. D. Constança morre de parto em 1345 e a ligação amorosa entre D. Pedro e D. Inês estreita-se ainda mais: contra a determinação do rei, Pedro manda que D. Inês regresse a Portugal e instala-a na sua própria casa, onde passam a viver uma vida de marido e mulher, de que nascem quatro filhos. Os conselheiros do rei aperceberam-se das atenções com que o herdeiro do trono português recebia os irmãos de D. Inês e outros fidalgos galegos, chamaram a atenção de D. Afonso IV para aquele estado de coisas e para os perigos que poderiam advir dessa circunstância, uma vez que seria natural antever a possibilidade de vir a criar-se uma influência dominante de Castela sobre a política Portuguesa, e persuadiram o rei de que esse perigo poderia afastar-se definitivamente, se cortassem pela raiz a causa real desse perigo, pois D. Inês exercia uma influência muito grande sobre o príncipe D. Pedro, que um dia viria a ser rei de Portugal, bastaria para isso eliminar D. Inês de Castro. O problema foi discutido na presença dos conselheiros do rei em Montemor-o-Velho, e aí ficou resolvido que Inês seria executada sem demora. Quando D. Inês soube desta resolução, foi ter com o rei, rodeada dos filhos, para implorar misericórdia, uma vez que ela se considerava isenta de qualquer culpa. As súplicas de Inês só momentaneamente apiedaram D. Afonso IV, que entretanto se deslocara a Coimbra para que se desse cumprimento à deliberação tomada. A execução de D. Inês efetuou-se a 7 de janeiro de 1355, segundo o ritual e as práticas daquele tempo. Anos depois, em 1360, D. Pedro I, já então rei de Portugal, jurou, perante a sua corte, que havia casado clandestinamente com D. Inês um ano antes da sua morte. O tema dos amores de D. Inês e da sua triste morte interessou a um grande número de poetas e escritores de várias épocas e de várias nacionalidades, e pode dizer-se que se contam por centenas as obras literárias em que o tema foi retratado. Este é um tema que também a mim me impressiona e prometo um dia voltar a ele com uma dedicação mais profunda…&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Lendas e Mitos, meias verdades e muitas dúvidas…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro tornou-se o oitavo rei de Portugal em 1357. Em Junho de 1360 faz a famosa declaração de Cantanhede, legitimando os filhos ao afirmar que se havia casado secretamente com Inês, em 1354 &amp;quot;...em dia que não se lembrava...&amp;quot;. A palavra do rei, e de seu capelão foram a única prova deste casamento. Pedro perseguiu os assassinos de Inês, que tinham fugido para Castela Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves foram apanhados e executados. Segundo a lenda, o Rei mandou arrancar a um o coração pelo peito e ao outro pelas costas, e assistiu à execução enquanto se banqueteava). Diogo Lopes Pacheco conseguiu escapar para França, e foi mais tarde perdoado pelo Rei no seu leito de morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro mandou construir dois esplêndidos túmulos no mosteiro de Alcobaça, um para si e outro para onde trasladou os restos de sua amada Inês. Pedro juntou-se a Inês em 1367, e os restos de ambos jazem juntos até hoje, frente a frente, para que, segundo a lenta &amp;quot;possam olhar-se nos olhos quando despertarem no dia do juízo final&amp;quot;. Inês de Castro tornou-se conhecida ao ter a sua história lembrada por Camões no Canto III d' Os Lusíadas, onde faz referência à «...mísera e mesquinha, que depois de ser morta foi rainha...». Foi amante e declarada postumamente esposa legítima de Pedro I de Portugal. A sua desventurada vida e controverso casamento ainda hoje fazem com que historiadores se debrucem sobre o caso, procurando indícios de veracidade no facto de ter havido ou não um casamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
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		</item>
		<item>
			<title>Portugal - O lendário e valoroso Castelo de Montemor-o-Velho. Se alguma coisa marca a história desta fortaleza, é o facto de nela ter sido decidida a morte de Inês de Castro, uma barbaridade mesmo para os padrões da época….</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7459649022/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7459649022/&quot; title=&quot;Portugal - O lendário e valoroso Castelo de Montemor-o-Velho. Se alguma coisa marca a história desta fortaleza, é o facto de nela ter sido decidida a morte de Inês de Castro, uma barbaridade mesmo para os padrões da época….&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm9.staticflickr.com/8152/7459649022_0e9b3740f1_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;121&quot; alt=&quot;Portugal - O lendário e valoroso Castelo de Montemor-o-Velho. Se alguma coisa marca a história desta fortaleza, é o facto de nela ter sido decidida a morte de Inês de Castro, uma barbaridade mesmo para os padrões da época….&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O lendário e valoroso Castelo de Montemor-o-Velho domina, do seu alto monte, a extensa e bela planície de arrozais do Baixo Mondego. Aqui se acolheram diferentes povos e culturas, existindo sinais materiais da passagem dos Romanos, como o testemunham alguns dos cilhares de pedra integrados na base da torre de menagem desta fortaleza medieval. Vivendo os tempo conturbados das invasões bárbaras e, posteriormente, do mais calmo reinado visigótico, Montemor-o-Velho seria ocupada no século VIII pelos muçulmanos, que deixaram nesta região uma forte impressão da sua cultura. Reconquistada em 848 para as armas cristãs, através de Ramiro I de Leão e do seu tio, o abade João, este castelo do Baixo Mondego mudaria de mãos por diversas vezes até ao século XI. Numa dessas razias, a fortaleza foi particularmente afectada pela acção militar desencadeada pelo impetuoso exército árabe de Almançor.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O castelo de Montemor-o-Velho está implantado num local que apresenta vestígios de ocupação muito antiga, provavelmente pré-histórica, todavia é certa a ocupação romana, atestada pelas pedras utilizadas na base da Torre de Menagem. As primeiras referências a este castelo, dão conta da sua reconquista aos árabes por volta de 848, mas cairia de novo nas mãos dos muçulmanos em 990, com uma nova reconquista cristã por volta do ano de 1006, para voltar à posse árabe em 1026, e este alternar de conquistas e reconquistas só viria a estabilizar por volta de 1064, quando Fernando Magno reconquista toda a região, empurrando os árabes para lá do Mondego. Este castelo em conjunto com os de Miranda, Penela, Soure e Santa Eulália formava, no período da consolidação da independência do Condado Portucalense, a cintura defensiva da cidade de Coimbra. Palco de muitas lutas, não só com os árabes, mas também devido às disputas entre os príncipes e reis de Portugal, e até nas invasões francesas, foi sendo reparado, ampliado e modificado ao logo dos séculos, mas se alguma coisa marca a história desta fortaleza, é o facto nela ter sido decidida a morte de Inês de Castro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo dos anos, a quebra progressiva do interesse militar deste tipo de estruturas, foi ditando o abandono ou a sua utilização com outros fins, neste caso chegou a existir no seu interior, um cemitério, junto à igreja da Alcáçova, que foi retirado em meados do século XX. A partir de 1936 tem vindo a ser conservado, foram reconstruídas muralhas, foi colocada instalação eléctrica e criada uma casa de chá no que resta do chamado, Paço das Infantas. Para além do que este castelo tem para ver, da sua grande estrutura defensiva, no seu interior encontram-se as ruínas do antigo paço senhorial, a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, a Capela de Santo António, a Igreja da Madalena e as ruínas da Capela de São João. Mais recentemente em1994 fizeram-se algumas obras de recuperação e consolidação das muralhas. Foram também ajardinadas algumas partes interiores. O castelo foi classificado como Monumento Nacional pelo Decreto de 16-06-1910.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Castelo de Montemor-o-Velho e a Lenda das Arcas &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já diziam os antigos que no castelo de Montemor-o-Velho estão enterradas duas arcas, uma cheia de ouro e a outra cheia de peste. A sua origem remonta ao tempo dos Mouros quando era alcaide naquela cidade um viúvo austero que tinha uma única filha, a qual guardava longe dos olhares de todos como se fosse o maior tesouro do mundo. Um dia, quando a jovem era já uma mulher, um dos seus fiéis cavaleiros apaixonou-se por ela, mas o alcaide nem queria ouvir falar de tal possibilidade. Quando o cavaleiro insistiu, o alcaide resolveu prendê-lo e condenou-o à morte. Assim que a jovem soube da tragédia em que involuntariamente estava envolvida, ainda tentou interceder mas o pai permaneceu insensível às suas súplicas. A jovem que até então não fazia ideia do grande amor que o cavaleiro lhe dedicava, resolveu visitá-lo em segredo nas masmorras. Este amor devia estar já talhado no livro do destino, pois a jovem logo se apaixonou pelo cavaleiro e ambos fugiram do castelo. Porem, a sua captura foi fácil e logo foram levados a presença do irascível alcaide, este ainda ficou mais furioso quando soube que a sua filha tinha casado com o cavaleiro. Então, por vingança, resolveu dar-lhes uma prenda maldita: duas arcas, uma com ouro e a outra com a peste. Os jovens que prezavam mais a sua vida e o seu amor que todo o ouro do mundo fugiram do louco alcaide, deixando para trás as duas arcas que nunca ninguém ousou abrir e que ainda hoje estão enterradas nas muralhas do velho castelo. Muitos, movidos pela audácia ou pelo desespero de tempos difíceis, aproximaram-se das arcas e em épocas de crise muitos foram os que se juntaram para abrir a arca da fortuna… Mas… logo paravam atónitos e perplexos, petrificados com o medo de abrir a arca da peste pois esta se aberta traria ainda mais desgraça e miséria… E assim, as arcas lá continuam à espera de um dia alguém ter a ousadia de as procurar e a imprudência de as abrir...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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			<pubDate>Thu, 28 Jun 2012 02:00:30 -0700</pubDate>
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    <media:title>Portugal - O lendário e valoroso Castelo de Montemor-o-Velho. Se alguma coisa marca a história desta fortaleza, é o facto de nela ter sido decidida a morte de Inês de Castro, uma barbaridade mesmo para os padrões da época….</media:title>
    <media:description type="html">&lt;p&gt;O lendário e valoroso Castelo de Montemor-o-Velho domina, do seu alto monte, a extensa e bela planície de arrozais do Baixo Mondego. Aqui se acolheram diferentes povos e culturas, existindo sinais materiais da passagem dos Romanos, como o testemunham alguns dos cilhares de pedra integrados na base da torre de menagem desta fortaleza medieval. Vivendo os tempo conturbados das invasões bárbaras e, posteriormente, do mais calmo reinado visigótico, Montemor-o-Velho seria ocupada no século VIII pelos muçulmanos, que deixaram nesta região uma forte impressão da sua cultura. Reconquistada em 848 para as armas cristãs, através de Ramiro I de Leão e do seu tio, o abade João, este castelo do Baixo Mondego mudaria de mãos por diversas vezes até ao século XI. Numa dessas razias, a fortaleza foi particularmente afectada pela acção militar desencadeada pelo impetuoso exército árabe de Almançor.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O castelo de Montemor-o-Velho está implantado num local que apresenta vestígios de ocupação muito antiga, provavelmente pré-histórica, todavia é certa a ocupação romana, atestada pelas pedras utilizadas na base da Torre de Menagem. As primeiras referências a este castelo, dão conta da sua reconquista aos árabes por volta de 848, mas cairia de novo nas mãos dos muçulmanos em 990, com uma nova reconquista cristã por volta do ano de 1006, para voltar à posse árabe em 1026, e este alternar de conquistas e reconquistas só viria a estabilizar por volta de 1064, quando Fernando Magno reconquista toda a região, empurrando os árabes para lá do Mondego. Este castelo em conjunto com os de Miranda, Penela, Soure e Santa Eulália formava, no período da consolidação da independência do Condado Portucalense, a cintura defensiva da cidade de Coimbra. Palco de muitas lutas, não só com os árabes, mas também devido às disputas entre os príncipes e reis de Portugal, e até nas invasões francesas, foi sendo reparado, ampliado e modificado ao logo dos séculos, mas se alguma coisa marca a história desta fortaleza, é o facto nela ter sido decidida a morte de Inês de Castro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo dos anos, a quebra progressiva do interesse militar deste tipo de estruturas, foi ditando o abandono ou a sua utilização com outros fins, neste caso chegou a existir no seu interior, um cemitério, junto à igreja da Alcáçova, que foi retirado em meados do século XX. A partir de 1936 tem vindo a ser conservado, foram reconstruídas muralhas, foi colocada instalação eléctrica e criada uma casa de chá no que resta do chamado, Paço das Infantas. Para além do que este castelo tem para ver, da sua grande estrutura defensiva, no seu interior encontram-se as ruínas do antigo paço senhorial, a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, a Capela de Santo António, a Igreja da Madalena e as ruínas da Capela de São João. Mais recentemente em1994 fizeram-se algumas obras de recuperação e consolidação das muralhas. Foram também ajardinadas algumas partes interiores. O castelo foi classificado como Monumento Nacional pelo Decreto de 16-06-1910.&lt;br /&gt;
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O Castelo de Montemor-o-Velho e a Lenda das Arcas &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já diziam os antigos que no castelo de Montemor-o-Velho estão enterradas duas arcas, uma cheia de ouro e a outra cheia de peste. A sua origem remonta ao tempo dos Mouros quando era alcaide naquela cidade um viúvo austero que tinha uma única filha, a qual guardava longe dos olhares de todos como se fosse o maior tesouro do mundo. Um dia, quando a jovem era já uma mulher, um dos seus fiéis cavaleiros apaixonou-se por ela, mas o alcaide nem queria ouvir falar de tal possibilidade. Quando o cavaleiro insistiu, o alcaide resolveu prendê-lo e condenou-o à morte. Assim que a jovem soube da tragédia em que involuntariamente estava envolvida, ainda tentou interceder mas o pai permaneceu insensível às suas súplicas. A jovem que até então não fazia ideia do grande amor que o cavaleiro lhe dedicava, resolveu visitá-lo em segredo nas masmorras. Este amor devia estar já talhado no livro do destino, pois a jovem logo se apaixonou pelo cavaleiro e ambos fugiram do castelo. Porem, a sua captura foi fácil e logo foram levados a presença do irascível alcaide, este ainda ficou mais furioso quando soube que a sua filha tinha casado com o cavaleiro. Então, por vingança, resolveu dar-lhes uma prenda maldita: duas arcas, uma com ouro e a outra com a peste. Os jovens que prezavam mais a sua vida e o seu amor que todo o ouro do mundo fugiram do louco alcaide, deixando para trás as duas arcas que nunca ninguém ousou abrir e que ainda hoje estão enterradas nas muralhas do velho castelo. Muitos, movidos pela audácia ou pelo desespero de tempos difíceis, aproximaram-se das arcas e em épocas de crise muitos foram os que se juntaram para abrir a arca da fortuna… Mas… logo paravam atónitos e perplexos, petrificados com o medo de abrir a arca da peste pois esta se aberta traria ainda mais desgraça e miséria… E assim, as arcas lá continuam à espera de um dia alguém ter a ousadia de as procurar e a imprudência de as abrir...&lt;br /&gt;
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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		</item>
		<item>
			<title>Portugal – Castelo de Penedono - São antiquíssimas estas terras de Penedono. Por todos os lados nos depara-mos com testemunhos milenares de uma remota ocupação humana, cujos primórdios se perdem na névoa e nas espessas brumas do tempo…</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7181321365/</link>
			<description>			&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/&quot;&gt;Anselmo Sousa.&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
	
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7181321365/&quot; title=&quot;Portugal – Castelo de Penedono - São antiquíssimas estas terras de Penedono. Por todos os lados nos depara-mos com testemunhos milenares de uma remota ocupação humana, cujos primórdios se perdem na névoa e nas espessas brumas do tempo…&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm6.staticflickr.com/5326/7181321365_ac8e9bdda0_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;120&quot; alt=&quot;Portugal – Castelo de Penedono - São antiquíssimas estas terras de Penedono. Por todos os lados nos depara-mos com testemunhos milenares de uma remota ocupação humana, cujos primórdios se perdem na névoa e nas espessas brumas do tempo…&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Há sítios assim, que nos impelem a mergulhar neles, atraídos pela força mágica de um abismo que não conhecemos e que nos desafia a descobri-los com tanta coragem como inconsciência, a sermos parte dessa história da qual viemos mas da qual nos afastamos cada vez mais. O centro histórico da vila de Penedono é certamente um desses sítios aonde magia, imaginação e acima de tudo a história, nos transporta para um tempo muito difícil de conceber nos dias que correm mas que de facto foram uma realidade, pois é desse tempo que nos falam as pedras gastas, a calçada, o pelourinho na frente do Castelo, as marcas de tempos idos e acima de tudo as suas gentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da cultura dolménica chegaram até nós ecos significativos. Por exemplo, o topónimo ANTAS, de uma das freguesias do concelho, tem a sua origem, precisamente, naqueles monumentos pétreos, de finalidade religioso-funerária, que os homens do Neolítico, com esforço sobre-humano, levantaram há milhares de anos por estes confins da Beira. No limite dos montes, implantaram-se os castros; e os Romanos rasgaram os seus caminhos através destas serranias ásperas, onde vieram encontrar o ouro e a prata, metais preciosos, sempre apetecidos. Por aqui erraram, pilhando haveres e aniquilando vidas, hordas de povos bárbaros, alanos, vândalos, suevos e godos, oriundas do leste europeu. E dois séculos depois, outros povos invasores, vindos do Norte de África - os Muçulmanos - aqui viriam a fixar-se por um longo período de tempo, até serem definitivamente expulsos, na 2.ª metade do século XI, por Fernando Magno, rei de Leão. Data de 960 o primeiro documento conhecido, onde o nome de Penedono é referido na forma Pena de Dono, o que quer dizer, segundo a opinião mais comummente aceite, Penha ou Castelo de Dono, sendo Dono um nome pessoal, vulgar no século X. Tal documento é uma carta, pela qual uma riquíssima dona, a &amp;quot;devota&amp;quot; Flâmula (ou Chama), encontrando-se doente e temendo o dia da sua morte, lega a sua tia Mumadona, fundadora do mosteiro de S. Salvador de Guimarães, inúmeras propriedades, castelos e povoações, aquém e além-Douro, incluindo algumas salinas em Aveiro, para que tudo fosse vendido, revertendo o produto da venda em benefício dos cativos, peregrinos e mosteiros. Entre os castelos legados, figuravam os de Trancoso, Moreira, Longroiva, Numão, Almendra, Pena de Dono, Sernancelhe, Caria, e muitos outros. Nos finais do século XII, pertencia a vila de pena de dono à coroa dos reis de Portugal. Com o intuito de incrementar o seu repovoamento, outorgou-lhe D. Sancho I, juntamente com seus filhos, no ano de 1195, carta de foral, pela qual são concedidos aos moradores, especialmente aos cavaleiros, muitos privilégios. Em Outubro de 1217, foi foral confirmado por D. Afonso II, filho e sucessor de D. Sancho I, juntamente com a sua mulher, a rainha D. Dulce, e seus filhos, os infantes D. Sancho, D. Afonso e Dona Leonor. &amp;quot;A importância de tal confirmação ressalta do número e qualidade das pessoas que nela intervieram como confirmantes, nada menos do que oito bispos: Estêvão, arcebispo de Braga; Martinho, bispo do Porto; Pedro, bispo de Coimbra; Soeiro, bispo de Lisboa; Soeiro, bispo de Évora; Pelágio, bispo de Lamego; Bartolomeu, bispo de Viseu; Martinho, bispo da Guarda; e ainda Martinho João, alferes-mor do Rei; Pedro João, mordomo da Cúria; e mais doze Senhores da Corte, sendo sete como confirmantes e cinco testemunhas&amp;quot;. Em 1321, no reinado de D. Dinis, existiam em Penedono três igrejas paroquiais, das invocações de S. Pedro, S. Salvador e Santa Maria Madalena, cujas rendas foram calculadas, respetivamente, em 50, 40 e 100 libras cada uma. No decorrer do tempo, extinguiu-se a paróquia de Santa Maria Madalena, repartindo-se os fregueses pelas de S. Pedro e S. Salvador. Hoje já só existe a de S. Pedro. O último foral de Pena de Dono data do tempo de El- Rei D. Manuel I, o Venturoso. Trata-se do &amp;quot;foral novo&amp;quot;, subscrito por Fernão de Pina, a 27 de Novembro de 1512. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As rendas e os direitos anuais, devidos à Coroa, fixados em 2970 réis, deviam ser pagos pelos moradores do concelho ao alcaide do castelo da vila. Do gado miúdo (ovino e caprino) que sem licença entrasse nos montados, levaria o concelho 1 real por cabeça; e do gado vacum, 10 reais. Seguem-se os capítulos de Armas, Sentenças e Gado do Vento, referentes, o primeiro, à pena de arma; o segundo, à execução das sentenças; e o terceiro ao gado do vento, isto é, o gado encontrado a vaguear pelos montes, sem dono conhecido. Entre os direitos particulares, são mencionados a portagem de entrada na vila e o forno de cozer pão. (e julgava eu que as portagens era uma coisa do nosso tempo). Do Cadastro da População do Reino, elaborado em 1527 por ordem de D. João III, consta que na vila de Penedono e seu termo havia então 486 moradores ou fogos, o que equivalia a cerca de 1500 habitantes. O lugar mais populoso era o das Antas, com 130 moradores, seguindo-se Castainço com 85, a Beselga com 82 e a Prova com 78. Em penúltimo vinha a Vila com 73 e, por fim, Alcarva com 48. Só nas Antas, constavam quase um terço do total da população do concelho. Por decreto de 23 de Dezembro de 1873, foi suprimido o julgado de Penedono, apenas ficando a existir o concelho. Este, por seu turno, seria extinto em 1895, por decreto de 7 de Setembro, mas de novo restaurado em 1898 a 13 de Janeiro, com todas as freguesias que o constituíam antes da extinção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Castelo de Penedono é uma das fortalezas referidas na célebre doação de D. Flâmula (ou Chamôa Rodrigues) ao Mosteiro de Guimarães, em 960, o que assegura ter sido, por essa altura, um ponto de incontornável importância na defesa e organização da Beira Alta Interior. Da configuração dessa fortificação, todavia, nada se sabe, nem da que foi conquistada por D. Fernando Magno, um século depois, ou mesmo da que os primeiros monarcas portugueses agraciaram com privilégios e foral (1195). O monumento que chegou até aos nossos dias resulta de uma reconstrução quase integral executada nos finais do século XIV. D. Fernando incluiu a povoação no termo de Trancoso, município que pretendeu destruir o castelo. A esta intenção reagiram negativamente os homens-bons de Penedono que conseguiram autonomizar-se. A vila foi então doada a D. Vasco Fernandes Coutinho, que reconstruiu a fortaleza. Novas obras tiveram lugar no final do século XV e inícios do seguinte, incentivadas por D. Francisco Coutinho, vedor das obras reais na Beira. É um insólito castelo-paço de planta poligonal e rodeado por uma baixa barbacã. A fachada principal está voltada a Ocidente e integra portal de lintel reto com arco apontado entre torres quadrangulares coroadas por ameias, ligadas por um passadiço superior que defendia ativamente a entrada. O interior é hoje uma ruína do paço senhorial que aqui existiu. Ainda são identificáveis as escadas de acesso ao adarve, encostadas à muralha, mas fendas provocadas certamente de uma forma intencional nestas estruturas não permite, numa abordagem imediata, o reconhecimento da estrutura do paço. É de supor que a habitação nobre tenha sido genericamente de três andares, mas o conjunto carece, ainda, de um estudo monográfico rigoroso que possa interpretar os muitos indícios conservados. No século XV, ainda não totalmente com a configuração atual, o castelo é apontado como o local de nascimento de D. Álvaro Gonçalves Coutinho, celebrizado por Luís de Camões com a alcunha de “o Magriço”. A história em que tomou parte pode considerar-se o paradigma da mentalidade cavaleiresca medieval, em que doze cavaleiros portugueses partiram para Inglaterra para em torneio, defrontar outros tantos ingleses que haviam injuriado a honra de doze damas da corte dos Lencastre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Visitada por Alexandre Herculano em 1812, a fortaleza de Penedono já se encontrava em ruínas, assim permanecendo até à atualidade. Em 1940, no âmbito das comemorações dos Centenários, promovidas pelo Estado Novo, o castelo foi alvo de intervenções de restauro. Alguns panos de muralha e torres, que se encontravam danificados, foram parcialmente reconstruídos, aproveitando-se a ocasião para lajear os pavimentos e beneficiar os acessos. Novos trabalhos ocorreram em 1949 e 1953, mais vocacionados para a consolidação das estruturas, o que contribuiu para que o conjunto chegasse até à atualidade num relativo estado de genuinidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda da Fraga do Castelo de Penedono&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem vários rochedos à volta do Castelo de Penedono. No entanto, no lado Nordeste, existe um rochedo parecido com um escorrega, onde nunca cresceu musgo nem qualquer outra forma de vida como acontece nos outros e tem uma cor avermelhada. Conta a lenda que por esta rocha inclinada correram rios de sangue derramado pelos mouros quando estes foram derrotados e atirados do alto do Castelo indo embater neste penedo singular. Havendo no entanto outra versão que conta ter existido no Castelo de Penedono, um certo cavaleiro, muito apaixonado, para conquistar a sua amada, com o seu cavalo este andaria por cima das ameias em singela manifestação e sinal do seu amor. Este cavaleiro e o seu cavalo tiveram como não seria de esperar outra coisa um triste fim num trágico dia em que cavalo e cavaleiro perderam o equilíbrio e caíram em cima deste rochedo ficando o mesmo pintado de vermelho com o seu sangue e desde então nenhum organismo vivo se atreveu a ocupar tamanho símbolo de dedicação e amor…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda das Duas Pedras do Castelo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No lado direito da fachada principal do castelo de Penedono distinguem-se, facilmente, duas pedrinhas brancas, relativamente próximas. Estas pedras são as tampas de duas caixinhas misteriosas, aí deixadas por uma moura muito rica, que ali viveu e que ali escondeu a sua fortuna para que ninguém a roubasse, tendo colocado numa caixa todos os seus tesouros e na outra, uma perigosíssima mensagem que causaria a morte imediata e outros grandes malefícios a quem ousa-se tocar-lhe! Como ninguém sabe em qual das caixas se esconde o tesouro, alma alguma até hoje, ousou removê-las com o receio de se enganar e abrir a caixa da maldição e dos terríveis presságios que lhes cairia de imediato em cima, bem como em toda a população de Penedono... Seria essa a única altura em que eu não gostaria de fazer parte desta magnifica terra da Beira interior deste estranhamente belo Pais…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Copyright © &lt;br /&gt;
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			<pubDate>Tue, 12 Jun 2012 13:49:20 -0700</pubDate>
			                        <dc:date.Taken>2012-05-24T13:22:44-08:00</dc:date.Taken>
            			<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/">nobody@flickr.com (Anselmo Sousa.)</author>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;Há sítios assim, que nos impelem a mergulhar neles, atraídos pela força mágica de um abismo que não conhecemos e que nos desafia a descobri-los com tanta coragem como inconsciência, a sermos parte dessa história da qual viemos mas da qual nos afastamos cada vez mais. O centro histórico da vila de Penedono é certamente um desses sítios aonde magia, imaginação e acima de tudo a história, nos transporta para um tempo muito difícil de conceber nos dias que correm mas que de facto foram uma realidade, pois é desse tempo que nos falam as pedras gastas, a calçada, o pelourinho na frente do Castelo, as marcas de tempos idos e acima de tudo as suas gentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da cultura dolménica chegaram até nós ecos significativos. Por exemplo, o topónimo ANTAS, de uma das freguesias do concelho, tem a sua origem, precisamente, naqueles monumentos pétreos, de finalidade religioso-funerária, que os homens do Neolítico, com esforço sobre-humano, levantaram há milhares de anos por estes confins da Beira. No limite dos montes, implantaram-se os castros; e os Romanos rasgaram os seus caminhos através destas serranias ásperas, onde vieram encontrar o ouro e a prata, metais preciosos, sempre apetecidos. Por aqui erraram, pilhando haveres e aniquilando vidas, hordas de povos bárbaros, alanos, vândalos, suevos e godos, oriundas do leste europeu. E dois séculos depois, outros povos invasores, vindos do Norte de África - os Muçulmanos - aqui viriam a fixar-se por um longo período de tempo, até serem definitivamente expulsos, na 2.ª metade do século XI, por Fernando Magno, rei de Leão. Data de 960 o primeiro documento conhecido, onde o nome de Penedono é referido na forma Pena de Dono, o que quer dizer, segundo a opinião mais comummente aceite, Penha ou Castelo de Dono, sendo Dono um nome pessoal, vulgar no século X. Tal documento é uma carta, pela qual uma riquíssima dona, a &amp;quot;devota&amp;quot; Flâmula (ou Chama), encontrando-se doente e temendo o dia da sua morte, lega a sua tia Mumadona, fundadora do mosteiro de S. Salvador de Guimarães, inúmeras propriedades, castelos e povoações, aquém e além-Douro, incluindo algumas salinas em Aveiro, para que tudo fosse vendido, revertendo o produto da venda em benefício dos cativos, peregrinos e mosteiros. Entre os castelos legados, figuravam os de Trancoso, Moreira, Longroiva, Numão, Almendra, Pena de Dono, Sernancelhe, Caria, e muitos outros. Nos finais do século XII, pertencia a vila de pena de dono à coroa dos reis de Portugal. Com o intuito de incrementar o seu repovoamento, outorgou-lhe D. Sancho I, juntamente com seus filhos, no ano de 1195, carta de foral, pela qual são concedidos aos moradores, especialmente aos cavaleiros, muitos privilégios. Em Outubro de 1217, foi foral confirmado por D. Afonso II, filho e sucessor de D. Sancho I, juntamente com a sua mulher, a rainha D. Dulce, e seus filhos, os infantes D. Sancho, D. Afonso e Dona Leonor. &amp;quot;A importância de tal confirmação ressalta do número e qualidade das pessoas que nela intervieram como confirmantes, nada menos do que oito bispos: Estêvão, arcebispo de Braga; Martinho, bispo do Porto; Pedro, bispo de Coimbra; Soeiro, bispo de Lisboa; Soeiro, bispo de Évora; Pelágio, bispo de Lamego; Bartolomeu, bispo de Viseu; Martinho, bispo da Guarda; e ainda Martinho João, alferes-mor do Rei; Pedro João, mordomo da Cúria; e mais doze Senhores da Corte, sendo sete como confirmantes e cinco testemunhas&amp;quot;. Em 1321, no reinado de D. Dinis, existiam em Penedono três igrejas paroquiais, das invocações de S. Pedro, S. Salvador e Santa Maria Madalena, cujas rendas foram calculadas, respetivamente, em 50, 40 e 100 libras cada uma. No decorrer do tempo, extinguiu-se a paróquia de Santa Maria Madalena, repartindo-se os fregueses pelas de S. Pedro e S. Salvador. Hoje já só existe a de S. Pedro. O último foral de Pena de Dono data do tempo de El- Rei D. Manuel I, o Venturoso. Trata-se do &amp;quot;foral novo&amp;quot;, subscrito por Fernão de Pina, a 27 de Novembro de 1512. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As rendas e os direitos anuais, devidos à Coroa, fixados em 2970 réis, deviam ser pagos pelos moradores do concelho ao alcaide do castelo da vila. Do gado miúdo (ovino e caprino) que sem licença entrasse nos montados, levaria o concelho 1 real por cabeça; e do gado vacum, 10 reais. Seguem-se os capítulos de Armas, Sentenças e Gado do Vento, referentes, o primeiro, à pena de arma; o segundo, à execução das sentenças; e o terceiro ao gado do vento, isto é, o gado encontrado a vaguear pelos montes, sem dono conhecido. Entre os direitos particulares, são mencionados a portagem de entrada na vila e o forno de cozer pão. (e julgava eu que as portagens era uma coisa do nosso tempo). Do Cadastro da População do Reino, elaborado em 1527 por ordem de D. João III, consta que na vila de Penedono e seu termo havia então 486 moradores ou fogos, o que equivalia a cerca de 1500 habitantes. O lugar mais populoso era o das Antas, com 130 moradores, seguindo-se Castainço com 85, a Beselga com 82 e a Prova com 78. Em penúltimo vinha a Vila com 73 e, por fim, Alcarva com 48. Só nas Antas, constavam quase um terço do total da população do concelho. Por decreto de 23 de Dezembro de 1873, foi suprimido o julgado de Penedono, apenas ficando a existir o concelho. Este, por seu turno, seria extinto em 1895, por decreto de 7 de Setembro, mas de novo restaurado em 1898 a 13 de Janeiro, com todas as freguesias que o constituíam antes da extinção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Castelo de Penedono é uma das fortalezas referidas na célebre doação de D. Flâmula (ou Chamôa Rodrigues) ao Mosteiro de Guimarães, em 960, o que assegura ter sido, por essa altura, um ponto de incontornável importância na defesa e organização da Beira Alta Interior. Da configuração dessa fortificação, todavia, nada se sabe, nem da que foi conquistada por D. Fernando Magno, um século depois, ou mesmo da que os primeiros monarcas portugueses agraciaram com privilégios e foral (1195). O monumento que chegou até aos nossos dias resulta de uma reconstrução quase integral executada nos finais do século XIV. D. Fernando incluiu a povoação no termo de Trancoso, município que pretendeu destruir o castelo. A esta intenção reagiram negativamente os homens-bons de Penedono que conseguiram autonomizar-se. A vila foi então doada a D. Vasco Fernandes Coutinho, que reconstruiu a fortaleza. Novas obras tiveram lugar no final do século XV e inícios do seguinte, incentivadas por D. Francisco Coutinho, vedor das obras reais na Beira. É um insólito castelo-paço de planta poligonal e rodeado por uma baixa barbacã. A fachada principal está voltada a Ocidente e integra portal de lintel reto com arco apontado entre torres quadrangulares coroadas por ameias, ligadas por um passadiço superior que defendia ativamente a entrada. O interior é hoje uma ruína do paço senhorial que aqui existiu. Ainda são identificáveis as escadas de acesso ao adarve, encostadas à muralha, mas fendas provocadas certamente de uma forma intencional nestas estruturas não permite, numa abordagem imediata, o reconhecimento da estrutura do paço. É de supor que a habitação nobre tenha sido genericamente de três andares, mas o conjunto carece, ainda, de um estudo monográfico rigoroso que possa interpretar os muitos indícios conservados. No século XV, ainda não totalmente com a configuração atual, o castelo é apontado como o local de nascimento de D. Álvaro Gonçalves Coutinho, celebrizado por Luís de Camões com a alcunha de “o Magriço”. A história em que tomou parte pode considerar-se o paradigma da mentalidade cavaleiresca medieval, em que doze cavaleiros portugueses partiram para Inglaterra para em torneio, defrontar outros tantos ingleses que haviam injuriado a honra de doze damas da corte dos Lencastre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Visitada por Alexandre Herculano em 1812, a fortaleza de Penedono já se encontrava em ruínas, assim permanecendo até à atualidade. Em 1940, no âmbito das comemorações dos Centenários, promovidas pelo Estado Novo, o castelo foi alvo de intervenções de restauro. Alguns panos de muralha e torres, que se encontravam danificados, foram parcialmente reconstruídos, aproveitando-se a ocasião para lajear os pavimentos e beneficiar os acessos. Novos trabalhos ocorreram em 1949 e 1953, mais vocacionados para a consolidação das estruturas, o que contribuiu para que o conjunto chegasse até à atualidade num relativo estado de genuinidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda da Fraga do Castelo de Penedono&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem vários rochedos à volta do Castelo de Penedono. No entanto, no lado Nordeste, existe um rochedo parecido com um escorrega, onde nunca cresceu musgo nem qualquer outra forma de vida como acontece nos outros e tem uma cor avermelhada. Conta a lenda que por esta rocha inclinada correram rios de sangue derramado pelos mouros quando estes foram derrotados e atirados do alto do Castelo indo embater neste penedo singular. Havendo no entanto outra versão que conta ter existido no Castelo de Penedono, um certo cavaleiro, muito apaixonado, para conquistar a sua amada, com o seu cavalo este andaria por cima das ameias em singela manifestação e sinal do seu amor. Este cavaleiro e o seu cavalo tiveram como não seria de esperar outra coisa um triste fim num trágico dia em que cavalo e cavaleiro perderam o equilíbrio e caíram em cima deste rochedo ficando o mesmo pintado de vermelho com o seu sangue e desde então nenhum organismo vivo se atreveu a ocupar tamanho símbolo de dedicação e amor…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Lenda das Duas Pedras do Castelo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No lado direito da fachada principal do castelo de Penedono distinguem-se, facilmente, duas pedrinhas brancas, relativamente próximas. Estas pedras são as tampas de duas caixinhas misteriosas, aí deixadas por uma moura muito rica, que ali viveu e que ali escondeu a sua fortuna para que ninguém a roubasse, tendo colocado numa caixa todos os seus tesouros e na outra, uma perigosíssima mensagem que causaria a morte imediata e outros grandes malefícios a quem ousa-se tocar-lhe! Como ninguém sabe em qual das caixas se esconde o tesouro, alma alguma até hoje, ousou removê-las com o receio de se enganar e abrir a caixa da maldição e dos terríveis presságios que lhes cairia de imediato em cima, bem como em toda a população de Penedono... Seria essa a única altura em que eu não gostaria de fazer parte desta magnifica terra da Beira interior deste estranhamente belo Pais…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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    <media:credit role="photographer">Anselmo Sousa.</media:credit>
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			<title>Portugal - Castelo de Ourém - Dele se contam histórias de Reis, a ele se associam lendas. Uma delas explica o nome dado à vila. Segundo a lenda, esta vila deve o seu nome a uma história de amor…</title>
			<link>http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7266468406/</link>
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&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/anselmo_sousa/7266468406/&quot; title=&quot;Portugal - Castelo de Ourém - Dele se contam histórias de Reis, a ele se associam lendas. Uma delas explica o nome dado à vila. Segundo a lenda, esta vila deve o seu nome a uma história de amor…&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm8.staticflickr.com/7228/7266468406_e0095c8b5e_m.jpg&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;119&quot; alt=&quot;Portugal - Castelo de Ourém - Dele se contam histórias de Reis, a ele se associam lendas. Uma delas explica o nome dado à vila. Segundo a lenda, esta vila deve o seu nome a uma história de amor…&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Considerado um dos mais belos de Portugal, o castelo de Ourém apresenta ainda hoje algumas das marcas da sua edificação primitiva, datada do século XII. Situado no alto de uma colina, este edifício medieval proporciona uma impressionante vista panorâmica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Situado num morro que desce até à zona antiga da cidade de Ourém está o seu castelo medieval. O edifício, cuja data de construção, apesar de incerta, remonta ao século XII, tem características acentuadamente defensivo-militares. Este local terá sido habitado desde a pré-história, passando pelos romanos e visigodos, até à invasão muçulmana que terá dado origem à primitiva fortificação de Ourém, de que subsistem as muralhas duas portas e algumas torres. Em 1282, D. Dinis doou este castelo à rainha Santa Isabel e no reinado de D. Pedro I, Ourém foi elevada a condado. Um século mais tarde, o Mestre de Avis atacou e tomou o castelo, depois de o conde de Ourém, durante a crise de 1385 tomar o partido de D. Beatriz indesejada pelo povo para rainha derivado ao seu casamento com o rei de Castela e a consequente perda da independência Portuguesa. Durante o século XV, o castelo de Ourém sofreu remodelações apresentando um perímetro triangular com uma cisterna ogival subterrânea no centro do recinto, desde sempre alimentada por uma fonte de água pura e abundante para a qual se desce por uma escada de pedra. De entre as melhorias feitas ao castelo, foi construído o paço dos condes, onde residiram D. Afonso IV Conde de Ourém, fidalgo e neto de D. João I, o Mestre de Avis, e Condestável D. Nuno Álvares Pereira. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A paisagem decorada com pinhais nas colinas, hortas nos vales, e vinhedos e olivais a percorrer as encostas da Serra de Aire, ainda protegida no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, envolve este castelo medieval de estilo românico. O paço e os dois torreões, erigidos em estilo florentino, em 1450, apresentam uma arquitetura invulgar, onde a função palaciana habita com uma forte estrutura militar. A sul encontram-se os já referidos torreões defensivos do séc. XV, cujos terraços, no último andar permitem admirar uma impressionante vista panorâmica. Na fachada virada a Norte, estão bem patentes as influências Norte-Africana e Italiana, com portas e janelas de estilo do gótico. Daí avista-se o amplo e panorâmico Terreiro de Santiago, com a estátua de D. Nuno Álvares Pereira, terceiro conde de Ourém que daqui terá partido para a famosa Batalha de Aljubarrota. Com a crescente procura deste espaço, por parte da população, foram alongadas as muralhas de modo a envolverem a vila, das quais ainda ficaram as Portas da Vila e as Portas de Santarém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O castelo de Ourém, assim como a região onde se insere, terão passado para o Reino de Portugal, no reinado de D. Afonso Henriques, todavia não são conhecidas as datas nem as circunstâncias da sua tomada aos mouros. Acredita-se que este local tenha sido habitado desde a pré-história, passando pelos romanos e visigodos até à invasão muçulmana, que terá dado origem à primitiva fortificação de Ourém, local designado ao tempo de Abdegas. O castelo ganhou uma certa monumentalidade quando passou para as mãos de D. Afonso, 4º Duque de Ourém e filho do primeiro duque de Bragança. No entanto, esta fortaleza de características mudéjares e góticas foi bastante devastada pelo terramoto de 1755, ficou parcialmente destruído, assim como a vila, sendo ainda mais danificado com as invasões francesas, em 1810. Classificado como Monumento Nacional, foi posteriormente restaurado pela Fundação Casa de Bragança, que lhe restituiu a sua primitiva grandiosidade. Apesar de tudo, conseguiu manter a sua beleza até hoje, no que é acompanhado pelo carácter velho e antigo do núcleo urbano de raiz medieval que alberga nas suas muralhas…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lenda de Oureana, a moura amada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Corria o ano de 1136. Numa das suas ousadas e bem-sucedidas campanhas militares, D. Afonso Henriques arrebatava a fortaleza de Abdegas, atalaia mourisca alcandorada em elevado morro, num lugar de difícil acesso que travava o avanço dos Cristãos para a linha do Tejo. Entre os intrépidos guerreiros das hostes do Conquistador encontrava-se o lendário Traga-Mouros, filho de Hermígio Gonçalves, companheiro de Afonso Henriques desde a meninice nas terras galegas do Condado Portucalense. O galã da &amp;quot;Lenda de Oureana&amp;quot; é dotado de superiores talentos, posto que é o primeiro de todos os belos Trovadores que iniciam as cantigas em Língua Galega com o novo modo de trovar trazido pelos Cruzados que, dos longínquos castelos da doce Bretanha, tinham vindo auxiliar nas lutas contra os Mouros nos tempos da reconquista. A sua voz melodiosa, a sua arte sublime de poeta e a sua sensibilidade ao dedilhar o alaúde, eram um poder mágico que abria ao guerreiro-trovador as portas de todos os castelos cristãos da Galiza até Coimbra. Os Mouros tinham esfacelado o seu valente pai, apelidado de Lutador, durante aquela sangrenta Batalha de Ourique, num golpe de traição. Chorou-o como D. Afonso Henriques que, logo em seguida, auxiliado por poderes divinos, degolou cinco reis mouros e desbaratou o poderoso exército da moirama. Gonçalo Hermigues substitui, então, no lugar de valido do rei, o seu nobre pai. Recebe a honra de governar o Castelo de Abdegas acompanhado de um valente punhado de nobres guerreiros, todos jovens e bem treinados nas duras lutas contra o infiel, segundo os criterios daquele tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Numa noite de S. João, os moços cavaleiros entretinham-se em jogos de lanças, quando um dos mais ousados propôs um treino mais proveitoso nessa noite de amores e de folgança para cristão e para mouros. Em breve, cavalgavam nos areais, batidos por mansas ondas. Embarcam no batel dos cruzados ancorado junto à praia. Rompia a madrugada de um S. João exaltante quando o batel chegou à foz de Mira. Atracaram, em silêncio, frente aos campos floridos de Alcácer. Subitamente, vindo do lado do Alcazar, o vozear pipilante de um bando de formosas e jovens mulheres. Destacando-se de todas as outras, a mais garbosa era Fátima, a filha dileta do governador do castelo. Sobre ela tombaram os olhos de Gonçalo Hermigues. Por ela ficou de imediato enfeitiçado o Traga-Mouros. Logo esquecidos os perigos, ele improvisa uma trova sublime. Desse momento se encontram vestígios nos Cancioneiros Medievais. Sem temor, a doce Fátima correu para os braços do Trovador. Tomados de êxtase, cada um dos cavaleiros arrebata uma Mourinha. No ar perfumado de giesta e rosmaninho ouviam-se as trovas que haveriam de dar o nome a Oureana:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, aproximava-se uma chusma de mouros bem armados de alfanges e adagas reluzentes. Corriam a salvar as suas irmãs e noivas. Então, o corajoso Gonçalo Hermigues deitou o corpo de Fátima que entretanto desmaiara sobre uma pequena duna e ordenou aos companheiros que fossem para o batel e o aguardassem. Sozinho, fez frente aos aguerridos sarracenos e num repente tomava a amada contra o seu peito e entrava no batel salvador. Alguns dias mais tarde, pela lua cheia de Agosto, grande festa anima a sua herdade, perto do Castelo de Abdegas. Música e danças e muitos folguedos celebram a alegria da conversão da bela moura. Nesse dia, fora celebrado o batizado e logo em seguida o casamento cristão da filha de Abu Déniz que tomara o nome de Oureana. Tanta fama teve a sua beleza e a força do seu amor que o povo trocou o nome de Abdegas pelo de Ourém. Mas o drama da manhã de S. João ferira de morte o coração dividido de Oureana. Saudades da família e das terras do Sul entristeciam-lhe a alma e roubavam-lhe o alento. Numa manhã cinzenta de Abril, começavam a florir as rosas brancas no jardim do Castelo, Oureana caía morta no caminho pare a igreja. Inconsolável, o Traga-Mouros encerra a sua dor e a sua juventude na branca cela de um Convento. Diz-se que todas as manhãs, quando o sol nascia, ele vinha rezar junto da campa da sua amada, com uma rosa branca entre as mãos e que nunca mais dedilhara as cordas do alaúde. E porque de amor também se morre, foi sobre a campa de Oureana que, num triste dia de Novembro, abandonou esta vida de paixões. Os dois ficaram para sempre unidos nesse pedaço da terra de Ourém. Terra de ligações profundas entre os homens e os Deuses. Terra de fé e de elevados ideais, cultivados de geração em geração pelos seus filhos, descendentes de Gonçalo Hermigues, o Traga-Mouros e a doce Oureana…&lt;br /&gt;
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			<pubDate>Fri, 25 May 2012 01:10:30 -0700</pubDate>
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            			<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/anselmo_sousa/">nobody@flickr.com (Anselmo Sousa.)</author>
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    <media:description type="html">&lt;p&gt;Considerado um dos mais belos de Portugal, o castelo de Ourém apresenta ainda hoje algumas das marcas da sua edificação primitiva, datada do século XII. Situado no alto de uma colina, este edifício medieval proporciona uma impressionante vista panorâmica&lt;br /&gt;
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Situado num morro que desce até à zona antiga da cidade de Ourém está o seu castelo medieval. O edifício, cuja data de construção, apesar de incerta, remonta ao século XII, tem características acentuadamente defensivo-militares. Este local terá sido habitado desde a pré-história, passando pelos romanos e visigodos, até à invasão muçulmana que terá dado origem à primitiva fortificação de Ourém, de que subsistem as muralhas duas portas e algumas torres. Em 1282, D. Dinis doou este castelo à rainha Santa Isabel e no reinado de D. Pedro I, Ourém foi elevada a condado. Um século mais tarde, o Mestre de Avis atacou e tomou o castelo, depois de o conde de Ourém, durante a crise de 1385 tomar o partido de D. Beatriz indesejada pelo povo para rainha derivado ao seu casamento com o rei de Castela e a consequente perda da independência Portuguesa. Durante o século XV, o castelo de Ourém sofreu remodelações apresentando um perímetro triangular com uma cisterna ogival subterrânea no centro do recinto, desde sempre alimentada por uma fonte de água pura e abundante para a qual se desce por uma escada de pedra. De entre as melhorias feitas ao castelo, foi construído o paço dos condes, onde residiram D. Afonso IV Conde de Ourém, fidalgo e neto de D. João I, o Mestre de Avis, e Condestável D. Nuno Álvares Pereira. &lt;br /&gt;
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A paisagem decorada com pinhais nas colinas, hortas nos vales, e vinhedos e olivais a percorrer as encostas da Serra de Aire, ainda protegida no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, envolve este castelo medieval de estilo românico. O paço e os dois torreões, erigidos em estilo florentino, em 1450, apresentam uma arquitetura invulgar, onde a função palaciana habita com uma forte estrutura militar. A sul encontram-se os já referidos torreões defensivos do séc. XV, cujos terraços, no último andar permitem admirar uma impressionante vista panorâmica. Na fachada virada a Norte, estão bem patentes as influências Norte-Africana e Italiana, com portas e janelas de estilo do gótico. Daí avista-se o amplo e panorâmico Terreiro de Santiago, com a estátua de D. Nuno Álvares Pereira, terceiro conde de Ourém que daqui terá partido para a famosa Batalha de Aljubarrota. Com a crescente procura deste espaço, por parte da população, foram alongadas as muralhas de modo a envolverem a vila, das quais ainda ficaram as Portas da Vila e as Portas de Santarém.&lt;br /&gt;
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O castelo de Ourém, assim como a região onde se insere, terão passado para o Reino de Portugal, no reinado de D. Afonso Henriques, todavia não são conhecidas as datas nem as circunstâncias da sua tomada aos mouros. Acredita-se que este local tenha sido habitado desde a pré-história, passando pelos romanos e visigodos até à invasão muçulmana, que terá dado origem à primitiva fortificação de Ourém, local designado ao tempo de Abdegas. O castelo ganhou uma certa monumentalidade quando passou para as mãos de D. Afonso, 4º Duque de Ourém e filho do primeiro duque de Bragança. No entanto, esta fortaleza de características mudéjares e góticas foi bastante devastada pelo terramoto de 1755, ficou parcialmente destruído, assim como a vila, sendo ainda mais danificado com as invasões francesas, em 1810. Classificado como Monumento Nacional, foi posteriormente restaurado pela Fundação Casa de Bragança, que lhe restituiu a sua primitiva grandiosidade. Apesar de tudo, conseguiu manter a sua beleza até hoje, no que é acompanhado pelo carácter velho e antigo do núcleo urbano de raiz medieval que alberga nas suas muralhas…&lt;br /&gt;
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A lenda de Oureana, a moura amada.&lt;br /&gt;
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Corria o ano de 1136. Numa das suas ousadas e bem-sucedidas campanhas militares, D. Afonso Henriques arrebatava a fortaleza de Abdegas, atalaia mourisca alcandorada em elevado morro, num lugar de difícil acesso que travava o avanço dos Cristãos para a linha do Tejo. Entre os intrépidos guerreiros das hostes do Conquistador encontrava-se o lendário Traga-Mouros, filho de Hermígio Gonçalves, companheiro de Afonso Henriques desde a meninice nas terras galegas do Condado Portucalense. O galã da &amp;quot;Lenda de Oureana&amp;quot; é dotado de superiores talentos, posto que é o primeiro de todos os belos Trovadores que iniciam as cantigas em Língua Galega com o novo modo de trovar trazido pelos Cruzados que, dos longínquos castelos da doce Bretanha, tinham vindo auxiliar nas lutas contra os Mouros nos tempos da reconquista. A sua voz melodiosa, a sua arte sublime de poeta e a sua sensibilidade ao dedilhar o alaúde, eram um poder mágico que abria ao guerreiro-trovador as portas de todos os castelos cristãos da Galiza até Coimbra. Os Mouros tinham esfacelado o seu valente pai, apelidado de Lutador, durante aquela sangrenta Batalha de Ourique, num golpe de traição. Chorou-o como D. Afonso Henriques que, logo em seguida, auxiliado por poderes divinos, degolou cinco reis mouros e desbaratou o poderoso exército da moirama. Gonçalo Hermigues substitui, então, no lugar de valido do rei, o seu nobre pai. Recebe a honra de governar o Castelo de Abdegas acompanhado de um valente punhado de nobres guerreiros, todos jovens e bem treinados nas duras lutas contra o infiel, segundo os criterios daquele tempo.&lt;br /&gt;
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Numa noite de S. João, os moços cavaleiros entretinham-se em jogos de lanças, quando um dos mais ousados propôs um treino mais proveitoso nessa noite de amores e de folgança para cristão e para mouros. Em breve, cavalgavam nos areais, batidos por mansas ondas. Embarcam no batel dos cruzados ancorado junto à praia. Rompia a madrugada de um S. João exaltante quando o batel chegou à foz de Mira. Atracaram, em silêncio, frente aos campos floridos de Alcácer. Subitamente, vindo do lado do Alcazar, o vozear pipilante de um bando de formosas e jovens mulheres. Destacando-se de todas as outras, a mais garbosa era Fátima, a filha dileta do governador do castelo. Sobre ela tombaram os olhos de Gonçalo Hermigues. Por ela ficou de imediato enfeitiçado o Traga-Mouros. Logo esquecidos os perigos, ele improvisa uma trova sublime. Desse momento se encontram vestígios nos Cancioneiros Medievais. Sem temor, a doce Fátima correu para os braços do Trovador. Tomados de êxtase, cada um dos cavaleiros arrebata uma Mourinha. No ar perfumado de giesta e rosmaninho ouviam-se as trovas que haveriam de dar o nome a Oureana:&lt;br /&gt;
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Entretanto, aproximava-se uma chusma de mouros bem armados de alfanges e adagas reluzentes. Corriam a salvar as suas irmãs e noivas. Então, o corajoso Gonçalo Hermigues deitou o corpo de Fátima que entretanto desmaiara sobre uma pequena duna e ordenou aos companheiros que fossem para o batel e o aguardassem. Sozinho, fez frente aos aguerridos sarracenos e num repente tomava a amada contra o seu peito e entrava no batel salvador. Alguns dias mais tarde, pela lua cheia de Agosto, grande festa anima a sua herdade, perto do Castelo de Abdegas. Música e danças e muitos folguedos celebram a alegria da conversão da bela moura. Nesse dia, fora celebrado o batizado e logo em seguida o casamento cristão da filha de Abu Déniz que tomara o nome de Oureana. Tanta fama teve a sua beleza e a força do seu amor que o povo trocou o nome de Abdegas pelo de Ourém. Mas o drama da manhã de S. João ferira de morte o coração dividido de Oureana. Saudades da família e das terras do Sul entristeciam-lhe a alma e roubavam-lhe o alento. Numa manhã cinzenta de Abril, começavam a florir as rosas brancas no jardim do Castelo, Oureana caía morta no caminho pare a igreja. Inconsolável, o Traga-Mouros encerra a sua dor e a sua juventude na branca cela de um Convento. Diz-se que todas as manhãs, quando o sol nascia, ele vinha rezar junto da campa da sua amada, com uma rosa branca entre as mãos e que nunca mais dedilhara as cordas do alaúde. E porque de amor também se morre, foi sobre a campa de Oureana que, num triste dia de Novembro, abandonou esta vida de paixões. Os dois ficaram para sempre unidos nesse pedaço da terra de Ourém. Terra de ligações profundas entre os homens e os Deuses. Terra de fé e de elevados ideais, cultivados de geração em geração pelos seus filhos, descendentes de Gonçalo Hermigues, o Traga-Mouros e a doce Oureana…&lt;br /&gt;
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