<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<rss version="2.0"
	    xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	    xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	    xmlns:creativeCommons="http://cyber.law.harvard.edu/rss/creativeCommonsRssModule.html"
	    	    xmlns:flickr="urn:flickr:user" >
	<channel>


		<title>Arquitetura Enxaimel (Fachwerk) - Brasil</title>
		<link>http://www.flickr.com/groups/1506244@N24/</link>
 		<description>Este grupo foi criado para quem admira a arquitetura exaimel e suas variantes (enxaimel falso), muito comum no sul do Brasil em áreas de colonização alemã.

As casas no chamado estilo enxaimel são uma das principais atrações turísticas em qualquer região de colonização alemã. Quando os primeiros alemães chegaram ao Brasil, a arquitetura enxaimel já não era utilizada havia muito tempo, mas foi considerada a mais adequada para as condições encontradas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Além de fortes, as casas eram baratas e de construção simples. Enxaimel quer dizer enchimento. Primeiro, era construído o esqueleto da casa, todo de toras grossas de madeira. Entre as vigas verticais eram colocadas as horizontais e, nas extremidades das paredes, algumas em ângulo, para evitar inclinação. Pronta a &amp;quot;caixa&amp;quot;, os espaços eram completados com tijolos à vista.

O Vale do Itajaí, no Estado de Santa Catarina, tem a maior concentração deste modo construtivo na América. Os municípios de Indaial, Blumenau, Timbó  e Pomerode têm número significativo de enxaiméis, também conhecidos por &amp;quot;Fachwerk&amp;quot; no idioma alemão.

Na realidade, o enxaimel de nossa região não é uma criação alemã, assim como as arquiteturas ditas açorianas ou italianas, mas elas têm a base nos países originários. Essa técnica de construção já era conhecida pelos etruscos no século VI a.C., podendo ter iniciado até mesmo antes, talvez pelos egípcios ou povos da Mesopotâmia.

O enxaimel trazido pelos imigrantes alemães no fim do século XIX, foi desenvolvido na Alemanha entre os séculos XVI e XVIII, e é um modo de construir relativamente simples: consistia de uma construção quadrada ou retangular, contendo muitas vezes requintes artesanais como madeiramento esculpido, floreiras trabalhadas e um sem número de adereços.

Os exemplares mais antigos mostram a estrutura travejada com encaixes e, no lugar de pregos de metal, usam-se pregos maiores de madeira. Nas paredes de vedação os tijolos de argila ficam aparentes, e são inúmeros os exemplares cobertos com reboco ou pintura.

As portas e janelas, em duas folhas de madeira, são geralmente pintadas em vermelho nos caixilhos, e em verde nos planos maiores, que às vezes são inteiramente brancos. Em alguns casos, as folhas maiores trazem pinturas externas de guirlandas com pequenas flores. Clique e veja detalhes.

Desde o momento da chegada do imigrante em suas terras recém adquiridas, até a construção do enxaimel propriamente dito assim como nós o conhecemos, passaram-se diversas transformações:

Primeira fase. Inicialmente eram construídas casas com troncos roliços de palmito, bastante abundante na mata nativa, sendo a cobertura feita com outra espécie de palmácea. O piso era de chão batido. A construção era bastante pequena, e era apenas um abrigo provisório até que o terreno estivesse limpo e alguma plantação iniciada. Compunha-se de um único cômodo e uma cozinha primitiva em anexo.

Segunda fase. Essas edificações já aparecem com toda a sofisticação técnica do Fachwerk. A maioria das peças de madeira ainda são falquejadas a machado ou enxó, os esteios serrados a mão, ou também falquejados.

No preenchimento das estruturas, utilizava-se mistura de barro, capim e estrume de gado, sustentado por uma treliça de madeira falquejada, presa entre os módulos do esqueleto. As janelas eram simples, com duas folhas de tábuas. Por fatores de segurança contra incêndio e pelo fato de ainda não haver chaminé, a cozinha era separada por um corredor ao longo da fachada lateral da casa.

Terceira fase. É o nosso enxaimel propriamente dito. Com o aparecimento das chapas de ferro fundido, o fogão recebe uma chaminé, tornando a cozinha mais segura, eficiente e limpa, incorporando-se esta ao corpo da casa. Ocorre aqui uma adaptação ao nosso clima: o aparecimento da varanda, sempre oposta ao longo da casa, em direção contrária à cozinha.

Devida à alta temperatura, o sótão não era utilizado como quarto, e sim como depósito. Nesta fase, toda a madeira utilizada já é cortada por engenhos com serras movidas com rodas d’água, com exceção das peças muito grandes, de difícil transporte, que continuavam sendo falquejadas.

Na Alemanha, devido ao clima muito frio, o estábulo era junto à casa, e até sob o piso da parte residencial, isto para armazenar o calor. Com nosso clima sub-tropical, forçou-se uma dissociação da casa com o estábulo, ambas tornando-se construções independentes.

O enxaimel do Vale do Itajaí não é inteiramente original, pois que sofreu transmutação para adaptar-se às condições tropicais da região, mas reveste-se de importância porque significou um retrato de uma época da nossa colonização.

Vale lembrar que cada enxaimel foi ou é um lar, possui em si a história de muitas vidas e de muitos dos nossos antepassados. Foram construídos com muito trabalho e perseverança, e foram construções importantes no desenvolvimento desta cidade que nos enche de orgulho.

Revista Época, Ano II, No. 87, 17 de janeiro de 2000.</description>
		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 08:02:53 -0700</pubDate>
		<lastBuildDate>Mon, 11 Oct 2010 08:02:53 -0700</lastBuildDate>
		<generator>http://www.flickr.com/</generator>
		<image>
			<url>http://farm5.staticflickr.com/4086/buddyicons/1506244@N24.jpg?1286806814</url>
			<title>Arquitetura Enxaimel (Fachwerk) - Brasil</title>
			<link>http://www.flickr.com/groups/1506244@N24/</link>
		</image>

		<item>
			<title>Imitações de Enchaimel</title>
			<link>http://www.flickr.com/groups/1506244@N24/discuss/72157625141188214/</link>
			<description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/people/pasold/&quot;&gt;Fernando Pasold&lt;/a&gt; posted a new topic:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na sua opinião, é válido construir imitações do Enxaimel verdadeiro para atrair turístas? E se fosse dado um desconto no IPTU?&lt;/p&gt;</description>
			<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 08:02:53 -0700</pubDate>
						<author flickr:profile="http://www.flickr.com/people/pasold/">nobody@flickr.com (Fernando Pasold)</author>
			<guid isPermaLink="false">tag:flickr.com,2004:/grouptopic/72157625141188214</guid>
                        		</item>

	</channel>
</rss>